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Fraude no INSS: governo inicia reembolso a vítimas nesta quinta-feira; saiba como solicitar

Fachada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) • Pedro França/Agência Senado
Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os valores de volta nesta quinta-feira (24). O primeiro lote de pagamentos irá beneficiar 400 mil pessoas.
Quem fez a solicitação primeiro receberá já nos primeiros dias, uma vez que os reembolsos seguem a ordem de adesão. Após essa etapa inicial, os pagamentos ocorrerão em dias úteis, com lotes diários de 100 mil beneficiários. (veja mais abaixo como solicitar)
Segundo o governo, podem aderir ao plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades envolvidas. Ao todo, quase 1 milhão de pessoas já aderiram à devolução — quase metade dos 2,05 milhões de beneficiários aptos.
O prazo para contestação de descontos indevidos vai até 14 de novembro de 2025. Já a adesão ao acordo continuará disponível após essa data.
De acordo com o INSS, os pagamentos serão feitos diretamente na conta em que o benefício é recebido, com correção pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), sem necessidade de informar dados bancários.
Todo o processo será feito por via administrativa, sem ação judicial, informou o instituto.
Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.
Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?
Segundo o instituto, pode aderir ao acordo todo beneficiário que contestou descontos indevidos e não recebeu resposta da entidade no prazo de 15 dias úteis.
A adesão, que é gratuita, pode ser feita exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS e em agências dos Correios.
Veja o passo para aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS:
Acesse o aplicativo Meu INSS com seu CPF e senha.
Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (caso haja mais de um).
Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”.
Clique em “Enviar” e pronto. Depois, é só aguardar o pagamento.
Como funciona o processo de adesão
Primeiro, o beneficiário precisa contestar o desconto indevido (pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou agências dos Correios).
E se a entidade respondeu?
Nesse caso, os documentos estarão em análise. Segundo o INSS, o beneficiário será notificado e poderá:
Aceitar a justificativa.
Contestar por suspeita de falsidade ideológica.
Ou declarar que não reconhece a assinatura.
O instituto informa que, se houver nova contestação, a entidade terá até cinco dias úteis para devolver os valores.
Se não devolver, o caso vai passar por uma auditoria e o beneficiário poderá contar com apoio jurídico das Defensorias Públicas Estaduais para buscar as medidas judiciais cabíveis.
Grupos especiais
O INSS informou que realizará automaticamente a contestação dos descontos indevidos para beneficiários em situações específicas que ainda não solicitaram o reembolso.
Esse procedimento, chamado de contestação de ofício, segundo o INSS, contemplará:
Pessoas idosas com descontos iniciados após março de 2024 e que tinham 80 anos na época;
Indígenas;
Quilombolas.
Segundo estimativas do Instituto, essa medida beneficiará diretamente cerca de 209 mil pessoas idosas, 17 mil indígenas e 38 mil quilombolas.
Para pessoas que vivem em áreas de difícil acesso, o INSS informou que promoverá ações de busca ativa, com intensificação prevista a partir de agosto.
Outros casos
O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou no início deste mês que os casos de aposentados e pensionistas em negociação com as associações estão sendo monitorados.
“Quando ele [o beneficiário] não concordar, é gerado uma GRU [Guia de Recolhimento da União] para a instituição fazer o pagamento administrativamente. Vencido esse prazo, estamos fazendo uma auditoria para saber se é caso para pagamento ou não, para verificar se há fraude da fraude”, pontou.
Nos casos de quem entrou com ação judicial, Waller esclareceu que o segurado ainda pode optar por abrir mão do processo e solicitar o acordo.
Já aqueles que acionaram a Justiça antes da operação da Polícia Federal, receberão uma Requisição de Pequeno Valor, além dos honorários advocatícios fixados em 5%.
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Caso Araceli: corpo decapitado seria de suspeito do crime, diz defesa

O corpo encontrado nessa terça-feira (3/2), decapitado e carbonizado, em um sítio em Meaípe, em Guarapari (ES), pode ser de Dante de Brito Michelini, conhecido como Dantinho, de 76 anosm um dos suspeitos do assassinato da menina Araceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, em 1973. Apesar de ainda não haver confirmação da informação, devido ao estágio avançado de decomposição do corpo, a defesa da família afirma que a principal suspeita é de que seja mesmo Dantinho.
Dantinho, ao lado do pai, Dante de Barros Michelini, e o amigo da família, Paulo Constanteen Helal, foram investigados e julgados pelo assassinato de Araceli. Os suspeitos chegaram a ser condenados, mas foram inocentados anos depois.
Em nota, o advogado Adir Rodrigues Silva Junior informou que desde a morte do pai a vítima não tinha contato frequente com familiares.
Veja nota na íntegra:
“O advogado que representa um dos irmãos de Dante Brito Michelini, Adir Rodrigues Silva Junior, afirmou que a família vai aguardar o andamento dos trabalhos da perícia para confirmar se o corpo é mesmo de Dantinho.
Ao que tudo indica seria dele, mas não temos a confirmação, então não podemos afirmar nada. Dantinho vivia há muitos anos recluso e isolado no sítio, desde a morte do pai (Dante Barros Michelini).
Vamos agora acompanhar as investigações para saber o que pode ter motivado um crime como esse. Segundo Adir Junior, um irmão mantinha contato com Dantinho por telefone, mas não tinha qualquer informação de que ele pudesse estar sendo ameaçado”.
O corpo foi encontrado sem a cabeça em meio aos escombros da casa, que foi incendiada. A morte é tratada como homicídio pela Polícia Civil.
Relembre o caso Araceli

Sequestrada, violentada e assassinada aos 8 anos, Araceli Crespo comoveu o Brasil em 1973. Ela desapareceu no dia 18 de maio, uma sexta-feira, após sair do colégio, na Praia do Suá, em Vitória. A menina foi vista por um adolescente em um bar, no cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e César Hilal. Ele foi a última pessoa que a viu com vida.
No dia 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. A data foi instituída em homenagem ao caso Araceli e motivou a criação da Lei Federal nº 9.970, sancionada em 17 de maio de 2000.
Desaparecimento
Na noite de 18 de maio, o pai de Araceli, Gabriel Sanchez Crespo, começou as buscas pela filha.
O corpo de Araceli foi encontrado apenas em 24 de maio, em avançado estado de decomposição e desfigurado, em uma área de mata atrás do Hospital Infantil, em Vitória.
De acordo com a investigação, Araceli foi sequestrada por Paulo Helal em um bar, logo após sair da escola. No mesmo dia, ela foi levada ao Bar Franciscano, na Praia de Camburi, que pertencia a Dante Michelini. Lá, a menina sofreu abuso sexual e foi mantida em cárcere privado, sob o efeito de drogas.
As investigações também indicaram que Dante Michelini fazia ligações para a polícia, influenciando as apurações e dificultando o trabalho dos agentes. Além disso, diversas testemunhas do processo morreram durante o curso das investigações.
Os três suspeitos foram condenados em primeira instância, mas posteriormente absolvidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que alegou falta de provas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Suspeita de estelionato, "Barbie do crime" tem prisão revogada em GO

Goiânia – Conhecida como “Barbie do Crime”, a modelo Bruna Cristine Menezes de Castro foi solta nessa quarta-feira (4/2), após um pedido da defesa de revogação da prisão ser aceito pela Justiça. Segundo a polícia, os crimes dos quais Bruna é suspeita envolvem a falsa comercialização de produtos importados, principalmente aparelhos celulares, que eram anunciados em redes sociais, mas não entregues aos compradores.
Bruna foi presa pela segunda vez na última sexta-feira (30/1), no Parque Atheneu, na capital goiana. Segundo a defesa, a prisão foi motivada por um “desentendimento civil” e que a investigada buscou meios para reparar os prejuízos alegados.
Na decisão da Justiça sobre a soltura, o Ministério Público concordou com o pedido, apontando que não há motivos para a manutenção da prisão, mas destacou que ela pode ser solicitada novamente ao longo do processo.
Histórico de golpes
As denúncias contra a “Barbie do crime” foram registradas em 2015, após a denúncia de 20 moradores de Goiânia que procuraram a polícia. Segundo a investigação da época, Bruna causou um prejuízo total de cerca de R$ 50 mil para essas 20 vítimas, segundo a Polícia Civil.
Na época, a pena inicial foi de 1 ano e 9 meses de prisão, mas acabou sendo substituída por prestação de serviços comunitários e o pagamento de multa equivalente a 10 salários mínimos. Durante o julgamento dela em 2015, Bruna confessou o crime e declarou que estava arrependida.
Contra ela, também há denúncias de crimes semelhantes em outros estados, como Rio de Janeiro e Distrito Federal.
De acordo com as investigações, a jovem apelidada de “Barbie” mantinha perfis nas redes sociais de venda de produtos importados, como celulares, maquiagens e perfumes, e aplicava golpes em clientes.
Ainda durante a investigação e repercussão do caso, a “Barbie do Crime” mostrava não acreditar que seria presa em conversas com alguns clientes. Em uma conta no Instagram criada para denunciá-la, a jovem ironizou as investigações e riu quando uma das vítimas fala da possibilidade de ela ser presa.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Suspeitos tentaram atacar empresário com granada duas vezes em Goiás

Goiânia – De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), os suspeitos de tentar matar um empresário por meio de ataques com granada lançada em drones realizaram duas tentativas do crime. As ações aconteceram nos últimos dias 15 e 17 de janeiro, em Itaberaí, no noroeste goiano.
Segundo a corporação, os suspeitos não recuaram após a falha do primeiro ataque e chegaram a retornar à região com uma nova granada e uma arma de fogo, o que levou à antecipação das prisões por risco à vida da vítima. Conforme o delegado Kleber Rodrigues, o grupo pretendia continuar com as tentativas.
Três pessoas foram presas no Mato Grosso. Os suspeitos devem responder por tentativa de homicídio qualificado, extorsão e porte de artefato explosivo de uso restrito. No entanto, o processo corre em segre de Justiça.
Ataques com granada
A primeira tentativa de ataque aconteceu no dia 15 de janeiro deste ano. Segundo a polícia, a granada ficou presa ao drone e não explodiu após o equipamento colidir com o telhado da casa do empresário. Dois dias depois, em 17 de janeiro, os suspeitos voltaram ao local com um segundo drone, tentando resgatar o primeiro equipamento e o artefato explosivo usando uma corda e um gancho.
De acordo com a PCGO, houve uma falha técnica e, por isso, a primeira granada não chegou a ser acionada. Na segunda tentativa, o segundo drone não teve forças para puxar o segundo.
A polícia ressaltou que o explosivo apreendido é do tipo fragmentário, considerado armamento de guerra, com potencial letal em um raio de até 15 metros.
Dívida milionária
A investigação aponta que o atentado foi motivado por uma dívida de mais de R$ 1 milhão, relacionada à compra de sementes agrícolas. Após o empresário pedir prazo para pagamento, as ameaças começaram de forma velada e evoluíram para mensagens diretas enviadas à vítima e a familiares.
De acordo com a PCGO, mesmo após a primeira tentativa frustrada, os suspeitos continuaram fazendo intimidações, questionando a vítima e afirmando que novos ataques aconteceriam. Ainda segundo a polícia, os criminosos usavam perfis falsos em redes sociais, com imagens criadas por inteligência artificial, além de números de telefone registrados em CPFs de terceiros.
Prisões
Durante uma operação deflagrada na segunda-feira (2/2), os policiais cumpriram seis ordens judiciais, sendo três mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, em desfavor dos criminosos. Dois deles foram detidos em Canarana (MT), dentro de um veículo, quando retornavam em direção a Goiás. O terceiro foi localizado em Primavera do Leste (MT).
Eles são investigados pela prática dos crimes de tentativa de homicídio qualificada, extorsão majorada e porte de artefato explosivo.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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