Cotidiano
Fla marca no início, segura pressão do Grêmio e pega Corinthians na semi
O Flamengo está na semifinal da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (15), o time carioca marcou cedo com Everton Ribeiro e depois soube controlar espaços e segurar a pressão do Grêmio em um Maracanã vibrante. Com a vitória por 1 a 0, a equipe de Maurício Barbieri enfrenta o Corinthians na próxima fase do torneio.
A vitória do Flamengo veio graças a falha do Grêmio e finalização precisa de Everton Ribeiro. Mas também passa por uma estratégia diferente, controlando o jogo sem a bola. E, claro, pela atuação abaixo do time treinado por Renato Gaúcho.
O Flamengo volta a campo no domingo, quando visita o Atlético-PR, pela 19ª rodada do Brasileirão. O Grêmio atua no sábado, diante do Corinthians, em São Paulo.
Quem decidiu: Everton Ribeiro
Meia-atacante precisou de um chute, de primeira, para acertar o canto, fora do alcance de Marcelo Grohe. Ao longo da partida, o camisa 7 arrumou espaço para desequilibrar de novo. Não foi preciso. Uma dose só resolveu.
Quem foi mal: André
Centroavante do Grêmio não manteve o crescimento em seu rendimento, na comparação com ele mesmo, ao longo dos últimos jogos. Por vezes, trocou a vontade pela afobação e seguiu repetindo erros. Equívoco em tomada de decisão, posicionamento e até tecnicamente.
Fla aperta e depois muda
O Flamengo não quis esperar muito. No começo do jogo, marcou alto (algo que não foi mantido no decorrer do primeiro tempo) e contou com falha de Bruno Cortez para abrir o placar. Ao longo da primeira etapa, a equipe de Maurício Barbieri apresentou mudanças em relação a ela mesma. Mais reativa, voltada para bolas longas e empurrando o Grêmio para os lados. Controlando o duelo a partir dos espaços concedidos ou retirados.
Grêmio não sente o gol, mas fica longe
A postura do Grêmio não foi abalada pela desvantagem. O time gaúcho fechou o primeiro tempo com mais posse de bola e jogando todo dentro do campo do Fla. Ainda assim, esse domínio ficou longe de render empate. E até de tornar o gol algo iminente. A equipe de Renato Gaúcho ficou longe de Diego Alves.
Maracanã pulsa
A torcida do Flamengo jogou junto. Diferente da semana passada, contra o Cruzeiro pela Libertadores, o público no estádio não parou de cantar. Com ingressos mais baratos, o Maracanã injetou atitude para o time da casa iniciar o jogo em cima.
VAR em ação
Ricardo Marques Ribeiro não teve pudor e buscou auxílio do árbitro de vídeo várias vezes ao longo da partida. No primeiro tempo, ele escutou a equipe do VAR em duas jogadas que geraram pedido de pênalti (Jailson em cima de Lucas Paquetá e Paquetá com Cortez). Em ambas, a decisão de campo foi mantida.
Marlos Moreno melhora o Flamengo
O Flamengo cedeu mais campo ao Grêmio depois do intervalo e mexeu primeiro. A medida para criar algo diferente foi sacar Vitinho e botar Marlos Moreno. Com a troca, o time da casa ganhou pouco mais de posse de bola e drible diante de uma defesa bem adiantada.
Jael, Marinho…
Renato Gaúcho esperou até os 19 minutos do segundo tempo para mexer. Com um Grêmio mais agudo, rondando a área do Flamengo, o treinador tirou André e botou Jael. Seis minutos mais tarde deu a segunda cartada e sacou Léo Moura para lançar Marinho no jogo. As substituições deixaram a equipe ainda mais ofensiva e por consequência mais exposta.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1 X 0 GRÊMIO
Data e hora: 15/08/2018, às 21h45 (de Brasília)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 55.461 pessoas (50.803 pagantes)
Renda: R$ 2.467.530,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (SC) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Cartão amarelo: Diego Alves, Renê, Diego (FLA); Maicon, Luan, Douglas (GRE)
Gol: Everton Ribeiro, aos 5 minutos do primeiro tempo (FLA)
FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê; Cuéllar (W. Arão), Lucas Paquetá, Diego (Rômulo), Everton Ribeiro e Vitinho (Marlos Moreno); Henrique Dourado
Técnico: Maurício Barbieri
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura (Marinho), Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon (Alisson), Jailson, Ramiro, Luan e Everton; André (Jael)
Técnico: Renato Gaúcho
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Bruno é apresentado e vai reforçar o Vasco na Copa do Brasil
O goleiro Bruno, 41, ex-Flamengo e Rio Branco, foi apresentado nesta segunda, 16, na Fazendinha, e é o reforço do Vasco para o duelo contra o Velo Clube, de São Paulo, pela 1ª fase da Copa do Brasil. A partida será disputada na quinta, 19, às 19 horas, na Arena da Floresta. “Tínhamos a contratação do Bruno encaminhada e, agora, foi possível fechar”, declarou o técnico …
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Santa Cruz começa preparação para confronto diante do Rio Branco
O elenco do Santa Cruz iniciou nesta segunda, 16, no CT do Cupuaçu, a preparação para o confronto diante do Rio Branco. A partida será realizada na segunda, 23, a partir das 18 horas, no Tonicão, e o Santa Cruz 4º colocação no Campeonato Estadual Sicredi de 2026 com 7 pontos precisa vencer para seguir com boas chances de conquistar uma vaga na semifinal. Banguelê …
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Em 16 anos, carne e grãos desafiam hegemonia do extrativismo e redesenham a economia acreana
A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico

O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado. Foto: captada
A economia acreana passou por uma transformação profunda nos últimos 16 anos, deixando para trás a histórica dependência do extrativismo e abrindo espaço para uma agropecuária cada vez mais competitiva. É o que revela o recém-lançado relatório da Seplan, Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências (2010–2025), que detalha como carne e grãos passaram a redesenhar a estrutura produtiva e o perfil exportador do estado.
Carne bovina, carne suína e soja passaram a liderar a pauta exportadora, impulsionando um ciclo de crescimento que reposiciona o Acre no cenário do comércio internacional. Nesse período, o estado acumulou US$ 490 milhões em superávit e registrou crescimento médio anual de 11% nas exportações — quase três vezes a média brasileira.
O ponto de partida, no entanto, foi desafiador. Entre 2010 e 2014, ainda sob os efeitos da crise financeira global, o Acre enfrentou retração média de 23,2% ao ano nas exportações. A pauta era altamente concentrada: madeira e castanha respondiam por 85% das vendas externas, e o Reino Unido absorvia quase metade de tudo o que o estado exportava. A queda abrupta das exportações madeireiras expôs a fragilidade desse modelo e abriu caminho para uma reestruturação que ganharia força nos anos seguintes.
A partir de 2015, o estado iniciou um processo de diversificação, com a entrada gradual das proteínas animais. Mas a virada decisiva ocorreu entre 2020 e 2022, quando a soja registrou crescimento médio anual de 242%, saltando de US$ 1,2 milhão para US$ 14,3 milhões. Esse avanço marcou a transição definitiva de uma economia baseada em produtos florestais para uma matriz agropecuária mais robusta e integrada às cadeias globais.
O triênio mais recente consolidou essa mudança. Entre 2023 e 2025, as exportações cresceram 46,9% ao ano, alcançando o recorde histórico de US$ 98,9 milhões em 2025. A carne bovina assumiu a liderança da pauta, seguida pela soja e pela carne suína. O desempenho do último trimestre reforça essa tendência: outubro registrou US$ 8,86 milhões em vendas; novembro, mesmo com retração sazonal, já superava todo o acumulado de 2024; e dezembro encerrou o ano com alta de 20,9%, impulsionado pela castanha e pela carne bovina.
Outro aspecto marcante é a interiorização da atividade exportadora. Em 2010, Rio Branco concentrava 61% das vendas externas. Em 2025, o mapa mudou: Brasileia assumiu a liderança, com US$ 26,66 milhões, impulsionada pela carne suína e pela castanha; Senador Guiomard tornou-se o principal polo da carne bovina; e Rio Branco passou a ocupar a terceira posição, com uma pauta mais diversificada. O movimento indica que o desenvolvimento econômico deixou de se concentrar na capital e avançou para áreas de fronteira e municípios estratégicos.
A geografia comercial também se redesenhou. O Acre deixou de mirar prioritariamente a Europa e passou a se conectar com mercados mais próximos e dinâmicos. O Peru tornou-se o principal destino anual das exportações, com 27,2% do total, funcionando tanto como comprador quanto como corredor logístico para outros mercados. Emirados Árabes Unidos e Turquia consolidaram-se como compradores da carne bovina acreana, ampliando a presença do estado no Oriente Médio.
No campo logístico os avanços são significativos. A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico. Embora a via marítima ainda responda pela maior parte do escoamento, o futuro acesso ao porto de Chancay, no Peru, abre uma oportunidade histórica para o Acre se conectar diretamente ao mercado asiático e à costa oeste dos Estados Unidos.
Apesar dos avanços, persistem gargalos que limitam o potencial de expansão. A BR-364 e a BR-317 seguem como pontos críticos, com trechos vulneráveis e manutenção insuficiente. A modernização aduaneira nas fronteiras com Peru e Bolívia é urgente, assim como obras estruturantes, como o Anel Viário de Brasileia. A ferrovia planejada para conectar o Brasil ao Pacífico via Acre surge como solução estratégica para superar as fragilidades das rodovias federais e reduzir custos logísticos.
A trajetória da balança comercial entre 2010 e 2025 mostra um estado que começa a transformar sua localização estratégica em vantagem competitiva. O Acre deixa de ser periferia econômica e passa a se posicionar como corredor logístico e comercial da Amazônia, peça-chave da Rota de Integração Quadrante Rondon.
Neste cenário, o superávit recorde de US$ 93,72 milhões em 2025 aponta para a possibilidade de um ciclo duradouro de desenvolvimento, desde que os investimentos em infraestrutura e facilitação comercial avancem. O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado, possibilitando maior distribuição de renda entre os acreanos.





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