Cotidiano
Fiscalização é impedida de apurar denúncias de más condições de trabalho no Depasa/Xapuri
Presidente dos Urbanitários faz apelo ao governador para que a situação seja resolvida

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Uma equipe composta por membros da Divisão de Saúde do Trabalhador (Disat), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre); do Sindicato dos Urbanitários do Acre e da Vigilância Sanitária Municipal de Xapuri foi impedida de entrar nas instalações de uma das duas Estações de Tratamento de Água do Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa) no município.
O fato ocorreu na última quinta-feira, 26, segundo informou o presidente Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Menezes Jucá, que fazia parte do grupo, junto com a chefe da Disat, Eliane Alves Costa, e de um funcionário da Vigilância Sanitária Municipal, Faustino Silva. Eles pretendiam averiguar denúncias de más condições de trabalho no local.
Em maio passado, conforme foi noticiado, a gerência da unidade da autarquia em Xapuri foi denunciada por um funcionário da ETA onde os fiscais foram impedidos de entrar. As denúncias se deram tanto pelas péssimas condições do local de trabalho quanto por episódios de assédio moral contra servidores por parte do gerente Marcos Mansour.
Naquela ocasião, foram divulgadas fotografias que mostravam a situação de abandono em que se encontrava a estação, com alojamentos tomados por goteiras e servindo de moradia a ratos e morcegos, cujas fezes caíam na água. De acordo com Jucá, nada mudou nos últimos sete meses nas instalações da ETA e as denúncias continuaram a chegar ao sindicato.

O representante da categoria dos trabalhadores urbanitários relatou que ao chegar à estação a equipe foi impedida de entrar no local por Marcos Mansour, que teria alegado não ter sido comunicado previamente da visita. O gerente teria, inclusive, trancado as dependências que seriam vistoriadas e chegou a obstruir a passagem com os braços.
Até o fechamento desta matéria, a reportagem não havia conseguido localizar o gerente do escritório do Depasa em Xapuri, Marcos Mansour, para que ele desse a sua versão para os fatos relatados pelo sindicalista. Em maio passado, quando houve a primeira denúncia, ele negou as acusações. O espaço segue à disposição para que ele volte a se manifestar.

A reportagem também não conseguiu falar com Eliane Alves, a chefe da Divisão de Saúde do Trabalhador. De acordo com o presidente dos Urbanitários, ficou acordado entre os membros da equipe que foi impedida de entrar na estação de tratamento que um relatório seria elaborado para ser endereçado ao Ministério Público Estadual e ao Gabinete do Governador.
Apelo ao governador
Após ser impedido de visitar a estação de tratamento em Xapuri, o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, gravou um vídeo relatando o fato e fazendo um apelo ao governador Gladson Cameli para que providências sejam tomadas, pois, segundo ele, existe grande risco para a saúde dos trabalhadores que sequer têm equipamentos de proteção individual para exercer suas funções.
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Acre tem segundo maior preço do milho do país, com saca a R$ 93,60
Estado só ficou atrás de Pernambuco, segundo dados da Conab; valor pago ao produtor local foi 59% superior ao preço mínimo federal

No recorte por quilo, o Acre também se destacou: o valor médio de R$ 1,51/kg foi o terceiro maior do país, superado apenas pelo Rio de Janeiro (R$ 1,56/kg) e Pernambuco (R$ 1,52/kg). Foto: captada
O Acre registrou um dos maiores preços pagos ao produtor de milho no Brasil entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026, com a saca de 60 quilos atingindo a média de R$ 93,60. O valor coloca o estado na segunda posição nacional, atrás apenas de Pernambuco (R$ 95,00), e bem acima de produtores tradicionais como Mato Grosso, onde a saca foi comercializada a R$ 46,71.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o preço recebido pelo agricultor acreano ficou R$ 55,32 acima do preço mínimo federal vigente no estado, que era de R$ 38,28 — uma diferença de 59,10%. No recorte por quilo, o Acre também se destacou: o valor médio de R$ 1,51/kg foi o terceiro maior do país, superado apenas pelo Rio de Janeiro (R$ 1,56/kg) e Pernambuco (R$ 1,52/kg).
A trajetória é de alta: na semana analisada, o preço médio no estado subiu 2,63% na comparação semanal, 4,00% no mensal e acumula crescimento de 8,33% no ano. O desempenho reflete um cenário de valorização expressiva frente a estados com maior volume de produção, como Mato Grosso (R$ 0,81/kg), Goiás (R$ 0,87/kg) e Paraná (R$ 0,92/kg).
Resumo do Desempenho do Acre
| Indicador | Valor no Acre | Posição no Ranking Nacional | Comparativo Nacional |
|---|---|---|---|
| Preço por saca (60kg) | R$ 93,60 | 2º maior | Atrás de Pernambuco (R$ 95,00) |
| Preço por quilograma | R$ 1,51/kg | 3º maior | Atrás do RJ (R$ 1,56) e PE (R$ 1,52) |
| Prêmio sobre o Preço Mínimo | +R$ 55,32 (acima de R$ 38,28) | Maior diferença absoluta | Diferença percentual: +144,6% |
| Variação Semanal | +2,63% | – | Tendência de alta recente |
| Variação Anual Acumulada | +8,33% | – | Trajetória consistente de valorização |
Análise e Contexto
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Destaque Nacional: O Acre se consolidou como uma das regiões de maior valorização do milhono país, ocupando posições de topo tanto no preço por saca quanto por quilo.
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Prêmio de Mercado Expressivo: O dado mais significativo é o “prêmio” de R$ 55,32 sobre o preço mínimo federal (R$ 38,28). Isso indica uma forte pressão de demanda local ou regional, custos logísticos elevados para entrada de produto de outras regiões, ou uma combinação de ambos.
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Contraste Nacional Acentuado: A diferença para os grandes estados produtores é enorme:
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Acre (R$ 1,51/kg) vs. Mato Grosso (R$ 0,81/kg)
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Isso representa um preço 86% maior no Acre, ilustrando o impacto da distância dos centros produtores e do custo do frete (o chamado “frete embutido no preço”).
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Trajetória de Alta: Os dados de variação semanal, mensal e anual mostram um cenário de contínua valorização no estado, reforçando a dinâmica de mercado aquecido.
O Acre vive um cenário atípico e favorável para o produtor de milho, com preços excepcionalmente altos impulsionados por fatores logísticos e de mercado local, que o colocam em uma posição vantajosa, porém isolada, no panorama nacional da commodity.
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Governo do Acre recebe doação de mais de 12 mil litros de água para abastecer famílias afetadas pelas enchentes
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), recebeu nesta segunda-feira, 9, a doação de 1.350 fardos de água mineral da empresa Solar Coca-Cola, na sede da pasta, em Rio Branco. A iniciativa contou com a articulação da Defesa Civil estadual e da Casa Civil.
A ação tem como finalidade suprir as necessidades básicas de famílias afetadas pelas cheias em municípios acreanos, como Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá, entre outros. Os donativos totalizam mais de 12 mil litros de água.

A vice-governadora e titular da SEASDH, Mailza Assis, destaca a importância da união entre o poder público e a iniciativa privada no enfrentamento das consequências da cheia e acolhimentos às famílias. “Parcerias como essa fortalecem o cuidado com a população. A solidariedade chega mais longe e contribui para dar suporte às famílias atingidas pela cheia dos rios”, diz.
O coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Carlos Batista, relata que ficou definido que os donativos seriam direcionados conforme as demandas e necessidades identificadas pela secretaria: “Estamos em um momento de união e a doação de donativos é muito importante neste cenário de cheia que enfrentamos todo ano”.

O supervisor da Solar Coca-Cola, Willyam Lima, ressaltou que a ação representa uma forma de colaborar com as famílias que enfrentam um momento de vulnerabilidade. “Firmamos parceria com a Defesa Civil para contribuir com um item essencial, que é a água potável. Essa é uma situação que impacta toda a sociedade, e a união entre empresas e o poder público é fundamental para garantir apoio às famílias afetadas”, destaca.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Junina Pega-Pega anuncia retorno de Cley Oliveira como coreógrafo oficial para a temporada 2026
Referência nacional no movimento junino, artista assume a direção coreográfica da quadrilha na temporada em que a Pega-Pega celebra 30 anos de história
Dry Alves, Ascom
Com muita alegria, a Junina Pega-Pega anuncia o retorno de Cley Oliveira ao Acre como coreógrafo oficial da quadrilha para a temporada 2026. A chegada do profissional marca um novo ciclo criativo e artístico, reforçando o compromisso da Pega-Pega com espetáculos que unem técnica, emoção e identidade cultural.
Com uma trajetória marcada por conquistas históricas, a Junina Pega-Pega carrega no currículo sete títulos de Campeã Estadual, três títulos do Circuito Junino e três conquistas no Festival do Sesc, consolidando-se como uma das maiores referências do movimento junino no Acre e no Brasil. Fundadora do Instituto Pega-Pega, a quadrilha construiu, ao longo dos anos, um legado pautado pela excelência artística, pela valorização da cultura popular e pela formação de gerações que fazem do São João um verdadeiro espetáculo de identidade, tradição e emoção.
Cley Oliveira é administrador, coreógrafo, brincante de folguedos e um dos pioneiros na preparação de destaques juninos no Brasil, com 33 anos de atuação no movimento junino. Sua trajetória transita entre a dança popular, o teatro e a pesquisa cultural, articulando técnica, performance e tradição na formação de quadrilheiros, noivos, rainhas e marcadores. Cofundador da União Junina do Ceará e criador do workshop Hoje Dama, Amanhã Diva, Cley é referência nacional na qualificação artística do São João brasileiro.
A escolha do coreógrafo reforça o propósito da Junina Pega-Pega de construir, em 2026, um espetáculo guiado pela luz, pelo movimento e pela força de sua história. Em uma temporada simbólica, que celebra três décadas de conquistas, o encontro entre a experiência de Cley Oliveira e o brilho da Pega-Pega promete um espetáculo marcante, onde tradição e inovação caminham juntas em torno do sol, da emoção e da essência junina.



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