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Fique Atento: Existe um limite de consumo de álcool considerado seguro?
© Getty Images Consumo de álcool deve ser zero em situações específica
O que sabemos é que o consumo deve ser zero nestas situações:
1) quando alguém vai dirigir – é sabido que o álcool reduz a capacidade motora de resposta, essencial quando alguém está dirigindo. Embora cada país tenha estipulado um limite considerado seguro para dirigir, absolutamente todos os dados mostram que beber um drinque está ligado não só à maior chance de causar um acidente, mas de morrer por causa dele e também ferir outras pessoas. Embora os dados sejam indiretos, temos uma prova de que a decisão do Brasil de impor a Lei Seca de forma tão rigorosa foi acertada. Desde 2012, quando a lei ficou mais rígida, os números de mortes por lesões de trânsito passaram a cair, ano após ano depois de 2012;
2) menores de idade – também é sabido que o cérebro continua a se desenvolver até por volta dos 20 anos de idade; e o álcool afeta especialmente cérebros não completamente desenvolvidos. Quanto mais cedo esse jovem começa a beber, e quanto mais ele bebe, maiores as chances de, no futuro, ele ter uma série de problemas. E não são só físicos, como alterações importantes no funcionamento do fígado, dos hormônios e da habilidade de memória e pensamento, mas também sociais e emocionais. Quando adultos, eles vão apresentar problemas familiares, no trabalho, enfim, em vários aspectos da vida;
3) grávidas – mesmo pequenas quantidades – e isso vale também para bebidas menos alcoólicas, como cerveja – são capazes de afetar o desenvolvimento do bebê porque o álcool passa diretamente do sangue da mãe para o bebê através do cordão umbilical. Crianças cujas mães consumiram álcool durante a gestação nascem com uma série de dificuldades físicas, comportamentais e intelectuais;
4) pessoas que fazem uso de remédios para dormir, sedativos, antidepressivos – o álcool tem efeito calmante. Não é preciso dizer o que a mistura com um remédio sedativo pode causar, potencializando o efeito do medicamento a níveis potencialmente perigosos e até fatais.
Estimulantes, pelo contrário, mascaram o efeito tranquilizante do álcool, e a pessoa fica sem ter noção de se já bebeu além da conta. Isso pode levar a uma situação chamada de envenenamento pelo álcool.
Uma bebida misturada a um antidepressivo vai afetar não só a coordenação motora e a capacidade de resposta daquela pessoa, sendo ainda mais perigoso quando se dirige, como reduz a atenção e a capacidade de julgamento. Não é preciso ser médico para perceber que essa mistura tem tudo para dar errado.
O que é importante, em se tratando de bebidas alcoólicas, é balancear riscos e possíveis benefícios. Sim, pouquinha quantidade de álcool (eu insisto nisso) traz uma sensação gostosa e um certo relaxamento, por isso ele é consumido há milhares de anos. Claro que para uma grávida e alguém que já sofre com problemas de fígado, qualquer quantidade, ainda que pequena, só trará malefícios e nenhum potencial benefício.
Outra coisa importante é saber como é esse consumo. Um drinque por noite, ou seja, 7 por semana, não é a mesma coisa do que sair com os amigos e tomar 7 porções em uma só noite. O impacto para a saúde muda da água para o vinho (desculpem-me o trocadilho).
Como os efeitos do álcool no corpo dependem de uma série de outros fatores – alguns deles genéticos – e como cada pessoa bebe por variadas razões – muitas, porque nasceram em culturas em que o consumo é alto, como na Rússia -, é muito difícil fazer uma recomendação que valha para todo mundo.
Assim, os riscos que ele pode trazer são muito individuais. Uma pessoa que pode ajudar você a pesar prós e contras é o seu médico. Mas vale a dica: se você nunca bebeu, não há necessidade nenhuma de começar.
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Acreano representa o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

Foto: Reprodução/Instagram
Nascido em Rio Branco, o esquiador Manex Salsamendi Silva é o representante acreano na delegação brasileira dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Aos 23 anos, o atleta disputa sua segunda Olimpíada e segue como um dos principais nomes do esqui cross-country do país, modalidade ainda pouco difundida no Brasil.

Foto: Reprodução/Instagram
Esta é a segunda participação de Manex em Jogos Olímpicos. Ele estreou em Pequim-2022, quando entrou para a história como o primeiro brasileiro a competir em quatro provas na mesma edição do evento. Desde então, vem acumulando marcas inéditas para o país, incluindo a melhor pontuação FIS masculina já registrada por um brasileiro: 81,36, alcançada na Copa do Mundo de Oberhof, na Alemanha, em janeiro de 2026.
“Quando eu tinha oito anos, por causa do trabalho do meu pai, que é professor, nos mudamos para uma região mais ao norte, que é cercada por montanhas e, no inverno, neva. Foi aí que, como atividade extraescolar, comecei a praticar esqui cross-country no clube da região, junto com meus amigos, e foi assim que comecei a competir”, relatou em entrevista ao portal UOL.
Antes da Olimpíada principal, Manex já havia representado o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude de Lausanne, em 2020, quando terminou como o sul-americano mais bem colocado em todas as provas disputadas e superou todas as marcas nacionais de pontuação FIS até então.

Foto: Reprodução/Instagram
Mais experiente, Manex chega a Milão-Cortina após investir também na preparação mental. No fim de 2025, ele revelou ter iniciado um acompanhamento psicológico para lidar melhor com expectativas e frustrações. O trabalho, aliado à evolução física e técnica, faz com que o atleta considere esta sua versão mais completa até agora.
O principal objetivo do acreano em Milão-Cortina é avançar às fases finais da prova de sprint, ficando entre os 30 primeiros na classificatória. Mesmo ciente da dificuldade, Manex afirma que pretende colocar o Brasil na melhor posição possível e seguir construindo uma trajetória inédita para o país no esqui cross-country.
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Prefeito Jerry Correia fortalece parceria com o SEBRAE em prol dos produtores rurais e da Feira do Peixe 2026
Na manhã desta segunda-feira(09), no município de Brasiléia, o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, acompanhado do secretário municipal de Agricultura, Jeovane, participou de uma importante reunião na sede do SEBRAE Regional do Alto Acre.
O encontro contou com a presença da consultora Rina, integrante da diretoria de assuntos do agronegócio do SEBRAE, e teve como pauta principal a realização da Feira do Peixe de 2026, além do fortalecimento da assistência técnica aos produtores rurais, com atenção especial aos produtores de café do município.
Durante a conversa, foram discutidas estratégias para ampliar o suporte técnico, a capacitação e a formação dos agricultores, visando melhorar a produtividade e gerar mais oportunidades no campo. A parceria com o SEBRAE foi destacada como fundamental para o desenvolvimento de diversas ações no município, especialmente aquelas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e do produtor rural.
O prefeito Jerry Correia ressaltou que, em breve, a gestão municipal irá anunciar novidades importantes relacionadas à formação profissional e à assistência técnica destinada aos produtores rurais, reafirmando o compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento sustentável do setor agrícola.
O prefeito agradeceu ao SEBRAE e a toda a equipe do Alto Acre pela receptividade e pela constante disposição em atender as principais demandas do município de Assis Brasil, reforçando a importância do diálogo e da cooperação institucional para o crescimento da região.
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Para fortalecer comércio exterior, administração Gladson e Mailza lança programa para formar 40 empresas importadoras
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), apresentou na última sexta-feira, 6, uma estratégia inédita de formar empresas para atuação no comércio exterior. A iniciativa, em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Federacre), qualificará 40 micros e pequenas empresas para a atividade de importação. O encontro reuniu representantes de 11 associações comerciais, além de diretores e técnicos. A proposta é estruturar uma nova cultura empresarial voltada à inserção internacional.
Durante a apresentação, o titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou que o programa vai criar um ambiente prático de formação. “A meta é qualificar 40 empresas importadoras, realizando desde a capacitação até a importação efetiva. Queremos proporcionar ao empresário a experiência real da sua primeira operação, para que ele possa transformar isso em um novo negócio. Importação e exportação representam uma oportunidade estratégica para ampliar margens e diversificar mercados. Vamos alcançar empresários de todos os municípios do estado”.

Curso ofertado pelo governo em parceria com a Federacre atenderá 40 micros e pequenas empresas em todo o Acre. Foto: Luan Cesar/Seict
A presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa), Patrícia Dossa, enfatizou o impacto prático da capacitação para o setor empresarial. “São parcerias essenciais para o crescimento das associações e dos empresários que estão na ponta. Aprender a importar e, depois, conseguir andar com as próprias pernas vai fazer muita diferença. Adquirir produtos diretamente do mercado internacional amplia competitividade e reduz custos. Esse curso facilitará o acesso dos empreendedores das cidades do interior a orientações técnicas e bem especializadas”.
Para o diretor de Projetos da Federacre, Clóvis Console, o programa simboliza a aproximação concreta entre poder público e iniciativa privada. “Vamos beneficiar empresários de todo o estado, inclusive de municípios onde ainda estamos estruturando entidades representativas. A formação de grupos de importadores permitirá compras mais competitivas e fortalecerá a economia local. Trazer dinheiro novo para o Acre, por meio do comércio exterior, é uma estratégia para lá de assertiva que vai impactar diretamente na vida da nossa população com mais variedades e outros”.
Na avaliação da presidente da Associação Comercial e Empresarial de Acrelândia (Aceac), Daiane Figueiredo, a iniciativa fortalecerá o empresariado com qualificação. “Se você não investe no empresário, não tem resultado. Estou empolgada porque essa é uma oportunidade de crescermos juntos, iniciativa privada e poder público. Quem está na ponta são as associações, então isso é mais que necessário. Com incentivo e apoio, a chance de dar certo é muito maior”, concluiu, reforçando a importância da interiorização das políticas de desenvolvimento do setor.
Além da capacitação, também haverá um amplo acompanhamento especializado para que as empresas realizem a primeira operação de importação. A proposta inclui assessoria completa em todas as etapas do processo, desde a negociação internacional até os trâmites legais aduaneiros. Um dos diferenciais será a possibilidade de utilização de um contêiner compartilhado, modelo que reduz custos logísticos e dilui riscos entre os participantes. A estratégia permite que micro e pequenos empresários tenham acesso ao mercado externo com investimento inicial acessível.

Ação qualificará empresariado local a fim de diversifcar e fortalecer a economia. Foto: Luan Cesar/Seict




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