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“FIM DE UM SONHO” Discardoso encerra atividades no fim de janeiro; dono diz: “A internet e pirataria venceu”

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Loja completou 37 anos nesta sexta-feira (5) e estará com promoção “Leve 3, pague 1” até o fim do mês

Antes de facilidades como as compras pela internet, quando aquela vontade de comprar um novo CD batia, era na loja Discardoso que os moradores da Capital acreana iam conferir se o lançamento já havia chegado, ou se havia uma previsão, fazendo uma reserva e deixando seu contato para ser avisado.

Loja completa 37 anos nesta sexta-feira (5). Foto: Arquivo pessoal

Marcus José com G1/Contilnet

Da vontade de menino de seringal até a mais famosa e longa loja de discos de Rio Branco foi um longo percurso. A Discardoso, a mais antiga loja de CDs e DVDs da capital acreana, fez parte da história do cotidiano rio-branquense durante 37 anos.

Depois de todo esse tempo, no fim deste mês, o estabelecimento fecha as portas. O motivo? A concorrência desleal contra a pirataria e internet.

Fundada em 5 de janeiro de 1981, a loja comemora 37 anos de existência nesta sexta-feira (5). Com o passar dos anos, a Discardoso, localizada na Galeria Meta, se tornou um dos pontos mais conhecidos da população acreana. Mas após quase quatro décadas, a loja estará encerrando as atividades no fim deste mês.

Marciano Cardoso, 53 anos de idade, é natural de Xapuri e dono da Discardoso. Em relato à reportagem, ele afirmou que sempre foi apaixonado por música, e que isso o levou a investir na loja especializada (inicialmente) apenas em vinil.

Crise e mudanças na indústria fonográfica são alguns dos fatores que levaram ao fechamento. Foto: ContilNet

O principal motivo para o fechamento, de acordo com Marciano, é a pirataria e a mudança na indústria fonográfica, que aderiu fortemente aos formatos digitais e às plataformas de streaming.

Discardoso foi criada no início nos anos 80 e ficou em ação por mais de três décadas. Foto: Arquivo pessoal

“Nos últimos 4 anos, minha equipe e eu insistimos para tentar fazer com que a Discardoso continuasse aberta. Mas com o aumento da pirataria e outros fatores, incluindo a crise que o país vem enfrentando nos últimos anos, chegamos ao consenso de que é o momento de investir em outros negócios”, explicou Cardoso.

Além do sentido econômico, Marciano também destacou que a loja se tornou desde dos anos 80 um ponto de referência na capital, e que o fechamento é o “fim de um sonho”. “Nunca imaginei que o mercado fonográfico fosse estagnar dessa maneira. Creio que somos uma das últimas lojas realmente voltadas para a música a fechar no Brasil. Foi bom enquanto durou”, destacou.

Marciano Cardoso, dono da loja Discardoso. Foto: Arquivo pessoal

Até o fim de janeiro, a Discardoso estará com uma oferta especial para os clientes: na compra de 3 itens, você só paga o de valor mais alto. Ou seja, leva 3 e paga 1. No estoque, é possível verificar opções de CDs, DVDs, Blu-Rays, boxes de séries e novelas, e vários outros produtos.

Expansão da Discardoso

A expansão do negócio veio nas décadas de 80 e 90. Em 1983, a loja saiu da Estação e foi para o Centro, em um estabelecimento que já não existe mais. Em 1984, a Discardoso se instalou na Galeria Meta.

Foi entre o final dos anos 1980 que o ramo foi expandindo em Rio Branco. Cardoso chegou a ter cinco lojas. Eram duas na Galeria Meta, uma na Epaminondas Jácome, outra no Bosque e um pequeno ponto na Praça da Bandeira. Segundo ele, esse período foi ápice dos LPs.

Com a chegada dos CDs no mercado brasileiro, em 1990, o empresário resolveu fazer uma aposta. Ele foi até Manaus, no Amazonas, e comprou alguns toca discos e muitos CDs.

Ele conta que parou com a venda dos discos de vinil e em 1991 já não tinha nenhum deles nas lojas. O criador da Discardoso afirma que os novos produtos geraram um fascínio nas pessoas que moravam na cidade.

“Fizemos uma promoção dos vinis e vendemos tudo para começar com os CDs. Mesmo sem ter o aparelho para ouvir, muitas pessoas iam na loja nessa época para comprar os discos. O produto foi muito bem aceito na cidade, era muito atraente para as pessoas. Quando o CD chegou por aqui, houve um ‘boom’. Vendíamos muito mesmo. Criei até alguns mecanismos para fidelizar os clientes”, explica Cardoso.

Ele lembra que uma das formas de fidelizar a clientela eram os tíquetes. As pessoas que compravam um CD ganhavam um ticket. Ao ter 10 bilhetes, o cliente podia escolher um CD sem pagar nada por ele.

O empreendedor afirma que os concorrentes também usaram a ideia, mas que a concorrência sempre foi honesta e saudável, o que levou ele até outras lojas do segmento.

“Se o cliente tivesse 10 tickets e cinco fossem da minha loja e o restante das concorrentes, mesmo assim eu trocava eles pelo CD. Era uma forma de conquistar e fidelizar as pessoas. Mas, quando eu juntava os 10 tickets das concorrentes, ia nas outras lojas buscar um disco. Fazer isso não tinha problema nenhum. Os proprietários me achavam astuto por causa dessa sacada”, lembra rindo Cardoso.

Loja funciona no Centro de Rio Branco desde 1981 (Foto: Luan Cesar/G1 )

Ajuda e visitas ilustres

Marciano Cardoso conta ainda que a Discardoso não fez parte somente da vida dos clientes. Segundo ele, a loja serviu de vitrine para muitos músicos acreanos divulgarem seus trabalhos. A ajuda, para o empreendedor, sempre foi uma forma de valorizar os trabalhos produzidos no estado e de levar o nome da música acreana para todos os lugares possíveis.

“Toda a moçada da música sempre está por aqui, tanto da velha guarda quanto essa meninada nova. A gente conhece todo mundo e sempre manteve um bom contato. O artista gravava um CD, colocava aqui na loja e estampávamos na vitrine. Fiz isso com o Da Costa, Auricélio Guedes, Geraldo Leite, meu próprio irmão Jorge Cardoso entre outros”, explica o empresário.

Ele afirma ainda que fez o mesmo com a geração mais jovem, como as bandas Los Porongas e Descordantes. O dono da Discardoso conta ainda que recebeu algumas visitas. Algumas delas foram muito ilustres e inimagináveis.

Ele conheceu e conversou com muitos artistas nacionais da sua época dentro da Discardoso. Para ele, a cada nova vista ilustre, uma emoção diferente.

Marciano Cardoso relatou que Amado Batista foi uma das visitas ilustre à Discardoso, entre outros artistas de peso da musica Brasileira (Foto: ilustrativa)

“Em duas ocasiões o João Donato veio aqui na loja. Um amigo meu, que é muito íntimo dele, que trouxe nas duas vezes. Uma vez ele ficou chateado comigo porque não fui para um show dele, sempre ficava muito feliz em encontrar o acervo dele aqui. Amado Batista, Carlos Alexandre, Carlos Freire, Fernando Mendes, Genival Santos e José Augusto também já passaram por aqui”, conta Cardoso orgulhoso.

França e Cardoso conversam sobre trajetória da loja (Foto: Luan Cesar/G1)

Concorrência desleal e mudança

Foi entre os anos de 1995 e 1996 que Marciano Cardoso começou a enfrentar seus primeiros de muitos problemas que viriam depois. Nesse período, ele relata que começaram a surgir os primeiros CDs piratas em Rio Branco.

Conforme os produtos falsificados foram se tornando populares e acessíveis, as vendas na Discardoso começaram a cair. Desde então, surgiram as dificuldades.

Com a pirataria espalhada e a queda nas vendas, o empresário se viu obrigado a fechar as quatro filiais e ficar somente com a loja matriz no final dos anos 1990 e início dos 2000.

Apesar das vendas nunca mais terem sido como foram até 1996, a Discardoso foi resistindo ao tempo e as mudanças na forma de se consumir música. Mas, a força e praticidade da internet não foram superadas.

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Cardoso, dono do empreendimento alega que concorrência contra a pirataria e internet não permitem mais continuidade do negócio

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“Meu primeiro e único concorrente desonesto foi a pirataria, que bateu muito forte. Agora, por último, veio a internet. Com essa facilidade de baixar música e ver tudo de forma gratuita, a situação piorou ainda mais. Desde a época da pirataria já pensava em fechar a loja, mas resisti. Porém, nos últimos quatro anos eu teimei em manter a loja aberta e os prejuízos começaram a ficar muito grandes”, diz o empresário. 

Cardoso afirma que em 2017 teve um prejuízo de quase R$ 100 mil. Sem ter como arcar com sucessivos prejuízos, em setembro do ano passado ele decidiu encerrar as atividades da Discardoso.

“Meu primeiro e único concorrente desonesto foi a pirataria, que bateu muito forte. Agora, por último, veio a internet”, disse Cardoso (Foto: internet)

“Assim não tem como manter. A gente precisa pagar impostos, aluguel, luz e várias outras coisas. Mantivemos todo esse período aberto porque temos outros rendimentos, mas agora não dá mais”, lamenta.

Ele reflete que mesmo sendo seu sonho, a realidade bateu à porta. “Resolvi parar. Passei muitos anos preparando meu psicológico para isso. Paramos de comprar CD e agora vamos somente liquidar o estoque. Até o fim deste mês vamos estar em promoção. Quem comprar três CD’S vai pagar somente um. Quem vier nesses últimos dias vai encontrar muita coisa”, finaliza Marciano Cardoso.

Saudades

E a partir do fim deste mês quem costumou frequentar a Discardoso por muitos anos, não vai mais encontrar a loja no lugar de sempre. Simone de Freitas, gestora de políticas públicas do Corpo de Bombeiros, foi até a Discardoso para aproveitar a promoção.

Cliente desde a infância, ela declara que a loja vai deixar saudades, principalmente para quem cresceu comprando e ouvindo CDs.

“Muitas vezes encontrei presentes para mim e para outras pessoas aqui. Na época em que namorava meu atual esposo, comprei CDs da Discardoso para presenteá-lo. Para mim foi uma surpresa a loja fechar. A venda do CD e qualidade da música nele é muito melhor, é algo cultural. Essa nova geração não tem esse apego por CD”, conta.

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Há quase 40 anos no mercado, loja Discardoso vem perdendo para internet e vai fechar as portas no AC: ‘não dá mais’, diz dono

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O aposentado Luiz Enedino de França, de 73 anos, diz que sempre foi cliente da loja. Apesar de morar no quilômetro 87 da Estrada de Boca do Acre, ele foi até a Discardoso para comprar CDs de música gospel.

O aposentado conta que toda vez que vem a Rio Branco passa na Discardoso para conferir as novidades. O idoso também ficou surpreso quando soube que a loja vai fechar. 

“Sempre compro CD’S aqui. Toda vez que comprava eu guardava aqueles bilhetes, ainda tenho eles lá por casa. Acho que essa crise contribuiu para a loja fechar. É muito triste ver um comércio desse fechar”, lamenta o aposentado.

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Ambulatório Materno-Infantil de Rio Branco ultrapassa 3,1 mil atendimentos e reforça cuidado a gestantes de alto risco

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A gravidez desperta uma mistura intensa de emoções, sobretudo quando o percurso é marcado pelos desafios de uma gestação de alto risco. Em Rio Branco, esse cuidado especializado tem sido garantido pelo Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, estruturado pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, como um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança.

Foto do Ambulatório
O Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, é um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Implantado em maio de 2025 para responder a uma demanda reprimida superior a 350 gestantes que necessitavam de acompanhamento especializado, o ambulatório se aproxima de um ano de funcionamento com resultados expressivos. Entre maio de 2025 e a primeira semana de fevereiro de 2026, o serviço já realizou 3.153 atendimentos especializados, consolidando-se como referência no cuidado multiprofissional a gestantes de risco intermediário e alto, puérperas e crianças na primeira infância.

Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, os resultados alcançados pelo Ambulatório Materno-Infantil refletem o compromisso da gestão do prefeito Tião Bocalom com o cuidado às mulheres e às crianças, especialmente àquelas que vivenciam gestações de maior complexidade.

Foto do secretário de Saúde, Rennan Biths
“A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco”, destacou o secretário Rennan Biths. (Foto: Átilas Moura/Secom)

“Desde o início da gestão do prefeito Tião Bocalom, a saúde materno-infantil tem sido tratada como prioridade. A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco, reduzindo complicações e fortalecendo a rede de atenção à saúde. Esses mais de 3,1 mil atendimentos demonstram o empenho da gestão municipal em cuidar de quem mais precisa, com responsabilidade e compromisso com a vida”, destacou o secretário.

É nesse contexto que mulheres como Raíssa Fraga encontram acolhimento, cuidado e segurança. Aos nove meses de gestação, após vivenciar uma perda gestacional anterior, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório.

Foto de Raíssa
Aos nove meses de gestação, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório. (Foto: Átilas Moura/Secom)

“Em 2023, vivi uma perda muito marcante: descobri uma gravidez já avançada enquanto tratava uma pneumonia, e meu bebê já estava sem vida. A experiência deixou um trauma e muito medo. Agora, na segunda gestação, fiz todo o acompanhamento desde o início. Descobri descolamento de placenta, diabetes gestacional e pressão alta, e recebi todo o suporte no Barral y Barral, com acompanhamento constante da doutora Andressa”, relatou.

Foto de Raíssa recebendo atendimento especializado
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem”, relatou Raíssa. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Pelo relato de Raíssa, é possível perceber que o maior medo não era apenas o diagnóstico clínico, mas o receio de reviver a dor da perda. Próxima de dar à luz, ela acrescentou:

“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem, com controle da diabetes e da pressão. Hoje, com nove meses, estou na penúltima consulta e sendo encaminhada para a maternidade para os exames finais.”

Foto do secretário Rennan Biths e da gestante Raíssa
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). (Foto: Átilas Moura/Secom)

Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), após a identificação de fatores de risco. É o caso de Rosenir Rodrigues, de 37 anos, gestante de sete meses, encaminhada da unidade do Sobral.

“Descobri a gravidez aos três meses, levei um susto. Como não foi planejada e aconteceu muito próxima da outra gestação, tudo ficou mais delicado. A doutora Cássia acompanha tudo com muita atenção: pede exames, faz ultrassom, acompanha o crescimento e escuta direitinho o coração do bebê todos os meses”, contou.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil no Barral Y Barral
As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho. (Foto: Átilas Moura/Secom)

O Ambulatório Materno-Infantil funciona como um importante equipamento de apoio à Atenção Primária e à assistência de média complexidade no município. As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho.

Foto de atendimento de crianças no Ambulatório
Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Os dados assistenciais evidenciam a efetividade da proposta. Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. Também foram contabilizados 773 atendimentos em fisioterapia pélvica, 271 em pediatria, 226 atendimentos de enfermagem voltados ao risco intermediário, além de 255 atendimentos em nutrição e 50 em psicologia, assegurando cuidado integral e atuação multiprofissional.

Foto de atendimento em recém nascidos
São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, além d eoutros exames. (Foto: Secom)

A enfermeira do ambulatório, Naiane Dourado, explica que o atendimento começa com uma avaliação completa da gestante. São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, saturação e glicemia, especialmente nas pacientes com diabetes.

O pré-natal de alto risco realizado no ambulatório investe no acompanhamento contínuo, com exames periódicos, orientações nutricionais, incentivo à atividade física segura e atenção à saúde mental, permitindo intervenções precoces e redução de complicações.

Foto da Obtetra Kassia do Vale em atendimento com uma gestatnte
A obstetra destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. (Foto: Átilas Moura/Secom)

A obstetra Kássia do Vale destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. Segundo ela, a identificação precoce de condições como diabetes e hipertensão gestacional, aliada à atuação de uma equipe multidisciplinar, contribui para desfechos mais seguros para mães e bebês.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil
O Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis. (Foto: Jefferson carvalho/Secom)

Parâmetros do Ministério da Saúde indicam que cerca de 15% das gestações podem evoluir para situações de alto risco, o que reforça a necessidade de serviços especializados integrados à rede básica. Nesse contexto, o Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis.

Ambulatorio Barral y Barral 19

Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que aproximadamente 300 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência de complicações na gravidez ou no parto, além de cerca de 2 milhões de bebês que não sobrevivem após 20 semanas de gestação ou durante o nascimento. No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que atua no fortalecimento e na fiscalização de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.

Foto do secretário Rennan Biths e de gestantes esperando pelo atendimento
No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF). (Foto: Átilas Moura/Secom)

Além do impacto direto na assistência, o ambulatório fortalece a organização da rede municipal de saúde, garantindo que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil
O ambulatório garante que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado. (Foto: Jefferson Carvalho/Secom)

Por trás dos números, estão histórias como a de Raíssa Fraga, que sintetizam o papel do pré-natal de alto risco na garantia de cuidado, proteção e dignidade. Após uma perda marcada pela dor, o acompanhamento especializado permitiu não apenas o controle das condições clínicas, mas também a reconstrução da confiança em um novo desfecho.

Em Rio Branco, o acompanhamento especializado oferecido pelo Ambulatório Materno-Infantil reafirma o compromisso da Prefeitura com a ampliação e a qualificação dos serviços de saúde, consolidando-se como uma estratégia fundamental para proteger a vida de mães e bebês e melhorar os indicadores de saúde materno-infantil na capital.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Prefeitura de Rio Branco inicia retorno de famílias após vazante do Rio Acre

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, iniciou nesta segunda-feira (9), a operação de retorno das famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições, em decorrência da alagação provocada pela cheia do Rio Acre.

A ação marca o início da desmobilização do abrigo provisório após a redução do nível do rio, que nesta segunda-feira registrou a marca de 9,77 metros, oferecendo condições seguras para o retorno das famílias às suas residências.

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Segundo o tenente-coronel Balbino, da Defesa Civil, 39 famílias foram acolhidas no Parque de Exposições desde 17 de janeiro, sendo que nove já retornaram para casa com o início da operação de retorno. (Foto: Secom)

De acordo com o tenente-coronel Balbino, coordenador operacional da Defesa Civil no Parque de Exposições, 39 famílias foram acolhidas no local desde o dia 17 de janeiro. Destas, nove já retornaram para casa, duas na semana passada e sete nesta segunda-feira, quando oficialmente teve início a operação de retorno.

“Nós trabalhamos aqui no parque desde o dia 17, oferecendo toda a assistência às famílias. Nesse período, acolhemos 39 famílias e, agora, oficialmente, iniciamos a operação de volta para casa, com seis equipes atuando para garantir que esse retorno aconteça com dignidade. Essa foi uma das preocupações do nosso prefeito: envolver todas as secretarias, direta e indiretamente, para oferecer o apoio necessário às famílias”, destacou Balbino.

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No período em que permaneceram acolhidas, as famílias receberam todo o suporte oferecido pelo município. (Foto: Wilkes Silva/Secom)

Mesmo com a desmobilização gradual, o Parque de Exposições seguirá com toda a estrutura montada e equipes de segurança de prontidão, caso seja necessário um novo acolhimento em razão de eventual elevação do nível do rio.

“O parque continuará com toda a estrutura montada, com equipe de segurança cuidando das instalações, pronto para receber novamente as famílias, se houver necessidade”, reforçou o tenente-coronel.

Durante o período de acolhimento, as famílias receberam assistência integral do município. O diretor de Política de Assistência Social, Ivan Ferreira, ressaltou que o atendimento seguiu a política de acolhimento humanizado adotada pela gestão municipal desde 2021.

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Mesmo com a desmobilização progressiva, o Parque de Exposições permanecerá com a estrutura ativa e equipes de segurança preparadas para um novo acolhimento, se houver elevação do nível do rio. (Foto: Wilkes Silva/Secom)

“Desde o início da gestão do prefeito Bocalom, priorizamos levar dignidade às famílias em situação de vulnerabilidade social. No parque, acolhemos 39 famílias, somando mais de 114 pessoas, que receberam atendimento completo, incluindo Cadastro Único, assistência social, acompanhamento psicológico, benefícios eventuais e alimentação diária. No momento da saída, as famílias também recebem kit de limpeza e cesta básica, garantindo condições adequadas para o retorno aos seus lares”, explicou.

A moradora do bairro Ayrton Senna, Bianca Cavalcante, que esteve abrigada no local com o marido e três filhos, avaliou de forma positiva o atendimento recebido.

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Prefeitura segue monitorando o Rio Acre e mantém o plano de contingência ativo, com atuação integrada das secretarias para garantir resposta rápida, segura e humanizada em situações de emergência. (Foto: Wilkes Silva/Secom)

“Fomos bem atendidos. Já sabemos como funciona, pois não é a primeira vez que precisamos do abrigo. A expectativa de voltar para casa é muito boa. A gente nem imaginava que retornaria agora, mas, graças a Deus, já estamos voltando”, afirmou.

A Prefeitura de Rio Branco reforça que segue monitorando constantemente o nível do Rio Acre e mantém ativo o plano de contingência, envolvendo diversas secretarias, para garantir resposta rápida, segura e humanizada em situações de emergência, sempre priorizando a segurança e a dignidade da população.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Prefeitura de Rio Branco amplia vagas em creches e abre inscrições para o ano letivo de 2026

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, anunciou, na manhã desta segunda-feira (9), a abertura oficial das inscrições para as creches do município, trazendo como novidade a ampliação significativa do número de vagas para o ano letivo de 2026. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a educação infantil e o cuidado com as famílias rio-branquenses.

O anúncio foi realizado durante coletiva de imprensa na Creche Municipal Francisca Silva Maia, localizada no bairro Morada do Sol, com a presença do prefeito Tião Bocalom e do vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Alysson Bestene.

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O prefeito destacou que garantir vagas em creches é fundamental para apoiar as famílias, em especial as mães que precisam voltar ao trabalho. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

De acordo com o prefeito, a oferta de vagas em creches representa um momento fundamental para a população, especialmente para as mães que precisam retornar ao mercado de trabalho.

“Cuidar de crianças é um prazer e uma responsabilidade enorme. Quando assumimos a Prefeitura, não havia vagas para crianças de zero a dois anos. A partir daí, começamos a abrir novas vagas e hoje já temos quatro unidades oferecendo atendimento para essa faixa etária”, destacou Bocalom.

Este ano, estão sendo disponibilizadas 2.200 vagas para crianças de zero a quatro anos, com inscrições realizadas tanto pelo portal da Prefeitura, quanto diretamente nas unidades escolares. O número representa um avanço significativo em relação ao ano passado, quando foram ofertadas 1.600 vagas — um acréscimo de 600 novas vagas, mesmo antes da conclusão de duas novas creches que estão em fase final de obras. Com a entrada dessas unidades em funcionamento, a expectativa é ampliar ainda mais o atendimento.

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O secretário Alysson Bestene afirmou que a rede municipal passa por planejamento pedagógico e formação dos profissionais, com investimentos que contribuem diretamente para os resultados alcançados. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, ressaltou que toda a rede municipal se encontra em fase de planejamento pedagógico e de formação continuada dos profissionais. Segundo ele, os investimentos realizados refletem diretamente nos resultados alcançados pelo município.

“Ficamos felizes com esse resultado. Isso demonstra que estamos no caminho certo, investindo na educação como ferramenta transformadora do futuro dessas crianças. Hoje, Rio Branco é a segunda capital da Região Norte e a décima primeira do país em acessibilidade à educação pública, à frente de grandes capitais com orçamentos maiores. Vamos continuar avançando para melhorar cada vez mais a educação do nosso município”, afirmou o secretário.

O acréscimo de vagas possibilitará que cerca de 600 pais ingressem ou retornem ao mercado de trabalho, fortalecendo a renda familiar e garantindo mais segurança para as crianças.

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Logo cedo, Bruno Viga compareceu à Creche Francisca Silva Maia, no bairro Morada do Sol, para inscrever o filho Antony, de um ano e sete meses. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Logo nas primeiras horas do dia, o autônomo Bruno Viga, acompanhado do filho Antony Viga, de um ano e sete meses, esteve na Creche Francisca Silva Maia, no bairro Morada do Sol, para realizar a inscrição da criança.

“Chegamos cedo, fizemos a inscrição e agora é esperar o sorteio. Se Deus quiser, vamos ser contemplados para que meu filho possa começar a estudar e minha esposa possa trabalhar, melhorando a nossa rotina”, relatou.

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Assim como Bruno, Keitielly Rocha esteve na creche para inscrever o filho, concorrer a uma vaga e agradeceu à Prefeitura pela oportunidade oferecida à comunidade. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Assim como Bruno, Keitielly Rocha também compareceu à unidade para inscrever o filho e concorrer a uma das vagas disponibilizadas. Moradora da regional atendida pela creche, ela agradeceu à Prefeitura pela oportunidade.

“É uma ótima oportunidade para mães e pais que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. Vim aqui porque essa creche é uma referência”, destacou a autônoma.

Ano letivo e investimentos na educação

Sobre o início do ano letivo, previsto para o dia 10 de março, o prefeito Tião Bocalom garantiu que, até o momento, a cheia do Rio Acre não deve interferir no calendário escolar. Segundo ele, com a redução do nível do rio, muitas famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições já retornaram para suas casas, sempre respeitando a vontade dos moradores.

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De acordo com o prefeito, até o momento, a cheia do Rio Acre não deve interferir no calendário escolar. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Se houver necessidade, a Prefeitura dará todo o suporte e fará quantas remoções forem necessárias, priorizando sempre a segurança e a dignidade das famílias”, pontuou.

O secretário municipal de Educação destacou ainda que a rede está preparada para o início das aulas, com professores qualificados e estrutura adequada. Entre os investimentos realizados estão a distribuição de uniforme escolar, kit escolar, café da manhã e, como novidade para este ano, a entrega de tênis escolares para os alunos da rede municipal e papetes para as crianças das creches, garantindo mais conforto, dignidade e segurança.

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Os investimentos têm gerado resultados positivos, colocando Rio Branco como a segunda capital do Norte em acessibilidade à educação pública e referência na área. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Os investimentos refletem diretamente nos resultados. Rio Branco é hoje a segunda capital da Região Norte com melhor acessibilidade à educação pública, consolidando o município como referência na área educacional.

“Isso demonstra que estamos no caminho certo, investindo na educação como ferramenta de transformação do futuro das nossas crianças”, concluiu Alysson Bestene.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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