Acre
Feijó começa a aplicar ‘toque de recolher’ para menores de idade
Medida é para tentar reduzir índices de violência no município.
Comandante diz que medida é boa, mas não tem como ser mantida.
Yuri Marcel, do G1 AC
Para tentar coibir a violência no município, as autoridades do município de Feijó, no interior do Acre, resolveram colocar em prática uma portaria de 2011, estabelecendo horários para que menores de idade possam ficar fora de casa. A medida começou a ser aplicada na última quarta-feira (15).
De acordo com a juíza da Comarca de Feijó, Carolina Bragança, a portaria foi formulada pelo juiz anterior por causa de outros casos de violência envolvendo menores, que aconteceram no município em 2011.
O texto estabelece que menores desacompanhados dos pais e responsáveis só podem ficar na rua e em outros espaços públicos até às 19h, se tiverem até 12 anos e até às 22h, no caso dos adolescentes até 18 anos.
“Ela já está valendo desde 2011, mas agora aumentou muito o nível de violência na cidade e a gente vê, principalmente nos finais de semana, muitos menores na rua e lugar de criança e adolescente à noite é em casa”, enfatiza.
A decisão de aplicar o ‘toque de recolher’ foi tomada durante uma reunião dos órgãos de Segurança Pública que atuam no município na última terça-feira (14). Por causa da regra, os bares e casas noturnas da cidade serão fiscalizadas para garantir que estejam cumprindo o que determina a portaria.
Carolina diz que embora não existam dados sobre o índice de participação de menores em casos de violência no município, a medida seria paliativa. “É uma medida para proteção deles próprios. Porque ficam na rua sem vigilância de um adulto e ficam sujeitos a diversas situações”, diz.
Por fim, a juíza faz um alerta para os pais. “Quero pedir a compreensão da população. Os pais estão sujeitos a sanções, se os filhos forem pegos na rua após esses horários. Todo mundo está reclamando do índice de violência, mas está na hora dos pais cuidarem de seus filhos”, finaliza.
‘É uma medida muito boa’
Comandante da Polícia Militar na cidade de Feijó, o tenente José Augusto de Sousa, diz concordar com a medida e acha que vai ajudar a reduzir a sensação de insegurança no município. Porém, ele diz que não terá como manter a medida por muito tempo.
“É uma medida muito boa e a gente vai tentar ajudá-la. Vamos colocar mais policiais na rua, embora eu não tenha como manter uma medida dessa durante dois, três meses, pois meu efetivo por enquanto está bastante reduzido. Estou aguardando policiais novos que se formaram, mas não sei quando”, diz.
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Acre
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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.




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