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Brasil

Falta de ovos nos supermercados foi maior em fevereiro em todo o país

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O preço dos ovos tipo vermelho e codorna em conserva também encareceram, passando de R$ 11,46 para R$ 13,35 e de R$ 8,63 para R$ 9,35, respectivamente

Ovos de galinha: falta do alimento nos supermercados foi maior em fevereiro. (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

A indisponibilidade dos ovos nas gôndolas dos supermercados de todo o Brasil ampliou 1,9 ponto porcentual (p.p.), crescendo de 19,7% em janeiro para 21,6% em fevereiro. Com isso, o preço dos os ovos brancos tiveram o maior reajuste (alta de 18%), subindo de R$ 11,26 para R$ 13,30 neste mesmo período.

Os dados pertencem ao índice de Ruptura da Neogrid e, segundo o diretor de Relações Corporativas da empresa, Robson Munhoz, esse cenário ocorre em um momento de alta demanda internacional por ovos brasileiros, impulsionada principalmente pela crise de escassez nos Estados Unidos devido aos surtos de gripe aviária.

Segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), o país importou, apenas do Brasil, 503 toneladas do produto em fevereiro, o que representa um crescimento de 93,4% sobre o mesmo período do ano anterior.

“A nova autorização norte-americana para a entrada de ovos brasileiros destinados ao consumo humano após processamento pode ter contribuído para esse incremento, tornando os EUA o segundo maior destino das exportações do Brasil desse item no mês”, afirmou Munhoz.

O preço dos ovos tipo vermelho e codorna em conserva também encareceram, passando de R$ 11,46 para R$ 13,35 e de R$ 8,63 para R$ 9,35, respectivamente. Por outro lado, as categorias caipira e codorna comum recuaram de R$ 15,15 para R$ 14,95 e de R$ 17,16 para R$ 15,98, nesta ordem.

Leite e café

A indisponibilidade do leite subiu 1,9 p.p. em fevereiro, chegando a 12%. Quanto aos preços, todos os tipos monitorados retraíram, com destaque para o longa vida semidesnatado, que recuou 4,4%, caindo de R$ 5,82 para R$ 5,56.

O longa vida integral, sem lactose e desnatado saíram de R$ 5,95 para R$ 5,79, de R$ 6,93 para R$ 6,79 e de R$ 5,67 para R$ 5,62, respectivamente.

No caso do café, a ruptura de algumas marcas e tipos de café manteve-se praticamente a mesma, atingindo 11% em fevereiro, o que representa um leve recuo de 0,1 p.p. sobre o mês anterior.

No que se refere aos preços, o café em pó segue subindo: na lista do mês passado, a elevação foi de 7%, passando de R$ 23,48 para R$ 25,34. A versão em grãos, por sua vez, aumentou de R$ 44,46 para R$ 49,53.

Para o diretor da Neogrid, há certa dificuldade dos varejistas na reposição desses itens tradicionais na refeição matinal dos brasileiros. “Por outro lado, mesmo diante do atual cenário de alta dos preços, as vendas médias gerais no varejo alimentar cresceram em fevereiro, impulsionadas pelo calendário sem feriados e pela forte demanda pré-Carnaval.

Em relação às vendas gerais, os ovos registraram crescimento de 2,3% em fevereiro ante janeiro, enquanto o leite subiu cerca de 10%.

Segundo Munhoz, o estoque foi reforçado, refletindo no recuo de rupturas, enquanto as redes registraram alta de dois dígitos na comparação com janeiro, que é um mês tradicionalmente impactado por gastos sazonais como material escolar e impostos.

A ruptura, usada pela Neogrid, é um indicador que mostra a porcentagem de produtos em falta em relação ao total de itens de uma loja considerando o catálogo total de produtos. Calculado com base no mix de cada loja, o índice não considera o histórico de vendas e independe da demanda.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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