Acre
Exército vê redução de crimes na fronteira do Acre
Com mais de nove mil veículos vistoriados, quase R$ 1 milhão em madeira apreendida e mais de 2,6 mil quilômetros de territórios de fronteira inspecionados, a Operação Ágata XI encerrou na última quarta-feira (22) nos estados de Rondônia e Acre. De acordo com as Forças Armadas, a principal importância da operação realizada entre os dias 13 e 22 de junho foi a redução da criminalidade nas áreas fiscalizadas.
Segundo o balanço dos órgãos que participaram da operação, foi verificado que houve redução de 80% no número de boletins de ocorrência registrados em Alta Floresta e em Guajará-Mirim, 20%. Foram monitorados nos dois estados mais de 2,6 mil quilômetros de fronteira terrestre, a ações se estenderam do município de Cabixi, em Rondônia, a Serra do Divisor no estado vizinho.
Foram apreendidos durante a operação mais de 500 mil metros cúbicos de madeiras vendidas e retiradas ilegalmente, em Rondônia. Já nos dois estados foram retirados de circulação cinco armas de fogo, 400 munições e 20 pessoas foram presas em flagrante, segundo o Exército.
Para o General Comandante da 17ª Brigada, Ricardo Costa Neves, o objetivo da operação foi alcançado. “Verificamos que ao avaliar a Operação Ágata alcançamos nosso objetivo, que é diminuir a criminalidade nas fronteiras e demais municípios de Rondônia e Acre”, disse.
Foram apreendidos mais de 500 mil metros cúbicos de madeira em região de difícil acesso para os fiscais. Colaboraram com a ‘Operação Ágata XI’, a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal, Marinha do Brasil, Ibama, Base Aérea, Polícia Civil (PC) de Rondônia e demais órgãos de segurança pública e ambiental.
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.









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