Acre
Ex-prefeito de Senador Guiomard e ex-secretários são condenados por improbidade administrativa por caso de nepotismo
Justiça reconheceu contratação irregular de servidor cuja mãe ocupava cargo na administração municipal; condenados estão proibidos de contratar com o poder público por um ano

A decisão judicial reforça o compromisso do MPAC em combater práticas irregulares na administração pública e garantir a transparência e a ética na gestão municipal. Foto: internet
O ex-prefeito de Senador Guiomard, James Gomes, e ex-secretários municipais foram condenados pela Vara Cível da Comarca de Senador Guiomard por improbidade administrativa. A decisão foi proferida a pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível do município, após a constatação de nepotismo na nomeação de um servidor para cargo em comissão.
O caso ocorreu quando o servidor foi contratado para atuar nas Secretarias de Licitações e de Finanças, enquanto sua mãe ocupava o cargo de secretária municipal de Licitações e Contratos. A prática foi considerada irregular pela Justiça, que reconheceu a violação dos princípios da moralidade, impessoalidade e legalidade, conforme previsto na Lei de Improbidade Administrativa.
Com a condenação, os ex-gestores e o servidor envolvido estão proibidos de contratar com o poder público ou de receber incentivos fiscais pelo prazo de um ano. A decisão judicial reforça o compromisso do MPAC em combater práticas irregulares na administração pública e garantir a transparência e a ética na gestão municipal.
O MPAC destacou que a condenação serve como um alerta para que casos semelhantes não se repitam. “A nomeação de parentes para cargos públicos em desacordo com a legislação fere os princípios básicos da administração e prejudica a credibilidade das instituições”, afirmou o órgão em nota.
A defesa dos condenados ainda pode recorrer da decisão, mas a sentença já representa um marco no combate à improbidade administrativa no estado do Acre. A população de Senador Guiomard acompanha o caso com atenção, esperando que a Justiça continue a atuar de forma firme para coibir práticas irregulares e garantir a integridade da gestão pública.

A Justiça reconheceu que a contratação foi feita em desacordo com os princípios da moralidade, impessoalidade e legalidade, violando a Lei de Improbidade Administrativa. Foto: cedida
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Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco
Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.




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