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Evo diz que a democracia acabou e que Luis Arce “é o pior presidente da Bolívia”
Evo Morales anuncia possível processo internacional e garante que “o governo está causando uma grande convulsão”

Evo Morales na radio Kawsachun Coca. Foto: Kawsachun
“Vocês não entendem, eu não entendo, a democracia acabou aqui ”, foi assim que o ex-presidente e líder do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales, reagiu nesta sexta-feira após uma câmara constitucional em La Paz, presidido por Israel Campero, obrigará o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) a supervisionar o polêmico congresso Arcista em El Alto. que começou hoje dia 3, vai até 5 de maio.
Em seu programa dominical “Evo es pueblo”, que foi antecipado como emergencial para esta sexta-feira devido à situação política e durou quase duas horas, Morales disse que o governo do presidente Luis Arce “começou a acabar com a democracia depois de destruir a economia nacional.” e disse mais, ”que o seu ex-Ministro da Economia administra o país com decisões judiciais, totalmente inconstitucionais”.
Demanda internacional e extensão
O ex-presidente perguntou à sua equipe jurídica “como fazer uma reclamação internacional” e confirmou que a Direção Nacional do MAS “travará uma batalha jurídica” nacional e internacionalmente para, segundo sua versão, demonstrar ao povo boliviano e ao mundo inteiro que eles estão “com a verdade, a razão e a legalidade”.
Morales, que participou de seu programa junto com o senador Leonardo Loza, o ex-ministro Carlos Romero e alguns dirigentes, considerou que não se trata mais apenas de defender a democracia interna do MAS, mas da democracia boliviana como um todo.
Pois bem, “ estou quase convencido de que, neste ritmo, através dos auto-ampliados (magistrados), a administração de Lucho Arce vai ser ampliada (…) porque no ano passado ele disse que uma nova liderança militar deve ser criada”, ele indicou.
Sublinhou que qualquer problema que ocorra no país “será da responsabilidade do governo nacional” e reiterou que errou ao eleger “Lucho Presidente” porque garantiu que “foi platista. Ele está interessado em dinheiro e não no país.”
Reunião de emergência e “apreensão”
Morales informou que foi chamado para participar de uma reunião de emergência do Pacto de Unidade marcada para a tarde do próximo domingo em Cochabamba.
Ele observou que nessa reunião será feita uma “avaliação profunda” e ainda falou em uma possível “apreensão”.
“Cuidado então eles nos culpam, os Masistas, dizem-nos os Evistas, estão a provocar”, alertou. “ O governo está a causar uma grande agitação, não nos culpem ”, insistiu mais tarde.
“Lucho, o pior presidente”
Morales garantiu que não está sozinho, que não vai desistir nem se vender e que a história julgará quem está certo.
Mas “quero que o povo boliviano saiba: Lucho será o pior presidente da história democrática da Bolívia, ele é o pior agora , acabou”, disse ele.
Considerou que a justiça é usada “para encobrir a corrupção da família e dos ministros”, e por isso são proferidas “sentenças totalmente inconstitucionais”.
“É questão de tempo, de força, vamos recuperar a democracia (…). “Não sei no que o Lucho está se metendo, mas (espero) que ele não se arrependa se o povo se mobilizar”, concluiu.
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“Trabalhei com o pé no chão e uma mala cheia de projetos para o campo”, diz Luis Tchê ao reassumir mandato
Deputado retorna à Aleac após mais de três anos à frente da Secretaria de Agricultura e faz balanço da gestão voltada ao produtor rural.
Por Ronan Matos, do Diário do Acre
O deputado estadual Luis Tchê (PDT) reassumiu, nesta terça-feira (10), sua cadeira na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), após permanecer por pouco mais de três anos à frente da Secretaria de Estado de Agricultura. O retorno ao parlamento ocorre depois de sua exoneração do cargo no Executivo e encerra o período em que esteve licenciado do mandato.
Antes da sessão, Tchê conversou com a imprensa e fez um balanço da passagem pela pasta. Segundo ele, a experiência no comando da secretaria permitiu a execução de ações com foco direto no produtor rural. “O governador Gladson Cameli e a vice Mailza Assis nos deram a oportunidade de comandar uma pasta extremamente importante que é a agricultura. Trabalhei um relatório de gestão para prestar contas do trabalho que nós fizemos e fiquei impressionado com a quantidade de ações realizadas, sempre com o pé no chão”, afirmou.
O parlamentar destacou que a condução das políticas públicas exigiu presença constante no campo e diálogo direto com agricultores. “Na agricultura não dá para ficar no ar-condicionado. É preciso andar, conversar e dialogar com o produtor e a produtora rural. Foi assim que construímos os programas”, disse. Entre as ações citadas estão iniciativas voltadas à cadeia do café, com concursos, qualificação de técnicos e capacitação de produtores, além do início de políticas de incentivo à produção de cacau.
Tchê também mencionou investimentos em áreas estratégicas, como a implantação de uma incubadora de ovos com capacidade para 60 mil pintos por ciclo, a retomada do projeto do pinto de um dia e a realização do primeiro curso de barista do Acre, previsto para março. Ao retornar à Aleac, ele substitui o deputado Marcos Cavalcanti (PDT) e classificou a transição como tranquila. “Volto com uma mala cheia de projetos e boas intenções para melhorar a vida do homem do campo”, concluiu.
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‘Sempre correu para conquistar as coisas’, diz pai de mecânico do Acre que morreu afogado em Santa Catarina
Wesley Fernandes Braga, de 26 anos, desapareceu no mar na madrugada de 25 de janeiro em Balneário Piçarras. Corpo do jovem deve chegar no Acre na madrugada de quarta-feira (11)

Acreano Wesley Braga morreu afogado em Balneário Piçarras, cidade localizada no estado de Santa Catarina. Foto: Arquivo pessoal
“Um menino incrível, amoroso, sorridente, todo mundo gostava dele, muito fácil de fazer amizades, que nunca teve problema com ninguém”.
É assim que o motorista de ônibus interestadual Israel Souza Braga, de 44 anos, descreve o filho Wesley Fernandes Braga, de 26, que se afogou no Balneário Piçarras, em Santa Catarina, no último dia 25 de janeiro.
Após mais de duas semanas, o corpo de Wesley deve chegar em Rio Branco às 0h45 desta quarta-feira (11). O velório será na Igreja do Evangelho Quadrangular, na Rua da Paz, no bairro Belo Jardim 2, na capital acreana. O sepultamento está marcado para às 9h do mesmo dia, no Cemitério Morada da Paz.
O pai de Wesley disse que o jovem morava há cerca de quatro anos no estado sulista, com o objetivo de trabalhar e consolidar a carreira na área de mecânica. A vítima nasceu em Rio Branco e foi criada no bairro Belo Jardim, no Segundo Distrito da capital acreana.
“Um menino muito trabalhador, sempre correu para conquistar as coisas dele desde cedo, super inteligente, gostava de trabalhar e teve a oportunidade de ser mecânico”, detalhou.
Foi no Acre que Wesley começou a atuar como mecânico e, logo depois, surgiu uma proposta para ir para Santa Catarina. De acordo com o pai do acreano, a família foi informada sobre o que tinha acontecido na manhã do dia 25 por meio de outro filho dele que estava no mesmo estado. Wesley desapareceu no mar por volta das 0h20 daquele dia.
Ao saber da notícia, Israel decidiu ir para o estado catarinense para auxiliar nas buscas pelo filho. A família, segundo ele, está despedaçada.
“Eu como pai, meu Deus do céu, só Jesus na causa, a mãe dele está inconsolável. Alguns amigos conseguiram o dinheiro para a passagem para eu me deslocar para Santa Catarina, para Piçarras. Cheguei lá no dia 27 para as buscas do meu filho que estava no mar, ninguém tinha achado. Mas, no dia que eu cheguei lá, graças a Deus, os bombeiros localizaram o corpo, resgataram e começou a aflição”, compartilhou emocionado.
Após encontrarem o corpo de Wesley, a família e os amigos iniciaram uma campanha, por meio de uma vaquinha solidária, para conseguirem fazer o traslado do corpo ao Acre.
Amava praticar esportes
Wesley não era casado e não tinha filhos. O pai do acreano também detalhou que o filho amava praticar esportes, principalmente, o futebol.
“Quando viveu aqui entre nós, ele gostava muito de estar com a nossa família, com a avó dele, com os tios, o pai, a mãe. Ele era um menino de ouro que saiu daqui empregado e não foi aventurar nada”, afirmou.
Israel disse ainda que o acreano iria visitar a família em março deste ano.
“O menino que tem uma profissão, excelente profissional e aonde ele ia chegar, aonde chegasse, teria o espaço dele no mercado de trabalho, um bom mecânico”, declarou o pai de Wesley com orgulho.

Wesley trabalhava como mecânico no estado catarinense. Foto: Arquivo pessoal
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Polícia Civil prende foragido que descumpriu medida protetiva e tentou matar comerciante em Xapuri
O suspeito, armado com uma arma branca, ao ver a ex-namorada acompanhada de outra pessoa, atacou por ciúmes o comerciante conhecido popularmente como “Teodoro”, morador do bairro da Sibéria

Durante o período em que esteve escondido, conforme a investigação, ele enviou mensagens ameaçadoras à ex-namorada, inclusive desafiando a Justiça. Foto: assessoria
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Xapuri, cumpriu na manhã desta terça-feira, 10, um mandado de prisão contra J.S.S., de 25 anos, que estava foragido da Justiça. A prisão ocorreu na zona rural do município, no seringal Nova Esperança, colocação Maloca, onde o acusado residia.
De acordo com a ordem judicial, a prisão foi decretada pelo descumprimento de uma medida protetiva em favor de sua ex-namorada. O investigado é acusado de uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada do dia 11 de janeiro deste ano, no bairro da Sibéria, em um bar localizado na região conhecida como “4 Bocas”, em Xapuri.
Segundo o inquérito policial, o suspeito, armado com uma arma branca, ao ver a ex-namorada acompanhada de outra pessoa, atacou por ciúmes o comerciante conhecido popularmente como “Teodoro”, morador do bairro da Sibéria. Ele desferiu um golpe no pescoço da vítima e ainda tentou realizar outras perfurações, mas foi impedido pelos seguranças do estabelecimento.
Após o crime, o autor fugiu do local e passou a ser considerado foragido. Durante o período em que esteve escondido, conforme a investigação, ele enviou mensagens ameaçadoras à ex-namorada, inclusive desafiando a Justiça, o que reforçou a necessidade da prisão preventiva.
Diante dos fatos, o delegado Luccas Vianna representou pela prisão do acusado, que foi decretada pelo Judiciário e cumprida pela Polícia Civil. O preso foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.


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