Queda nos preços internacionais do gás e do petróleo têm impacto na economia boliviana - BBC
Queda nos preços internacionais do gás e do petróleo têm impacto na economia boliviana – BBC

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, o ministro da Economia e Finanças da Bolívia, Luis Arce, disse que a Bolívia tem sua própria “receita” econômica e que a expansão “não será afetada” apesar das quedas nos preços internacionais do petróleo e do gás.

O gás é um dos principais componentes da economia boliviana, representando 35% das exportações.

No ano passado, a Bolívia cresceu 5%, de acordo com a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), o maior índice da América do Sul, e 5,5%, segundo o governo boliviano.

Esse crescimento é bem acima da média regional de 1,1% em 2014 e do 0,2% registrado pela economia do Brasil segundo as projeções da Cepal.

O desempenho econômico foi “fator decisivo” para os mais de 60% dos votos que o presidente Evo Morales recebeu em outubro passado, com vitória em oito dos nove Departamentos (Estados) bolivianos, incluindo o reduto opositor Santa Cruz de la Sierra, dizem analistas ouvidos pela reportagem.

Morales toma posse para o seu terceiro mandato nesta quinta-feira, com a presença de vários líderes políticos internacionais, entre eles a presidente Dilma Rousseff, que visita o país pela primeira vez desde que assumiu o Palácio do Planalto em 2011.

Primeiro indígena a chegar ao Palácio presidencial Quemado, em La Paz, Evo tem mandato até 2020, completando 14 anos na Presidência.

Ele governa em meio à queda nos preços internacionais do petróleo e do gás e com o desafio de, apesar disso, manter a economia boliviana em seu ritmo de expansão acima de 4% anual – índice que foi registrado em quase dez anos, segundo dados oficiais do país.

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