Brasil
Estado de Rondônia completa 38 anos de instalação: a História, colonização e ciclos econômicos
Rondônia há 38 anos instalado o 23º Estado brasileiro.
Representando o presidente João Figueiredo, o ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel declara instalado, da sacada do Palácio Presidente Vargas, o Estado de Rondônia e extinto o Território Federal criado há 39 anos.
FATOS: 1791 – É publicado na Inglaterra o Britain’s Observer, primeiro jornal de domingo do mundo. 1863 — Fundação da Igreja Nova Apostólica, uma igreja cristã e quiliástica, em Hamburgo, Alemanha, de caráter restauracionista. 1950, inicia a divulgação comercial do disco de vinil, mais conhecido como LP ou “bolachão”.
1956 – O pintor brasileiro Cândido Portinari entrega os painéis de Guerra e Paz para a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. 1905 – Basce Emílio Garrastazu Médici, 28º presidente do Brasil. 1984 – Morre John Rock, cientista norte-americano que descobriu a pílula anticoncepcional feminina.
1988 – O cartunista Henfil morre vítima de AIDS. Hemofílico, ele foi contaminado numa transfusão de sangue. 2019 — Grupo de Lima anuncia que seus países membros não reconhecerão o segundo mandato de Nicolás Maduro como Presidente da Venezuela.

Governador Jorge Teixeira de ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel, no dia 4 de janeiro de 1982 quando Ackel instalou o Estado de Rondônia e, em seu discurso, lembrou que o Estado só estaria efetivamente completo quando da promulgação de sua Constituição, o que aconteceu em 1983 (Foto: arquivo).

Redação do jornal rondoniagora.com
O memorialista Anísio Gorayeb e o historiador Aleks Palitot, contam um pouco da história do nosso Estado e relembram acontecimentos que marcaram época. Criação, Colonização, crescimento da população, migração e entre outros assuntos, foram comentados na matéria especial preparada pela redação do jornal online rondoniagora.com.
Anísio Gorayeb, que também é jornalista e economista, relembra que a criação do Estado de Rondônia era um sonho antigo. “Esse sonho que vem desde a criação do Território do Guaporé, por Getúlio Vargas em 1943. Em 1956, passou a se chamar Território Federal de Rondônia em homenagem a Marechal Rondon.
A emancipação, que aconteceu em 1982, era um sonho que vinha de décadas, porque enquanto Território Federal, éramos apenas um braço da União, subordinados politicamente, ou seja, não elegia governador, prefeito, senador, apenas um deputado federal. Então, havia uma necessidade de o povo viver uma democracia”, lembra.
No dia 22 de dezembro de 1981, o Estado foi criado, através de uma lei complementar, mas para que isso acontecesse foi uma longa caminhada, segundo o memorialista. “Temos que reverenciar e lembrar de uma pessoa que pouco é lembrada, o coronel Humberto Guedes, que preparou o Território para a transformação em Estado.
Naquela época, o coronel Jorge Teixeira ganhou a nomeação de governador do Território Federal de Rondônia, do presidente Figueiredo, como uma espécie de premiação pelo brilhante trabalho que fez como prefeito de Manaus”, contou Anísio Gorayeb.
Segundo ele, o coronel Jorge Teixeira foi uma das pessoas mais importantes na época, porque estava na transição, foi o último governador do Território e primeiro do Estado. “Claro que para isso acontecer, ele teve o apoio do Governo Federal. Temos que registrar o empenho do ex-ministro do interior Mario Andreazza, que trabalhou para isso e a boa vontade do ex-presidente Figueiredo, que sancionou a lei complementar 41, que criou o Estado”, disse o memorialista.

Crescimento da população
Anísio Gorayeb ressalta que Rondônia foi o único Estado que deu certo a reforma agraria no país e único Estado que tem todas suas regiões povoadas. “Quando passamos para Estado em 1981, nossa população era de 590 mil habitantes e hoje temos mais de 1 milhão. Foi um dos estados que mais cresceu fora da média e ainda cresce. Rondônia foi um salto, um pulo no desenvolvimento e nossa força está no campo, no agronegócio. Temos uma agricultura diversificada, uma agropecuária forte, piscicultura e temos as indústrias se instalando no laticínio. Rondônia é um Estado pujante, mas também devemos muito a imigração, que ocorreu nesse período. Nosso Estado é economicamente forte, mas temos que ter cuidado para que não aconteça como aconteceu com outros estados que tinham suas riquezas e hoje passam por dificuldades”, ressaltou o memorialista.
Economia
Com relação à economia, Anísio Gorayeb destaca que a força de Rondônia está no agronegócio. “Mas temos um leque na indústria. Nosso Estado tem tudo para ser um Estado industrializado, temos produção de leite, laticínios e entre outros tipos de produção. Seria importante que trouxessem uma indústria de calçados para poder baratear o custo para nosso estado. Rondônia tem como destino econômico, continuar investido na agricultura”, diz.

Projetos de colonização
Segundo o historiador Aleks Palitot, o primeiro projeto de colonização foi criado no município de Ouro Preto do Oeste, em 1970, que assentou cerca de 5 mil famílias, cada uma com seus hectares de terra para a produção agrícola. “Esse projeto foi feito pelo Incra, e como deu certo, vários outros projetos deram sequência.
Logo depois, veio o Sidney Girão em 1971, na região de Guajará-Mirim, que deu origem a Nova Mamoré, assentando mais de 4 mil famílias na região. Então, Rondônia de fato encontrou uma nova finalidade econômica.
Se no passado, no século 18, teve o ciclo do ouro, com a construção do Forte Príncipe da Beira, ciclo da borracha com a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), linhas telegráficas de Rondon, que cortava e atravessava o Estado, agora teve seu ciclo agrícola, constituído por uma política governamental de assentamento”, disse o historiador.

Migração
Entre 1970 e 1982, houve o maior surto migratório na história do Brasil, quando 500 mil pessoas vieram para Rondônia. “Nunca se viu isso no Brasil, pessoas que vieram de várias regiões do país. Por outro lado, isso ocasionou impactos ambientais, impactos nas populações nativas indígenas. Houve também o encontro do sulista, que veio derrubar floresta para plantar para poder produzir, em contraste com os seringueiros que exploravam a floresta em pé”, relembrou Aleks Palitot.

Ciclos
Depois do ciclo da borracha, teve início o ciclo agrícola, a abertura da BR-364, que foi importantíssima, com inauguração do asfalto, em 1984.
Vale lembrar também a importância do governador Jorge Teixeira e de quem o antecedeu, o governador Humberto da Silva Guedes, considerado muito importante no preparo dos projetos de colonização do Estado.
“Mas na década de 1986, teve o ciclo do ouro, que perdurou até 1992, no Rio Madeira e Mamoré, que trouxe contrastes em Porto Velho com surgimento de bairros”, disse o historiador.
Logo depois, Rondônia se transforma numa região de passagem de produção agrícola, principalmente de passagem de soja para o estado do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com a abertura da Hidrovia do Madeira, Construção do Porto Caiari, que incentivou cada vez mais a produção agrícola em Rondônia.

Aleks Palitot.
Já a festa de aniversário de instalação de Porto Velho acontece no próximo dia 24 no Mercado Cultural

Mercado Cultural, que é um marco das celebrações culturais da capital Porto Velho (RO), ao qual esteve interditado durante um período para a realização de reformas na parte elétrica, telhado, pintura e banheiros.
Por determinação do prefeito Hildon Chaves, a Prefeitura de Porto Velho através da Fudação Cultural (Funcultural), realizará no próximo dia 24, no Mercado Cultural a comemoração de instalação dos 105 anos do município, que terá início às 18 horas.
Para a comemoração, de acordo com o presidente da Funcultural Antônio Ocampo, foi montada uma programação em homenagem ao município contemplando os artistas da região, como a cantora Inar, o percussionista Carlos Pial e o cantor Caribé.
“Este ano optamos por um evento mais intimista com os artistas da capital, visando homenagear o município com três shows especiais”, disse o presidente
Reabertura
A data também marca a reabertura do Mercado Cultural, que é um marco das celebrações culturais da capital, ao qual esteve interditado durante um período para a realização de reformas na parte elétrica, telhado, pintura e banheiros.
O espaço que foi renovado também contará com climatização, restaurante, choperia e outras lojas, estando pronto para receber toda a programação cultural que será realizada durante o ano, como o Tacacá Musical, rodas de samba e outros eventos.
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Partido Novo volta a apresentar pedido de impeachment contra Toffoli

Parlamentares do Partido Novo anunciaram, nesta quinta-feira (12/2), a apresentação de um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa convocada pela legenda no Congresso Nacional.
Participaram do ato o senador Eduardo Girão (CE) e o deputado federal Marcel van Hattem (RS), que justificaram a iniciativa com base nos recentes desdobramentos do chamado caso Master. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também estava presente.
“Nós, do Partido Novo, estamos entrando hoje com um pedido de impeachment novo do ministro Toffoli. Estamos identificando aí algo muito grave com relação às revelações que trouxeram no celular do Vorcaro”, afirmou o senador Girão.
Segundo ele, além do pedido de impeachment, será reforçado à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de suspeição do ministro do Supremo, para que ele seja afastado da relatoria do caso.
Os parlamentares também defenderam a instalação da CPI do Banco Master, cujos pedidos para abertura ainda aguardam uma decisão da presidência do Senado, comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Já o deputado Marcel Van Hattem, ao explicar o pedido, disse que a demanda se baseia no artigo 39 da Lei de Impeachment, que trata de crimes de responsabilidade de ministros do STF.
“O que nós estamos vendo acontecer neste país é a justiça a serviço daqueles que estão infringindo a lei e que estão pedindo que se investigue a infração à lei. Nós, como parlamentares do Congresso Nacional, exigimos do senhor Davi Alcolumbre que abra os processos de impeachment contra ministros do STF. E por esse motivo, estamos dando andamento a um novo pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli”, completou o deputado.
O congressista afirmou ainda que, embora apresentado pelo Novo, diversos outros congressistas apoiaram o pedido protocolado pela sigla, como Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara, Gustavo Gayer (PL-GO), e o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Pedido de suspeição
A decisão do partido ocorre após a Polícia Federal (PF) extrair informações do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em que haveria citações a Toffoli em mensagens e outros elementos que, na avaliação dos investigadores, indicariam ligação entre o ministro e o empresário.
Com base no material obtido a partir da extração do aparelho eletrônico de Vorcaro, a PF pediu a suspeição de Toffoli no processo. O ministro é o relator do caso Master no Supremo.
O documento foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a quem cabe analisar pedidos dessa natureza. Ao receber o documento na última segunda-feira (9/2), Fachin determinou que Toffoli se manifestasse nos autos. O processo tramita sob sigilo.
A relatoria de Toffoli passou a ser questionada após a divulgação de que o resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ao qual o magistrado esteve vinculado, manteve relações com fundos ligados ao Banco Master.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli admitiu ter sido sócio do resort Tayayá. O gabinete do ministro afirmou ainda que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.
O pedido de impeachment será encaminhado ao Senado Federal, responsável por analisar eventuais denúncias contra ministros do Supremo.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Toffoli nega ter recebido pagamento de Vorcaro e amizade com dono do Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em nota nesta quinta-feira (12/2) que não possui qualquer “relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“O ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro”, diz a nota. “Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel” (leia na íntegra abaixo).
A manifestação do magistrado ocorre após a Polícia Federal encontrar menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Na nota, o magistrado admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Matéria em atualização.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Senador aciona PGR para pedir afastamento de Toffoli do caso Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou, nesta quinta-feira (12/2), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a instituição peça a suspeição de Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso que apura fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, do qual o ministro é relator.
O documento apresentado por Vieira se baseia nos relatórios da Polícia Federal (PF) que apontaram menções a Toffoli em diálogos dos investigados, inclusive com referências a pagamentos destinados à empresa Maridt Participações S.A, da qual o magistrado admitiu ser sócio.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (12/2), o ministro assumiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo informou o gabinete do ministro, “a Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado. Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro”,
Para Vieira, existem “indícios suficientes” para que o STF retire o caso da competência de Toffoli. “A existência de um vínculo comercial em que o julgador figuraria, em tese, como beneficiário de recursos pagos pelo investigado mitigaria de forma intensa a imparcialidade do Ministro Dias Toffol”, diz o senador.
“A justiça não deve apenas ser imparcial, mas deve parecer imparcial perante a sociedade”, completa.
No documento apresentado na PGR, o senador ainda elenca decisões do ministro que poderiam prejudicar o avanço da investigação:
- a determinação original de lacre e acautelamento de provas eletrônicas no próprio Supremo; e,
- a imposição de prazos restritivos à atuação da Polícia Federal.
Vieira defendeu na representação que o conjunto dos fatos exige atuação firme do Ministério Público, a quem compete a iniciativa da arguição de suspeição quando não declarada voluntariamente pelo magistrado.
O parlamentar também pede apuração específica sobre os pagamentos realizados à empresa Maridt Participações e possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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