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Acre

Epitaciolândia: Jovem vai usar sobrenome do padrasto após decisão da justiça: ‘ele é meu pai verdadeiro’.

A Justiça informou que o pai biológico discordou da destituição de paternidade, mas reconheceu o vínculo socioafetivo estabelecido entre o filho e o padrasto.

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Sentença que concedeu dupla paternidade é a primeira do tipo em Epitaciolândia, no interior do Acre. Jovem vai ter o nome do pai biológico e padrasto nos documentos.

Jovem vai ter o nome do pai biológico e do padrasto nos documentos (Foto: Arquivo pessoal)

 Com Iryá Rodrigues - G1/Acre

Justiça do Acre permitiu que o estudante Jessé Lemos Jaeger, de 17 anos, tenha na certidão de nascimento o nome do pai afetivo e que seja retirado o nome do pai biológico do documento. A decisão foi dada no município de Epitaciolândia, interior do estado. É o primeiro caso dessa natureza na cidade.

A sentença ainda cabe recurso e foi divulgada pelo Tribunal de Justiça (TJ-AC) nesta segunda-feira (28). O pedido da paternidade afetiva foi feito em 2016.

O padrasto do jovem, o técnico judiciário Darci Jaeger, de 42 anos, disse que conheceu a mãe do menino quando ele tinha apenas seis anos, em 2006. E, de lá para cá, a relação deles sempre foi de pai e filho.

“Somos naturais do Rio Grande do Sul e viemos para o Acre assim que casamos em 2007. O Jessé tinha seis anos e depois de uns quatro dias morando juntos, ele já pediu para me chamar de pai. Desde então, é assim que ele me reconhece, como pai e eu o considero filho”, contou Jaeger.

Jessé comemorou a decisão judicial e disse que era o que ele precisava. Segundo o jovem, Jaeger é um pai exemplar.

“Ele é meu pai número um, meu pai verdadeiro. Me inspiro nele, é uma pessoa exemplar, começou de baixo, e começou a vencer na vida, isso é um bom exemplo de pai. Estou muito feliz porque é o que eu preciso”, comemorou o jovem.

E não é só em casa que a paternidade de Jaeger é reconhecida, tanto na escola, como na vizinhança e igreja, Jessé e o padrasto são vistos como legítimos pai e filho.

“Quando entramos com o processo, muitas pessoas se admiraram, pensaram que ele era meu filho biológico. Para decidirmos entrar na Justiça foi um longo processo de conversa, quase quatro anos. Nós queríamos muito, mas é algo muito sério e precisava desse tempo”, disse o padrasto.

Padrasto casou com mãe do jovem quando ele tinha seis anos, e o menino logo pediu para chamá-lo de pai (Foto: Arquivo pessoal)

Conforme a Justiça, o nome do jovem vai ser sucedido pelo sobrenome da mãe e do pai socioafetivo, sendo retirado o nome do pai biológico. Por fim, também serão acrescidos ao documento os nomes dos avós socioafetivos.

“Receber a notícia foi muito bom. O Jessé está nas nuvens, porque não vai mais precisar assinar com o outro nome, ele queria colocar o meu nome. Sempre disse que sabe que o pai é quem o criou”, comemorou.

Conforme Jaeger, o pai biológico de Jessé é distante do filho e depois da decisão de pedir o reconhecimento da paternidade afetiva, o jovem decidiu cortar contato com pai.

“O pai biológico dele nunca deu muita atenção. Chegava aniversário, dia da criança e natal, ele não ligava. A figura paterna sempre fui eu. Acredito que ele não vai recorrer, porque a manifestação dele foi no sentido de manter o nome dos dois pais”, afirmou Jaeger.

A Justiça informou que o pai biológico discordou da destituição de paternidade, mas reconheceu o vínculo socioafetivo estabelecido entre o filho e o padrasto.

“Neste caso, faz-se necessária aplicação tridimensional do reconhecimento de paternidade socioafetiva e manutenção da paternidade biológica, haja vista que uma por si só não anula a outra”, apontou a juíza Joelma Nogueira na decisão.

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Acre

Assis Brasil inaugura primeiro secador de café e impulsiona desenvolvimento da cafeicultura local

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Equipamento moderno marca novo patamar para produtores da região, com potencial para aumentar qualidade e valor agregado do café

Com capacidade para processar sacas por ciclo, o equipamento beneficiará diretamente famílias de cafeicultores da região, que antes dependiam de métodos tradicionais de secagem. Foto: captada

O município de Assis Brasil na tríplice fronteira do acre, deu um importante passo no fortalecimento da cafeicultura municipal com a instalação do primeiro secador de café da região. O equipamento, que representa um avanço tecnológico para os produtores locais, foi inaugurado nesta semana e promete revolucionar o processamento do grão no município.

O novo secador permite um controle mais preciso do processo de secagem, fator crucial para a qualidade final do produto. Com capacidade para processar sacas por ciclo, o equipamento beneficiará diretamente famílias de cafeicultores da região, que antes dependiam de métodos tradicionais de secagem.

“Esta conquista é fruto de parcerias entre o poder público e os produtores rurais. O secador vai elevar a qualidade do nosso café e abrir novas oportunidades de mercado”, destacou prefeito Jerry Correia, durante a cerimônia de inauguração.

A instalação faz parte do plano municipal de fortalecimento da agricultura familiar e deve impulsionar a economia local, com estimativa de aumentar a renda dos cafeicultores. A prefeitura anunciou que o equipamento será administrado de forma comunitária, com capacitações técnicas programadas para os próximos meses.

Produtores comemoram a novidade, que coloca Assis Brasil no mapa da cafeicultura de qualidade no estado. “Agora temos condições de competir em melhores condições no mercado”, comemorou um dos cafeicultores da região, representante da associação local de cafeicultores.

O município planeja expandir o projeto com a aquisição de novos equipamentos e a criação de uma marca própria para o café de Assis Brasil nos próximos dois anos.

Veja vídeo:

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Detento confessa assassinato por vingança em presídio do Acre; polícia investiga participação de outros presos

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Rio Branco, AC – A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações do assassinato do detento Aldair Feitosa da Silva, ocorrido na última terça-feira (1º) dentro do maior complexo penitenciário do Acre. O autor confesso, Dhionatan Oliveira Silva, afirmou durante interrogatório na Delegacia de Flagrantes que cometeu o crime como retaliação por agressões à sua esposa e insultos sofridos na prisão.

DH investiga homicídio no presídio após detento confessar crime por vingança.

Aldair, que cumpria pena de 11 anos e 4 meses por assalto a uma barbearia em 2022, foi morto ao retornar do banho de sol. Segundo relatos, ele foi estrangulado com uma corda e depois atingido por múltiplos golpes de estoque (arma artesanal comum em presídios). A polícia não descarta a participação de outros detentos no crime, já que a execução ocorreu em área de circulação do presídio.

Dhionatan, preso por **latrocínio**, não foi indiciado imediatamente devido à complexidade do caso. A DHPP deve ouvi-lo novamente e aguardar laudos periciais para definir se outros envolvidos serão responsabilizados.

— “O crime tem características de execução e pode ter tido colaboração de outros presos”, avalia uma fonte policial.

O caso expõe a violência endêmica no sistema prisional acreano. Aldair, que deveria cumprir mais anos de pena, teve sua sentença “antecipada” por um tribunal informal do crime. A DHPP agora corre para evitar novos episódios enquanto apura se facções ou rivais pessoais estiveram por trás do homicídio.

O Ministério Público deve pedir a **transferência de Dhionatan** para regime mais rigoroso, enquanto a defesa pode alegar legítima defesa da honra ou violação de direitos na prisão.

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Vídeo: Aleac concede Título de Cidadão Acreano a Edivan em reconhecimento à sua contribuição ao Estado

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Na manhã desta quinta-feira (03), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) concedeu o Título de Cidadão Acreano ao médico veterinário Edivan Maciel, em reconhecimento aos seus 37 anos de dedicação ao Estado, especialmente nas áreas da agricultura e veterinária. A honraria foi entregue pelo secretário de Agricultura, José Luis Tchê, que destacou a importância do homenageado para o desenvolvimento do setor.

“Edivan trouxe muito progresso, principalmente na veterinária. Um dos exemplos é o fornecimento de nitrogênio na Universidade Federal do Acre, uma iniciativa dele, que muitos estados ainda não têm. Seu empenho tem sido fundamental para a evolução do setor agropecuário no Acre”, afirmou Tchê.

Atualmente, Edivan atua como secretário adjunto da Agricultura, contribuindo para a continuidade dos projetos da pasta. “Ele é um irmão que a vida me deu, um profissional dedicado ao crescimento do nosso Estado”, concluiu o secretário.

Texto: Andressa Oliveira

Fotos: Hugo Costa

Vídeoreportagem: Alexandre Lima

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