Acre
Encontro nacional de aeromodelismo proporciona intercâmbio e estabelece protagonismo do Acre no esporte
Para prestigiar um evento que reúne pilotos de várias regiões do país e amantes da aviação, o governador Gladson Cameli esteve, neste sábado, 16, na Pista de Aeromodelismo Serginho Barros, localizada na Estrada do Mutum, Km 2, no 5º Encontro Nacional de Aeromodelismo do Acre. O evento, realizado com o apoio da Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer (SEEL), começou na sexta-feira, 15, e se estende até domingo, 17.

Evento reúne apaixonados pelo aeromodelismo e faz intercâmbio. Foto: Felipe Freire/Secom
O Acre é palco de um dos maiores eventos de aeromodelismo do Brasil, que envolve esporte e educação, onde, além das apresentações, o objetivo do evento é mostrar como o aeromodelismo tornou-se popular entre a sociedade. O evento é gratuito, com praça de alimentação, estandes educacionais para visitação das 8h às 20h.
O governador fez questão de visitar cada espaço do evento, ouvindo as histórias de quem estava participando. Para ele, o apoio do governo demonstra como o Acre pode ser referência em qualquer que seja o evento.
“Me chamou a atenção termos participantes de todos os estados brasileiros, mas principalmente do interior do nosso estado, como um participante que veio de Porto Walter, 12 horas de barco, transportando seu aeromodelo. Isso para nós é gratificante, porque não é só o governo, esse evento é a união para o sucesso desse esporte, que é aeromodelismo”, disse.
A aviação é uma das paixões do governador, que tem uma coleção de 793 miniaturas, além de dois aeromodelos. “Eu sou um fã da aviação e essa paixão é para quem ama.”
Se dirigindo aos presentes, o governador reafirmou ainda mais seu compromisso em fomentar esse esporte que vem crescendo no Acre e que, reconhecidamente pelos organizadores, teve destaque na gestão de Cameli.

Governador diz que intenção é expandir ainda mais o evento. Foto: Felipe Freire/Secom
“Quero agradecer a Deus e a todos que vieram dos diferentes estados desse Brasil maravilhoso e imenso. O brasileiro precisa conhecer melhor cada estado e isso aqui proporciona isso. Para mim, é uma honra, não só como governador e apaixonado nesse esporte, mas como cidadão. Ninguém faz nada sozinho. O que a gente faz, como governo, é abrir portas para que vocês possam se organizar”, pontuou.
Ele finalizou afirmando que a pretensão é que, no ano que vem, o evento possa se expandir ainda mais. “No ano que vem vai ser melhor ainda. Vão logo se preparando, porque ano que vem tem que estar cada vez mais com uma ótima estrutura para que a gente possa ocupar cada vez mais esses espaços com protagonismo.”
Ítalo Franklin Silva é mototaxista em Porto Walter e foi ele quem chamou a atenção do governador ao exibir seu aeromodelo feito com caixas de armazenamento de salmão. Foram cerca de dois meses e meio até chegar ao modelo Embraer EMB-720 Minuano, que ele fez sozinho artesanalmente.
Este é seu terceiro evento e ele destaca que teve todo o apoio do governo para que pudesse estar em Rio Branco hoje.

Ítalo Franklin viajou 12 horas de barco para participar do evento. Foto: Felipe Freire/Secom
“Este encontro está sendo especial, queria agradecer a parceria com o governo que me ajudou a chegar até aqui, disponibilizou a minha despesa para este evento, que é uma paixão e não tem como ficar de fora. Esse incentivo é muito importante também porque muitas pessoas acham que é um esporte caro, mas não é. Por exemplo, gastei R$ 1 mil para fazer um aeromodelo de quase 3 metros”, explica.
João Victor Andrade, presidente do Clube de Aeromodelismo do Acre, revela que o Acre ser sede desse encontro nacional só foi possível devido ao apoio do governo do Estado.
“Um apoio fundamental, porque o aeromodelismo sempre foi visto como um esporte elitizado e o governador entendeu que não é depois que passou a frequentar nossos eventos. O que queremos mostrar é que é um esporte popular, a gente pode fazer essa interação social com todas as classes e o governador, por ter entendido isso, abraçou essa causa”, reforça.
O presidente lembrou que há desde os modelos mais simples aos mais caros. “A intenção é popularizar o esporte desde que o governador nos deu carta branca para entrarmos no cenário. Hoje o Acre é uma referência nacional no aeromodelismo brasileiro”, planeja.

Pilotos de vários estados estão em Rio Branco para o encontro. Foto: Felipe Freire/Secom
Andrade completa ainda que o Acre é uma referência para estados do Norte e todo o país. Dado confirmado pelo diretor da Confederação Brasileira de Aeromodelismo, Lincon Bonadia, que estava representando oficialmente o grupo no evento.
“Faço parte da confederação por 8 anos, viajo por muitos clubes a nível nacional e internacional e o evento no Acre não deixa a desejar em nada. Tá tudo perfeito, a organização e a estrutura.”
Sobre conhecer a realidade do Acre no esporte, o diretor da confederação, disse estar encantado com o estado e com as pessoas envolvidas nesse segmento.

Evento se estende até domingo, 17, com apresentações. Foto: Felipe Freire/Secom
“O evento para mim começou na quinta-feira, quando coloquei os pés aqui e todos me receberam de braços abertos sem me conhecer. É muito bom ter esse carinho da galera, uma energia gostosa que faz a gente se sentir em casa mesmo. Poucos clubes são iguais a esse aqui. Tudo fantástico”, comemorou.
O secretário Estadual de Esportes, Ney Amorim, participou do evento durante toda a manhã e enfatizou que, assim como tem sido a orientação do governador, a secretaria tem incentivado a prática de esportes em diferentes modalidades.
“Nós sediamos um evento nacional, reconhecido pelo próprio João Victor, que é o idealizador do projeto, que se não fosse o apoio do governo, através da Secretaria de Esporte, eles não teriam conseguido fazer esse evento. Então, é mais um encontro importante e é uma alegria poder participar, ajudar, apoiar e ver eventos como esse acontecer no nosso estado.”
No evento, o governador foi presenteado com um aeromodelo pelo clube estadual e também ganhou itens da Confederação Brasileira de Aeromodelismo.
- Evento se estende até domingo, 17, com apresentações. Foto: Felipe Freire/Secom
- Pilotos de vários estados estão em Rio Branco para o encontro. Foto: Felipe Freire/Secom
- Ítalo Franklin viajou 12 horas de barco para participar do evento. Foto: Felipe Freire/Secom
- Governador diz que intenção é expandir ainda mais o evento. Foto: Felipe Freire/Secom
- Evento reúne apaixonados pelo aeromodelismo e faz intercâmbio. Foto: Felipe Freire/Secom
Comentários
Acre
Rio Juruá sobe e atinge 12,73 metros em Cruzeiro do Sul, se aproximando da cota de transbordamento
Defesa Civil monitora elevação; água já invade quintais nos bairros Lagoa, Várzea e Miritizal, mas não há registro de retirada de famílias

Em 2026, o nível máximo registrado foi de 13,49 metros, no último dia 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas. Foto: Arquivo/Defesa Civil
O monitoramento em Cruzeiro do Sul, realizado às 9h deste domingo (22), apontou que o Rio Juruá marcou 12,73 metros, ficando próximo da cota de transbordamento, que é de 13 metros no município. Segundo a Defesa Civil Municipal, a tendência é de elevação do nível do manancial.
Em bairros como Lagoa, Várzea e Miritizal, a água já invade os quintais das residências, mas até o momento não houve pedidos de retirada de moradores.
Histórico recente
O rio vem apresentando oscilações desde o fim do ano passado. Em 2026, o nível máximo registrado foi de 13,49 metros, no último dia 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas do município. Apesar do impacto, não houve necessidade de remoção de famílias na ocasião.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros seguem em monitoramento constante, avaliando possíveis riscos e preparando planos de contingência caso o manancial volte a se aproximar da marca crítica.

A elevação do Rio Juruá já vinha sendo acompanhada ao longo da semana. Na última quinta-feira (15), marcou 12,19. Já na sexta-feira (16), às 17h, o nível subiu para 12,61 metros. Foto: captada
Comentários
Acre
BR-364 segue bloqueada em Feijó; ônibus e caminhões de gado têm passagem liberada em horários alternados
Rodovia é liberada a cada quatro horas por cinco minutos para veículos comuns; carga viva e casos prioritários, como idosos e crianças com TEA, são autorizados a passar

Além de casos prioritários, como idosos, pessoas com consultas médicas agendadas e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caminhões que transportam gado também estão tendo a passagem liberada na BR-364. Foto: captada
A BR-364 permanece bloqueada desde sexta-feira (20) em Feijó, no interior do Acre, em protesto que cobra a conclusão das obras do Hospital Geral do município. Além de casos prioritários, como idosos, pessoas com consultas médicas agendadas e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caminhões que transportam gado também estão tendo a passagem liberada.
A carga viva é autorizada a passar para evitar que os animais morram de fome, sede ou sejam pisoteados durante a espera.
Funcionamento do bloqueio

A PRF assumiu a segurança do local, havia cerca de 30 veículos na fila. Segundo a PRF, “eles liberam a cada quatro horas por aproximadamente 10 minutos, priorizando pessoas doentes, idosos e com consultas médicas agendada”. Foto: captada
Os demais veículos, incluindo carros de passeio e transporte de passageiros, só conseguem seguir viagem a cada quatro horas, quando a rodovia é liberada temporariamente pelos manifestantes. Cada lado da pista permanece aberto por cinco minutos.

As empresas seguem transportando passageiros cientes de que, em Feijó, haverá parada obrigatória, que pode durar poucos minutos ou até quatro horas. Foto: captada
Transporte de passageiros mantém operação
Os ônibus e táxis lotação continuam fazendo o trajeto entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, nos dois sentidos, mesmo com o bloqueio. As empresas seguem transportando passageiros cientes de que, em Feijó, haverá parada obrigatória, que pode durar poucos minutos ou até quatro horas.
“A gente explica para os passageiros. Eu já fiquei lá quatro horas com cinco passageiros, e a sorte é que a manifestação é ao lado da rodoviária, onde tem restaurante. Por isso, o pessoal está conseguindo se alimentar”, relatou o taxista Paulo Santos.
Os ônibus da empresa Transacreana também continuam operando no trecho, transportando passageiros nos dois sentidos. Alguns coletivos chegaram a aguardar quatro horas em Feijó. Os veículos que saíram de Rio Branco na noite de sábado (21), com destino a Cruzeiro do Sul, passaram pela barreira por volta das 5h30 da manhã deste domingo (22). Já os ônibus que partiram de Cruzeiro do Sul na noite de sábado também conseguiram atravessar o bloqueio.

A obra de reforma e ampliação do Hospital de Feijó, pela primeira vez vai recebe uma reestruturação de envergadura, após 81 anos de sua fundação. Foto: captada
Obra de reforma e ampliação do Hospital de Feijó, pivô dos protestos
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), em parceria com a Secretaria de Saúde (Sesacre), avança com a obra de reforma e ampliação do Hospital de Feijó, que pela primeira vez recebe uma reestruturação de envergadura, após 81 anos de sua fundação.
O investimento de quase R$ 6 milhões vai revolucionar a oferta dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para os mais de 35 mil habitantes do município e de regiões adjacentes. Os trabalhos tem como meta a troca total da cobertura do primeiro bloco prédio.
Com a obra, a unidade passa por um processo de readequação, propiciando a climatização total dos espaços no ambiente hospitalar. A ala de enfermagem, em que se totalizam 34 leitos, entre infantil e adulto receber os pacientes com mais conforto.
Veja vídeo do protesto deste domingo:
Comentários
Acre
Cupuaçu e cacau se consolidam como alternativa econômica e sustentável para agricultura familiar no Acre
Produção integra estratégias de diversificação produtiva e é incentivada pelo governo estadual, que também atua no enfrentamento da monilíase, principal ameaça fitossanitária às culturas

Governo estadual incentiva plantio ao longo da BR-364; produção enfrenta desafios como a monilíase, que exige vigilância constante e ações fitossanitárias. Foto: captada
Base importante da economia rural acreana, a produção de cacau e cupuaçu tem se consolidado como alternativa de geração de renda para agricultores familiares e como atividade associada à sustentabilidade ambiental. As duas culturas estão presentes em diferentes regiões do estado e fazem parte das estratégias de diversificação produtiva na agricultura.
Nesse cenário, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem incentivado o plantio de cacau em diversas regiões, incluindo áreas do Alto Acre, Baixo Acre e Vale do Juruá, ao longo da BR-364. A proposta é ampliar a produção e fortalecer a cadeia produtiva dessas culturas no estado.
Desafios fitossanitários
A expansão das lavouras ocorre em meio à preocupação com a monilíase, doença considerada de alto potencial destrutivo para o cacau e o cupuaçu. A praga pode comprometer a produtividade e representa risco para a cadeia produtiva, exigindo monitoramento constante.
O Acre foi o primeiro estado brasileiro a registrar oficialmente a ocorrência da monilíase, o que levou ao fortalecimento das ações de vigilância vegetal e à adoção de medidas emergenciais para conter a disseminação da doença.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) atua na vigilância fitossanitária, com ações de prevenção, fiscalização e orientação técnica voltadas ao controle da doença. A estratégia inclui acompanhamento das lavouras, identificação precoce de focos e orientação aos produtores sobre manejo adequado.
Entre as medidas adotadas estão inspeções técnicas em propriedades rurais, áreas periurbanas e quintais produtivos, além da realização de podas sanitárias em plantas com suspeita de contaminação. A prática envolve a retirada de ramos, folhas e frutos doentes, reduzindo a possibilidade de propagação do fungo responsável pela doença.
“Ao remover ramos, folhas e frutos doentes, a poda sanitária elimina tecidos infectados que servem de abrigo e multiplicação para o fungo. A prática também provoca um retardo temporário na frutificação dessas plantas, diminuindo significativamente a quantidade de inóculo presente na área e reduzindo a disseminação da doença para outras plantas e novas brotações”, explica o coordenador do Programa Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação da Monilíase, Ramiro Albuquerque.
Números do enfrentamento
Dados do Idaf indicam que, em 2025, foram registrados 148 novos casos de monilíase no estado. No mesmo período, equipes técnicas realizaram 4.639 podas sanitárias e promoveram a coleta e descarte adequado de 29.834 frutos contaminados.
Outra frente de atuação é a barreira fitossanitária instalada na BR-364, no Posto de Fiscalização Agropecuária do Rio Liberdade. O trabalho consiste na fiscalização do transporte de materiais vegetais, com o objetivo de evitar a disseminação da praga para áreas ainda livres da doença.
A estratégia envolve também ações educativas junto a produtores, estudantes e comunidades rurais, com foco na identificação precoce de sintomas e na adoção de práticas preventivas para reduzir o risco de propagação da monilíase no estado.
Parcerias e fortalecimento da cadeia produtiva
Em agosto de 2025, a Seagri firmou um acordo de cooperação técnica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) , órgão ligado ao Ministério da Agricultura. A parceria tem como objetivo fortalecer, incentivar e ampliar a comercialização do cacau acreano, com ações que incluem transferência de tecnologia, assistência técnica, orientação e acesso a material genético de qualidade, desde sementes até mudas selecionadas.
O ex-secretário de Agricultura, Luís Tchê, “disse na época que as parcerias são fundamentais para a consolidação de projetos bem-sucedidos. A rota do cacau já é uma realidade no nosso estado, e agora, com o apoio da Ceplac, referência nacional na cadeia produtiva, damos um passo importante no fortalecimento e na ampliação das práticas de cultivo e capacitações técnicas”.
O cultivo do cacau também contribui para a regeneração de solos degradados por incêndios e desmatamento. No estado, a produção não se limita ao plantio convencional; há também o cultivo de cacau nativo, realizado na Terra Indígena Mamoadate, pelas etnias Manchineri, Yaminawá e pelos Mashco.
Com essas iniciativas, o Acre busca conciliar o potencial produtivo do cacau e cupuaçu com a preservação ambiental e a geração de renda para as famílias agricultoras, mantendo-se na linha de frente no enfrentamento dos desafios fitossanitários que ameaçam essas culturas.

O Acre busca conciliar o potencial produtivo do cacau e cupuaçu com a preservação ambiental e a geração de renda para as famílias agricultoras. Foto: captada























































Você precisa fazer login para comentar.