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Encapuzados rendem família e matam ex-presidiário de facção rival com nove tiros
O homem estava em liberdade há pouco tempo e foi morar numa área dominada por facção
O ex-presidiário Bartolomeu Alves de Andrade, de 41 anos, vulgo “Beto”, foi morto com 6 tiros, na madrugada desta quarta-feira (11), na Rua Major Salinas, no Bairro Ayrton Senna, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.
Segundo informações da polícia, dois homens encapuzados, pertencentes a facção Bonde dos 13, chegaram na casa da vítima em uma motocicleta, quebraram a porta da frente, entraram na residência e de posse de arma de fogo renderam o homem, a esposa dele e uma criança.
Os criminosos pediram para que a esposa de Bartolomeu afastasse a criança do local e, em seguida, os bandidos efetuaram nove disparos. Bartolomeu foi atingido com seis tiros na região do peito, abdômen e ombro. Após a ação, os criminosos fugiram do local.
Familiares da vítima acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que só constatou a morte de Bartolomeu. O corpo da vítima foi recolhido e levado ao Instituto Médico Legal (IML), para os devidos procedimentos.
Policiais Militares também foram acionados e colheram as informações sobre os criminosos, mas até o momento nenhum suspeito foi encontrado.
Segundo conta na investigação do caso, Beto estava preso no pavilhão “A” do presídio, que abriga membros da facção Comando Vermelho (CV). O homem estava em liberdade há pouco tempo e foi morar numa área dominada pela facção Bonde dos 13.
Os agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) usam essas informações e continuam fazendo as investigações para chegar nos autores do crime.
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Acidente envolvendo três veículos é registrado na BR-364 entre Sena Madureira e Rio Branco
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TJAC anula eliminação de candidato e garante retorno a concurso da Polícia Penal
Decisão unânime aponta ilegalidade na exclusão durante investigação social e reforça princípio da presunção de inocência
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, anular a eliminação de um candidato do concurso para agente de Polícia Penal e determinou sua reintegração ao certame, ao considerar ilegal a exclusão na fase de investigação social. A decisão foi tomada pelo Tribunal Pleno no julgamento de mandado de segurança, sob relatoria da desembargadora Waldirene Cordeiro, com acórdão publicado no Diário da Justiça Eletrônico nesta segunda-feira (23).
De acordo com o processo, o candidato havia sido considerado “contraindicado” na investigação social, etapa eliminatória do concurso, após a administração apontar a existência de um boletim de ocorrência antigo por infração de trânsito, a suposta omissão de outro registro policial e um mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia.
Ao analisar o caso, o TJAC entendeu que a eliminação foi desproporcional e violou princípios constitucionais. No voto, a relatora destacou que a existência de boletim de ocorrência, sem condenação penal definitiva, não pode ser usada como fundamento para exclusão de candidatos, sob pena de violar o princípio da presunção de inocência.
O colegiado também considerou que o registro mais antigo não teve repercussão penal e ocorreu há mais de cinco anos, reduzindo seu peso na análise da vida pregressa. Em relação à suposta omissão de um boletim de ocorrência, o tribunal avaliou que não houve comprovação de que o candidato tivesse conhecimento do fato, afastando a hipótese de má-fé.
Sobre o mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia, os desembargadores ressaltaram que se trata de medida de natureza civil, sem conteúdo penal, e que não caracteriza, por si só, ausência de idoneidade moral.
Com a decisão, o candidato poderá retornar ao concurso e seguir nas demais etapas, inclusive eventual curso de formação. O TJAC também fixou entendimento de que a investigação social deve observar critérios de razoabilidade, proporcionalidade e respeito à presunção de inocência, vedando eliminações baseadas apenas em registros antigos ou sem condenação.
A decisão reforça a jurisprudência dos tribunais superiores e pode impactar casos semelhantes, especialmente em concursos da área de segurança pública, onde a análise da vida pregressa costuma ser mais rigorosa.
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Ex-presidiário que rompeu tornozeleira eletrônica é preso após agredir adolescente amigo da filha no interior do AC

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