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Em Xapuri, catraieiros suspendem gratuidade da travessia de alunos no Rio Acre

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Por Raimari Cardoso

Pais de alunos residentes no bairro Sibéria, em Xapuri, situado na margem oposta do Rio Acre, foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira (21) com um comunicado dos catraieiros afixado no ponto de embarque no lado do centro da cidade dando conta da suspensão da travessia gratuita dos estudantes.

Francisca Brito, uma das donas de catraias em Xapuri, informou que diante da suspensão dos repasses que eram feitos pelos governos estadual e municipal, como subvenção para o transporte de estudantes, que ocorreu no início da pandemia, os profissionais resolveram passar a cobrar o valor mensal de R$ 40,00 por aluno.

“Os catraieiros permaneceram fazendo a travessia dos alunos gratuitamente durante toda a pandemia, pois mesmo sem aulas presenciais os estudantes ou os pais precisavam ir até às escolas para buscar as atividades. Nesse período, não recebemos qualquer tipo de gratificação pelos serviços”, ela explicou.

Diante da situação, pais e responsáveis de alunos que praticamente na sua totalidade são oriundos de famílias de baixa renda começaram a protestar nas redes sociais alegando não possuir condição financeira para que eles assumam esse custo que sempre foi subsidiado pelo poder público.

A respeito do assunto, o chefe de gabinete da prefeitura de Xapuri, João Ribeiro de Freitas, disse que o município já manteve, no passado, contrato com os catraieiros para a travessia de estudantes e servidores independentemente da esfera a que pertencessem. Na atualidade, ele afirmou que não é mais assim.

“Já tivemos parceria com o governo do estado para assumirmos todo o pacote desse serviço para atender alunos e servidores públicos em geral. Hoje, temos contrato com apenas um catraieiro para a travessia entre as 11 horas da noite e as 6 da manhã, de funcionários da saúde e garis, entre outros”, explicou.

O chefe de gabinete também esclareceu que o município não possui demanda de estudantes das escolas municipais para a travessia do Rio Acre e que para o transporte de alunos da rede estadual é necessário que a Secretaria de Estado de Educação (SEE) firme contrato com os catraieiros, o que hoje não existe.

A representação da Secretaria Estadual de Educação em Xapuri respondeu que os processos de licitação para as várias rotas de transporte de alunos, tanto terrestres quanto pelos rios, incluindo as catraias que fazem a travessia em pelo menos três localidades diferentes, estão em pleno andamento.

As tradicionais catraias ainda são a principal e mais segura alternativa de travessia do Rio Acre, em Xapuri, para pedestres. A passagem pela balsa, que é mantida pelo governo do estado, é a mais indicada para veículos automotores e menos viável para estudantes por conta da distância e por questões de segurança.

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Câmara de Rio Branco transfere posse de novos vereadores para auditório da Federação das Indústrias

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Com a presença do prefeito Tião Bocalom (Progressistas), a Câmara Municipal de Río Branco anunciou, através da assessoria, nesta terça-feira, 31, que o retorno dos trabalhos legislativos ocorrerá apenas na quinta-feira, 2 de fevereiro, às 9h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), localizado na Avenida Ceará.

Na ocasião, além da tradicional reabertura do Poder Legislativo Municipal, a sessão solene será marcada pela leitura da mensagem governamental pelo prefeito Bocalom e da posse dos novos vereadores James do Lacen, Elzinha Mendonça e João Marcos Luz – que assumem nas vagas de Michelle Melo, Adailton Cruz e Emerson Jarude – respectivamente, em ato presidido pelo presidente da casa, vereador Raimundo Neném (PSB).

Os vereadores elegeram a mesa para o biênio 2023/2024 em 1º de dezembro do ano passado. A composição da mesa ocorreu por meio de votação, presidida pelo ex-presidente N. Lima (Progressistas).

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Em ação conjunta, Polícias Militar e Civil apreendem armas e moto roubada no Bujari

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Policiais militares do 1º Batalhão da Polícia Militar do Acre (1º BPM/PMAC), juntamente com equipes da Polícia Civil (PCAC) prenderam três homens e apreenderam uma motocicleta roubada e duas armas de fogo durante o cumprimento de mandado, no km 82, no Bujari. A ação ocorreu na madrugada desta terça-feira, 31.

Acionados pelo comando da Companhia do Bujari, a guarnição se deslocou até a entrada do ramal do Gavião, em apoio à equipes da PC, em cumprimento de mandado de busca e apreensão.

No local indicado, durante as buscas, foram encontradas uma pistola Glock 9mm com 03 carregadores, uma espingarda calibre .32, uma moto Honda Bros com restrição de roubo, cinco radiocomunicadores, além de certa quantidade de substâncias entorpecentes (supostamente maconha e cocaína).

Três indivíduos que estavam no local foram presos e encaminhados para a delegacia, juntamente com os itens apreendidos, para que fossem tomadas as providências cabíveis.

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Polícia Federal deflagra operação contra crimes eleitorais em Cruzeiro do Sul

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Operação Hermes refere-se às prestações de contas e desvio de finalidade do Fundo Eleitoral no município

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (31), a operação Hermes, cuja finalidade é investigar crimes eleitorais. Segundo as investigações, candidatos a cargos políticos estariam usando uma gráfica da cidade de Cruzeiro do Sul, para fraudar as prestações de contas eleitorais e desviar dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral).

A investigação foi iniciada a partir de informações recebidas pela Polícia Federal, por ocasião do período eleitoral de 2022. Durante a operação, foram mobilizados 12 policiais federais que cumpriram três mandados de busca e apreensão.

O nome da operação se dá em virtude de Hermes, na mitologia grega, ser o Deus da escrita, responsável por enviar mensagens dos deuses para os humanos. Durante o pleito eleitoral, partidos políticos e candidatos usavam dos serviços gráficos para transmitir suas promessas por meio de “santinhos” e outros materiais de campanha impressos.

Os investigados poderão responder por crimes eleitorais e lavagem de dinheiro, cujas penas podem ultrapassar 10 anos de prisão, caso sejam comprovados os ilícitos.

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