A governadora em exercício, Mailza, recebeu nesta terça-feira, 14, no Palácio Rio Branco, na capital, a visita do cônsul japonês, Hiroaki Aizawa, membros da Associação Nipo-Brasileira do Acre (Anba) e secretários de Estado, para firmar parcerias entre o Acre e o Japão.
Governadora em exercício Mailza, o cônsul japonês, Hiroaki Aizawa, e o titular da Seicetur, Assurbanipal Barbary. Foto: Marcos Vicentti/Secom
No encontro, foram apresentados projetos culturais e comerciais para o Acre e a comunidade nikkei, isto é, descendentes de japoneses nascidos fora do Japão. Apenas na América Latina, esse contingente é formado por mais de dois milhões de pessoas.
Aizawa apresentou o perfil econômico de sua nação e disse que o país tem muito interesse em fazer negócios com o Acre. “Queremos promover parcerias com o Brasil nas áreas de cultura, gastronomia, jogos e turismo. Existe um interesse muito grande de fazer investimentos no Acre ”, afirmou.
Em resposta, a chefe do Executivo em exercício garantiu o apoio do governo do Estado: “O Acre estará sempre de portas abertas para os consulados e a população japonesa”, frisou.
No encontro, secretários de Estado e membros da comunidade nipo-acreana. Foto: Marcos Vicentti/Secom
“Já tem sido um movimento do governador Gladson essa relação com o Japão e vamos buscar uma estratégia que facilite esses projetos, em parceria com as instituições de Estado, estreitando as relações com o país”, disse a governadora em exercício, que pontuou ainda outros benefícios.
“Podemos ter a expansão do turismo e, com isso, maior movimentação da economia local e muitos ganhos econômicos e culturais para a Amazônia. Temos muito potencial e queremos ampliar essa parceria”, acrescentou.
Mailza faou do potencial acreano e do desejo de ampliar a parceria. Foto: Marcos Vicentti/Secom
Na ocasião, o cônsul apresentou o programa da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), órgão responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA), que é um braço do Ministério das Relações Exteriores do Japão destinado a apoiar o crescimento e a estabilidade socioeconômica dos países em desenvolvimento.
Entre as iniciativas, está a parceria do Acre com a Comunidade Nikkei do Brasil e Programa de Envio de Voluntários para a comunidade nikkei, voltado a voluntários japoneses que desejam aplicar técnicas de experiência nikkeis nos países que aderem ao programa. As áreas de atuação são educação, saúde, esporte e cultura.
A Jica oferece capacitação técnica no Japão, por meio do programa de treinamento no país para brasileiros como bolsistas, nas áreas de gastronomia, agricultura, língua japonesa, pesquisas em medicina e odontologia. Mais de 11 mil brasileiros já receberam treinamento no país oriental. “A Jica de diversas formas apoia a formação de recursos humanos que se tornarão a ponte entre o Acre e o Japão”, disse o cônsul.
“O Japão é uma das grandes potências mundiais de desenvolvimento de novas tecnologias e nós precisamos estar em contato com essas novidades. Trazer essa parceria para o governo do Estado é de extrema importância para o turismo. A gente precisa estreitar relações com essas grandes potências mundiais. Isso só tem a fortalecer o potencial turístico do Acre”, pontuou Assurbanipal Barbary, secretário de Estado de Indústria, Ciência, Empreendedorismo e Turismo.
A apresentação de projetos culturais e comerciais entre o governo do Acre e a comunidade nikkei contou também com a presença do presidente da Associação Nipo-Brasileira do Acre, Eduardo Kawada; do representante da Secretaria de Educação, Tião Flores; dos presidentes da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara; do Instituto de Desenvolvimento de Educação Profissional e Técnica (Ieptec) Dom Moacyr, Alírio Wanderley; e da Agência de Negócios do Acre (Anac), Waleska Bezerra.
Encontro marcou o planejamento para o início do ano letivo, previsto para 9 de março nas comunidades rurais
A Prefeitura de Brasiléia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou nesta terça-feira (3) o primeiro encontro da Jornada Pedagógica 2026 voltada às escolas multisseriadas da zona rural.
A reunião teve como foco o planejamento e os preparativos para o início do ano letivo, que começa no próximo dia 9 de março nas comunidades rurais. Atualmente, o município conta com 26 escolas multisseriadas, muitas delas situadas em áreas de difícil acesso.
Participaram do encontro a secretária municipal de Educação, Raíssa Dias; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Sebastiana Nascimento; a coordenadora de ensino, Adriana Moura; e o professor Raifran Borges, representando os coordenadores das unidades multisseriadas.
A proposta da Jornada é alinhar metas, organizar as ações pedagógicas e garantir que o ano letivo tenha início de forma estruturada nas escolas da zona rural de Brasiléia.
Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal, já deu início à programação especial voltada à conscientização e à preservação dos recursos hídricos no município.
Nesta terça-feira (3), a equipe de educadores ambientais realizou visitas técnicas qualificadas no bairro Joarez Távora, onde existe uma Área de Preservação Permanente (APP) que, apesar de sua importância ambiental, também tem sido alvo de denúncias relacionadas ao descarte inadequado de resíduos.
Durante a ação, os educadores orientaram os moradores sobre a importância da preservação das áreas protegidas, os impactos do descarte irregular de lixo sobre igarapés e nascentes. (Foto: Secom)
Durante a ação, os educadores orientaram os moradores sobre a importância da preservação das áreas protegidas, os impactos do descarte irregular de lixo sobre igarapés e nascentes, e as responsabilidades coletivas no cuidado com os espaços naturais da cidade. A atividade integra um conjunto de ações educativas que buscam fortalecer o sentimento de pertencimento e corresponsabilidade da comunidade na proteção dos recursos hídricos.
A gestora da Escola de Educação Ambiental, Luzimar Oliveira, destacou o papel estratégico da educação ambiental nesse processo. (Foto: Secom)
A gestora da Escola de Educação Ambiental, Luzimar Oliveira, destacou o papel estratégico da educação ambiental nesse processo: “Cuidar da água é cuidar da vida. Nosso trabalho vai além de uma data específica. Queremos fortalecer, junto à comunidade, a compreensão de que as Áreas de Preservação Permanente são essenciais para manter a qualidade da água, prevenir enchentes e garantir o equilíbrio ambiental. A conscientização é o primeiro passo para a transformação”, frisou.
A programação em alusão ao Dia Mundial da Água seguirá ao longo do mês, com atividades educativas, visitas orientadas, palestras e ações de mobilização comunitária. (Foto: Secom)
A programação em alusão ao Dia Mundial da Água seguirá ao longo do mês, com atividades educativas, visitas orientadas, palestras e ações de mobilização comunitária. Em breve, a Prefeitura de Rio Branco divulgará a programação completa das atividades do mês, convidando a população a participar e a contribuir com a preservação dos recursos hídricos da capital acreana.
A decisão foi anunciada durante uma sessão do Senado. A medida foi embasada em um parecer da Advocacia do Senado e rejeitou um recurso apresentado pela base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para anular as quebras contra o filho do petista.
Segundo Alcolumbre, os argumentos apresentados pelos governistas não foram suficientes para confirmar a “suposta violação das normas regimentais e constitucionais” da CPMI do INSS.
As quebras foram aprovadas na quinta-feira (26/2), em uma sessão marcada por tumultos. Os pedidos haviam sido apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.
Ao abrir a deliberação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) pediu que os parlamentares contrários se manifestassem. Ele contabilizou sete votos contra os requerimento — afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes — e declarou que os pedidos estavam aprovados.
O governo defende que a contagem foi feita de forma incorreta e que eles tinham 14 votos contrários à quebra dos sigilos.
No recurso, os parlamentares da base de Lula criticaram a condução dos trabalhos de Viana e argumentaram que as medidas aprovadas na última quinta deveriam ser suspensas. Viana negou qualquer irregularidade.
Ao analisar o pedido dos governistas, Davi Alcolumbre afirmou que, ainda que fossem considerados os parlamentares apontados pelo governo, não haveria maioria para rejeitar a quebra dos sigilos.
“O número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Isso porque o quórum de presença do momento, mostrado no painel e verificado na votação anterior, era de 31 parlamentares. A maioria, com esse quórum, portanto, equivale a 16 parlamentares”, disse.
“Diante desse quadro e considerando o parecer da Advocacia do Senado, esta Presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI do INSS não se mostra evidente e inequívoca, razão pela qual — em respeito aos precedentes — não se faz necessário, no presente momento, uma intervenção da Presidência da Mesa do Congresso na reunião de 26 de fevereiro de 2026”, acrescentou Davi Alcolumbre.
Lulinha passou a ser alvo da CPMI após investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Como revelou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, o filho de Lula é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde junto ao governo federal. Uma das iniciativas mencionadas previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.
Questionamento durante a sessão
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou, ainda durante a sessão que quebrou os sigilos de Lulinha, a condução dos trabalhos de Viana. E afirmou que houve erro na contagem.
Logo após o resultado, ele chegou a pedir que o senador anulasse a deliberação, mas teve o pleito rejeitado pelo presidente da CPMI.
“No momento da votação, 14 parlamentares votaram contrários aos requerimentos. Há um contraste visual entre os que estavam de pé e os que permaneciam sentados”, argumentou Pimenta.
No recurso apresentado a Alcolumbre, o grupo afirma que Carlos Viana desempenhou a sua função de forma “acerba e antidemocrática”.
“O senador incorreu, em tese, em violação a tais deveres, ofendendo não apenas a Constituição da República e a normativa interna do Senado Federal, mas também os princípios estruturantes do regime democrático e representativo”, dizem os parlamentares.
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