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Em uma semana, quase 150 quilos de droga são apreendidos no Acre

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Em uma semana, quase 150 quilos de droga são apreendidos no Acre — Foto: Arquivo/PM-AC e PRF-AC

Por Iryá Rodrigues

Em uma semana a polícia conseguiu apreender quase 150 quilos de droga no estado do Acre e prendeu ainda seis pessoas em flagrante por tráfico de drogas.

Os casos foram contabilizados em reportagens publicadas entre sábado (25) e sábado (1º) tanto na capital, Rio Branco, como nas cidades do interior.

O primeiro caso foi de um motociclista de 40 anos que foi preso com mais de 11 quilos de maconha e oxidado de cocaína durante uma abordagem do Grupo Especial de Fronteira do Acre (Gefron).

O flagrante ocorreu durante a Operação Hórus no Ramal do Polo, que fica entre as cidades Epitaciolândia e Xapuri, interior do Acre, no sábado (25).

Com o suspeito, a polícia encontrou mais de seis quilos de maconha e mais de cinco quilos de oxidado de cocaína. Ele foi levado para a delegacia da Polícia Federal. A motocicleta que ele estava também foi apreendida.

Na segunda-feira (27), a Polícia Militar apreendeu 32 quilos maconha, no bairro Cruzeirinho, em Cruzeiro do Sul. Um casal que estava com o entorpecente guardado em casa foi preso por tráfico internacional de drogas. Segundo o comandante da PM na cidade, tenente coronel Evandro Bezerra, a suspeita é que a droga seja de origem do Peru.

Dois dias depois, na quarta (29), um homem de 39 anos foi preso em flagrante com 2 quilos de pasta base cocaína escondidos em um fundo falso embaixo do banco traseiro do carro. O veículo foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal em Senador Guiomard, BR-317 no interior do Acre.

Ainda na quarta, uma denúncia anônima ajudou as polícias Militar e Federal, que apreenderem 76 quilos de droga enterrados em um matagal na cidade de Porto Walter, interior do Acre. A apreensão foi feita por policiais da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) do 6º Batalhão da PM-AC de Cruzeiro do Sul, cidade vizinha. Ninguém foi preso.

Na noite de sexta (31), uma mulher foi presa pela Companhia de Policiamento de Choque do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ao ser encontrada com mais de 16 quilos de maconha em uma casa no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.

Por fim, neste sábado (1º), uma jovem de 22 anos foi presa em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com 10,8 quilos de maconha dentro de um ônibus que seguia de Porto Velho (RO) para Rio Branco.

No bairro Santa Cecília, na BR-364, a polícia parou o ônibus e a mulher apresentou nervosismo durante a abordagem. Dentro de uma das bolsas, tinha vários pacotes de maconha. A passageira confessou que havia comprado o entorpecente em Rondônia e pretendia revendê-lo em Rio Branco. Ela foi encaminhada para a Delegacia de Flagrantes em Rio Branco.

Reforço policial

O secretário de Segurança Pública do Acre, coronel Paulo César, diz que as apreensões no estado são reflexo das ações de cooperação entre as polícias estaduais e federais e também da presença mais efetiva da polícia nas rodovias e regiões de fronteira e ribeirinhas.

Ele cita que uma das medidas para conter o crime no estado, que faz fronteira com Peru e Bolívia, o que consequentemente acaba contribuindo para ser uma das principais rotas do tráfico de drogas do país, foi a criação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), atuante desde 2019.

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Hanseníase tem cura: campanha nacional reforça importância do diagnóstico precoce

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Durante a campanha nacional de conscientização, especialistas reiteram que a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e que o maior desafio é vencer o preconceito que ainda cerca a doença

Apesar dos avanços da medicina e da oferta de tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase continua sendo uma realidade no Acre e na região do Juruá, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. Inserida no grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas, a enfermidade segue cercada por desinformação, estigma e diagnóstico tardio, fatores que contribuem para deformidades físicas evitáveis e impactos sociais duradouros.

Para o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Francisco Albino, essa permanência está ligada a determinantes sociais e históricos. “A hanseníase possui atributos que a tornam um mal negligenciado, prevalente e estigmatizante. Historicamente, medidas como internação compulsória e isolamento social reforçaram o preconceito, criando marcas que ainda interferem na vida dos pacientes”, explicou.

Segundo Albino, os sintomas iniciais costumam passar despercebidos. “Manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade são o principal sinal de alerta. Essas manchas não coçam nem doem, o que faz com que sejam ignoradas. Dormência, formigamento e perda de força em mãos ou pés também merecem atenção”, destacou.

Importância do diagnóstico precoce

O especialista reforça que identificar a doença cedo é essencial para evitar complicações. “A hanseníase evolui de forma silenciosa. Quando o diagnóstico é tardio, o dano aos nervos já pode estar instalado, levando a deformidades e incapacidades físicas evitáveis. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão, evita sequelas e reduz o sofrimento físico, emocional e social do paciente”, afirmou.

Para Albino, o estigma é um dos maiores obstáculos. “Ainda existe a ideia de que a hanseníase é resultado de castigo divino ou que não tem cura. Esses mitos alimentam o preconceito e fazem com que muitas pessoas escondam os sintomas, atrasando o tratamento e fortalecendo o isolamento social”, disse.

O médico lembra que a hanseníase tem cura e que o tratamento é seguro. “O tratamento é feito com poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS. Reforçar que a doença tem cura é fundamental para combater o preconceito e garantir que as pessoas procurem atendimento sem medo”, ressaltou.

Albino deixa um recado direto à população: “O aparecimento de mancha não é normal, ainda mais quando há perda de sensibilidade. Procurar o serviço de saúde é um ato de cuidado consigo mesmo e com a comunidade.”

Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Porto Velho e Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda oito escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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Idoso é preso pela PRF após ser flagrado com pistola calibre .40 em Cruzeiro do Sul

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Homem de 70 anos não possuía porte nem documentação da arma e das munições

Um homem de 70 anos foi preso na quarta-feira (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, após ser flagrado portando uma arma de fogo de uso restrito.

De acordo com a PRF, o idoso trafegava em uma motocicleta quando foi abordado durante fiscalização de rotina. Ele informou aos policiais que retornava de seu sítio e, ao ser questionado, confirmou que estava armado.

Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 e oito munições. Conforme a polícia, o homem não possuía porte de arma de fogo nem documentação legal da arma ou das munições.

Diante da irregularidade, o idoso foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, onde o caso ficou à disposição das autoridades para os procedimentos legais cabíveis.

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Justiça decreta prisão de três suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” em Rio Branco

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Grupo mantinha homem em cárcere privado para aplicar punição ilegal; um investigado responderá em liberdade

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar uma facção criminosa e de atuar na aplicação de punições ilegais impostas pelo chamado “Tribunal do Crime”, em Rio Branco. A decisão atinge Lucas Nogueira dos Santos, Anderson Luan Bezerra e João Victor Navarro da Silva. Já Marcelo Santos de Souza teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.

A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da Vara das Garantias, durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco, no fim da tarde de ontem.

Os quatro foram presos na noite de terça-feira (13) por policiais do Grupamento Tático do 3º Batalhão da Polícia Militar, no momento em que mantinham um homem em cárcere privado em uma residência localizada na Rua Luiz Gonzaga, no bairro São Francisco. A vítima, que teve a identidade preservada, teria sido sequestrada para sofrer agressões físicas como forma de punição imposta pela organização criminosa.

Informações repassadas por moradores à Polícia Militar foram fundamentais para a rápida intervenção, que evitou uma possível sessão de tortura e espancamento, situação que poderia resultar em morte. Durante a ação, os policiais apreenderam pedaços de madeira, supostamente utilizados nas agressões, além de um automóvel.

Os três investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. O quarto envolvido responderá em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.

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