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Em evento com a presença de Temer, MDB anuncia Meirelles como pré-candidato à Presidência da República

Ex-ministro da Fazenda, Meirelles se filiou ao MDB para ser o candidato do partido na eleição presidencial, mas Temer também tinha a intenção de disputar o pleito.

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Ex-ministro da Fazenda, Henrique Meireles (Foto: Sérgio Lima / PODER 360).

Em um evento em Brasília nesta terça-feira (22), o MDB anunciou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pré-candidato do partido na eleição para a Presidência da República.

A cerimônia do MDB, chamada de “Encontro com o Futuro”, contou com a presença do próprio Meirelles e de caciques do partido, como o presidente Michel Temer.

Meirelles se filiou ao MDB com o objetivo de ser o candidato do partido na eleição presidencial de outubro. No entanto, Temer também vinha se posicionando como uma das opções do MDB para encabeçar a chapa.

De acordo com o blog do colunista do G1 Gerson Camarotti, Temer decidiu dar apoio à candidatura de Meirelles depois da pressão de um setor do partido por uma definição oficial do presidente. Há a avaliação de que Temer não conseguiu sair da agenda negativa das investigações da Lava Jato, o que inviabilizaria a candidatura à reeleição.

No discurso no evento do partido, Temer disse que os integrantes do MDB “chamam” Meirelles para ser “presidente do Brasil”.

“Eu quero concluir dizendo que foi para isso, Meirelles, para essas palavras que foram ditas aqui, que nós chamamos você, e chamamos para ser presidente do Brasil”, disse Temer.

“Ficarei orgulhosíssimo se um dia, no plano pessoal e institucional, se um dia o Meirelles for proclamado pelo voto popular presidente da República Federativa do Brasil”, completou o presidente.

Se a candidatura de Meirelles for registrada, será a primeira vez, em mais de 20 anos, que o MDB terá candidato próprio à Presidência. A última vez foi nas eleições de 1994, com o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia.

Veja outros pré-candidatos já declarados

Meirelles

Em entrevista coletiva após ser anunciado como pré-candidato, Meirelles disse que sairá em busca de alianças e que o presidente Michel Temer deverá participar da sua campanha. “O nosso palanque terá todas as lideranças dispostas a se engajar neste projeto”, afirmou. “O presidente certamente participará dos eventos que considerar adequado”, disse.

Na coletiva, Meirelles afirmou que vai enfrentar as “incertezas” do cenário eleitoral e que confia em uma campanha bem sucedida. Segundo ele, o Brasil se “cansou de política populista”, o que, na opinião dele, gera “desemprego”.

“Não há duvida de que temos condições de aqui iniciar uma caminhada vitoriosa. Os brasileiros esperam resultados concretos.”

Meirelles defendeu durante o evento as medidas econômicas adotadas na gestão de Temer. Ele disse ainda que o país deve continuar tomando medidas para evitar uma nova crise “a cada dez anos”

“É o momento de tomar medidas para evitar que o Brasil entre em crise a cada dez anos. Precisamos apenas de mais quatro anos para construir um novo Brasil”, disse.

O ex-ministro também comentou o apoio de Temer à sua candidatura. Segundo Meirelles, Temer é um “cabo eleitoral positivo”.

“Olha, o presidente certamente será um cabo eleitoral positivo, porque ele está realizando. O governo está mostrando crescimento, criação de emprego, renda, e os resultados falam por si só. É importante dizer também que o meu histórico é um histórico de uma reputação inquestionável”, afirmou Meirelles.

Desistência de Temer

Presidente nacional do MDB, o senador Romero Jucá disse que o nome de Meirelles foi uma escolha feita pelo partido a partir de conversar “com a base toda” e não uma escolha individual.

Questionado sobre o motivo de Temer ter desistido da candidatura, Jucá afirmou que ele só havia se colocado como “opção”. “O presidente Temer não desistiu da candidatura. Ele tinha se colocado como opção. A premissa não é de desistência, é de escolha”, afirmou.

No discurso, Temer disse que seu governo tem como marca “fazer escolhas”.

“Escolhas sempre foram marcas do nosso governo. Sou realista: sei o que fiz e o que não fiz; o que falei e o que falam por mim. Se estou resistente, é porque estamos com a verdade e ela nos fortalece. A dor da acusação injusta não vai nos paralisar. Do meu momento cuido eu, do país cuidamos todos nós, o MDB.”

Documento do MDB

O evento desta terça também serviu para lançar um documento do MDB chamado “Encontro com o Futuro”. O texto apresenta um balanço de ações realizadas nos dois anos da administração do presidente Michel Temer e aponta a necessidade de manter as reformas iniciadas pelo governo.

No documento, o MDB destaca medidas aprovadas pela gestão Temer, como o teto de gastos e a reforma trabalhista. O partido ainda cita a recuperação da economia e as quedas da taxa de juros e da inflação.

O MDB também fez críticas ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O documento ressalta que o “primeiro compromisso” do governo de Temer foi “reverter” a política econômica de Dilma, “para interromper os desastres em curso”.

O texto destaca ainda que se esgotou o modelo de crescimento que aposta no aumento da força de trabalho e na intervenção do Estado no setor produtivo. “O crescimento vai depender agora da iniciativa privada”.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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