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Em cooperação com os EUA, México está detendo quase três vezes mais imigrantes antes da fronteira

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O México está detendo quase três vezes mais migrantes que cruzaram a sua fronteira sul do que há um ano, uma tendência que as autoridades norte-americanas dizem ter ajudado a atenuar o aumento de travessias da fronteira dos EUA normalmente observado nesta altura do ano.

A administração Biden não é o primeira a trabalhar em conjunto com o México para abordar a migração nas fronteira. Em 2008, durante a administração de George W. Bush. Foto: GETTY IMAGES

Com BP

Funcionários da administração Biden também apontam para a crescente ajuda do México para desacelerar a migração como prova de que a sua relação com os seus vizinhos do sul é mais eficaz do que a da administração Trump. O ex-presidente Donald Trump zombou do histórico do presidente Joe Biden e afirmou que sua administração teve mais sucesso no controle da fronteira.

No início do ano passado, o México interditava cerca de 100 mil migrantes por mês na sua fronteira sul ou dentro do México, enquanto os EUA detinham mais de 193 mil migrantes mensalmente na fronteira EUA-México. Este ano, mais migrantes estão a ser detidos no México do que nos EUA, com mais de 280 mil interditados no México e 189 mil nos EUA em Março, de acordo com dados obtidos pela NBC News. O governo mexicano não divulga publicamente os seus números de interdição de migrantes como os EUA fazem.

O elevado número de migrantes detidos no México mostra quão caótica poderá tornar-se a fronteira dos EUA se o México não conseguir sustentar os seus esforços de interdição. Outro aumento nas passagens de fronteira pode prejudicar Biden nas próximas eleições. De acordo com funcionários da Alfândega e da Protecção de Fronteiras, os números de Abril, que ainda não foram divulgados publicamente, deverão continuar a mostrar números relativamente baixos em comparação com o aumento sazonal normalmente observado em Abril e Maio. As interceptações do México são, na verdade, deportadas. Muitos migrantes são detidos por autoridades mexicanas na fronteira entre a Guatemala e o México e imediatamente devolvidos à Guatemala, disseram defensores da imigração à NBC News.

Muitos outros estão a ser detidos no norte do México e transportados de autocarro para o extremo sul do país. A partir daí, eles não podem usar o aplicativo CBP One em seus celulares para marcar consultas de asilo nos EUA, já que o aplicativo não funciona ao sul da Cidade do México, disse Amy Fischer, diretora de direitos de refugiados e migrantes da Anistia Internacional EUA. .

“De certa forma, estão a fazer o trabalho sujo dos EUA para impedir que as pessoas tenham acesso à fronteira sul dos EUA e exerçam o seu direito de procurar segurança”, disse Fischer.

Certos grupos, como crianças não acompanhadas e migrantes que viajam em família, recebem protecção especial ao abrigo da lei mexicana que limita a sua deportação. Autoridades dos EUA dizem que a disposição do México de interditar mais migrantes, um processo caro, se deve em grande parte ao aumento do diálogo entre os dois países sobre questões como imigração, fentanil e tráfico ilegal de armas de fogo.

Tanto Biden como o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, conhecido como AMLO, reconheceram a gravidade do problema no final do ano passado, quando o financiamento do México para impedir os migrantes escasseou e o número de migrantes que atravessavam a fronteira EUA-México atingiu níveis recordes. No final de dezembro, Biden telefonou para López Obrador e enviou o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, e o secretário de Estado, Antony Blinken, ao México para se reunirem com os seus homólogos. Desde então, o México interditou pelo menos 270 mil migrantes por mês.

“O Presidente Biden e o Presidente AMLO desenvolveram uma relação em que falam sobre os desafios partilhados [da migração], e ambos reconhecem conjuntamente os desafios partilhados”, disse um alto funcionário da administração Biden. “Eles tiveram várias conversas e várias ligações nos últimos anos para abordar e conversar sobre esse problema.”

A administração Trump ameaçou o México com aumento de tarifas e perturbações no comércio se não cumprisse políticas como Permanecer no México, que forçava os imigrantes que procuravam asilo nos EUA a esperar em condições precárias no norte do México. “Tratamos o México com respeito, como um soberano igual”, disse o alto funcionário do governo Biden. “Essa é uma diferença na abordagem deste governo.”

Uma história de cooperação

A administração Biden não é a primeira a trabalhar em conjunto com o México para abordar a migração e outras questões fronteiriças. Em 2008, durante a administração de George W. Bush, a Iniciativa Mérida — um acordo de segurança entre os EUA e o México — foi lançada para reduzir a violência e combater o tráfico de drogas. O Congresso aprovou 1,5 mil milhões de dólares para a iniciativa ao longo de dois anos, permitindo a compra de equipamentos como helicópteros e outras aeronaves para apoiar os esforços das autoridades mexicanas.

Durante a administração Obama, os EUA e o México expandiram a cooperação para incluir o combate às organizações criminosas transnacionais, fornecendo equipamento forense e formação às autoridades mexicanas e melhorando a fiscalização da imigração no México. A administração Trump concentrou-se na redução da produção de drogas sintéticas e no aperfeiçoamento da interdição de fronteiras e da segurança portuária. Em 2018, supostamente queria pagar ao México US$ 20 milhões para ajudar a deportar milhares de migrantes que entraram no México na esperança de chegar aos EUA. A quantia, segundo a CNN e o The New York Times , seria usada para financiar passagens de ônibus e avião para enviar migrantes. de volta aos seus países de origem. Em 2019, Trump deixou de ameaçar com tarifas contra o México depois de este ter concordado em reprimir as travessias da sua fronteira sul. O México enviou 6.000 soldados para a sua fronteira com a Guatemala para interceptar migrantes.

Durante a administração Biden, os EUA e o México anunciaram um novo acordo de cooperação em segurança em 2021, denominado Quadro do Bicentenário. O Quadro do Bicentenário substituiu a Iniciativa Mérida e enfatizou a prevenção do crime transfronteiriço, minimizando o tráfico de seres humanos e de armas e interrompendo as cadeias de abastecimento de drogas ilícitas.

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Após Enamed, presidente da Comissão de Saúde na Câmara cobra MEC

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ministerio da educacao - Metrópoles

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, o deputado Zé Vitor (PL-MG), afirma que irá enviar um ofício ao Ministério da Educação (MEC) ainda nesta quarta-feira (21/1) solicitando esclarecimentos sobre cursos de Medicina que foram punidos ou avaliados negativamente por má qualidade de ensino nos exames e instrumentos oficiais da pasta.

Como mostrou o Metrópoles, cerca de 3 em 10 cursos de Medicina avaliados tiveram desempenho ruim, ficando nos conceitos 1 e 2, e devem sofrer algum tipo de sanção.

Além das cobranças ao ministério, o presidente da Comissão de Saúde diz que não descarta propor, no âmbito da Câmara, a abertura de um debate sobre a criação de um exame nacional para médicos, nos moldes do aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como forma de reforçar o controle de qualidade na formação profissional.

“Há um desafio no Brasil: garantir atendimento de saúde, para isso precisamos de médicos suficientes. Mas, obviamente, não qualquer médico. Suspender vestibulares, rediscutir a emissão de diplomas e interromper o avanço de qualquer curso que não tenha estrutura e plano pedagógico adequado para formar bons médicos. Como parte desse processo, não descarto que seja efetivado um exame como da OAB”, afirmou.

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG), relator do Projeto de Lei (PL) do Licenciamento Ambiental

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG)

No documento, o parlamentar afirma que os dados acendem um alerta sobre a qualidade da formação médica e justificam a necessidade de maior transparência em sua avaliação.

“Considerando que a medicina é uma profissão regulamentada com impacto direto na vida e na integridade física dos cidadãos, o baixo desempenho acadêmico de parcela significativa das instituições de ensino superior gera legítima preocupação social”, afirma o documento.

No requerimento, Zé Vitor pede que o Ministério da Educação informe os resultados detalhados das avaliações aplicadas aos cursos de Medicina, com a identificação das instituições, municípios e estados, além da forma de avaliação utilizada, especialmente nos casos de notas consideradas baixas, entre os conceitos 1 e 3.

O deputado também questiona quais critérios são levados em conta na avaliação dos cursos, como desempenho dos estudantes, qualificação do corpo docente, infraestrutura, projeto pedagógico e campos de prática e estágio. Outro ponto abordado diz respeito às medidas adotadas pelo MEC diante dos resultados, sobretudo em relação aos cursos com desempenho insatisfatório.

A divulgação dos resultados foi recebido com surpresa por membros da classe médica e representantes de associações ligadas à profissão, dado o alto número de cursos que ficaram em níveis insatisfatórios.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contudo, admitiu que houve inconsistências em dados prévios do Enamed 2025 relacionadas à base de dados utilizada como insumo para o cálculo do conceito em que cada curso se enquadrava.

O esclarecimento foi feito em ofício encaminhado às instituições de ensino superior participantes da prova, depois que diversas instituições passaram a questionar suas respectivas notas ao MEC.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Caminhada não deve passar pela Papudinha, avisa Nikolas Ferreira

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“Caminha pela liberdade”: políticos marcham em direção a Brasília

Deputados que participam da “caminhada pela liberdade“, organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmam que o grupo não deve passar pela Papudinha, no Complexo da Papuda, local em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso no Distrito Federal. O próprio parlamentar alertou sobre o fato.

Encabeçado por Nikolas, o grupo saiu do interior de Minas Gerais na segunda-feira (19/1) em direção a Brasília. O ato foi convocado como uma reação contra a prisão de Bolsonaro e em defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A programação prevê que o grupo deve chegar à capital federal no próximo domingo (25/1). Aliados do ex-presidente e participantes da caminhada têm convocado uma manifestação para o mesmo dia.

Nikolas Ferreira afirmou ao Metrópoles que decidiu não alongar o trajeto do ato e evitar a passagem pelo complexo penitenciário. Segundo parlamentares que acompanham o mineiro, os detalhes do ato de domingo ainda estão sendo definidos junto ao governo do Distrito Federal.

A expectativa, no entanto, é que o grupo não se aproxime da Esplanada dos Ministérios em razão de outros eventos agendados para o entorno, como a Copa Brasil de Marcha Atlética.

“Eu preferi não passar por lá [Papuda] porque é uma área de segurança nacional e também alongaria mais o trecho. O trajeto a gente está fazendo ainda, mas o destino final com certeza é a Praça do Cruzeiro”, afirmou Nikolas.

Em uma rede social, . O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o GDF tem ajudado a definir qual será o melhor trajeto.

Segundo um aliado de Nikolas, o último planejamento do grupo prevê, no entanto, que eles sigam até a Praça do Cruzeiro pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) — sem passar pelo complexo da Papuda.

O ato de Nikolas Ferreira deve percorrer mais de 200 km. Em seu terceiro dia, a caminhada tem atraído políticos e simpatizantes do grupo aliado de Bolsonaro. O entorno do parlamentar mineiro espera reunir um número ainda maior de manifestantes no domingo, com a chegada de caravanas de outros estados.

Parlamentares de direita têm convocado manifestantes pelas redes sociais. Ex-líder da oposição na Câmara e pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, Zucco (PL) disse que o “destino final” da caminhada será uma “grande manifestação por liberdade, justiça e pelo Brasil”.

A “caminhada pela liberdade” começou em Paracatu (MG) e segue em direção a Brasília. A previsão é que o grupo percorra cerca de 200 km até a capital federal.

Nas redes, os aliados de Bolsonaro têm afirmado que o ato é contra as “prisões injustas” do 8 de janeiro e pelo que avaliam ser uma “perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ato encabeçado por Nikolas Ferreira conta com a participação de um dos filhos do ex-presidente, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). Também estão ao lado do mineiro os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC), e os senadores Márcio Bittar (PL-AC) e Magno Malta (PL-ES).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ para policiais

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O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro

Policiais civis em operação de combate ao tráfico de drogas: governo do Rio criou gratificação por bandido morto. Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM

O Diretório Nacional do Psol acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos.

A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.

O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”.

Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal.

Entenda

Aprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.

O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro. Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto

Diversos órgãos também se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a PDU (Defensoria Pública da União), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos.

Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

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