Acre
Em Brasiléia, ministra Izabella Teixeira anistia multa por crime ambiental
Desembargo foi o primeiro do país
A ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira, entregou no projeto de assentamento Porto Carlos, em Brasileia, o primeiro desembargo de um área rural que foi multada por crime ambiental. O produtor Geraldo Ferreira foi anistiado da multa de R$ 15 mil e das sanções impostas pelo IBAMA. Por causa da notificação, ele ficou impedido por oito anos de abrir conta bancária, fazer financiamentos, vender animais para frigoríficos e negociar frutas e hortaliças para programas do governo.
Nessa quinta-feira o produtor recebeu da própria ministra o documento de liberdade. “Antes eu era um inútil, agora posso voltar a produzir e ter renda com a minha terra”, disse Geraldo emocionado.
Por causa de crimes ambientais 1.300 produtores rurais do Acre estão com as terras embargadas. De acordo com a ministra, as novas regras vão permitir que muitas famílias possam voltar a usar a terra, e explicou que a partir de agora haverá uma agilidade nos processos para que milhares de produtores em todo o Brasil sejam beneficiados.
“Esse é um novo momento na história da produção rural. O código florestal não vai servir apenas para punir, mas, para buscar soluções pacíficas que possam manter o homem no campo”, explicou a Ministra.
Para conseguir o desembargo, o produtor deve fazer a inscrição no programa do governo federal que é cadastro ambiental rural, chamado de CAR. O produtor leva todos os dados da propriedade e declara o dano que fez à propriedade e o valor da multa. Depois o processo é analisado e pode receber a anistia diante do compromisso de recuperar a área danificada.
Para o governo federal a vantagem é que vai ter todas as propriedades rurais identificadas e monitoradas via satélite, assim fica mais fácil saber quem está cometendo crimes ambientais.
Para a ministra o programa de cadastro vai trazer de volta a liberdade de milhares de produtores em todo o Brasil e ainda vai deixar os órgãos ambientais com mais poder de fiscalização.
O cadastro é uma nova determinação do polêmico código florestal. Segundo o senador Jorge Viana , o desembargo foi a maneira mais justa e pratica de acabar com um conflito que vem se arrastando a vários anos.
O cadastro dos produtores rurais e de moradores de projetos de assentamento está sendo feito em todos o municípios e nos postos do Incra.
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Acre
Vereadores de Brasiléia participam do lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida Rural com 50 unidades habitacionais
Foi realizado nesta quarta-feira (28) o lançamento oficial do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, na sede da Associação do Polo Agroflorestal Wilson Pinheiro, em Brasiléia. O evento reuniu autoridades estaduais, municipais e representantes da comunidade rural.
A iniciativa é do Governo Federal, com aprovação do Governo do Estado do Acre e da Prefeitura de Brasiléia, e prevê a aquisição de 50 unidades habitacionais destinadas a famílias da zona rural, fortalecendo as políticas públicas de habitação no município.

Presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, vereador Marquinhos Tibúrcio, que ressaltou a importância do programa
O lançamento contou com a presença do presidente da associação, Márcio, além do secretário de Estado de Habitação e Urbanismo, Aglelson, que representou o Governo do Estado. Também participou o presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, vereador Marquinhos Tibúrcio, que ressaltou a importância do programa para garantir moradia digna às famílias do campo e promover mais qualidade de vida à população rural.
O evento ainda reuniu os vereadores Almir Andrade, Beto Dantas, Djahilson Américo, Careca Gadelha, Lucélia Borges e Jorge da Laura, que reforçaram o apoio do Legislativo Municipal à iniciativa.
Segundo os organizadores, o programa representa um avanço significativo para o fortalecimento da habitação rural em Brasiléia, contribuindo para a permanência das famílias no campo e o desenvolvimento sustentável das comunidades agroflorestais.
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Acre
Emergência: Rio Acre volta a ultrapassar cota de alerta em Brasiléia em menos de 15 dias e após a enchurrada de 143 mm de chuva
Menos de 15 dias após o Rio Acre ultrapassar, pela primeira vez neste ano, a cota de alerta em Brasileia, o nível do manancial voltou a preocupar autoridades e moradores da região de fronteira. A apreensão também aumenta após a forte enxurrada registrada nesta semana no município, que acumulou 143 milímetros de chuva.
Na noite desta quinta-feira (29), às 22h, o manancial ultrapassou novamente a cota de alerta, atingindo 9,81 metros. De acordo com os órgãos de monitoramento, caso as chuvas intensas persistam, há possibilidade de o rio alcançar a cota de transbordamento de 11,40 metros nos próximos dias, o que ocorreria pela primeira vez em 2026.
Conforme dados oficiais do monitoramento hidrológico e geológico realizados no município, o Rio Acre já havia atingido a cota de alerta no último dia 14 de janeiro. O histórico recente aumenta a apreensão, já que Brasiléia enfrentou quatro episódios de alagação, sendo o mais severo registrado em 2024.
Diante do cenário, o prefeito Carlinhos do Pelado destacou que a gestão municipal está em alerta máximo. “Estamos monitorando o nível do rio em tempo real e mobilizando todas as equipes para dar resposta rápida à população. Nossa prioridade é proteger vidas e garantir assistência às famílias que já sofrem com os impactos das chuvas”, afirmou o prefeito.
Na mesma quinta-feira, o gestor anunciou o cancelamento do Carnaval 2026 promovido pelo poder público e decretou situação de emergência no município. Segundo Carlinhos do Pelado, a medida é necessária para agilizar os trâmites legais e garantir suporte imediato às comunidades afetadas. “Não é uma decisão fácil, mas é responsável. Precisamos direcionar recursos e esforços para atender mais de 500 famílias isoladas, além de minimizar os prejuízos causados pela enxurrada”, ressaltou.
A situação atinge moradores de ramais, ribeirinhos e comunidades localizadas na Reserva Extrativista Chico Mendes, especialmente nos quilômetros 59, 60 e 13. Também há cerca de 20 aviários de frango sem acesso, comprometendo a atividade produtiva local.
O coordenador municipal da Defesa Civil, major Sandro, explicou que os danos à infraestrutura são significativos. “O levantamento preliminar aponta a destruição de 20 linhas de bueiros, tanto na zona urbana quanto na rural, além de 10 pontes que desabaram ou tiveram o acesso interrompido após o desmoronamento das cabeceiras. Outras estruturas ainda estão submersas, o que dificulta o tráfego e o atendimento às comunidades”, detalhou.
Segundo a Prefeitura de Brasiléia, a estimativa inicial é de que os prejuízos ultrapassem R$ 1,5 milhão. Os impactos afetam diretamente o escoamento da produção agrícola e extrativista, como castanha e borracha, além do deslocamento diário dos moradores.
A população pode solicitar apoio diretamente à Defesa Civil Municipal pelo telefone (68) 99250-8970 ou ao Corpo de Bombeiros pelo número (68) 3546-5743. A Prefeitura orienta ainda que os moradores acompanhem os canais oficiais nas redes sociais para receber informações atualizadas e confiáveis sobre a situação do rio e as ações emergenciais em andamento.















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