Decisão foi tomada em assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores do Terceiro Grau do Acre (Sintest-AC) nesta terça-feira (14).

G1

Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre entram em greve na próxima segunda-feira (20) (Foto: Adaildo Oliveira/Arquivo pessoal)

Com decisão de maioria em votação, servidores da Universidade Federal do Acre (Ufac) acompanham o Comando Nacional e aderiram a greve por tempo inderteminado. A decisão foi tomada durante assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores do Terceiro Grau do Acre (Sintest-AC) nesta terça-feira (14).

Estão entre as reivindicações, a discussão contrária a nova reforma da previdência, o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e acordos firmados durante a greve de 2015 e que ainda não foram cumpridos, como a qualificação do servidor e o fortalecimento do plano de carreira.

“Temos ofícios protocolados de várias universidades federais que mostram a tentativa de reunir com o Ministério de Educação desde 2015 e também 2016, mas não conseguimos conversar. Agora estamos tomando esta última alternativa que é a greve”, explica Adaildo Lima de Oliveira, um dos representantes do comando da greve local.

Oliveira diz também que estão em pauta o aumento da contribuição previdenciária e a reforma administrativa que afeta diretamente os planos de carreira dos servidores públicos, além de uma avaliação que pode tirar a estabilidade do servidor com a exoneração.

Várias universidades já aderiram à greve e outras estão discutindo a possibilidade de adesão, segundo o representante. Mesmo com a data de início definida, outros pontos como os serviços essenciais que funcionarão nesse período ainda faltam ser fechados. A previsão é de que detalhes da greve sejam finalizados com a reitoria até a próxima semana.

Servidores entraram em greve pela última vez em maio de 2016. A paralisação durou cerca de 40 dias e reivindicava melhoria salarial; possibilidades de cursar o ensino superior, pós-graduação e mestrado em instituição de escolha sem compensação de horas; racionalização de cargos com funções similares e aposentadoria especial para quem trabalhava em setores insalubres.

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