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Acre

Em Assembleia do Sintesac, trabalhadores em saúde exprimem temor e duvida de demissão

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(Assessoria/Sintesac)

Trabalhadores em saúde participaram de uma assembleia geral extraordinária na manhã desta terça-feira (30/05) no auditório do Hospital Geral das Clínicas.

A assembleia convocada pelos Sindicato dos Trabalhadores em Saúde – SINTESAC – versou entre outros assuntos, da situação atual dos servidores que entraram no serviço público a partir de 1983 até os dias atuais, das aposentadorias especiais, perda de benefícios, como sexta-parte, adicional por insalubridade e outros.

O presidente da Comissão provisória do Sintesac, João Batista Ferreira da Silva, disse momentos antes do início dos debates disse que: “essas reuniões são importantes, para informar os trabalhadores sobre as ações que o sindicato está fazendo em seu nome, prestar esclarecimentos de eventuais dúvidas, Plano Bresser, benefícios, convênios, situação contábil e financeira…”.

Feita abertura da assembleia, foi dada a palavra ao advogado Marcelo Nery Leite responsável pelo departamento jurídico do Sintesac. Ele discorreu da situação dos servidores não efetivos, considerados irregular por terem entrado no serviço público sem concurso.

A REALIDADE ATUAL DESSES SERVIDORES.

Sem economizar tinta, o advogado pintou o quadro em sua plenitude e realidade, reconhecendo que o estágio atual é desalentador, por não se vislumbrar uma luz, por tênue que seja, no fundo poço.

Disse ele: “O governo tem sim, se colocado em favor da manutenção do emprego desses servidores, correndo sérios riscos de ser penalizado por desobediência a uma sentencia judicial ditada pelo plenário do Supremos Tribunal Federal (STF) onde o processo vem se arrastando nos últimos 12 anos”.

– Após receber a sentença com ordem para demitir. O PGE deu entrada com um pedido de modulação, ou seja, prazo de 12 meses para realização de um concurso público com a intenção de garantir a permanências da maioria dos trabalhadores.

– O prazo venceu em outubro de 2015. O Estado pediu mais seis meses de carência e esse segundo pedido ainda não entrou em pauta de votação do STF. No entanto esse prazo também já venceu e não tem mais nenhum valor. O governo vem retardando o máximo que pode, aí conta com apoio sindical, para que esses servidores consigam alcançar o tempo de aposentaria sem precisar demiti-los.

Atualmente, esses trabalhadores estão “congelados” em relação a futuros benefícios que vierem ter. Sem aumento, sexta parte, quinquênio e indenizações. O seja, esses servidores legalmente não mais existem e, portanto o Estado não pode fazer mais nenhuma despesa, além dos salários que vem pagando. Paulatinamente vai eliminando vantagens e cortando o que imagina pode eliminar.
– Para o advogado, entrar na justiça e buscar esses direitos só vai avivar a lembrança dos juízes do STF para a irregularidade que o governo vem cometendo e ai sim, exigir a cumprimento da ordem de demitir todos imediatamente. Não é, portanto, um bom negócio recorrer à justiça.

O Sintesac, sabedor que a situação não atinge apenas os pouco menos de dois mil servidores lotados na saúde, busca unir forças com os demais sindicatos e pressionar politicamente o Governador, para que a decisão de demitir espere até que todos alcancem o tempo de aposentadoria.

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CORTE DE BENEFICIOS

O governo sempre prometeu ao longo do tempo que não iria demitir ninguém nem retirar direitos. As lideranças buscam respostas. Analisam sobre os beneficiais que estão sendo retirando como o reconhecimento que o governo precisa fazer caixa e, não querendo fazer ajustes fiscal nem reforma administrativa buscar se capitalizar retirando dos trabalhadores irregulares por saber que eles não têm a quem recorrer.

Há sobre o assunto, alguns questionamentos pertinentes. Se a intenção era não retirar benefícios, porque estão sendo retirados só agora?

O entendimento é que antes, o governo tinha caixa e podia se dá ao luxo de ser simpático. A realidade financeira do Estado atualmente é outra.

APOSENTADORIAS ESPECIAIS

O tesoureiro da comissão provisória do Sintesac, José Adailton Cruz, afirma que as negociações sobre as aposentadorias especiais estão inseridas nas pautas de negociações desde o ano passado.

Disse que o Governo firmou compromisso de mandar um decreto regulamentando   essas aposentadorias e acredita que deve ser legalizada ainda este ano. Lembra que ao contrário dos demais benéficos, à aposentadoria especial irá contemplar todos os trabalhadores em saúde, seja efetivos ou não.

Por fim a tesoureira do Sintesac Francinete Barros, cobrou maior participação dos trabalhadores nos assuntos relacionados ao Sindicato, questionando que um assunto de relevante interesse de muitos é compartilhado por uma minoria.

www.sintesac.com.br

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Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia

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Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.

De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.

No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.

O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.

Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.

O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.

A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.

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Acre

Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza

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Márcio Neri morreu afogado em Fortaleza nesta quinta-feira (15) — Foto: Reprodução

Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu

O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.

De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.

O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.

Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.

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Acre

Revista nacional levanta suspeitas de que Jorge Viana faz tráfico de influência na presidência da Apex

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Publicação aponta que, ao levar investidores internacionais para conhecerem fazendas de café no Acre, o executivo acreano mostrou a “Colônia Floresta”, de sua propriedade, o que caracteriza lobby privado com recursos públicos

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