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Eleições: ministros candidatos de Bolsonaro intensificam viagens

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Bolsonaro ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas
Alan Santos/PR – 04.03.2021

Marcos Pontes, Rogério Marinho, Tarcísio Freitas, Tereza Cristina e Damares Alves têm viajado para diversos estados do país em 2022

A maioria dos ministros do governo de Jair Bolsonaro que devem ser candidatos nas eleições de 2022 intensificou o número de viagens feitas pelo país nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2021, aponta levantamento do R7 com base nas agendas oficiais.

O ministro Marcos Pontes foi o que teve o maior número de viagens realizadas: ao todo, foram 20 neste ano contra sete do ano passado. Titular da pasta da Ciência e Tecnologia desde o início do governo, ele avalia disputar uma vaga no Congresso Nacional por São Paulo.

O estado mais visitado por Pontes foi justamente São Paulo. De acordo com a agenda, o ministro esteve quatro vezes na região durante janeiro e fevereiro de 2021 e 11 vezes no mesmo período de 2022. Ele fez viagem internacional — à Índia, para lançamento de satélite, no ano passado.

Lançado como candidato ao governo de São Paulo por Bolsonaro, o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, também saltou o número de viagens: de 7 em 2021 para 14 em 2022. O estado mais visitado pelo titular é São Paulo.

Tarcísio foi à região paulista uma vez em janeiro e em fevereiro do ano passado. Neste ano, foram 11 agendas públicas. O ministro também viajou para fora do país — em janeiro deste ano, para o Suriname.

A intenção inicial de Tarcísio, contudo, era disputar uma vaga ao Legislativo por Goiás, mas a opção foi  esvaziada pelo próprio chefe, que é rival do atual comandante do estado, o governador João Doria (PSDB), que tenta emplacar seu sucessor no cargo, o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM).

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que deve disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Norte, também aumentou suas viagens pelo país. Neste caso, o número dobrou: de quatro para oito. O estado mais visitado também foi o Rio Grande do Norte, com seis visitas. O titular também esteve em outras regiões, como Minas Gerais, Amapá, Rio de Janeiro e Alagoas.

Marinho travava até recentemente uma disputa nos bastidores com Fábio Faria, ministro das Comunicações, pela candidatura ao Senado pelo estado do RN. No entanto, Faria anunciou que estava fora do pleito eleitoral e permaneceria no cargo.

Faria, por sua vez, não aumentou suas viagens pelo país de 2021 para 2022. De acordo com a agenda, o movimento do ministro é contrário, uma vez que, no ano passado, foram 11 agendas contra oito deste ano. O titular realizou diversas viagens internacionais, como para Suécia, Finlândia, Japão e China para tratar sobre a tecnologia do 5G.

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi de nenhuma viagem no ano passado para cinco nos dois primeiros meses. Em 2022, a titular visitou na maioria das vezes Mato Grosso do Sul, estado que deve tentar uma vaga no Parlamento. Ela também viajou para o Irã para ampliar relações comerciais com o agronegócio brasileiro, principalmente sobre a importação de ureia.

Cristina chegou a ser aventada pela ala política do governo para o cargo de vice na chapa com Bolsonaro. A avaliação é de que a ministra poderia alavancar votos entre as mulheres para o presidente. Entretanto, como informou o blog do Nolasco, o ministro da Defesa, Braga Netto, é o favorito para ocupar a posição. 

A ministra Damares Alves também viajou mais neste ano: foram duas em 2021 e seis em 2022. Ela esteve três vezes em São Paulo. Damares ainda não bateu o martelo, mas sinalizou que deve se candidatar ao Legislativo e, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta semana, afirmou que o Amapá é o estado que está no topo de sua lista. Ao R7, ela havia dito que recusou a oferta, feita por Bolsonaro, de tentar o Senado por São Paulo.

O ministro Onyx Lorenzoni, atualmente no comando do Ministério do Trabalho e Previdência, segue o mesmo padrão. A agenda do ministro não contabiliza os compromissos tidos em janeiro de 2021. Foram duas locomoções no ano passado contra 10 neste ano.

Em janeiro e fevereiro de 2022, Lorenzoni foi três vezes para o Rio Grande do Sul, onde deve disputar o governo do estado. O ministro também trava disputa sobre quem é o candidato com apoio de Bolsonaro com o senador Luis Heinze,que ganhou destaque com a CPI da Covid-19.

Há ainda ministros que também devem deixar os cargos para disputarem as eleições de outubro, mas que assumiram os ministérios depois da data de comparação usada pela reportagem.

Líder informal do Centrão, grupo de partidos que dá sustentação ao governo no Congresso Nacional, o ministro Ciro Nogueira (PP) assumiu a Casa Civil em julho de 2021. Em 2022, o titular viajou ao menos cinco vezes — destas, três para Piauí. O político chegou a desenhar uma possível candidatura ao Senado pelo estado, mas tem dito a aliados recentemente que não deve pleitear uma vaga.

Já o ministro João Roma (Republicanos), que atuava como deputado federal e assumiu o ministério da Cidadania no fim de fevereiro de 2021, teve 16 agendas pelo país em 2022. A maioria das viagens foi para a Bahia, onde quer disputar o governo do estado.

Anderson Torres, que assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em março de 2021, viajou para cinco estados nos dois primeiros meses deste ano. Uma delas foi para Paramaribo, capital do Suriname, em busca de parcerias comerciais. Na ocasião, o titular deveria seguir para a Guiana, mas a mãe de Bolsonaro, dona Olinda Bolsonaro, morreu e a comitiva brasileira retornou ao país.

A ministra Flávia Arruda, que atuava como deputada federal e assumiu a Secretaria de Governo em abril de 2021, fez três viagens neste ano: para Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, segundo consta na agenda oficial. Torres e Arruda avaliam disputar uma vaga para o Congresso Nacional no DF.

Pelas regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os ministros que querem disputar cargos eletivos devem renunciar aos postos até 2 de abril. As eleições estão marcadas para o 2 de outubro e eventual segundo turno no dia 30 do mesmo mês.

Neste ano, os brasileiros vão eleger presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais (exceto no Distrito Federal, onde serão eleitos disputados distritais).

Outro lado

A reportagem acionou os ministros citados e aguarda retorno.

O ministério da Damares informou que todas as viagens cumprem “agenda de trabalho pertinente às temáticas e ações promovidas pelo órgão”. Faria, por sua vez, disse que não vai disputar cargo eleitoral e que as viagens são relacionadas com agendas institucionais no cumprimento das atribuições conferidas pelo cargo.

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Crise no Republicanos do Acre escancara divisão entre aliados de Gladson e projeto de Alan Rick

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Roberto Duarte afirma que partido já tem nomes para duas vagas federais e três estaduais, mas não revela candidatos por medo de “cooptação” segunda o parlamentar

O presidente estadual do Republicanos no Acre, confirmou que a chapa do partido para deputado estadual nas eleições de 2026 não contará com nenhum dos atuais parlamentares da legenda. Foto: captada 

Durante agenda oficial em Brasiléia e Epitaciolândia, últimos dois dias (19/20), onde se reuniu com lideranças, como também o prefeito Carlinhos do Pelado (PP) e o líder Sérgio Lopes (PL), o presidente estadual do Republicanos no Acre, deputado federal Roberto Duarte, confirmou que o partido não dará legenda para a reeleição dos atuais deputados estaduais Clodoaldo Rodrigues, Tadeu Hassem e Gene Diniz.

Duarte afirmou que o Republicanos já tem nomes definidos para disputar — e eleger — duas vagas na Câmara Federal e três na Assembleia Legislativa, mas não revelou as identidades por receio de que sejam “cooptados” por adversários, segundo o parlamentar. A estratégia indica uma renovação forçada na bancada estadual do partido, que busca ampliar sua representação sem repetir os titulares atuais.

A filiação de Alan Rick ao Republicanos, vem produzindo novos capítulos no tabuleiro político do Acre e gesto de lealdade ao governador Gladson e à vice Mailza. Foto: captada 

Em entrevista ao jornalista Luis Carlos (Crica), Duarte afirmou que o Republicanos já tem chapas prontas para eleger deputados federais e estaduais no estado, não revelou os nomes e a declaração sinaliza uma renovação na bancada estadual da legenda e aponta para uma disputa interna acirrada nas prévias do partido.

Nos bastidores da política, o clima no Republicanos é de ruptura, e não há como disfarçar. A filiação do senador Alan Rick ao partido, celebrada com pompa e presença de figuras nacionais da legenda, também serviu para escancarar quem está dentro… e quem está fora do novo projeto político da legenda no acre.

Os três deputados estaduais do Republicanos na Assembleia Legislativa: Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, simplesmente não apareceram ao evento de filiação do pré-candidato ao governo Alan Rick. A ausência foi tudo, menos casual. Nos corredores da Aleac, a leitura é unânime: foi um gesto claro de lealdade ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis, que será a candidata do grupo ao governo em outubro.

A ligação dos três deputados do Republicanos com o Palácio Rio Branco não é de hoje. Todos têm raízes no Progressistas, partido de Gladson e Mailza. O deputado Clodoaldo tem a esposa, Delcimar Leite, como vice-prefeita de Zequinha Lima (PP) em Cruzeiro do Sul. Gene Diniz é irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, também do PP. Já Tadeu Hassem é irmão da ex-prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, outro nome forte da sigla, cotada para disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

Roberto Duarte, em agenda na fronteira, afirma que chapas para federal e estadual já estão definidas, mas oculta nomes para evitar “cooptação”. Foto: captada 

Fidelidade politica tem preço

O presidente estadual do Republicanos já tinha deixado claro na época da filiação do senador Alan Rick de quem não estivesse alinhado teria que buscar outro abrigo partidário para tentar a reeleição. Traduzindo: ou seguem o novo comando, ou ficam sem a legenda em 2026.

Nos bastidores, a avaliação é que a saída dos três parlamentares é só uma questão de tempo. A relação com o governo Gladson segue firme, e há quem aposte que o Progressistas abrirá as portas para recebê-los, afinal, o grupo é o mesmo, e a lealdade, nesse jogo, ainda conta muito.

Como diz o ditado, ainda há muita água para rolar por debaixo dessa ponte. E, no Acre, o rio da política costuma mudar de curso de uma hora para outra.

Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, mantém lealdade politica ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis. Foto: captada

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Governo federal lança programa “Esperançar Chico Mendes” para integrar cultura e meio ambiente na Reserva Extrativista Chico Mendes

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Acordo “Esperançar Chico Mendes” reúne MMA, Ministério da Cultura, ICMBio e Iphan para valorizar saberes tradicionais e fortalecer gestão socioambiental

O acordo terá vigência de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos. Foto: captada

O governo federal firmou nos dias 19 e 20 de janeiro o acordo de cooperação técnica “Esperançar Chico Mendes”, voltado à integração de políticas de cultura e meio ambiente e ao fortalecimento da gestão socioambiental em territórios de povos e comunidades tradicionais, com atuação prioritária na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.

A iniciativa envolve o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério da Cultura, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é identificar, reconhecer e valorizar modos de vida, saberes e expressões culturais associados à conservação da natureza, promovendo a proteção do patrimônio biocultural da região.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, o acordo estabelece uma atuação integrada entre os órgãos federais para articular políticas públicas voltadas à proteção dos territórios tradicionais e ao reconhecimento das práticas sociais que historicamente contribuem para a conservação ambiental. As ações incluem educação ambiental e patrimonial, fortalecimento de organizações comunitárias, promoção do turismo de base comunitária e incentivo à economia da sociobiodiversidade, com protagonismo de mulheres e jovens.

Na avaliação da secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, a parceria reforça a integração entre agendas ambientais e culturais. “A integração entre cultura e meio ambiente é o caminho para a proteção dos direitos das populações cujas formas de viver historicamente protegem os recursos da natureza”, afirmou.

Um dos instrumentos previstos é o uso do Inventário Nacional de Referências Culturais, ferramenta que possibilita o registro participativo de práticas, saberes e memórias associadas à identidade, à gestão socioambiental e à memória dos territórios. Segundo os ministérios envolvidos, o inventário servirá de base para ações de salvaguarda do patrimônio cultural e para o planejamento de políticas públicas nos territórios tradicionais.

Na Reserva Extrativista Chico Mendes, o turismo de base comunitária vem sendo adotado como ferramenta de valorização do território e de geração de renda, ampliando alternativas econômicas ligadas à sociobiodiversidade. A proposta prevê participação social como eixo central, com ações voltadas ao reconhecimento e à valorização do patrimônio cultural e socioambiental.

O acordo terá vigência de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas. A iniciativa também prevê a ampliação das ações para outras unidades de conservação de uso sustentável e territórios tradicionais em diferentes regiões do país.

A expectativa do governo federal é que a integração entre cultura e meio ambiente contribua para o fortalecimento da gestão dos territórios, para a geração de renda em bases sustentáveis e para o reconhecimento institucional dos modos de vida de povos e comunidades tradicionais, com impactos diretos na conservação ambiental e na permanência dessas populações em seus territórios.

Com vigência de quatro anos, o Esperançar Chico Mendes será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas. A iniciativa prevê ainda a ampliação das ações para outras unidades de conservação de uso sustentável e territórios tradicionais em diferentes regiões do país.

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Latrocínio cai 76% no Acre entre 2017 e 2025, segundo dados da Polícia Civil

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Casos caíram de 25 em 2017 para 6 em 2025; alta inicial foi atribuída a conflitos entre facções, mas tendência é de redução consistente

Taxa por 100 mil habitantes baixou de 3,01 para 0,72; pico ocorreu durante guerra de facções, mas números vêm recuando desde 2019.  Foto: captada 

O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) registrou queda consistente no Acre entre 2017 e 2025, conforme dados divulgados pela Polícia Civil do estado. O número de casos passou de 25 em 2017 para apenas 6 em 2025, uma redução de 76%. A taxa por 100 mil habitantes caiu de 3,01 para 0,72 no mesmo período.

Segundo o relatório, o pico registrado em 2017 e 2018 (com 25 e 20 casos, respectivamente) está relacionado ao início da guerra entre facções criminosas no estado. A partir de 2019, entretanto, os números começaram a cair de forma contínua: 13 (2019), 12 (2020), 8 (2021), 6 (2022), 4 (2023) e apenas 1 caso em 2024, antes de um leve aumento para 6 em 2025.

A análise sugere que, mesmo com uma pequena oscilação no último ano, a tendência de redução se mantém, refletindo um cenário de menor letalidade em roubos no estado.

Evolução anual dos casos:
  • 2017: 25 (início do conflito entre facções)

  • 2018: 20

  • 2019: 13

  • 2020: 12

  • 2021: 8

  • 2022: 6

  • 2023: 4

  • 2024: 1 (menor número da série)

  • 2025: 6 (leve alta, mas ainda 76% abaixo de 2017)

Análise da Polícia Civil:

O relatório destaca que o pico de 2017–2018 coincidiu com o início da guerra entre facções criminosas no estado. Desde então, a redução gradual reflete a estabilização do conflito e a efetividade de ações integradas de segurança.

Fatores contribuintes:
  • Fortalecimento da inteligência policial e investigações especializadas;

  • Aumento da sensação de risco entre criminosos, que evitam homicídios para não atrair atenção;

  • Expansão do uso de rastreamento e bloqueio de celulares roubados.

Apesar da queda no latrocínio, outros crimes violentos – como homicídios simples e roubos a estabelecimentos – ainda pressionam a segurança pública no estado.

A Polícia Civil vai intensificar operações em pontos críticos de roubo (como terminais de transporte e vias de fuga) para evitar que a leve alta de 2025 se consolide em 2026.

O número de latrocínios em 2025 (6 casos) é o segundo menor da série histórica, atrás apenas de 2024 (1 caso), indicando que a tendência de queda se mantém mesmo com oscilações pontuais.

Em 2018, foram 20 mortes por latrocínio. Já em 2019, caiu para 13. O ano de 2020, registrou 12 casos. Desceu para 8 em 2021, caiu para 6 em 2022 e 4 em 2023. Em 2024, apenas um registro, voltando a subir em 2025, com seis mortes violentas.

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