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Cotidiano

Eleições 2022: quais os planos dos candidatos à presidência para o esporte?

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ge lista as propostas de cada um dos candidatos para o principal cargo da República

A dois dias das eleições para presidente do Brasil, o ge consultou os programas de governo dos candidatos disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber quais as políticas públicas voltadas para a área do esporte. Assim como em 2018, perto da metade dos candidatos não cita nenhuma proposta. Cinco dos 11 presidenciáveis não contemplam a área no plano de governo, que é uma diretriz para o que servirá de guia para os quatro anos de presidência.

Algumas candidaturas citam o esporte brevemente, geralmente relacionando à importância de ter a atividade física nas escolas. Quando isso aconteceu, não consideramos como proposta para a área porque é mais um plano para a educação do que política pública esportiva. Vale ressaltar que só consta na reportagem o que for proposto para os quatro anos seguintes e não o que já foi feito pelos candidatos anteriormente.

O ge procurou as assessorias de todos os candidatos que não expuseram os planos para o esporte no TSE para responder duas perguntas:

  1. Por que a proposta de governo não tem nenhuma política específica voltada para o esporte?
  2. Se vencer a eleição, o que planeja realizar nesta área no país?

Candidatos à presidência da República — Foto: Editoria de artes

Candidatos à presidência da República — Foto: Editoria de artes

Listamos abaixo o que diz cada um dos candidatos

Ciro Gomes – PDT – não cita esporte no plano de governo

O que diz a assessoria do candidato sobre a ausência do Esporte no plano de governo e sobre projetos para a área:

– A primeira ideia é a valorização da agenda do esporte na agenda do governo que foi reduzida quando o atual governo extinguiu a pasta do esporte. E essa pasta saiu rodando de ministério em ministério sem uma responsabilidade definitiva pelo tema e a agenda do esporte foi muito desvalorizada. Não só desvalorizada institucionalmente com a extinção do ministério, mas também desvalorizada no orçamento, na redução dos recursos e no esvaziamento dos programas.

– A agenda do Ciro, em primeiro lugar, é promover um lugar de destaque institucional para o esporte. O esporte educacional, de lazer, inclusão social, entretenimento e de alto rendimento. O esporte em todas as suas esferas e práticas, todas elas muito importantes. Você tem o esporte como uma atividade que vai da educação ao social e ao alto rendimento.

– Nós vamos valorizar programas que retomem a valorização do esporte em todas as suas esferas. O esporte educacional, com os jogos estudantis e universitários que foram praticamente abandonados; o programa de medalhas para apoiar os atletas de alto rendimento que também foi esvaziado. O que aconteceu na área do esporte no atual governo foi uma certa tragédia.

– Quando o grupo de planejamento do esporte foi constituído já tinha vencido o prazo de entrega do tribunal e aí não foi atualizado depois, por isso não estava no plano de governo disponível no site do TSE.

Ciro Gomes, candidato do Partido Democrático Trabalhista à presidência da República — Foto: Reprodução/TV Globo

Ciro Gomes, candidato do Partido Democrático Trabalhista à presidência da República — Foto: Reprodução/TV Globo

“Universalizar o acesso ao esporte amador

Implantar o PRÓ-AMADOR – PLANO NACIONAL DE APOIO AO ESPORTE AMADOR COMPETITIVO, reconhecendo sua importância na formação do caráter dos Jovens e no combate às drogas, promovendo ainda políticas públicas para integração da criança e do adolescente na prática do esporte, em suas várias modalidades.

Fazer do Brasil, uma nação olímpica”

Constituinte Eymael, candidato do Democracia Cristã à presidência da República — Foto: Divulgação / Democracia Cristã

Constituinte Eymael – DC

Constituinte Eymael, candidato do Democracia Cristã à presidência da República — Foto: Divulgação / Democracia Cristã

Felipe D’Ávila – Novo – não cita esporte no plano de governo

O que diz a assessoria do candidato sobre a ausência do Esporte no plano de governo e sobre projetos para a área:

– O esporte é uma das paixões da minha vida e da minha família. E acredito que é um tema que deve ser tratado primariamente pelos governos locais. Estados e municípios devem ter a competência e os recursos para definirem suas políticas de apoio ao esporte, de acordo com as características e interesses da população. Ao governo federal, cabem programas de suporte ao esporte olímpico, de alto rendimento.

– Dito isso, apoio o retorno das competições escolares, que desde cedo proporcionavam aos jovens um sentido de competição e disciplina atrelada ao esporte. Também defendo um novo modelo de governança nos clubes de futebol. A cartolagem tomou conta dos times e das confederações.

– Mais: precisamos nos espelhar no que dá certo e seguir o modelo de clubes europeus de futebol, que conseguem gerar resultados, renda, e toda uma economia ao seu redor, sem a dependência de benefícios estatais como ocorre por aqui.

Felipe d'Ávila, candidato do Partido Novo à presidência da República — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Felipe d’Ávila, candidato do Partido Novo à presidência da República — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Jair Bolsonaro – PL

“O acesso às armas de fogo também é importante instrumento de prática desportiva e cultural. Motivo de orgulho para os brasileiros, pois trata-se de nossa primeira medalha de ouro olímpica. Assim, neste segundo mandato serão preservados e ampliados o direito fundamental à legítima defesa e à liberdade individual, especialmente quanto ao fortalecimento dos institutos legais que assegurem o acesso à arma de fogo aos cidadãos.”

“Aumentar o alcance dos projetos em todo território nacional e capacitar entidades proponentes em locais de maior vulnerabilidade social são algumas das metas para o nosso próximo mandato.”

“Nossa meta é difundir o Paradesporto para garantir a inclusão social e o pleno direito à cidadania da pessoa com deficiência ao mundo do esporte.”

“O novo mandato tem o compromisso com a aprovação do Plano Nacional do Desporto e com o fortalecimento do Sistema Nacional do Desporto, pilares da política esportiva do nosso país.”

Jair Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à presidência da República — Foto: JOSé ALDENIR/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Léo Péricles – UP – não cita esporte no plano de governo

Leonardo Péricles, candidato do União Popular à presidência da República — Foto: Manu Coelho/Divulgação

Lula – PT

 

Página 6

“A democratização e descentralização do acesso ao esporte e ao lazer promovem desenvolvimento, combatem à violência e constroem a cidadania. Propomos políticas universais de garantia dos direitos ao esporte e ao lazer, de acordo com a Constituição Federal de 1988. O fomento ao esporte e ao lazer será reinserido na agenda nacional, incentivando a atividade esportiva nas suas várias dimensões.”

Página 7

“Incentivaremos o protagonismo dos atletas e o fortalecimento da gestão pública e transparente do sistema esportivo, contemplando os governos locais e regionais. O esporte e lazer, por meio do fortalecimento do Sistema Nacional de Esportes, serão instrumentos de resgate do orgulho nacional e da construção de uma cidadania democrática e plural, especialmente no combate à desigualdade social, na promoção da cultura da paz e contra qualquer tipo de intolerância e preconceito.”

Lula, candidato pelo Partido dos Trabalhadores à presidência da República — Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Padre Kelmon – PTB – não cita esporte no plano de governo

O que diz a assessoria do candidato sobre a ausência do Esporte no plano de governo e sobre projetos para a área:

– Defendo espírito são, mente sã em corpo são. Defendo que o esporte de base deve ser valorizado, tanto quanto a educação de base. O esporte nos ensina valores importantes, como a disciplina e o mérito de quem se esforça, como na parábola dos talentos. O esporte é uma excelente ferramenta para manter os jovens longe das drogas e será muito valorizado.

– Como defendo o mérito, acredito que os mais destacados em suas modalidades devem ter incentivo, que virá por meio de parcerias entre o setor público e o privado.

Padre Kelmon, candidato do Partido Trabalhista Brasileiro à presidência da República — Foto: Divulgação

Simone Tebet – MDB

Página 18

“Incentivar e fortalecer as políticas de incentivo ao esporte, visando garantir inclusão social aos jovens e crianças em situação de vulnerabilidade, os direitos de dignidade e cidadania.”

“Apoiar o esporte como elemento de formação pessoal e coletiva, com integração entre os recursos do esporte profissional e de alto rendimento, a formação e a base, incluindo melhores condições de infraestrutura e manutenção das estruturas esportivas.”

Simone Tebet, candidata do Movimento Democrático Brasileiro à presidência da República — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Sofia Manzano – PCB – não cita esporte no plano de governo

O que diz a assessoria da candidata sobre a ausência do Esporte no plano de governo e sobre projetos para a área:

– O PCB entende que a prática esportiva permanente deve ser encarada como um direito de toda a população trabalhadora. Neste sentido, o governo do Poder Popular dará todo o apoio e incentivo ao esporte amador, articulando a prática esportiva com a educação e a promoção da saúde. Entendemos que o Estado não deva priorizar os megaeventos esportivos, que proporcionam vultosos lucros às grandes empresas privadas.

– Neste sentido, será promovida ampla política de investimentos nas áreas urbanas e rurais, com a criação de espaços de convivência comunitária e popular, associando cultura, esporte e lazer. Serão também ampliados os recursos do Fundeb, dirigidos aos municípios para a Educação Básica, com o incentivo à escola de tempo integral, na qual as atividades esportivas deverão fazer parte da grade curricular, para a formação integral do estudante.

– A exemplo de Cuba Socialista, cuja participação em competições internacionais é sempre destacada, é preciso direcionar os recursos públicos para o fomento do esporte olímpico, com aumento substancial dos investimentos nos esportes olímpicos para formação e treinamento de atletas (repasse de 6 bilhões de reais, o dobro do período 2013 a 2016 – época com maior volume de investimentos), privilegiando as ações de base, em parcerias com as escolas e universidades públicas.

– Propomos ainda: Estatização do Comitê Olímpico Brasileiro, do Comitê Paralímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Futebol, com gestão que contemple a participação popular, das entidades dos atletas e dos clubes, para deliberação acerca dos orçamentos. Vincular o Bolsa Atleta ao salário mínimo do Dieese.

Sofia Manzano, candidata do Partido Comunista Brasileiro à presidência da República — Foto: Divulgação / PCB

Soraya Thronicke – União

“Tornar o Profesp (Programa força no esporte) uma Política de Estado e utilizar sua metodologia para implantá-lo em todo o Brasil.”

“Tornar o Brasil referência internacional no desenvolvimento das várias modalidades esportivas, por meio da formação da prática, realização e participação em eventos esportivos de qualidade.”

“Fortalecer os programas esportivos educacionais, de lazer e de inclusão social, em todo o território nacional.”

“Fortalecer o programa de infraestrutura no esporte nacional, visando melhorar o atendimento à sociedade, gerar empregos e renda.”

“Incentivar a indústria de equipamentos e de eventos esportivos e de lazer, com linhas de crédito especiais e assessoramento técnico.”

“Implantar uma política de atração de grandes produtoras de artigos esportivos com incentivos especiais de longo prazo – terrenos, apoio educacional com integração com prefeituras, visando criar empregos, renda e desenvolver a cadeia produtiva do esporte e do lazer.”

“Implantar uma agenda contínua de macro e micro eventos federais, estaduais e municipais, em parceria com clubes, associações, tanto para trabalhadores ou aposentados e para a população de baixa renda.”

“Reduzir a carga fiscal em toda a linha de suprimentos e reforçar o desconto no IRPJ.”

“Criar um programa especial para formar treinadores esportivos em todas as modalidades e chancelar oficialmente essa formação.”

“Criar um cadastro nacional de técnicos esportivos e acompanhar seu desenvolvimento profissional.”

“Fazer o censo esportivo nacional, humano e patrimonial.”

“Ampliar e implantar o PROFEST em todo o Brasil, de forma a promover a inserção de jovens no mercado esportivo, como atletas e empreendedores.”

“Implantar programa de escolinhas esportivas em parceria com os clubes e associações em todo o Brasil.”

“Implantar um programa de reconhecimento de atletas e mestres de todas as modalidades esportivas para atuarem como conselheiros e palestrantes em todo o Brasil.”

“Aperfeiçoar a Lei Geral do Esporte, sobretudo nas áreas da profissionalização, da comunicação e do aproveitamento dos clubes na formação e realização de eventos.”

“Incentivar a Educação Física Escolar adequando a legislação para estimular a prática.”

“Implantar uma política de massificação do ‘Esporte para Todos’ em regiões completamente esquecidas.”

“Fortalecer os jogos indígenas.”

“Implantar programa de capacitação dos profissionais de Educação Física nos três níveis do desporto, com foco no Desporto de Alto Nível.”

“Aperfeiçoar a seleção e diversificação dos projetos da Lei de Incentivo ao Esporte, com foco estratégico.”

“Ampliar o programa Bolsa Atleta fortalecendo os esportes Olímpicos na base.”

“Implantar o Projeto de inteligência esportiva para gerenciar estrategicamente o setor e acompanhar as inovações ligados a toda cadeia produtiva do desporto e do lazer.”

“Implantar uma rigorosa política de combate ao doping.”

“Fortalecer o sistema paraolímpico e desenvolver a indústria de serviços e produtos para o setor, gerando empregos e renda.”

“Promover a realização de eventos esportivos diversos e de nível internacional no Brasil, para incentivar o turismo esportivo e fortalecer toda a cadeia produtiva direta e indireta, gerando empregos e renda.”

“Implantar, em parceria com os municípios, um sistema de desenvolvimento de práticas de esportes e de lazer, conforme a vocação regional, visando criar condições de ascensão social e empregos, em todo o Brasil.”

“Implantar uma política de lazer esportivo e de recreação para todas as idades e em todo o país.”

“Investir na prática esportiva e de lazer para a terceira idade, em todo o Brasil.”

“Adequar equipamentos públicos para atender as necessidades de idosos em atividades desportivas e de recreação.”

“Reformar e criar espaços de práticas esportivas e de lazer, em todo o Brasil, visando oferecer melhores condições e serviços à população.”

“Criar programa de formação profissional para atividades de lazer e recreação para idosos.”

“Criar programa de formação profissional para cuidadores de deficientes físicos, para melhorar sua especial condição e gerar empregos e renda.”

Soraya Thronicke, candidata do União Brasil à presidência da República — Foto: Carla Carniel/Reuters

Vera – PSTU

 

Página 14

“Investimento no esporte e na cultura para possibilitar a inclusão da energia física e criativa da juventude do país”

 

Soraya Thronicke, candidata do União Brasil à presidência da República — Foto: Carla Carniel/Reuters

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Alemanha passa sufoco, mas empata com a Espanha e segue viva na Copa do Mundo

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A derrota não seria o fim da linha, mas complicaria ainda mais a vida da Alemanha, que ainda não tinha pontuado. Em um duelo frenético pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, a Espanha saiu na frente, mas os alemães, na base do abafa, conseguiram arrancar o empate em 1 a 1.

O resultado deixa o Grupo E completamente embolado. A Espanha lidera com quatro pontos, seguida por Japão e Costa Rica, que tem três pontos. A Alemanha fica na lanterna, com apenas um ponto. Todos tem chance de se classificar na última rodada, que tem Espanha x Japão e Alemanha x Costa Rica.

Duelo frenético

O duelo começou bastante animado, com as equipes trocando passes rapidamente em uma atmosfera tensa. Seguindo seu estilo de jogo, a Espanha ficou mais tempo com a bola e aos 7, teve a primeira grande chance, quando Dani Olmo recebeu na esquerda, mandou uma pancada e Neuer fez uma defesa espetacular antes da bola tocar no travessão.

O início foi mesmo elétrico, com a Alemanha também mostrando que poderia levar muito perigo. Aos 10, Gnabry chegou a perder de cara com o goleiro Unai Simón, mas foi flagrado em impedimento. Apesar disso, a Espanha seguiu mais tempo com a bola e aos 22, assustou em chute forte de fora da área de Jordi Alba, que mandou ao lado do gol.

A Alemanha mostrou nervosismo nas suas ações com a bola e até mesmo Neuer chegou a arma uma chance para a Espanha em saída de bola equivocada. Com o passar do tempo, os alemães tentaram se impor, aparecer mais no ataque e também subiram a marcação. Ainda assim, restou mais conexão entre os jogadores de frente para criar chances claras.

A Espanha voltou a levar perigo aos 34, quando Olmo cruzou rasteiro e Ferrán Torres, livre, bateu por cima e perdeu grande chance. Para sua sorte, o lance foi parado por impedimento. A Alemnanha comemorou muito aos 39, quando Rudiger subiu sozinho na área e mandou para rede após cobrança de falta. No entanto, a posição irregular do zagueiro foi logo constatada. Apesar do ritmo frenético, o primeiro tempo terminou sem gol.

Centroavantes entram para mudar o jogo

As seleções continuaram intensas na volta para o segundo tempo, com a Alemanha marcando alto e a Espanha escapando pelos lados em contra-ataques, um deles exigindo que Neuer fizesse a antecipação antes da chegada de Ferrán Torres. Apesar da necessidade e da boa intensidade, a Alemanha seguiu criando pouco.

A marcação forte foi importante aos 11, quando após erro na saída espanhola, Gundogan achou Kimmich na área, o meia chutou forte e Unai Simón espamou para fora. Mas a Espanha que foi fatal e aos 17, após boa troca de passes, Alba cruzou rasteiro e Morata apareceu para se antecipar a marcação e finalizar muito bem. Placar aberto.

A Alemanha logo partiu para o desespero, se lançou ao ataque e deixou muito espaço para os contra-ataques espanhóis. Os alemães só criaram aos 28, quando Musiala recebeu dentro da área, em ótima posição, mas não foi bem de frente para Unai Simón, que espalmou em grande defesa. Aos 34, Kimmich teve uma falta frontal, perto da área, mas acertou a barreira espanhola.

Então aos 38, um herói improvável, quando Sané acionou Musiala, que não dominou tão bem e Füllkrug ‘roubou’ a bola do companheiro e soltou uma pancada no alto para empatar. Depois do gol, a reta final foi mais equilibrada, mas a última pressão foi alemã. O clima de tensão seguiu, mas o apito final sacramentou o empate em belo jogo.

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Kramaric marca duas vezes, Croácia vence de virada e elimina Canadá

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Fonte: OGol

Temos mais uma seleção matematicamente eliminada na Copa do Mundo 2022. O Canadá até saiu na frente, mas levou a virada da Croácia para 4 a 1, perdeu a segunda partida no mundial e não tem mais chances de se classificar para as oitavas de final.

Na rodada final, o drama está instaurado no Grupo F. Marrocos tem quatro pontos, assim como a Croácia; a Bélgica ficou com três. Marrocos precisa apenas de um empate contra Canadá na rodada final para se classificar e, caso consiga, torna o duelo entre Croácia e Bélgica totalmente eliminatório: quem vencer passa.

Cada equipe teve seu momento

O primeiro tempo entre Croácia e Canadá não teve muitas finalizações, mas foi movimentado e disputado. Podemos dividir em duas partes: na primeira, o Canadá começou de forma bem superior, conseguiu impor seu ritmo de jogo e anulou completamente a posse de bola croata. Na parte final, a Croácia soube aproveitar a queda de intensidade dos canadenses para utilizar melhor sua posse de bola e criar oportunidades.

Outro fator que interferiu na partida foi o gol marcado logo no começo da partida pelo Canadá, o mais rápido da Copa até aqui. Logo no segundo minuto da partida, Alphonso Davies aproveitou cruzamento de Buchanan  para marcar de cabeça o primeiro gol da história dos canadenses em Copas do Mundo. 1 a 0.

Demorou, mas a Croácia conseguiu entrar na partida com boa movimentação de seus homens de frente. Antes do empate, Kramaric já ensaiou a reação croata ao balançar a rede na primeira chance concreta dos europeus na partida, mas o gol foi anulado por impedimento. Livaja também colocou o goleiro Borjan para trabalhar.

Apenas nos minutos finais esse crescimento da Croácia foi refletido no placar. Primeiro com Kramaric, que recebeu belo passe de Perisic e finalizou de canhota para empatar. Antes do intervalo, Livaja recebeu na intermediária, levou para o pé direito e acertou chute preciso no canto para virar o jogo: 2 a 1 para os croatas.

Domínio croata

O segundo tempo voltou com um cenário semelhante ao da primeira etapa, mas com a Croácia sendo menos efetiva no último passe. O Canadá tentou aproveitar isso para voltar para o jogo com alterações, mas chute de Osorio – uma das novidades – de fora da área apenas passou perto do gol de Livakovic.

Outra chance canadense foi com Jonathan David, também de fora da área em chute colocado, mas dessa vez o goleiro croata deu um tapa na bola e mandou para escanteio. Acabaram aí as fichas do Canadá, que caiu bastante fisicamente e não conseguiu mudar o seu destino. Bastava a Croácia acertar o pé para encaminhar a vitória.

E esse acerto veio pelos pés de Ivan Perisic. O atacante recebeu pelo lado esquerdo e acertou lindo lançamento na segunda trave para Kramaric dominar já deixando adversário para trás e finalizar bem para fazer o seu segundo gol na partida.

Os minutos finais foram apenas cadenciados pela equipe croata, com o treinador usando as alterações para poupar seus jogadores mais importantes do meio para frente: Modric, Kovacic e os três atacantes foram substituídos. Nos acréscimos, Lovro Majer marcou com o gol vazio após receber passe de Pasalic já dentro da área. 4 a 1 e eliminação canadense.

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Marrocos surpreende e vence a Bélgica na Copa do Mundo

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O Marrocos contou mais uma das grandes histórias da Copa do Mundo e com uma atuação correta do início ao fim venceu uma decepcionante Bélgica por 2 a 0, na segunda rodada da Copa do Mundo. Os gols da seleção africana aconteceram no segundo tempo.

A vitória leva o Marrocos, ao menos momentaneamente, para a liderança do Grupo F, com 4 pontos conquistados. A Bélgica fica na segunda posição, com 3 pontos, mas pode cair com a sequência da rodada, com o jogo entre Croácia e Canadá.

Impedimento salva a Bélgica

A seleção de Marrocos surpreendeu com a postura inicial de também tentar atacar. Mas a primeira boa chegada na frente foi da Bélgica, aos 5, quando Batshuayi foi lançado nas costas de zaga, chegou finalizando, mas foi travado pelo goleiro Mohamedi. Os belgas se animaram após o lance e conseguiram passar mais tempo próximo do gol adversário, mas sem levar muito perigo.

O domínio aumentou e o jogo ficou da maneira que era esperada. A Bélgica rodou a bola no ataque, procurou alternativas, mas teve problemas para furar a defesa marroquina. Os belgas só acertaram o alvo aos 18, quando Meunier pegou uma sobra na entrada da área, bateu colocado e Mohamedi defendeu sem dificuldades. O Marrocos respondeu com Ziech, em chute de longe e para fora.

Marrocos conseguiu equilibrar o confronto e também trocou passes no ataque, em um duelo muito truncado e com diversas perdas de posse dos dois lados. As duas equipes ainda mostraram lentidão na troca de passes, sem conseguir envolver o adversário. Chances de gol seguiram como raridade.

Uma finalização mais perigosa só aconteceu aos 35, quando Hakimi foi lançado pela direita, invadiu a área e chutou forte, por cima do gol. A emoção da partida só aconteceu nos acréscimos, aos 46, quando Ziyech cobrou falta, a bola passou por todo mundo e morreu na rede. No entanto, o gol foi anulado por impedimento de Saiss, que não tocou na bola, mas participou do lance na avaliação do árbitro.

Um feito sensacional

O segundo tempo começou com o jogo mais aberto, mas ainda cheio de erros no ataque. Jogador mais perigoso de Marrocos, Ziyech foi responsável pela primeira finalização, quando aos 5, puxou para a esquerda, bateu colocou e Courtois encaixou. A resposta belga veio pouco depois, com boa jogada de Eden Hazard, que chutou forte da direita e Mohamedi espalmou.

As chances de gol começaram a surgir, aos 12, Marrocos ficou no quase com Boufal, que puxou da esquerda para o meio, bateu forte e a bola saiu rente à trave, com muito perigo. O jogo seguiu com a seleção marroquina agora encontrando espaços pelo lado e com boas chegadas ao ataque. No talento, a Bélgica levou perigo aos 20, quando Mertens driblou na meia-lua, bateu forte e o goleiro rebateu.

A cena do final do primeiro tempo foi repetida e aos 28, em uma falta lateral, o Marrocos mandou a bola para a rede. No lance, em falta que parecia despretensiosa Sabiri bateu direto e enganou Courtois. Marrocos na frente. A Bélgica então foi com tudo para cima e Lukaku, sem estar 100%, foi acionar para entrar em campo.

A pressão foi grande, mas a Bélgica só voltou a assustar aos 37, em cabeçada de Vertonghen, que passou rente à trave. Marrocos se defendeu bem contra o adversário nervoso, teve contra-ataques, e sacramentou a sua vitória aos 47, quando Amrabat ganhou da marcação, rolou para o meio e Aboukhlal finalizou no alto para marcar. Vitória marroquina na Copa do Mundo após mais de duas décadas.

Fonte: OGol

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