Cotidiano
Do isolamento à integração: com mais de R$ 800 milhões do governo federal, Acre vive expectativa de reconstrução histórica da BR-364
Desde 2016, a principal rodovia que corta o estado apresenta problemas que impactam na economia e no deslocamento de pessoas entre os municípios. Após diversas mobilizações, recurso do governo federal, anunciado no dia 8 de agosto, pode recuperar trechos essenciais

Os trechos que não estavam inseridos no decreto de emergência também passaram por manutenção com serviços convencionais com asfalto. Foto: captada
No último dia 8 de agosto, no entanto, a situação aparenta se encaminhar para sua resolução. É que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o investimento de mais de R$ 800 milhões para recuperação da rodovia que corta o estado.
A BR-364 no Acre liga municípios importantes como Rio Branco, Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul.
Ao todo, a rodovia abrange mais de 634 mil pessoas, o equivalente a mais de 70% da população do estado.
Cada metro recuperado das estradas representa mais do que obra de infraestrutura: é a garantia de acesso a bens básicos e a chance de desenvolver a economia.
Problemas frequentes e antigos
O Acre possui duas rodovias federais estratégicas:
- BR-364, que corta o estado de leste a oeste e garante o abastecimento da região do Juruá, onde vivem mais de 300 mil pessoas;
- BR-317, que conecta Rio Branco à fronteira com o Peru, em Assis Brasil, e abre caminho para a chamada “rota do Pacífico”.
Historicamente, os trechos dessas estradas sofrem com os impactos das chuvas amazônicas, que transformam a pista em lamaçal durante o inverno.
Em 2016, por exemplo, o problema já era evidente com tráfego interrompido. Naquela época, o Dnit já previa o custo de mais de R$ 1 bilhão para a restauração da rodovia. Desde então, a BR-364 passa por projeto de restauração. Contudo, o problema não era resolvido.
“A situação ainda está precária, a buraqueira é terrível, questão de horário atrasa muito, passageiros reclamam e está um caos, na verdade. Ônibus quebra, mola quebra, aí a gente acaba prejudicando as viagens do passageiro, né?,” disse o motorista Wheneson Dias, que trabalha com ônibus que fazem as linhas intermunicipais.
Em 2023, a superintendência regional do Dnit declarou situação de emergênciaem alguns trechos do km 620 ao km 682 entre o Rio Gregório e o Rio Liberdade, que ficam entre as cidades de Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

BR-364 entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul tem buracos ao longo da rodovia. Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Desde a publicação do decreto de emergência, esses trechos críticos passaram por serviços paliativos, com os buracos sendo tapados com pedras e pó de pedra para garantir a circulação dos veículos na estrada.
Os trechos que não estavam inseridos no decreto de emergência também passaram por manutenção com serviços convencionais com asfalto.
Impactos por terra e por ar
Todas estas problemáticas influenciam no deslocamento até a segunda maior cidade do Acre. As más condições da estrada maltratam quem precisa dela para se locomover.
A viagem que durava entre 8 a 12 horas de ônibus, pode chegar a ultrapassar 20 horasde duração e, dependendo da época, até 24 horas.
Já de avião, as passagens, se compradas entre o final de agosto e início de setembro, podem chegar a mais de R$ 5 mil.
Em fevereiro de 2023, os prefeitos de cinco municípios interligados pela BR-364 assinaram um documento que pede a recuperação da rodovia e alerta para o impacto econômico na região.
Manutenções
Com os investimentos anunciados por Lula na última semana, as obras irão acontecer nos lotes 1, 2, 7 e 8 da rodovia. Ao todo, serão mais de 318 km de estrada. O governo federal vai investir cerca de R$ 870,9 milhões nesse projeto. As obras vão acontecer em dois trechos principais da rodovia.

Más condições da BR-364 prejudica economia e o direito de ir e vir da população acreana. Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica
Lotes 1 e 2 – Esse trecho vai da divisa do Acre com Rondônia, passa por Rio Branco e chega até Bujari.
- São 156,4 km no total.
- Consórcio MSM/CSM V será responsável pelas obras.
- Lote 1 tem 98,6 km e vai custar R$ 196,2 milhões.
- Lote 2 tem 57,8 km e o valor é de R$ 170,9 milhões.
Lotes 7 e 8 – Ficam no Vale do Juruá, entre Feijó e Rio Gregório.
- A empresa LCM Construção e Comércio vai cuidar dessa parte.
- Lote 7 terá 69,9 km recuperados, com investimento de R$ 264,6 milhões.
- Lote 8 cobre mais 60,4 km e vai custar R$ 239 milhões.

Trecho da divisa de Rondônia com o Acre até o município de Bujari — Foto: Reprodução/Google My Maps

Trecho da BR-364 no Vale do Juruá, entre Feijó e Rio Gregório. Foto: Reprodução/Google My Maps
Durante a solenidade foi assinada a ordem de serviço que autoriza o começo das manutenções. As obras na BR-364 são importantes para ajudar no transporte da produção local, melhorar a mobilidade das pessoas e fortalecer a ligação do Acre com outros estados.
A expectativa é que os investimentos dos próximos anos consolidem o Acre como parte fundamental da integração entre Amazônia e mercados internacionais.
Projetos de duplicação de trechos e a construção da 6ª ponte sobre o Rio Acre, em Rio Branco, fazem parte dessa estratégia.
“Sabemos o que significa pro estado ter uma estrada ruim. Estamos aqui para dizer ao povo acreano que depois de [fazer] obras sem respeitar as técnicas, porque o dinheiro não dava, faremos uma estrada que suporte o inverno amazônico”, disse Renan Filho, ministro dos Transportes, em evento no Acre.

Evento na Cooperacre reúne autoridades federais e estaduais no último dia 8 — Foto: Renato Menezes/g1
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Rio Branco derrota o Independência de virada e vira líder do Estadual

Foto Sueli Rodrigues: Matheus Nego(bola) decidiu o clássico para o Estrelão
Em um dos melhores jogos do Campeonato Estadual Sicredi de 2026, o Rio Branco derrotou o Independência por 2 a 1, de virada, nesta segunda, 2, no Tonicão, e assumiu a liderança da competição com 9 pontos. Gabriel e Matheus Nego marcaram os gols do Estrelão e João Bravo anotou para o Independência.
O Tricolor, atual bicampeão, é o lanterna do torneio com 1 ponto.
Mudanças decidiram
O Independência dominou o primeiro tempo jogo e também criou as melhores oportunidades. Israel acertou um belo chute e Anderson realizou a defesa. Nos acréscimos, a trave salvou o Rio Branco após a batida de Gabriel Ramos.
No volta para o segundo tempo, Ulisses Torres promoveu as entradas do volante Lima e do atacante Lobinho nas vagas dos volantes Thiago e Israel.
Aos 15, o zagueiro Marcelo falhou e João Bravo fez 1 a 0, Independência.
O atacante Gabriel entrou no jogo e o Rio Branco foi ainda mais para o ataque.
Aos 33, Gabriel aproveitou uma sobra dentro da área e empatou a partida. Aos 43, a bola foi cruzada e Matheus Nego bateu para o marcar o gol da virada.
O cara do jogo
O goleiro Anderson, do Rio Branco, realizou grandes defesas e foi o escolhido o cara do jogo.
Fala, Ulisses!
“Acreditamos até o final e conquistamos um resultado muito expressivo. Estamos trabalhando duro e essa vitória nos motiva para seguir em busca dos objetivos”, afirmou o técnico do Rio Branco, Ulisses Torres.
Derrota dura
O técnico Ivan Mazzuia, bastante abatido, classificou a derrota como dura.
“Fizemos um bom primeiro tempo e sentimos o jogo no final. Essa derrota nos deixa em uma situação muito complicada”, disse Ivan Mazzuia.
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Procuradoria acata denúncia da Adesg e encaminha pedido ao TJD

Foto Sueli Rodrigues: Vasco pode perder os pontos da vitória contra a Adesg
A Procuradoria Desportiva acatou a denúncia da Adesg e encaminhou ao Tribunal de Justiça Desportiva(TJD) um pedido de punição ao Vasco por ter relacionado o atleta Matheus Azeredo da Silva Brandão(Manga).
O Procurador Geral, Dr. Ed Duarte Lopes, pede liminar para desconsiderar o cumprimento de uma partida contra a Adesg e a aplicação de uma multa de R$ 1.000, 00 pelo descumprimento da punição no dia 24/01/2026.
Julgamento da liminar
Na sexta, 6, às 15 horas, no TJD da Federação de Futebol do Acre(FFAC) será julgada a liminar. O processo vai ser encaminhado para comissão disciplinar na próxima semana e a partir da decisão vai começar a ser decidido se o Vasco perde ou não pontos do confronto contra a Adesg.
Não joga
Com a decisão da Procuradoria Desportiva, o meia Manga está fora da partida contra o Humaitá. O atleta seria relacionado, mas vai cumprir o segundo jogo de suspensão.
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Sehurb firma termos aditivos e amplia valores de contratos habitacionais no Acre
Reajustes somam mais de R$ 1 milhão e são financiados com recursos do programa Pró-Moradia

Foto: José Caminha/Secom
A Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo do Acre (Sehurb) firmou, nesta terça-feira (03), os dois primeiros termos aditivos a contratos voltados à área de habitação, resultando em aumento dos valores originalmente pactuados, conforme extratos publicados oficialmente.
No Contrato Sehurb nº 001/2026, oriundo da Concorrência nº 013/2023, o termo aditivo prevê um acréscimo de 5,43%, equivalente a R$ 649.929,60, e uma supressão de 1,01%, no valor de R$ 121.070,04. Com as alterações, o valor global do contrato passou de R$ 7.206.915,46 para R$ 7.735.775,02, representando um aumento líquido de R$ 528.859,56. O aditivo foi assinado em 28 de janeiro de 2026 pelo secretário da pasta, Egleuson Araújo Santiago, e pelo representante da empresa Santos Comércio e Construção Ltda.
Já o Contrato Sehurb nº 031/2025, celebrado por meio de dispensa de licitação, também teve reajuste autorizado por termo aditivo. Nesse caso, houve acréscimo de 5,77%, correspondente a R$ 652.440,82, e supressão de 0,96%, no valor de R$ 108.156,13. O contrato, que inicialmente somava R$ 5.385.142,39, passou para R$ 5.929.427,08, com aumento total de R$ 544.284,69. O documento foi assinado em 30 de janeiro de 2026, também por Egleuson Araújo Santiago e pelo representante da empresa contratada.
Em ambos os casos, os recursos são provenientes do Programa de Trabalho “Ampliação do Acesso à Moradia Digna”, com despesas classificadas como Obras e Instalações, financiadas por operações de crédito do programa Pró-Moradia, por meio de contrato firmado com a Caixa Econômica Federal.
Os termos aditivos têm como fundamento o artigo 65, §1º, da Lei nº 8.666/1993, que autoriza acréscimos e supressões contratuais dentro dos limites legais, assegurando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

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