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Acre

Diagnóstico aponta fortalecimento da cadeia produtiva do mel no Acre com apoio do Programa REM

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A cadeia produtiva do mel no Acre vem apresentando avanços consistentes e resultados expressivos, conforme diagnóstico apresentado na Nota Técnica da Cadeia Produtiva do Mel, elaborada pela equipe da Unidade de Coordenação do Programa REM Acre (UCP-REM) e Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri). O estudo integra as ações do Programa REM Acre – Fase 2 e reforça o compromisso do governo do Estado com o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, capazes de gerar renda, promover inclusão social e conservar a floresta.

Apicultores utilizam equipamentos de manejo com apoio do Programa REM Acre – Fase 2. Foto: Pedro Devani/Secom

Inserida entre as atividades produtivas apoiadas pelo programa, a apicultura e a meliponicultura se destacam por sua compatibilidade com a floresta em pé e por seu papel estratégico na agricultura familiar. Além da geração de renda, a atividade contribui diretamente para a polinização das espécies nativas da Amazônia, fortalecendo a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.

O diagnóstico técnico, que embasa a Nota Técnica, avaliou 141 beneficiários distribuídos em 13 municípios acreanos, todos vinculados ao Programa REM Acre. Os dados confirmam a expansão da cadeia produtiva do mel em diferentes regiões do estado, atualmente com 436 beneficiários cadastrados nos territórios do Alto e Baixo Acre, Juruá e Tarauacá-Envira, superando a meta prevista pelo programa.

A apicultura com abelhas com ferrão se consolida como o principal sistema produtivo, apresentando maior escala e volumes mais expressivos de produção. A meliponicultura vem sendo fortalecida como atividade complementar, agregando valor ambiental e ampliando as possibilidades produtivas em áreas de floresta. Os dados também apontam avanços na inclusão social, com crescimento gradual da participação feminina na atividade.

Méis produzidos por produtores locais fortalecem a cadeia produtiva do mel no Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

A produção de mel de abelha no Acre mantém uma trajetória de crescimento contínuo e consolida a apicultura como uma atividade estratégica para o desenvolvimento rural no estado. Em 2024, foi registrada a produção de 9 toneladas de mel, volume que avançou para 12 toneladas em 2025, refletindo o fortalecimento da cadeia produtiva nos municípios.

Nesse cenário, Senador Guiomard se destaca como o maior produtor, com 3.850,20 kg, seguido por Rio Branco (3.685,70 kg) e Bujari (3.292,20 kg), que juntos concentram a maior parte da produção estadual e atuam como polos de referência. Xapuri e Plácido de Castro também apresentam desempenho expressivo, enquanto municípios como Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Brasileia, Sena Madureira, Assis Brasil, Porto Acre, Tarauacá e Porto Walter contribuem de forma complementar para o volume total, reforçando o potencial do mel como produto representativo da sociobiodiversidade acreana.

Gráfico apresenta a quantidade de mel de abelha produzida, em quilos, nos municípios do Acre em 2025. Fonte: Seagri 2025

Esse desempenho reflete os investimentos realizados pelo governo do Acre, por meio da Seagri, em parceria com o Programa REM Acre – Fase 2, que incluem assistência técnica, capacitação e monitoramento dos apiários e meliponários.

Até junho de 2025, mais de R$ 560 mil foram investidos na cadeia produtiva do mel, possibilitando a aquisição e a distribuição de insumos e equipamentos técnicos e de proteção, além da implantação de unidades de beneficiamento.

As ações incluem a entrega de caixas melíponas, kits de manejo, centrífugas e equipamentos de extração, além da realização de treinamentos voltados às boas práticas de manejo, extração e beneficiamento do mel. Mais de 180 produtores participaram de capacitações técnicas, fortalecendo a produção sustentável, a qualidade do produto acreano e a gestão das cooperativas e organizações sociais operadoras da cadeia produtiva.

Para a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo, o diagnóstico confirma que os investimentos realizados têm gerado resultados concretos no campo. “Esse diagnóstico mostra que a cadeia do mel no Acre está no caminho certo. A gente vê, na prática, que quando o produtor recebe apoio técnico, capacitação e equipamentos adequados, o resultado aparece. O mel tem crescido em volume, em qualidade e em organização, e isso é muito importante para a agricultura familiar”, destacou.

Marta Azevedo, coordenadora-geral do Programa REM Acre, destaca o papel do programa no fortalecimento da produção sustentável no Acre. Foto: Uêslei Araújo

Casas do Mel e valorização do produto acreano

A implantação das Casas do Mel representa um marco importante para a cadeia produtiva. Atualmente, uma unidade está em funcionamento em Senador Guiomard, e novas estruturas estão previstas para os municípios de Bujari e Xapuri. Esses espaços coletivos garantem padronização, qualidade, segurança alimentar e agregação de valor ao mel, ampliando as oportunidades de comercialização.

Outro avanço institucional destacado é o Selo D’Colônia, lançado pelo governo do Acre em 2023, que confere identidade sanitária e cultural aos produtos artesanais. A iniciativa amplia a confiança dos consumidores e contribui para a inserção do mel acreano em mercados diferenciados.

Além do impacto econômico, a apicultura e a meliponicultura se diferenciam por seu papel socioambiental. “Além de gerar renda, é uma atividade que respeita a floresta, fortalece a biodiversidade e ainda valoriza o trabalho das famílias, inclusive com uma participação cada vez maior das mulheres. Os investimentos do Programa REM, em parceria com a Seagri, têm ajudado a estruturar desde a produção até o beneficiamento, com iniciativas como as Casas do Mel e o Selo D’Colônia, que abrem novas oportunidades de mercado”, pontuou Marta Azevedo.

Apicultura e meliponicultura contribuem para a preservação da floresta e para a valorização do papel socioambiental da produção sustentável. Foto: Diego Gurgel/Secom

A cadeia do mel apoiada pelo Programa REM tem conquistado maior visibilidade em eventos estratégicos, como a Expoacre 2024 e 2025, além da participação em agendas nacionais e internacionais, incluindo a COP 30. As associações beneficiadas registraram resultados positivos em comercialização, evidenciando o potencial do mel como produto competitivo e representativo da sociobiodiversidade acreana.

Esse potencial também se reflete em trajetórias individuais de destaque, como a da produtora rural Maria Paulino da Silva, do Ramal Belo Jardim 3, que simboliza a excelência da produção agrícola acreana e teve seu desempenho como meliponicultora reconhecido nacionalmente, ao conquistar o 3º lugar na categoria de méis refrigerados na 8ª edição do Concurso Nacional de Méis de Abelhas Nativas, realizada no Rio de Janeiro.

Maria Paulino da Silva, beneficiária do Programa REM Acre, representa o potencial e a excelência da produção agrícola acreana. Foto: Diego Gurgel/Secom

Com investimentos contínuos, fortalecimento institucional e organização dos produtores, o governo do Estado, por meio do Programa REM Acre – Fase 2 e da Seagri, segue consolidando a cadeia produtiva do mel como um dos pilares das políticas públicas voltadas à economia sustentável e à melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre

Governo do Acre decreta emergência em seis municípios afetados por enchentes

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Medida publicada em edição extra do DOE permite ações imediatas de apoio e resposta diante da elevação dos rios

O Governo do Acre publicou neste domingo (5), em edição extra do Diário Oficial do Estado do Acre (DOE), o decreto nº 11.865 que estabelece situação de emergência em áreas afetadas por inundações em seis municípios do estado.

A medida atinge Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro, onde os níveis dos rios já ultrapassaram ou se aproximam das cotas de transbordamento.

Em Cruzeiro do Sul, o rio atingiu 14,06 metros, acima do limite de 13 metros. Em Feijó, o nível chegou a 12,34 metros, superando a cota de 12 metros. Já em Mâncio Lima, o rio registrou 6,27 metros, acima do limite de 6,20 metros.

O decreto também considera o elevado volume de chuvas registrado nos primeiros dias de abril, com acumulados acima das médias climatológicas. Em Cruzeiro do Sul, foram 277,4 milímetros, seguido por Tarauacá, com 264 mm, e Feijó, com 243 mm. A tendência, segundo dados técnicos, é de continuidade das chuvas acima da média, o que pode agravar o cenário.

O texto destaca que a elevação de rios como Rio Purus, Rio Tarauacá, Rio Envira, Rio Juruá, Rio Iaco e Rio Abunã tem provocado impactos diretos na rotina da população, afetando o transporte, a saúde pública e a segurança, além de gerar custos adicionais para o Estado e os municípios atingidos.

Com a publicação, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Acre passa a atuar como unidade gestora das ações emergenciais, podendo mobilizar recursos, coordenar o atendimento às áreas isoladas e prestar apoio logístico às prefeituras.

O decreto também autoriza medidas como instalação de abrigos, aquisição de insumos e adoção de ações administrativas urgentes para enfrentar a situação. A norma tem vigência de 180 dias e permite maior agilidade na execução de despesas e na articulação com órgãos federais e municipais para ampliar a capacidade de resposta diante das enchentes.

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Humaitá joga contra o Porto Velho na estreia do Brasileiro

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O Humaitá enfrenta o Porto Velho neste domingo, 5, a partir das 16 horas, na Arena da Floresta, na partida de estreia no Campeonato Brasileiro da Série D. O Tourão não vem de boas campanhas nos torneios nacionais e terá uma estreia difícil.

Humaitá

A diretoria do Humaitá resolveu diminuir os investimentos e a base da equipe será formada por jogadores Sub-20. O técnico Eriano Santos acredita na possibilidade de realizar uma boa campanha e lutar por uma vaga na segunda fase.

Porto Velho

Depois de ser eliminado na semifinal do Estadual de Rondônia, a diretoria do Porto Velho resolveu contratar reforços. Ismael, Álvaro, Carlos Eduardo, Willian Viana e Eduardo foram regularizados e são opções importantes fora de casa.

No apito

Jean Marcel Latorraca, do Mato Grosso, apita Humaitá e Porto Velho. Os acreanos Antônio Neilson e Roseane Amorim serão os auxiliares.

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Pedro Pascoal deixa PL, se filia ao PSDB e mira disputa à Câmara Federal

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Mudança ocorre após enfraquecimento da chapa liberal; decisão teria aval de Gladson Cameli e apoio de aliados próximos

O ex-secretário de Saúde Pedro Pascoal decidiu mudar de partido nos últimos minutos deste sábado (4) e se filiou ao PSDB, após avaliar o enfraquecimento da chapa do PL no Acre.

A decisão veio na esteira da saída de Leila Galvão para o União Brasil, movimento que teria impactado diretamente a composição do grupo liberal no estado.

De acordo com informações do jornalista Marcos Vinícios, do site ac24horas, Pascoal teria recebido o aval do governador Gladson Cameli, que, mesmo fora do estado, em Manaus, sinalizou apoio ao ex-secretário.

Nos bastidores, a decisão também estaria relacionada às recentes movimentações da vice-governadora Mailza Assis, que vem articulando mudanças na estrutura do governo durante o processo de transição administrativa. Essas articulações, segundo relatos, teriam causado desconforto por destoarem de declarações anteriores do próprio governador.

Além do respaldo de Gladson Cameli, a pré-candidatura de Pedro Pascoal à Câmara dos Deputados também conta com o apoio do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, que mantém relação próxima com o ex-secretário.

Com a filiação, Pascoal passa a integrar a chapa federal do PSDB, que reúne nomes como João Marcos Luz, o pecuarista Marcelo Moura, Marcelo Dias, além de Kellen Bocalom, ligada ao grupo político do ex-prefeito Tião Bocalom. O professor Roger também aparece entre os cotados para disputar uma vaga na Câmara Federal.

A movimentação reforça o cenário de rearranjos políticos no Acre, com foco nas eleições e na disputa por espaço no Legislativo federal.

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