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Acre

Descaso: vereador diz que ponte que liga Epitaciolândia a Brasileia pode ser interditada

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Ponte que liga os dois municípios está todo esburacada e o sistema de sinalização não atende a demanda de pessoas que passam todos os dias pelo local.

Da redação, com contilnet

Vereador Carlos Portela, do PPS/Epitaciolândia

Vereador Carlos Portela, do PPS/Epitaciolândia

A única ponte que liga os municípios de Epitaciolândia e Brasileia vem causando grandes transtornos aos motoristas que são obrigados a passar pelo local.

Nos finais de semana, centenas de veículos que se deslocam de Rio Branco e de outros municípios para visitar as duas cidades, e fazer compras na cidade de Cobija, na Bolívia, enfrentam as grandes filas que se formam de um lado e do outro da estreita passagem.

Construída há cerca de 30 anos pelo governo Nabor Junior, a ponte que liga os dois municípios encontra-se em péssimas condições.
A cobertura de asfalto que o Deracre colocou em seu piso, há algum tempo, está toda esburacada, causando ainda mais indignação em quem precisa atravessar o rio Acre.

Neste final de ano, quando milhares de pessoas se deslocam de Rio Branco e de vários municípios acreanos para fazer compras em Cobija, a vida dos moradores de Epitaciolândia e Brasileia vira um pesadelo.

Vereador diz que população quer interditar ponte

O vereador Carlos Portela (PPS) disse a reportagem da Agência ContilNet que um grupo de manifestantes esteve em sua residência neste final de semana informando que deverão interditar a ponte que liga Epitaciolândia a Brasiléia.

De acordo com ele, a população vive indignada por ter que enfrentar filas quilométricas para se deslocar de um município para o outro.

“Além das carretas que vêm do Peru trazendo toneladas de combustível, ferro e outros produtos, temos que conviver com um sistema de sinalização que não atende mais a demanda. Maioria das vezes, quando os dois municípios recebem uma grande demanda, o sinal que existe no local não dá conta de controlar o trânsito. Ele abre e fecha deixando centenas de pessoas presas no meio das filas de veículos”, conta o parlamentar.

Portela disse que se o governo do estado não resolver o problema até o final desta semana, a um grupo de manifestante formado por pessoas dos municípios de Epitaciolândia e Brasileia, deverão interditar a ponte.

“Não gostaria que isso acontecesse, pois causaria um transtorno ainda maior aos moradores e também para os milhares de visitantes que neste fim de ano deverão vir a esta região visitar parentes e fazer compras na Bolívia. Espero que o governo tome providências”, ameniza o parlamentar.

Motoristas enfrentam buracos e filas quilométricas na ponte que liga Epitaciolândia a Brasileia/Fotos: Agência ContilNet

Motoristas enfrentam buracos e filas quilométricas na ponte que liga Epitaciolândia a Brasileia/Fotos: Agência ContilNet

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Acre

Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro

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Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

Os níveis dos principais rios do Acre permanecem elevados neste fim de janeiro, como reflexo direto do grande volume de chuvas registrado em todo o estado desde o início do ano. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), mostram que, apesar de oscilações pontuais, a maioria dos mananciais ainda opera acima da média histórica para o período, mantendo as autoridades em estado de atenção.

O cenário mais emblemático é o do Rio Acre, em Rio Branco, que registrou 12,85 metros na medição do dia 26. Embora apresente redução em relação ao dia anterior, o nível segue bem acima da média histórica de 9,96 metros para janeiro. A marca mantém o rio próximo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros, o que reforça a necessidade de monitoramento constante.

Em outros pontos da bacia do Rio Acre, a situação é semelhante. Em Xapuri, o nível permaneceu estável em 8,01 metros. Já em Brasiléia e Assis Brasil, houve redução, mas os volumes ainda são considerados elevados, compatíveis com um mês de chuvas acima da média. O boletim destaca que, mesmo com variações diárias, os rios seguem influenciados por um janeiro atipicamente chuvoso.

Na região do Purus, o Rio Iaco, em Sena Madureira, marcou 13,05 metros, também acima do comportamento médio esperado para o período. O Rio Purus, em Manoel Urbano, apresentou elevação e atingiu 11,34 metros, indicando que os efeitos das chuvas continuam se propagando pelas bacias hidrográficas do estado.

No Vale do Juruá, o Rio Juruá alcançou 11,89 metros em Cruzeiro do Sul, permanecendo acima da média histórica e muito próximo da cota de alerta. Mesmo em municípios onde houve recuo do nível, como Porto Walter, os registros seguem elevados para o padrão climatológico de janeiro, mantendo o cenário de atenção em todo o Acre.

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Acre

Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre

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Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

Um indígena da etnia Puyanawa ficou ferido após sofrer um disparo acidental de arma de fogo na manhã desta segunda-feira (26), enquanto participava de uma caçada na Terra Indígena localizada no município de Mâncio Lima, no interior do Acre.

De acordo com familiares, a espingarda utilizada na atividade estava escorada em um pedaço de madeira quando caiu ao chão e disparou, atingindo a perna da vítima. O homem sofreu uma fratura em decorrência do ferimento.

Após o acidente, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde recebeu atendimento médico. “Eles foram caçar, ele escorou a espingarda em um pau. A espingarda caiu e disparou, atingindo a perna dele”, relatou uma parente do indígena.

O estado de saúde da vítima não foi detalhado até o momento.

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Acre

Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

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O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.

Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.

Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Previsão semanal mantém cenário de muita chuva

A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.

Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.

A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.

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