Acre
Deputados protocolam junto ao Ministério Público denúncia de superfaturamento da BR-364
Relatório da CGU aponta que houve superfaturamento nas obras da BR-364

Deputados do PSDB entregaram denúncia ao procurador-geral do MP, Oswaldo D’Albuquerque/Foto: Charlton Lopes/ContilNet
Durante a tarde de sexta-feira (2), o deputado federal Wherles Rocha (PSDB) e o deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) estiveram na sede do Ministério Público do Estado do Acre (MPE) para uma reunião com o procurador-geral da instituição, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto.
Os deputados tucanos protocolaram um documento solicitando que o órgão investigue o suposto desvio de recursos e outras irregularidades cometidas na execução das obras em trechos da BR-364.
Os deputados entregaram ao procurador cópias dos relatórios técnicos da Controladoria Geral da União atestando irregularidades e desvios de dinheiro que foram destinados à recuperação da estrada.
“Como tem trechos que foram executados na época em que o Estado estava responsável pela execução das obras nós consideramos importante que o Ministério Público fiscalize a fundo todos estes documentos que atestam as irregularidades”, declarou Rocha.
Gonzaga, que foi o responsável por divulgar na última quarta-feira (30) os relatórios da CGU, atestando que foram desviados cerca de R$ 8 milhões de reais destinados a recuperação da BR, afirmou que espera uma resposta do MPE quanto aos crimes apontados no relatório.
“O MPE enquanto um órgão que atua na defesa dos interesses sociais poderá nos ajudar a encontrar providências cabíveis para estes crimes apontados nos relatórios e cremos que ainda há mais coisas ilegais que não foram ainda relatadas”, disse.
Oswaldo D’Albuquerque recebeu o documento e afirmou que na próxima segunda-feira (4) o documento deverá ser despachado para o setor responsável e a situação será averiguada.
De acordo com os relatórios da CGU, além de haver superfaturamento no pagamento de serviços também revela que o asfalto colocado não estava de acordo com as especificações do contrato. O pavimento asfáltico que deveria ter sido de 5 centímetros foi executado com a espessura de 3cm.
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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.




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