Acre
Deputados dizem que não sabiam que estavam acabando com o táxi lotação
Da redação, Adailson Oliveira
Artigo da lei passou desapercebido por parlamentares Depois da reclamação e criticas dos taxistas do interior que trabalham no sistema de lotação, os deputados estaduais se preparam para modificar os artigos 84 e 85 da lei 2.731 que determina o fim dos táxis lotação.
São mais de 500 táxis de nove municípios que trabalham diretamente nessa atividade. A lei que torna a atividade de lotação clandestina vai entrar em vigor dois dias antes do natal. Foi sancionada pelo governador no dia 23 de agosto e antes disso foi aprovada na Assembleia Legislativa.
Os taxistas estão revoltados com os parlamentares. Na verdade, muitos deputados não leram a lei, e não sabem o que aprovaram. Agora eles buscam uma forma de melhorar a imagem perante à categoria, principalmente a um ano da eleição.
A maioria dos deputados que conversamos afirmou que desconhecia essa parte da lei. As desculpas foram varias: “estava viajando na época”, “passei batido, mas, ainda há tempo de mudar” entre outras variações.
Depois da confusão que arranjaram, que pode pesar politicamente nos municípios de origem desses táxis, os parlamentares decidiram agir ou corrigir. O presidente da comissão de transporte, deputado Éber Machado, disse que pré-conversas já foram feitas com os taxistas. “Agora a lei será modificada para evitar prejuízos para essa classe”, ponderou.
Por enquanto os órgãos de governo não se pronunciaram sobre os artigos da lei que disciplina o transporte rodoviário intermunicipal, que, segundo os taxistas, e agora na visão dos deputados, serve apenas para beneficiar as empresas de ônibus, que não oferecem um bom serviço e culpam a competição com os táxis lotação.
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Acre
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Acre
Acre fica fora do ranking dos 100 melhores hospitais públicos do SUS no Brasil
Levantamento nacional aponta desigualdade regional na saúde; apenas Pará e Amazonas representam a Região Norte na lista

Um levantamento nacional divulgado nesta semana revelou que o Acre está entre os sete estados brasileiros que não possuem hospitais classificados entre os 100 melhores do País no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do Acre, também ficaram fora do ranking Amapá, Rondônia e Roraima, na Região Norte, além de Alagoas, Mato Grosso e Paraíba, evidenciando a desigualdade regional na distribuição de unidades hospitalares de referência.
O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A avaliação considerou hospitais federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo SUS, com dados coletados entre agosto de 2024 e julho de 2025.
De acordo com o ranking, São Paulo lidera a lista nacional, concentrando 30% dos hospitais selecionados. Em seguida aparecem Goiás, com dez unidades, Pará e Santa Catarina, com sete cada, além de Pernambuco e Rio de Janeiro, com seis hospitais cada.
Na Região Norte, apenas os estados do Pará e do Amazonas conseguiram inserir unidades entre as 100 melhores, com sete e três hospitais, respectivamente. Os demais estados da região, incluindo o Acre, ficaram de fora da seleção. Ao todo, os hospitais avaliados estão distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal, com forte concentração nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o Ibross, os critérios utilizados na avaliação incluíram acreditação hospitalar, indicadores de mortalidade, taxa de ocupação, número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tempo médio de internação. A lista integra a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, que ainda irá selecionar os dez melhores hospitais públicos do País, com divulgação prevista para o mês de maio.
Ao comentar o resultado, o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que o levantamento reflete um problema histórico enfrentado pelo País, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Segundo ele, a ausência de hospitais acreanos no ranking revela uma desigualdade estrutural acumulada ao longo de décadas. Ainda assim, destacou que o governo estadual tem adotado medidas para mudar esse cenário.
“O Acre tem desafios importantes, mas estamos trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde, com investimentos, modernização das unidades, regionalização dos serviços e melhoria contínua da assistência. Nosso objetivo é garantir que a população do interior tenha acesso ao mesmo padrão de cuidado oferecido nos grandes centros”, afirmou o secretário.
Com informações de AC24horas
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Acre
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Foto: Sérgio Vale

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