Acre
Deputado Antônio Pedro diz que o Acre não tem defensores públicos suficientes para atender a população
Uma pesquisa realizada pela Praxian Business & Marketing Specialists aponta que a Defensoria Pública do Estado do Acre aparece como uma das defensorias mais precárias de todo o país. O diagnóstico aponta ainda que o órgão possui a carga horária de trabalho é a mais pesada entre todas as federações.
As informações foram repassadas pelo deputado Antonio Pedro (DEM), durante sessão ordinária na manhã de quinta-feira, 25. O deputado classifica como “vergonhoso” o resultado. “Esse resultado é uma vergonha para nosso Estado”.
O deputado lembrou que mesmo após a incorporação das vantagens e adicionais, em início de carreira, os defensores possuem uma das piores remunerações de todos os estado do Brasil. “O resultado disso tem sido a evasão de defensores públicos para outras carreiras. O Acre faz concurso, investe no defensor que inicia suas atividades no interior do Estado e, após algum tempo, o defensor acaba migrando para outras carreiras jurídicas devido à péssima estrutura de trabalho que lhes são oferecidas”, disse.
O diagnóstico aponta ainda o Acre como tendo uma das piores estruturas para a realização do trabalho. “Em pleno século XXI temos defensores públicos trabalhando sem internet na comarca, o que certamente prejudica o trabalho do defensor e o atendimento da população. O Judiciário se informatizou, o Ministério Público também, mas a Defensoria continua na precariedade”, frisou.
De acordo com a pesquisa, a desvalorização ao órgão cresceu, apresentando um déficit de 5,4%, além de mostrar que dos 22 municípios do Acre, 13 não possuem defensores públicos. São eles: Tarauacá, Mâncio Lima, Capixaba, Bujari, Porto Acre, Manoel Urbano, Rodrigues Alves, Porto Walter, Santa Rosa do Purus, Marechal Taumaturgo, Jordão, Assis Brasil e Xapuri.
“Isso acontece em decorrência do número de defensores que estão abandonando a profissão. Infelizmente, as dificuldades estão ocasionando uma evasão nesta área”, disse o parlamentar.
Antonio Pedro lembra que a falta de Defensor em Xapuri tem causado transtornos a população. “Muitas pessoas tem me procurando por conta da falta de um defensor lá no município. Já cobrei diversas vezes, mas, com o número tão reduzido de profissionais está difícil de mandar alguém para lá. Infelizmente, essa é nossa realidade.
O deputado conclamou os colegas de parlamento para trabalhar a fim de contribuir com avanços no órgão. “Não podemos ficar de mãos atadas, sem fazer nada. Temos que buscar uma solução. Este parlamento tem que se unir e lutar pelos avanços desta pasta”, finalizou.
(Assessoria)
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Acre
Operação apreende mais de 200 quilos de skunk e prende seis pessoas em Senador Guiomard
Ação conjunta da Polícia Federal e Gefron interceptou esquema de transporte de drogas na região de fronteira
Uma operação realizada pela Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas nesta terça-feira (10), no município de Senador Guiomard.
Durante a ação de combate aos crimes transfronteiriços, as equipes de segurança identificaram e interceptaram uma logística utilizada para o transporte de entorpecentes na região de fronteira.
Ao todo, foram apreendidos 213 quilos de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC. Além da droga, dois automóveis que estavam sendo utilizados no transporte do entorpecente também foram apreendidos pelas equipes.
Os seis suspeitos presos durante a operação, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos legais.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.
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Acre
MP investiga desmatamento de 114 hectares e dano de R$ 1,4 milhão em propriedade rural em Feijó
Inquérito do Gaema apura sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural e suspeita de irregularidades para obtenção de crédito agrícola

Foram identificadas sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada ao longo do tempo. Foto: ilustrativa
O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou inquérito civil para investigar indícios de desmatamento ilegal e possíveis fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma propriedade localizada no município de Feijó, no interior do estado. A informação consta no diário eletrônico da instituição de segunda-feira (9).
De acordo com levantamento técnico realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área apresenta um passivo ambiental de 114,51 hectares de vegetação nativa suprimida, o que representa um dano estimado em R$ 1,4 milhão. O cálculo considera a emissão de carbono decorrente do desmatamento.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e aponta ainda suspeitas de uso indevido de informações ambientais para obtenção de crédito rural.
Alterações no CAR
O relatório técnico que embasou a abertura do procedimento identificou sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade ao longo do tempo, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada.
A análise também revelou alertas de supressão de vegetação nativa registrados entre os anos de 2008 e 2025, inclusive em períodos posteriores à obtenção de financiamentos rurais vinculados à área — o que levanta suspeitas sobre a regularidade ambiental exigida por lei para acesso a esse tipo de crédito.
Prazo, esclarecimento e documentos
Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público oficiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama para verificar a existência de autos de infração, embargos ambientais ou processos administrativos relacionados à área investigada.
O proprietário do imóvel foi notificado e terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos.
O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão. Durante esse período, o MPAC deverá aprofundar a análise técnica para definir possíveis medidas administrativas, judiciais ou extrajudiciais relacionadas ao caso.
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Acre
Dupla é presa após assalto a loja no centro de Tarauacá
Suspeitos usaram simulacros de arma e faca para ameaçar vítimas; celulares e dinheiro foram recuperados
Dois homens foram presos na tarde desta terça-feira (10) após realizarem um assalto em uma loja no centro de Tarauacá.
Segundo a Polícia Militar do Acre, os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Em determinado momento, anunciaram o assalto e passaram a ameaçar funcionários e pessoas que estavam no estabelecimento utilizando simulacros de arma de fogo e uma faca.
Após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas pela região e conseguiram localizar e prender os suspeitos, identificados pelas iniciais F.C.C.S.F., de 25 anos, e E.L.C., de 20 anos.
Durante a abordagem, os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e a quantia de R$ 874 em dinheiro levada durante o assalto. Também foram apreendidos os simulacros de pistola e uma faca tipo peixeira utilizados na ação.
A dupla foi encaminhada à Polícia Civil do Acre em Tarauacá, onde foi apresentada à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça.








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