Sinteac diz que as nove escolas de Epitaciolândia estão paradas. Categoria pede aprovação de PCCR, que prevê reajustes de salários

Servidores deflagraram greve no último dia 15 (Foto: Alzemir Ribeiro/Arquivo Pessoal)
Servidores deflagraram greve no último dia 15 (Foto: Alzemir Ribeiro/Arquivo Pessoal)

Do G1 AC

A greve dos servidores da rede municipal de ensino de Epitaciolândia, distante 230 km da capital Rio Branco, atinge todas as nove escolas da cidade, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) no município. A categoria paralisou as atividades desde o dia 15 deste mês.

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Segundo o professor Alzemir Ribeiro, da diretoria do Sinteac na cidade, mesmo após 10 dias de paralisação, o comando de greve ainda não foi sequer recebido pela prefeitura. A principal reivindicação dos professores e dos outros funcionários é a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que inclui um reajuste salarial.

Ao G1, o prefeito André Hassem afirmou, como dito anteriormente, que ainda espera uma decisão da Justiça do Trabalho sobre a legalidade da greve. Na segunda-feira (23), o gestor falou à reportagem que a prefeitura não tem condições financeiras para conceder o aumento salarial.

“O prefeito não nos recebeu ainda. Tenho ligado, ido pessoalmente e não nos atendem. Nós mandamos toda a documentação legal para todos os órgãos de Justiça antes de começar a greve. Além disso, não fomos notificados sobre uma possível ilegalidade. Todas as escolas estão paradas”, afirma Ribeiro.

O professor acrescenta que a greve deve continuar até que o reajuste salarial seja feito. O sindicato diz que o piso atual é um pouco maior que R$ 1,2 mil e o pedido é que seja ajustado de forma equivalente ao nacional, de R$ 2,1 mil.

“Por mais que nos chamem para conversar, e mesmo que aprovem o nosso PCCR, nós só voltaremos a trabalhar depois do reajuste, porque não confiamos mais na palavra do prefeito”, acrescenta o professor

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