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Demissões superam índice de contratações e deixam Acre no negativo em empregos
Por Edmilson Ferreira-AC24horas
O Acre encerrou 2021 com saldo negativo na geração de emprego. Em dezembro, segundo os dados do Novo Caged divulgados nesta segunda-feira (31), ocorreram 2.571 contratações e 2.823 demissões, redução de 252 postos de trabalho com carteira assinada.
O Caged mostra que ao longo de 2021 o emprego no Acre oscilou positivamente mas terminou o ano em revés. Apesar disso, o Estado conclui 2021 com estoque total de 90.899 vagas criadas.
Mais uma vez, comércio segurou as pontas do emprego e foi o único segmento econômico a obter saldo positivo de 0,85%, que apesar de pequeno foi decisivo para o resultado de dezembro não ter sido pior.
A construção despencou, perdendo 4,55% de seus postos no período. Serviços e agropecuária também tiveram saldo negativo em dezembro de -0,29% e -0,72% respectivamente.

A situação é parecida com o resto do País. O Brasil terminou o ano de 2021 com saldo positivo de 2.730.597 vagas de emprego com carteira de trabalho assinada. Ao longo do ano, foram registradas 20.699.802 admissões e 17.969.205 desligamentos. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
Já o mês de dezembro registrou retração de 265.811 postos de trabalho. O número decorre de um total de 1.703.721 de desligamentos e de 1.437.910 admissões.
O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em dezembro, ficou em 41.289.692 vínculos, o que, segundo o ministério, representa uma queda de 0,64% em relação ao mês anterior.
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MP se posiciona sobre denúncias de violência sexual durante o Carnaval

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Após a repercussão de denúncias registradas no último fim de semana, quando duas mulheres denunciaram quatro jogadores do Vasco por estupro coletivo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública nesta terça-feira (18).
Na nota, o órgão ministerial reforçou que “toda denúncia dessa natureza deve ser apurada com rigor pelas instituições competentes, nos termos da lei”.
No comunicado, o órgão ministerial não cita casos específicos, mas ressalta que “a violência sexual é crime grave e não admite qualquer forma de relativização ou justificativa”.
A instituição também enfatiza que “nenhuma circunstância, comportamento, presença ou escolha da vítima pode ser utilizada para transferir responsabilidade pelo crime” e reforça: “A culpa jamais é da vítima”.
Ainda segundo o MP, no decorrer do plantão do Carnaval, o Ministério Público acompanhou o caso, adotando as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições e assegurando o atendimento à vítima.
O MP reafirmou também sua confiança no trabalho das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Civil e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, responsáveis pela condução técnica e imparcial das investigações.
Por fim, a instituição destaca a importância de que “sejam preservadas a identidade, a intimidade e a dignidade da vítima, evitando-se o compartilhamento de conteúdos, comentários ou informações que possam gerar exposição indevida ou revitimização”, e ressalta que a prevenção à violência contra a mulher exige compromisso permanente de toda a sociedade.

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