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Defesa de Lula entra com 1º recurso contra sentença de Moro

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Ex-presidente Lula foi condenado em processo da Operação Lava Jato que envolvia o triplex no Guarujá.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado na Lava Jato (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)

A defesa do Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na sexta-feira (14) o primeiro recurso contra a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente a 9 anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente foi condenado em processo que investigou se o apartamento no Guarujá, litoral de São Paulo, era propina paga pela OAS a Lula por contratos firmados pela empresa na Petrobras. Lula nega as acusações, e na avaliação dos advogados que o representam, Moro teve atuação política na sentença.

De acordo com a petição protocolada pelos advogados no sistema eletrônico da Justiça Federa, no Paraná, a intenção é “suprir as omissões, contradições e obscuridades” da sentença. Este recurso apresentado chama-se embargos de declaração e é usado como instrumento por advogados justamente para solicitar ao juiz revisão de algum ponto da sentença.

Neste sábado (15), a força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) afirmou que o recurso é um rito normal do processo e que, conforme já divulgou, vai recorrer da sentença. O juiz Sérgio Moro afirmou que vai se manifestar nos autos do processo.

Os advogados questionam pontos da sentença – veja:

  • omissão no tocante às afirmações feitas pelo juízo em relação ao ex-presidente Lula e sua defesa;
  • negativa de juntada de documentos como contratos da Petrobras. A defesa fala em cerceamento de defesa;
  • desqualificação de declarações de testemunhas de defesa;
  • desqualificação de instrumentos de auditoria, interna e externa, que não detectaram atos de corrupção ligados ao ex-presidente;
  • omissão quanto à transferência do empreendimento para a OAS;
  • omissão quanto ao exercício das faculdades inerentes à propriedade do tríplex pela OAS e pela desconsideração de elementos de prova que mostram que o ex-presidente jamais teve a propriedade ou a posse do imóvel;
  • omissão quanto à origem do dinheiro usado para o custeio do tríplex e para as reformas;
  • contradição ao defender imparcialidade, desrespeitando diversas vezes o ex-presidente e a sua defesa;
  • omissão sobre equívocos apresentados em reportagem do jornal “O Globo”, apontados nas alegações finais do ex-presidente;
  • omissões quanto à pena aplicada.

Este recurso é analisado pelo próprio juiz Sérgio Moro – não existe prazo definido para isso. Enquanto não houver decisão, o prazo para apelação, que é outro recurso analisado no Tribunal Regional Federal (TRF 4ª Região), em Porto Alegre, fica suspenso.

“O cenário apresentado pela sentença se torna ainda mais temerário quando se verifica que este juízo, na ausência de provas da acusação, toma como verdadeiras as afirmações de pessoas que, por circunstâncias diversas, não merecem maior credibilidade nas afirmações lançadas nestes autos – como o colaborador Delcídio do Amaral, além de Pedro Corrêa e Léo Pinheiro”, diz trecho do recurso.

Ainda de acordo com os advogados de Lula, a sentença tem “fundamentação” alicerçada nas declarações do corréu e aspirante a delator Léo Pinheiro.

Outros processos de Lula

O ex-presidente é réu em outras duas ações da Lava Jato: uma ligada à Operação Janus, que trata de contratos no BNDES, e outra relacionada à Operação Zelotes, que apura venda de medidas provisórias.

Lula também foi denunciado no caso envolvendo o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, no âmbito da Lava Jato.

Ele é alvo ainda de dois inquéritos na Lava Jato: um sobre a formação de organização criminosa para fraudar a Petrobras, e outro sobre obstrução das investigações ao tomar posse como ministro de Dilma. Na Zelotes, ele é investigado em inquérito sobre a edição da medida provisória 471, que criou o Refis.

G1

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Brasil

Damares questiona Freixo por repasse a escola de samba que homenageia Lula

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Vinicius Schmidt / Metrópoles
Damares Alves

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou uma representação contra o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, na Comissão de Ética da Presidência da República, por causa do financiamento ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Lula.

No Carnaval deste ano, a agremiação terá como tema o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retrata a trajetória do presidente.

A parlamentar acusa Freixo de uso do cargo para fins políticos, ao autorizar o repasse de R$ 12 milhões da Embratur às escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026, que integram a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Entre as beneficiadas está a agremiação de Niterói.

Na representação, Damares cita imagens que circulam nas redes sociais, inclusive publicadas pelo próprio Freixo, para embasar a acusação.

Segundo a senadora, o presidente da Embratur participou de um ensaio da escola de samba em 30 de janeiro de 2026 vestindo uma camisa com a estampa do rosto de Lula o que, para ela, configura “verdadeira promoção pessoal”.

Damares pede que o Conselho de Ética instaure um procedimento contra Freixo. A senadora solicita ainda a aplicação de “medidas e sanções éticas cabíveis”, além da adoção de recomendações institucionais para evitar a repetição de “práticas semelhantes”.

Freixo comenta repasse

Em um vídeo publicado no X (antigo Twitter) em 6 de fevereiro, Freixo afirma que o valor é distribuído igualmente às 12 escolas de samba do grupo.

“Esse valor não é um absurdo: é exatamente o mesmo investido no ano passado. Não há qualquer favorecimento específico, independentemente de enredo”, declarou o dirigente.

 

Essa é a VERDADE sobre o patrocínio do Governo Federal aos desfiles das Escolas de Samba!

O valor de R$ 12 milhões será distribuído igualmente para todas as Escolas do Grupo Especial do Rio.

Esse valor não é um absurdo: é exatamente o mesmo investido no ano passado. Não há… pic.twitter.com/Q6ll1wHiKK

— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) February 6, 2026

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Trem atinge carro e mata uma pessoa no Rio de Janeiro

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Reprodução/Redes sociais
acidente entre trem e carro no Rio de Janeiro - Metrópoles

Um trem de passageiros colidiu com um carro de passeio nesse sábado (7/2) no Rio de Janeiro, e uma pessoa morreu, enquanto outra ficou ferida. O acidente acontecdeu por volta das 17h na estação Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense.

Segundo o Corpo de Bombeiros, um jovem, de cerca de 25 anos, recebeu atendimento em estado grave e foi levado ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. A segunda vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Em nota enviada à imprensa, a Supervia, empresa que administra os trens urbanos do Rio, informou que o condutor do carro realizou um cruzamento em uma passagem não autorizada e foi atingido pelo trem.

O veículo chegou a ser arrastado por alguns metros e ficou preso na linha férrea. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o estado em que o carro ficou:

Um trem do ramal Saracuruna x Guapimirim atingiu um carro na altura da estação de Suruí, na Baixada Fluminense, na tarde desta sexta-feira. Segundo relatos preliminares, o veículo estaria manobrando sobre a linha férrea, atrás do mercado Rio Sul, quando acabou sendo atingido pela pic.twitter.com/eLrk3T74vE

— PEGAVISAORJNEWS (@pegavisaorjnews) February 7, 2026

A empresa chegou a suspender a passagem de trens pela região por causa do acidente.

Encontra-se suspensa a circulação de trens na extensão Guapimirim, devido a uma ocorrência com um veículo em passagem em nível não autorizada nas proximidades da estação Suruí.

Aguardamos a atuação das autoridades para retornar a operação. pic.twitter.com/sA64I3QfH6

— SuperVia (@SuperVia_trens) February 7, 2026

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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CEO do Washington Post anuncia demissão após cortes em massa no jornal

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Reprodução/Flickr
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O editor-executivo e CEO do jornal norte-americano Washington Post, William Lewis, anunciou nesse sábado (7/2) que deixará o cargo, dias após a empresa iniciar um corte em massa que atingirá 267 jornalistas, cerca de 30% do quadro atual de 800 profissionais.

O anúncio foi feito por e-mail aos funcionários do jornal e compartilhado no X pelo jornalista Matt Viser, atual chefe do escritório da Casa Branca, do Washington Post.

“Durante meu mandato, decisões difíceis foram tomadas para garantir o futuro sustentável do The Post, para que ele possa, por muitos anos, publicar diariamente notícias de alta qualidade e sem viés partidário para milhões de leitores”, declarou Lewis na mensagem.

Will Lewis just sent a note to staff at The Washington Post announcing that he is stepping down as publisher. pic.twitter.com/hNTf6wyrDk

— Matt Viser (@mviser) February 7, 2026

O ex-CEO também agradeceu ao proprietário do jornal e CEO da Amazon, Jeff Bezos.

“Após dois anos de transformação no The Washington Post, agora é o momento certo para eu me afastar. Quero agradecer a Jeff Bezos pelo apoio e liderança durante meu mandato como CEO e publisher. A instituição não poderia ter um dono melhor”, disse.

Em 2023, Lewis tomou posse como CEO do Washington Post, sucedendo Fred Ryan, que liderou o jornal por quase uma década. A contratação por Bezos tinha como objetivo melhorar a situação financeira da empresa.

Antes de chegar ao Post, Lewis ocupou os cargos de CEO da Dow Jones e editor do Wall Street Journal.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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