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Defesa de advogada flagrada com drogas em presídio de Rio Branco se manifesta: “é uma pessoa doente”
Mariana foi liberada após audiência de custódia, deve cumprir medidas cautelares, como proibição de ingresso no sistema prisional e estabelecimentos do gênero, inserção no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps ADIII)

Mariana foi liberada após audiência de custódia na terça-feira, 11, segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Ela deve cumprir medidas cautelares, como proibição de ingresso no sistema prisional e estabelecimentos do gênero
A defesa da advogada Mariana de Oliveira Silva, presa em flagrante por tráfico de droga na última segunda-feira, 10, ao tentar entrar no Complexo Penitenciário de Rio Branco com 813 gramas de maconha, conversou com a reportagem do jornal A Gazeta nesta. De acordo com Maria da Guia Medeiros de Araújo, Mariana sofre com vários transtornos mentais.
A defesa informou que a advogada faz tratamento psiquiátrico há anos e que, no momento, está sendo acompanhada por profissionais do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde recebe cuidados de um psicólogo e psiquiatra.
Segundo a defesa, Mariana foi diagnosticada com transtorno de borderline, ansiedade, depressão, bipolaridade e compulsão por jogos, o que teria contribuído para a sua condição emocional instável. “Ela alternava momentos de choro e riso dentro da delegacia. É uma pessoa em sofrimento psíquico. A defesa não está aqui para justificar, mas para garantir o direito de defesa de um ser humano que errou”, disse Maria da Guia.
A advogada informou que Mariana está em liberdade provisória, mediante decisão judicial, e que o processo segue em andamento.
Além dos mais de 800 gramas de maconha apreendidos com a advogada no presídio de Rio Branco, a Polícia Civil encontrou mais de dois quilos de droga na casa de Mariana ainda na segunda-feira, 10.
“Ela cometeu um erro, sim. Está errada, sim. Mas há uma razão por trás disso. A Mariana é uma pessoa doente, que precisa de tratamento, e isso está sendo comprovado por laudos médicos”, concluiu a defensora.
Flagrante no presídio
Na segunda-feira, 10, Mariana foi flagrada tentando entrar com mais de 800 gramas de droga no presídio, escondidas na bolsa e no sutiã. Ela havia ido ao local para atender um cliente e chamou a atenção dos policiais penais pelo comportamento suspeito.
Antes de passar pelo body scanner, deixou a bolsa em um guarda-volumes reservado a advogados. Ao retornar para buscá-la, um dos agentes percebeu parte de um pacote dentro do acessório, que continha dez invólucros de substância semelhante à maconha.
Liberdade provisória e medidas cautelares
Mariana foi liberada após audiência de custódia na terça-feira, 11, segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Ela deve cumprir medidas cautelares, como proibição de ingresso no sistema prisional e estabelecimentos do gênero, inserção no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps ADIII), participação em palestras e grupos reflexivos e manutenção do endereço atualizado.
Um vídeo mostrou o momento em que agentes de Polícia Penal retiram mais de 800 gramas de droga da bolsa da advogada.
Em nota emitida ainda no dia 10, a OAB/AC destacou que seguirá acompanhando o caso até sua completa elucidação, “adotando as medidas cabíveis sempre que houver violação de direitos e garantias”, e reforçou que o acompanhamento será feito “com responsabilidade e transparência, evitando qualquer forma de exposição indevida”.
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Homem é baleado e enforcado por divulgar fotos íntimas da ex

Um homem, de 34 anos, foi internado em estado grave após ser baleado e sofrer uma tentativa de enforcamento na estrada dos Barreiros, na Bahia. Segundo a Polícia Militar, o ataque teria sido motivado por vingança, já que familiares da ex-esposa o acusam de divulgar fotos íntimas da mulher sem consentimento.
A equipe da PM foi acionada para conter uma briga generalizada que envolveu parentes da ex-companheira da vítima. Ao chegar ao local, nas imediações de um posto de combustíveis, os policiais receberam a informação de que o homem havia sido baleado e fugido para uma área de pasto.
Leia a reportagem completa em Correio 24 Horas, parceiro Metrópoles.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Cuba diz ter matado 4 pessoas a bordo de lancha registrada na Flórida
Forças cubanas mataram quatro pessoas e feriram seis a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas nessa quarta-feira (25). Agentes abriram fogo contra uma patrulha cubana, informou o governo cubano em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos (EUA).

Os feridos receberam atendimento médico, enquanto o comandante da patrulha cubana também ficou ferido, informou o Ministério do Interior de Cuba em comunicado, acrescentando que o caso está sob investigação para esclarecer exatamente o que aconteceu.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos repórteres que não se tratava de uma operação do seu país e que nenhum funcionário do governo norte-americano estava envolvido. As autoridades cubanas informaram os EUA sobre o incidente, mas a embaixada dos EUA em Havana tenta verificar de forma independente o que ocorreu, disse Rubio.
“Teremos nossas próprias informações sobre isso, vamos descobrir exatamente o que aconteceu, e há uma série de coisas que poderiam ter acontecido aqui”, disse Rubio. “Basta dizer que é altamente incomum ver tiroteios em mar aberto como esse.”
O incidente ocorreu no momento em que os Estados Unidos bloquearam praticamente todos os embarques de petróleo para a ilha, aumentando a pressão sobre o governo comunista.
Forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas em 3 de janeiro, removendo do poder um importante aliado de Cuba. Rubio reiterou sua retórica contra o governo cubano classificando o status quo de insustentável e dizendo que Cuba precisa mudar “dramaticamente”.
Lanchas que contrabandeavam pessoas para fora da ilha já entraram em confronto com as forças cubanas no passado, incluindo um incidente em 2022, em que a patrulha de fronteira cubana matou um suspeito de contrabando, de acordo com nota do governo cubano. Foi uma das 13 lanchas procedentes dos EUA interceptadas no primeiro semestre daquele ano, informou Cuba.
Apesar das relações amplamente antagônicas entre os Estados Unidos e Cuba por 67 anos, os dois países têm cooperado em questões de tráfico de drogas e contrabando de pessoas no Estreito da Flórida, especialmente durante o período de reaproximação sob o ex-presidente dos EUA Barack Obama.
No incidente de ontem, a lancha chegou a menos de uma milha náutica de um canal em Falcones Cay, na costa norte de Cuba, cerca de 200 km a leste de Havana, quando foi abordada por cinco membros de uma unidade de patrulha de fronteira cubana. A lancha então abriu fogo, ferindo o comandante da embarcação cubana, segundo a nota.
Nenhum dos mortos ou feridos a bordo da embarcação invasora foi identificado, mas Cuba disse que ela estava registrada na Flórida com o número FL7726SH.
“Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma o compromisso de proteger as águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é pilar fundamental para o Estado cubano na salvaguarda de sua soberania e estabilidade na região”, afirmou o comunicado cubano.
Políticos da Flórida pediram investigações separadas, dizendo que não confiavam na versão cubana.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, informou que ordenou aos promotores que abrissem uma investigação em conjunto com outros parceiros estaduais e federais responsáveis pela aplicação da lei.
O deputado Carlos Gimenez, republicano cujo distrito inclui o extremo sul da Flórida, pediu investigação federal, dizendo que havia solicitado ao Departamento de Estado e às Forças Armadas dos EUA que investiguem o assunto.
“As autoridades dos Estados Unidos devem determinar se alguma das vítimas era cidadã norte-americana ou residente legal e estabelecer exatamente o que ocorreu”, disse Gimenez.
*(Reportagem adicional de Andrea Shalal e Kanishka Singh)
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL
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O que é "distinguishing", usado pelo TJMG para livrar réus por estupro

A absolvição de um homem de 35 anos, acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, foi fundamentada com a aplicação do “distinguishing”, termo que define uma técnica jurídica utilizada por magistrados. Mas afinal, o que é distinguishing?
A expressão se refere à técnica jurídica utilizada para afastar a incidência de um precedente quando o magistrado identifica distinções relevantes entre os casos analisados. Ou seja, no entendimento dos magistrados, o caso envolvendo a menor e o homem de 35 anos apresentava particularidades suficientes para justificar a não aplicação do entendimento anteriormente firmado pelo STJ.
O caso da cidade de Indianápolis, em Minas Gerais, ganhou repercussão nacional nos últimos dias. Por 2 votos a 1, desembargadores da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acataram os recursos do réu e o absolveram da condenação de estupro.
Ao analisar o caso, o desembargador relator Magid Nauef Láuar considerou que a vítima mantinha com o réu “uma relação análoga ao matrimônio, fato este que seria do conhecimento de sua família” — a mãe da menina também foi condenada no processo por anuência.
O Código Penal Brasileiro estabelece, no entanto, queter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável.
Mesmo com o crime previsto no Código Penal e o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que relacionamento amoroso ou eventual experiência anteriores da vítima não afastem a ocorrência do crime, Láuar aplicou o distinguishing para afastar o precedente e votar contra a condenação.
A desembargadora Kárin Emmerich, a única que votou pela condenação do homem, criticou o voto dos colegas.
“Essa decisão dos meus colegas não foi uma decisão isolada. Aqui no Tribunal de Justiça existem uns 20 julgados aplicando esse precedente, essa técnica do distinguinshing”, disse.
Entenda o caso
Na última semana, o TJMG absolveu, por dois votos a um, um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. A 9ª Câmara Criminal Especializada também inocentou a mãe da criança, que respondia por conivência.
No entendimento da Corte, em decisão que foi amplamente criticada e alvo de clamor público, não houve crime no caso, pois os dois teriam um “vínculo afetivo consensual”.
No Brasil, a jurisprudência consolidada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelece que o consentimento da vítima é irrelevante em casos de estupro de vulnerável quando a envolvida tem menos de 14 anos, bastando essa condição para a configuração do crime.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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