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Defensoria Pública do Acre convoca aprovada em seleção para estágio

Foto: Arquivo/DPE/AC
A Defensoria Pública-Geral do Estado do Acre publicou nesta quinta-feira, 28, o Edital de Convocação nº 43/2025/DPG/DPE-AC, que oficializa o chamamento de uma candidata aprovada no 5º Processo Seletivo para Estágio na Área do Direito – Cadastro de Reserva, com atuação na sede da instituição.
Conforme o edital, a candidata convocada deverá comparecer à Diretoria de Gestão de Pessoas da Defensoria Pública, na Sala nº 303, às 08h do dia 1º de setembro de 2025, munida de diversos documentos exigidos para formalização do estágio (defensoria.ac.def.br).
O edital ressalta a observância do memorando nº 345/2025/DIGP (evento SEI nº 0110950), da Diretoria de Gestão de Pessoas, como respaldo administrativo à convocação (defensoria.ac.def.br).
Confira:
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Governo do Acre cria programa “Rebanho Certo” para atualizar cadastro de bovinos e búfalos no estado
Lei sancionada por Gladson Cameli visa preparar o Acre para a rastreabilidade individual de rebanhos, conforme exigências federais; texto foi publicado no DOE na véspera da transmissão de cargo

A legislação cria o Programa Estadual de Atualização Cadastral do Rebanho Bovino e Bubalino do Acre
Nova legislação estabelece atualização cadastral obrigatória para pecuaristas acreanos
Um novo programa voltado à regularização do rebanho bovino e bubalino no Acre foi instituído por meio da Lei nº 4.782, sancionada pelo então governador Gladson Cameli e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira (2), na reta final antes da transmissão do cargo para a governadora Mailza Assis.
A legislação cria o Programa Estadual de Atualização Cadastral do Rebanho Bovino e Bubalino do Acre, denominado Rebanho Certo/AC, com o objetivo de atualizar os dados quantitativos dos animais nas propriedades rurais e preparar o estado para a implementação da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos, conforme diretrizes federais.
Como funciona o programa
A execução do programa ficará sob responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf). A adesão será voluntária, mediante solicitação do produtor rural, acompanhada de uma declaração de atualização cadastral com informações detalhadas sobre o rebanho.
O documento deverá conter identificação do produtor, código da propriedade, quantidade de animais por categoria, data e assinatura. Ao preencher a declaração, o produtor assume responsabilidade pelas informações prestadas.
Cruzamento de dados e fiscalização
Após o envio da declaração, o Idaf fará o cruzamento automático das informações com bases oficiais, incluindo Guias de Trânsito Animal (GTAs), registros de vacinação e dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Caso não sejam identificadas inconsistências, a declaração será homologada. No entanto, parte dos cadastros poderá passar por vistorias presenciais, seja por suspeita de irregularidades, pelo porte da propriedade ou por amostragem.

A execução do programa ficará sob responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre (Idaf). Foto: captada
Penalidades e regras
A lei prevê penalidades em casos de informações falsas ou recusa em permitir fiscalização. Nessas situações, o produtor poderá ser multado com acréscimo de 100% sobre o valor da penalidade e ficará impedido de aderir ao programa.
Também há previsão de responsabilização administrativa, civil e até penal, nos casos de fraude, podendo a conduta ser enquadrada como falsidade ideológica.
As informações coletadas serão integradas às bases oficiais do estado e deverão atender aos requisitos técnicos do plano nacional de identificação individual de bovinos e búfalos.
A lei já está em vigor desde a publicação e terá validade até 31 de dezembro de 2029. O governo também fica autorizado a editar normas complementares para a execução do programa.

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Acre registra queda de 90% nos focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026
Dados do INPE mostram redução de 40 para apenas 4 ocorrências em um ano; 100% dos focos deste ano estão em áreas já desmatadas, sem registro em vegetação nativa

Estado teve apenas 4 focos de queimadas entre janeiro e março de 2026
O Acre registrou uma queda acentuada no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Entre janeiro e março de 2026, foram contabilizados apenas 4 focos de queimadas no estado. No mesmo período de 2025, o número foi de 40 focos, o que representa uma redução de 90% em um ano.
Perfil das queimadas em 2026
Os dados mais recentes mostram que, em 2026, 100% das ocorrências foram registradas em áreas já desmatadas. Do total: 2 focos (50%) em áreas de desmatamento consolidado e 2 focos (50%) em áreas de desmatamento recente. Não houve registro de queimadas em áreas de vegetação nativa no período analisado.

No primeiro trimestre de 2025, além do volume muito maior (40 focos), o perfil das queimadas era mais diversificado. Foto: captada
Comparativo com 2025
No primeiro trimestre de 2025, além do volume muito maior (40 focos), o perfil das queimadas era mais diversificado. A maior parte dos registros estava concentrada em: pequenas propriedades (22 focos – 55%), áreas sem Cadastro Ambiental Rural (CAR) (9 focos – 22,5%), médias propriedades (5 focos – 12,5%) e grandes propriedades (4 focos – 10%).

O Acre registrou uma queda acentuada no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Foto: captada
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Área plantada de soja no Acre encolhe 31,8% em um ano e vai para 15 mil hectares
Queda acentuada reflete dificuldades econômicas do setor; preço da saca caiu de R$ 200 (2022) para R$ 115; inadimplência no crédito rural bate recorde no país

O Acre diminuiu a área plantada de soja de 2025 para 2026. E a redução não foi pequena: 31,8%. Passou de 22.000 hectares para 15.000 hectares
Produtor de soja enfrenta margens apertadas e reduz cultivo no estado
O Acre diminuiu a área plantada de soja de 2025 para 2026. E a redução não foi pequena: 31,8%. A área passou de 22.000 hectares para 15.000 hectares – número menor do que o registrado em anos anteriores, quando a área se estabilizava em 19.000 hectares.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) ainda não elencou as causas que podem explicar essa redução, mas avalia que o cenário para o produtor de soja não é bom. “As razões são econômicas. Soja está num momento difícil”, afirmou o presidente da Faeac, Assuero Veronez.

Um exemplo é a oscilação do preço da saca da soja: em 2022, chegou a valer mais de R$ 200. Foto: captada
PIB agropecuário aquecido esconde gargalos
A divulgação dos números do PIB de 2025, informando que o país teve um PIB da agropecuária crescendo 11,7%, apresenta um cenário positivo que acaba escondendo os gargalos pelos quais passa o produtor. O PIB aquecido não significa obrigatoriamente que as margens do produtor estejam altas e que, portanto, a lucratividade esteja alta.
Um exemplo é a oscilação do preço da saca da soja: em 2022, chegou a valer mais de R$ 200. Atualmente, é negociada a R$ 115, de acordo com o Boletim Técnico Grãos de março, elaborado pela Faeac.
Custos altos e inadimplência recorde
Produtividade e produção em alta com custos dos insumos mais caros são ingredientes explosivos para as finanças do produtor. O raciocínio é lógico: aumenta-se a oferta do produto, o preço tende a cair, com o preço dos insumos em alta. É a receita para potenciais prejuízos.
Não à toa, a inadimplência no crédito rural chegou a 7,3% no país, o maior nível da série histórica registrada pelo Banco Central. Isso resulta em um montante de R$ 41 bilhões de dívidas em atraso.

Produtividade e produção em alta com custos dos insumos mais caros são ingredientes explosivos para as finanças do produtor. Foto: captada


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