Brasil
CPMI aprova quebra de sigilos do “Careca do INSS”
Coaf deverá realizar relatório de inteligência financeira sobre o principal operador do esquema de desvios

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (11/9), a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
Antunes é apontado como o principal operador do esquema de desvios de descontos associativos. O colegiado também pediu ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a realização de um Relatório de Inteligência Financeira.
A CPMI também aprovou a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Maurício Camisoti, outro suposto beneficiário do esquema. Empresas do empresário também terão seus registros revisados pela comissão.
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS demitido por Lula após a operação Sem Desconto, deflagrada pela PF, também teve seus sigilos derrubados. Outros ex-funcionários do instituto também terão seus extratos sob escrutínio.
Ao todo, o colegiado aprovou mais de 300 requerimentos com pedidos de quebra de sigilo bancário de entidades sindicais investigadas por irregularidades em descontos associativos na previdência social, como a Conafer, Ambec e a Sindnapi. Também aprovou a quebra de sigilo de dirigentes, como Aristrides Veras, presidente da Contag e irmão do primeiro secretário da Câmara, Carlos Veras (PT-PE).
Comentários
Brasil
Irã promete retaliação por ataque dos EUA à Ilha Kharg

Foto: Reuters/Planet Labs PB
O Irã advertiu que poderá atingir alvos selecionados, incluindo “esconderijos” dos EUA nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e alertou civis a evacuarem áreas específicas neste sábado, projetando uma postura desafiadora depois que forças dos EUA atingiram na véspera instalações militares em seu principal centro de petróleo.
Algumas operações de carregamento de petróleo foram suspensas no emirado de Fujairah dos EAU, um importante centro de abastecimento de combustível e terminal de exportação de petróleo bruto do país, disseram fontes da indústria e do comércio, com imagens de TV mostrando nuvens de fumaça escura e espessa subindo no ar.
Continua depois da publicidade
Um porta-voz militar iraniano pediu que as pessoas nos Emirados Árabes Unidos evacuassem portos, docas e “esconderijos norte-americanos”, dizendo que as forças dos EUA tinham como alvo as ilhas iranianas a partir dessas áreas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura de petróleo do centro da ilha de Kharg, no Irã, a menos que Teerã pare de atacar as embarcações no Estreito de Ormuz, aviso que poderá agitar ainda mais os mercados que estão lidando com uma interrupção histórica no fornecimento.
Trump combinou seu ultimato de sexta-feira com uma publicação nas redes sociais dizendo que os EUA haviam “destruído totalmente” alvos militares na ilha, o terminal de exportação de 90% dos embarques de petróleo do Irã, que fica a cerca de 500 km a noroeste do estreito.
À medida que a guerra entra em sua terceira semana, o Irã, no entanto, minimizou a extensão dos danos em Kharg, ameaçando intensificar o uso de armas mais poderosas e alertando que partes dos Emirados Árabes Unidos são um alvo legítimo.
“Declaramos aos líderes dos Emirados Árabes Unidos que o Irã considera um direito legítimo defender sua soberania nacional e seu território, tendo como alvo a origem dos lançamentos de mísseis inimigos norte-americanos nos portos marítimos, docas e abrigos militares dos EUA escondidos em algumas cidades dos Emirados Árabes Unidos”, disse um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã.
Continua depois da publicidade
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não respondeu imediatamente à acusação iraniana de que o ataque à Ilha de Kharg se deu por meio do país.
Nove mísseis balísticos e 33 drones foram lançados do Irã em direção aos Emirados Árabes Unidos no sábado, informou o Ministério da Defesa.
O Irã alertou moradores para que deixem as áreas próximas ao porto de Jebel Ali, em Dubai, ao porto de Khalifa, em Abu Dhabi, e ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e disse ter como alvo as filiais de bancos norte-americanos no Golfo Pérsico.
Fujairah, fora do Estreito de Ormuz, é a roda de saída de cerca de 1 milhão de barris por dia do petróleo bruto Murban dos Emirados Árabes Unidos — volume equivalente a cerca de 1% da demanda mundial.
Trump disse no sábado que muitos países estariam enviando navios de guerra junto com os Estados Unidos para abrir o Estreito de Ormuz. Ele não forneceu detalhes sobre quais países fariam isso, mas em sua postagem no Truth Social ele disse que esperava que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, a Reino Unido e outros enviassem navios para a área.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que substituiu seu pai morto, disse que a hidrovia estratégica deve permanecer fechada como uma ferramenta de pressão.
O Comando Central dos EUA disse no sábado que suas forças atingiram mais de 90 alvos militares iranianos na Ilha Kharg, destruindo locais como instalações de armazenamento de minas navais e bunkers de armazenamento de mísseis.
Nos bastidores, o ressentimento já vinha crescendo nas capitais árabes do Golfo Pérsico por terem sido arrastadas para uma guerra que não iniciaram nem endossaram, mas que agora estão pagando econômica e militarmente, disseram fontes regionais à Reuters.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, disse em um post no sábado: “A estratégia iraniana, que reflete sua incapacidade de confrontar os ataques dos EUA e de Israel, tendo como alvo os estados árabes do Golfo, revela uma impotência militar, uma falência moral e um isolamento político.”
Comentários
Brasil
Hospital atualiza situação médica de Bolsonaro após noite na UTI

Um boletim atualizando o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi divulgado na manhã deste sábado (14/3). De acordo com a nota assinada por médicos do ex-presidente, ele “encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. O boletim informa que não existe previsão para alta médica.
“Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, diz um trecho.
O ex-mandatário está na internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, em virtude do quadro broncopneumonia bacteriana bilateral.
De acordo com informações antecipadas pela equipe médica, Bolsonaro apresentou febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido na Papudinha, em Brasília. Diante da piora clínica, a equipe de plantão optou por transferi-lo, na manhã de sexta (13/2), para avaliação hospitalar mais detalhada.
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha, presídio localizado no complexo da Papuda, no Distrito Federal, desde o dia 15 de janeiro.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
Comentários
Brasil
PF aponta que "Sicário" recebeu R$ 24 milhões de Daniel Vorcaro

Relatório da Polícia Federal traz a informação de que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, conhecido como “Sicário”, recebeu ao menos R$ 24 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Sicário é apontado pela PF como o “espião” de Vorcaro e executor das ordens do banqueiro como a de simular um assalto para “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim, que desagradou o investigado com matérias contrárias a ele.
Luiz Phillipi é apontado como um dos contratados da “milícia pessoal” de Vorcaro, também preso na força-tarefa. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo.
Papel central
A investigação aponta que Sicário exercia papel central na coordenação operacional de um grupo denominado “A Turma”. Eles atuavam na coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias, como autoridades, ex-funcionários e jornalistas.
O homem tem uma extensa ficha criminal, com passagens por furto qualificado, ameaças e crimes de trânsito. Ele também já tinha sido investigado por estelionato e associação criminosa.
Ele é apontado ainda como o responsável por invadir sistemas de investigação e atuar contra publicações em redes sociais desfavoráveis ao Banco Master.
R$ 24 milhões
Os R$ 24 milhões que teriam sido pagos a Mourão foram calculados pela Polícia Federal a partir do controle mensal das despesas dele. Em planilhas de contabilidade, conforme apresentado pelo Estadão, Sicário aparecia vinculado ao pagamento mensal de R$ 1 milhão.
Ele foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, mesma que levou Vorcaro à cadeia, e encaminhado a uma cela da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais. No entanto, de acordoo com a PF, “atentou contra a própria vida”.
Após morte cerebral e protocolo executado, o corpo de Luiz Phillipi Mourão, 43 anos, conhecido como “Sicário”, chegou ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IML), em Belo Horizonte, no dia 7 de março.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Você precisa fazer login para comentar.