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CPI da Pandemia: Wilson Lima é o primeiro governador convocado
Nesta semana, o primeiro gestor estadual foi convocado para comparecer à CPI da Pandemia. O depoimento de Wilson Lima, governador do Amazonas, foi agendado para quinta-feira (10). A decisão dos senadores foi tomada após a Operação Sangria, da Polícia Federal, ter sido deflagrada no estado para investigar desvios na saúde e o governador ter sido um dos alvos da operação.
No entanto, a convocação de governadores é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF), onde os gestores estaduais pedem a suspensão de suas convocações no Senado. Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), as oitivas de governadores estão mantidas enquanto não houver decisão do STF.
Outro depoimento prestado aos senadores será do ex secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, na quarta-feira (9). A expectativa é que ele ajude a esclarecer a postura do governo na crise de oxigênio em Manaus, a aquisição e distribuição de medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19 e a falta de equipamentos do “kit intubação” durante sua passagem pela pasta.
Agenda da CPI 8/6 a 11/6
- Terça-Feira (8): Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
- Quarta-Feira (9): Elcio Franco, ex secretário executivo do Ministério da Saúde
- Quinta-Feira (10): Wilson Lima, governador do estado do Amazonas
- Sexta-Feira (11): Claudio Maierovitch, médico sanitarista e ex presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Natalia Pasternak, pesquisadora, da Universidade de São Paulo (USP)
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Acidente envolvendo três veículos é registrado na BR-364 entre Sena Madureira e Rio Branco
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TJAC anula eliminação de candidato e garante retorno a concurso da Polícia Penal
Decisão unânime aponta ilegalidade na exclusão durante investigação social e reforça princípio da presunção de inocência
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, anular a eliminação de um candidato do concurso para agente de Polícia Penal e determinou sua reintegração ao certame, ao considerar ilegal a exclusão na fase de investigação social. A decisão foi tomada pelo Tribunal Pleno no julgamento de mandado de segurança, sob relatoria da desembargadora Waldirene Cordeiro, com acórdão publicado no Diário da Justiça Eletrônico nesta segunda-feira (23).
De acordo com o processo, o candidato havia sido considerado “contraindicado” na investigação social, etapa eliminatória do concurso, após a administração apontar a existência de um boletim de ocorrência antigo por infração de trânsito, a suposta omissão de outro registro policial e um mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia.
Ao analisar o caso, o TJAC entendeu que a eliminação foi desproporcional e violou princípios constitucionais. No voto, a relatora destacou que a existência de boletim de ocorrência, sem condenação penal definitiva, não pode ser usada como fundamento para exclusão de candidatos, sob pena de violar o princípio da presunção de inocência.
O colegiado também considerou que o registro mais antigo não teve repercussão penal e ocorreu há mais de cinco anos, reduzindo seu peso na análise da vida pregressa. Em relação à suposta omissão de um boletim de ocorrência, o tribunal avaliou que não houve comprovação de que o candidato tivesse conhecimento do fato, afastando a hipótese de má-fé.
Sobre o mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia, os desembargadores ressaltaram que se trata de medida de natureza civil, sem conteúdo penal, e que não caracteriza, por si só, ausência de idoneidade moral.
Com a decisão, o candidato poderá retornar ao concurso e seguir nas demais etapas, inclusive eventual curso de formação. O TJAC também fixou entendimento de que a investigação social deve observar critérios de razoabilidade, proporcionalidade e respeito à presunção de inocência, vedando eliminações baseadas apenas em registros antigos ou sem condenação.
A decisão reforça a jurisprudência dos tribunais superiores e pode impactar casos semelhantes, especialmente em concursos da área de segurança pública, onde a análise da vida pregressa costuma ser mais rigorosa.
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Ex-presidiário que rompeu tornozeleira eletrônica é preso após agredir adolescente amigo da filha no interior do AC

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