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Covid-19: Governo freta aeronave e recebe mais 42 caixas de insumos para exames

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Jato fretado pelo Governo do Acre aterrissou em Rio Branco na noite desta sexta-feira, 3, trazendo material para exames e equipamentos de proteção

Pelo menos 42 caixas de novos insumos, entre luvas profissionais, enzimas e kits de extração (tubos e paletas de coletas de amostras) para a checagem de novos casos de contaminação por coronavírus chegaram a Rio Branco, na noite desta sexta-feira, 3, em um jato Cessna Citation 3, de médio porte, fretado pelo Governo do Estado do Acre para esta finalidade.

Num esforço pessoal do governador Gladson Cameli, que contou com o apoio do secretário de Saúde, Alysson Bestene, e da secretária-adjunta, Paula Mariano, o voo veio de São Paulo e fez uma escala em Brasília, onde recebeu um segundo lote de material, antes de vir a Rio Branco, aterrissando por volta das 21h15. Conforme o médico Andreas Stocker, diretor do Centro de Infectologia Charles Mérieux, o material, por ser diverso, vai ser usado com a combinação de outros que já existem no laboratório.

“Agora, temos novamente uma condição favorável [para continuar os exames], porque esse material é intercambiável com outros que já temos aqui e muita coisa vai servir de complementação um para o outro”, explica Stocker,  que garante que a produção de exames recomeça imediatamente neste sábado, 4.

Caixas com insumos são colocadas em caminhão da Sesacre; material para coleta e para exames chegaram a Rio Branco na noite desta sexta-feira, 3 Foto: Odair Leal/Secom

Desse modo, alguns produtos servirão para muitos meses, enquanto outros serão usados de imediato para dar vazão à demanda reprimida de exames, que está sendo feita por mais de 20 voluntários, todos médicos e biomédicos estudantes de pós-graduação em alguma área da infectologia e de análises laboratoriais.

Aeronave com insumos para testes e exames chegou a Rio Branco na noite desta sexta-feira, 3 Foto: Odair Leal/Secom

O Cento Mérieux é a instituição que vem elaborando manualmente o diagnóstico no Acre, desde os primeiros casos, cujos primeiros três positivos foram conhecidos no dia 17 de março.  Acompanhado da biomédica Thaís Bestene, Stocker fez questão de ajudar a tripulação da aeronave e técnicos da Saúde a repassar o material para o caminhão frigorífico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).

Stocker e a biomédica Thaís Bestene em inspeção ao material que chegou em aeronave fretada pelo Governo do Acre Foto: Odair Leal/Secom

A Sesacre informa, periodicamente, quando os kits para exames da Covid-19 estão em atraso. O problema não é causado pelo Governo do Estado, nem pelo governo federal, mas sim pela irregularidade dos voos que chegam ao Acre. Atualmente, o estado tem dois voos de carreira apenas, e nos finais de semana.

Aeronave com insumos para testes e exames chegou a Rio Branco na noite desta sexta-feira, 3 Foto: Odair Leal/Secom

Há mais de duas semanas, um lote de 5 mil itens para exames só foi desembarcado em Rio Branco porque o Ministério da Saúde obteve o apoio de uma aeronave de transporte da Força Aérea Brasileira para a remessa ao Acre.

Diretor do Centro de Infectologia Charles Mérieux, Andreas Stocker, inspeciona caixas desembarcadas para o caminhão frigorífico da Sesacre; aeronave com insumos para testes e exames chegou a Rio Branco na noite desta sexta-feira, 3 Foto: Odair Leal/Secom

Governo está empenhado no enfrentamento

O voo desta sexta-feira foi possibilitado graças ao empenho do governador Gladson Cameli, do secretário de Saúde, Alysson Bestene, e da secretária-adjunta de Saúde, Paula Mariano. “A nossa dedicação, os nossos esforços são de todos nós e 24 horas por dia, para que possamos passar por esse momento da melhor forma possível. E esta é uma demonstração de compromisso com a nossa população”, ressalta Alysson Bestene.

Médico Andreas Stocker, do Centro de Infectologia Charles Mérieux, no primeiro plano; insumos que chegaram vão possibilitar a continuidade dos exames Foto: Odair Leal/Secom

“Sucessivos cancelamentos fazem com que os insumos não cheguem em tempo hábil. E o que estamos fazendo, quando não temos voos especiais como o desta sexta-feira, é rastrear esses envios, nos informando da real situação com as empresas contratadas para o transporte”, explica Janaína Mazaro, gerente-técnica do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre.

Aeronave com insumos para testes e exames parte para Manaus, após desembarcar insumos para testes e exames de Covid-19, em Rio Branco, na noite desta sexta-feira, 3 Foto: Odair Leal/Secom

Os exames são fundamentais para que as pessoas tenham consciência do alastramento da doença e que, por isso mesmo, precisam ficar em isolamento domiciliar como forma mais eficiente neste momento de frear a pandemia.

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Violência doméstica cresce 27% no Acre nos dois primeiros meses de 2026

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Rio Branco concentra quase metade dos casos; Estado registra 1.152 ocorrências de janeiro a fevereiro

O Acre iniciou 2026 com aumento significativo nos casos de violência doméstica. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 1.152 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre. O número representa alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.

Janeiro liderou o registro de ocorrências, com 592 casos, enquanto fevereiro apresentou leve redução, com 560 notificações. Apesar da diminuição, os números ainda mostram a gravidade e a persistência do problema.

A capital, Rio Branco, concentra quase metade dos casos, totalizando 565, o que equivale a 49,05% do total estadual. Na sequência estão Cruzeiro do Sul (110 casos), Sena Madureira (71), Tarauacá (51) e Feijó (47).

Outros municípios também registraram números significativos, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Já cidades menores, como Jordão e Santa Rosa do Purus, tiveram seis casos cada, enquanto Assis Brasil e Rodrigues Alves registraram sete ocorrências.

O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção, acompanhamento e proteção às vítimas de violência doméstica em todo o estado.

Outros municípios também registraram números relevantes, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Foto: arquivo

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Sem prisões, mortes de trabalhadores na Cidade do Povo seguem sem respostas

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Família cobra justiça após quase duas semanas do crime que matou dois jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco

Duas semanas após as mortes de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22, ainda não há presos pelo crime ocorrido no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

A família de Daniel informou à imprensa que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que os familiares cobram justiça e vivem à espera de respostas. A reportagem não conseguiu contato com parentes de Gustavo.

Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação, mas, até o momento, nenhuma prisão foi realizada.

“Até agora estamos sem saber de nada. O meu primo nunca participou de nada errado. Tiraram o sonho dele, que era trabalhar para construir a casa e dar um teto para a filha, que chama por ele todos os dias”, relatou a prima, emocionada.

De acordo com ela, Daniel não conhecia o outro jovem morto. As vítimas teriam tido os celulares acessados pelos criminosos, que buscavam supostos indícios de ligação com facções rivais.

“Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune”, acrescentou.

A família de Daniel relatou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima dele, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a família quer justiça pela morte do rapaz. Foto: captada 

Dinâmica do crime

Daniel e Gustavo trabalhavam em uma cerâmica e foram até o conjunto habitacional realizar a entrega de tijolos em um canteiro de obras, acompanhados de outros trabalhadores.

Durante a ação, criminosos abordaram o grupo, renderam as vítimas e sequestraram quatro pessoas. Elas foram levadas até uma área próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde os suspeitos verificaram os celulares em busca de possíveis vínculos com facções.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao identificarem supostos indícios, os criminosos executaram dois dos trabalhadores no local.

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.

Ainda conforme a investigação, câmeras de segurança próximas ao local foram destruídas pelos autores do crime, o que dificulta o avanço das apurações.

Gustavo Bezerra (es.) e Daniel Dourado (dir.) entregavam tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo quando foram mortos. Foto: captadas

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Suspeito de feminicídio segue foragido mais de três meses após crime no Acre

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Homem monitorado por tornozeleira teve prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado pelas autoridades

O presidiário Antônio José Barbosa Pinto, de 54 anos, continua foragido mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança.

Segundo as investigações, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica quando cometeu o feminicídio contra Maria da Conceição Ferreira da Silva, de 46 anos.

Antônio José Barbosa Pinto é procurado pela polícia como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Conceição Ferreira da Silva. Foto: captada 

A prisão preventiva foi determinada no último dia 14 de dezembro de 2025, um dia após o crime. No entanto, passados mais de três meses, Antônio José segue sendo procurado.

De acordo com o histórico criminal, ele já possuía condenações por homicídio e tentativa de assassinato. Em 17 de dezembro de 2014, matou o diarista Manoel Amorim da Silva, de 50 anos, na zona rural do município de Manoel Urbano.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha. Foto: captada 

Segundo a Polícia Civil, com base em perícia preliminar evidenciada pela rigidez do corpo da vítima, Maria da Conceição foi morta entre as 3h30/4h30 e o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica às 4h37, horário apontado pelo Sistema de Monitoramento Penitenciário.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha por volta das 12h20 do sábado (13). Segundo relato policial, a jovem havia ido ao local para comemorar o aniversário da mãe.

Ao chegar à residência, a jovem percebeu o portão e a porta dos fundos abertos. No quarto, encontrou a mãe caída ao lado da cama, de bruços e com sangue no local, conforme descreve o relatório policial. Próximo ao corpo havia uma faca, apontada como a arma usada no crime.

A perícia inicial indicou que a vítima sofreu cerca de cinco golpes de faca na região do tórax. Ainda segundo os autos, câmeras de segurança da residência foram desligadas antes do crime.

“O desligamento das câmeras indica premeditação. O rompimento da tornozeleira minutos após a estimativa da morte indica fuga e consciência da ilicitude”, apontou a representação da Polícia Civil ao pedir a prisão preventiva do suspeito.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, e, até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança. Foto: captada 

A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190.

Maria da Conceição era viúva e mantinha um relacionamento com Antônio José, que era irmão do falecido marido da vítima. Vizinhos relataram à polícia episódios de agressividade por parte do suspeito. Foto: captada 

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