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Correios: entenda como fica a privatização após a aprovação do texto na Câmara

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (5) o texto que abre caminho para a privatização dos Correios. O projeto seguirá para análise dos senadores.

A privatização dos Correios é uma das prioridades do Ministério da Economia. A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,943 bilhões entre 2013 e 2016, mas desde 2017 vem registrando resultados positivos nos balanços anuais.

Em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso entregar o projeto de privatização dos Correios.

Veja o que já se sabe sobre a privatização dos Correios:

O que determina o projeto?

O texto aprovado na Câmara dos Deputados autoriza que a iniciativa privada possa explorar serviços postais, inclusive os oferecidos pelo Correios. Dessa forma, o texto abre caminho para a venda da estatal.

Qual é a situação do projeto?

A Câmara dos Deputados já aprovou o texto. Agora, o projeto segue para a análise dos senadores.

Como será o modelo de privatização?

O modelo escolhido pelo governo para a privatização dos Correios e previsto no projeto foi a venda de 100% da estatal. Um leilão deverá ser realizado no primeiro semestre do ano que vem para concretizar a venda da empresa.

A prestação dos serviços postais será concedida à empresa que comprar os Correios.

O edital com todas as informações para o leilão ainda será divulgado pelo governo.

Qual será a exclusividade de quem comprar os Correios?

A empresa que comprar os Correios terá exclusividade mínima de cinco anos sobre os serviços postais, ou seja, carta, cartão postal, telegrama e demais correspondências.

O contrato de concessão do serviço, a ser assinado após a privatização, poderá estipular um prazo superior a cinco anos.

Como vai ficar a entrega de encomendas?

A entrega de encomendas, outra atividade desenvolvida pelos Correios, funcionará em regime privado. Com isso, a empresa que adquirir terá liberdade para definir preço e demais condições para o serviço de entrega de encomendas.

Outras atividades que vierem a ser desempenhadas pelos Correios privatizados e que não tenham relação com o serviço postal também funcionarão sob o regime privado.

Quem vai regular o setor postal?

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será transformada em Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais e vai ser responsável por regular e fiscalizar o setor postal (cartas, telegramas e demais correspondências).

As agências dos Correios poderão ser fechadas?

O texto-base aprovado veda o fechamento das agências que garantam a prestação do serviço postal universal em áreas remotas do país. Ou seja, a empresa que adquirir os Correios terá de manter as agências em cidades que possam ter baixa atratividade econômica.

A Constituição prevê a universalização dos serviços postais, ou seja, a obrigação de entregar cartas a todo o país, dever que foi mantido para os Correios privatizado.

As tarifas serão reajustadas?

O texto-base aprovado determina que o reajuste das tarifas do serviço postal terá periodicidade e índice de reajuste previstos no contrato de concessão.

O texto também incluiu a previsão de uma “tarifa social” para atendimento dos usuários que não tenham condições econômicas de pagar pelo serviço de cartas e telegramas.

Como vai ficar a situação dos funcionários?

Um dispositivo do projeto que prevê a estabilidade por 18 meses para funcionários da estatal após privatização da empresa. Eles só poderão ser demitidos neste período por justa causa.

A empresa que vier a comprar os Correios terá, ainda, que disponibilizar aos funcionários um Plano de Demissão Voluntária (PDV), com período de adesão de 180 dias a contar da privatização.

O que ganha quem optar por aderir ao PDV?

Os funcionários que vierem a aderir ao PDV terão direito a indenização equivalente a 12 vezes a remuneração, manutenção do plano de saúde por 12 meses e plano de requalificação profissional.

 

Com informações do G1

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Câmara aprova porte do spray de pimenta usado por polícia a mulheres

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Getty Images/ Evgen_Prozhyrko
Imagem colorida de mulher portando spray de pimenta. PL prevê porte de spray e arma de choque para mulheres em SP. - Metrópoles

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11/3) um projeto de lei que permite às mulheres portar spray de pimenta utilizado por forças policiais. A medida faz parte de uma ofensiva da Casa para aprovar projetos na semana do Dia Internacional da Mulher e agora segue para o Senado.

A “oleoresina de capsicum” é uma matéria-prima concentrada extraída da pimenta, que provoca ardência intensa nos olhos, na pele e nas mucosas, usada em sprays de pimenta.

O uso e a comercialização de spray de pimenta com essa matéria-prima são restritos a forças de segurança pública e às Forças Armadas, pois o produto consta em listas de itens controlados pelo Exército e na legislação sobre armas químicas ou incapacitantes.

A proposta altera o Estatuto do Desarmamento para que, no artigo que trata das punições pelo porte de “arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito”, seja incluída a exceção para o spray à base de oleoresina. O porte fica permitido para mulheres maiores de 18 anos. Para jovens a partir de 16 anos, é necessária autorização dos pais.

A portadora também precisa ter residência fixa e não possuir antecedentes criminais.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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CPMI insiste em ouvir Vorcaro. Mendonça pode levar caso a Turma do STF

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quarta-feira (11/3) que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve liberar para análise da Segunda Turma da Corte um recurso apresentado pela comissão contra a decisão que dispensou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de prestar depoimento.

Segundo Viana, o ministro sinalizou que o recurso deve ser pautado “em breve”. “Não nos falaram sobre data”, disse. O senador e o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), se reuniram na noite desta quarta com André Mendonça, relator no STF de ações que apuram fraudes na Previdência e no Banco Master.

Mendonça também foi responsável por decidir que a ida de Daniel Vorcaro à CPMI era facultativa e que caberia ao banqueiro decidir se gostaria ou não de comparecer ao colegiado.

O presidente da CPMI afirmou que o recurso já foi protocolado na Corte e que considera a presença de Vorcaro “fundamental” para a continuidade dos trabalhos da comissão.

“É uma questão de honra o comparecimento [de Daniel Vorcaro]”, disse Carlos Viana.

Segundo o senador, na reunião que durou cerca de meia hora, André Mendonça não fez qualquer juízo a respeito do recurso da CPMI que defende que Vorcaro compareça à comissão.

“Ele vai colocar na Turma e vai aguardar a decisão. Não fez qualquer posição ou opinião pessoal”, afirmou.

Para Carlos Viana, o resultado da análise do recurso da CPMI pode sinalizar um “desequilíbrio de Poderes”. O parlamentar disse ter feito desabafos a André Mendonça sobre o que classificou como “interferências” do STF em atribuições do Congresso.

Viana defendeu que, além da decisão que livrou Vorcaro de depor, o STF deve analisar outros cinco recursos protocolados pela CPMI para rever entendimentos que dispensaram outros investigados de depor.

“Estamos chegando a um ponto em que precisamos que o Congresso tome um posicionamento”, declarou o senador.

Críticas a Dino

Carlos Viana e Alfredo Gaspar voltaram a criticar a decisão do ministro do STF Flávio Dino que anulou votações da CPMI que determinaram quebras de sigilo em 26 de fevereiro. Segundo eles, o tema também foi discutido com André Mendonça.

Dino afirmou que o procedimento adotado pelo colegiado — com votação em bloco e sem análise individual dos requerimentos — não está de acordo com a Constituição. Entre os beneficiados pela decisão está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia tido sigilos quebrados pela CPMI.

Para Carlos Viana, a decisão de Flávio Dino foi “política” e pode inviabilizar os trabalhos da comissão.

“Coloquei ao ministro que essa decisão inviabiliza a continuidade das investigações. A quebra é necessária para gerar provas. Enquanto o plenário do Supremo não julgar, estaremos em uma insegurança jurídica. É uma decisão que atrapalha”, afirmou.

Prazo apertado

Além do pedido para rever decisões, a cúpula da CPMI do INSS também pediu acesso a investigações conduzidas pela Polícia Federal que envolvem o Banco Master e a Previdência.

Segundo Carlos Viana, André Mendonça sinalizou, contudo, que apenas inquéritos concluídos podem ser compartilhados pela PF.

O senador afirmou que a CPMI teme que o entendimento atrapalhe os trabalhos da comissão. A preocupação está relacionada com o prazo de funcionamento do colegiado.

Sem sinalização do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), sobre uma eventual prorrogação, a CPMI do INSS entrou na reta final dos trabalhos. Criada para funcionar por 180 dias, a comissão pode ter de encerrar suas atividades em 28 de março.

Alfredo Gaspar e Carlos Viana afirmaram que ainda aguardam uma resposta de Davi Alcolumbre sobre o pedido apresentado pela comissão para prorrogar os trabalhos da CPMI.

Eles também reiteraram que, caso o senador não se manifeste, o colegiado poderá recorrer ao STF para obrigá-lo a estender o funcionamento da comissão.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Detento é morto após sofrer 160 golpes de estilete em presídio de SC

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Divulgação/PCSC
Imagem colorida, Detento é morto após sofrer 160 golpes de estilete em presídio de SC - Metrópoles

O detento Ramon de Oliveira Machado, de 31 anos, foi assassinado com 160 golpes de estilete dentro do Presídio Regional de Araranguá, em Santa Catarina, no dia 20 de fevereiro deste ano. O inquérito da Polícia Civil (PCSC) foi concluído nessa terça-feira (10/3).

A investigação apontou que três detentos participaram do crime e foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por impossibilitar a defesa da vítima. Além de fraude processual, por terem destruído provas.

Os suspeitos foram identificados pelos apelidos Ceifador, Fantasma (Jean) e Romário.

Segundo a corporação, Romário já havia assumido a autoria do crime logo após o assassinato, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento formal na delegacia. As investigações, porém, concluíram que ele não agiu sozinho.


Entenda o caso

  • De acordo com o inquérito, Ramon estava jogando baralho na entrada do alojamento, onde também estavam outros 27 detentos, quando o ataque começou.
  • Antes da agressão, os três suspeitos foram até os fundos do alojamento e conversaram brevemente. Em seguida, retornaram ao local onde a vítima estava.
  • Nesse momento, Ceifador desferiu o primeiro golpe, atingindo o rosto de Ramon. Logo depois, aplicou outro golpe na nuca da vítima.
  • Ferido, Ramon tentou fugir e correu em direção a uma das camas do alojamento, mas foi perseguido e atacado repetidamente pelos outros detentos, sofrendo ao todo 160 perfurações.
  • O delegado responsável pelo caso, Jorge Ghiraldo, afirmou que o laudo e os depoimentos confirmaram que o ataque foi cometido com estiletes improvisados.

Acusados jogaram estiletes dentro do vaso

Após o assassinato, segundo a investigação, Romário arrastou o corpo até o banheiro do alojamento, onde lavou a vítima com água sanitária. Em seguida, jogou as roupas e os estiletes usados no crime no vaso sanitário, o que impediu a recuperação dos objetos.

A PCSC aponta que a lavagem do corpo teve o objetivo de destruir possíveis impressões digitais, conforme relataram outros detentos.

Depois disso, o suspeito voltou a arrastar o corpo até a entrada do alojamento, bateu na porta da cela para chamar os agentes penitenciários e ergueu um estilete, momento em que teria confessado o crime.

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e agora será analisado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que decidirá sobre o oferecimento de denúncia contra os suspeitos.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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