Cotidiano
Cooperativa de Árbitros de Rio Branco divulga nota de repúdio contra ex-zagueiro do São Francisco
Cooparb diz que árbitro Jackson Rodrigues foi agredido fisicamente e verbalmente durante jogo amador, em Rio Branco. Diego admite ‘empurrão’, pede desculpas, mas nega demais acusações
A Cooperativa de Árbitros de Rio Branco (Cooparb) divulgou nesta sexta-feira (10), uma nota de repúdio contra o zagueiro Diego, vice-campeão acreano com São Francisco nesta temporada. A entidade alega que o árbitro Jackson Rodrigues foi agredido fisicamente e verbalmente pelo defensor durante partida de um campeonato amador, na última quarta-feira (8), em Rio Branco (AC).
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Jackson Rodrigues, árbitro de futebol — Foto: Jhon Silva/Arquivo Pessoal
Segundo nota divulgada pela Cooparb, o ocorrido com o árbitro causou indignação em toda categoria. O jogador foi indiciado na delegacia de flagrantes pelos crimes de injúria, lesões corporais e ameaça, segundo a Cooparb. (Veja a nota na íntegra no fim do texto)
— Manifestamos nossa solidariedade ao colega, vítima da agressão covarde e repulsiva, esperando que atitudes vergonhosas e desproporcionais não voltem a se repetir, principalmente, contra colegas da profissão — diz um trecho da nota.
Em entrevista ao ge, o jogador reconheceu que empurrou o árbitro após uma marcação de lateral durante a partida, mas disse que não ameaçou ou ofendeu Jackson Rodrigues.
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Zagueiro Diego (braços erguidos) foi vice-campeão acreano com São Francisco nesta temporada — Foto: Manoel Façanha/Arquivo Pessoal
Diego explica que estava chateado com o árbitro desde o jogo São Francisco x Humaitá, pela segunda rodada do primeiro turno do Campeonato Acreano, quando foi expulso e depois retirado pelos policias a pedido do próprio árbitro, segundo defensor, ao tentar pegar uma garrafinha de água no banco de reservas antes da ida para os vestiários.
— Com o Jackson eu fiquei chateado a esse ponto. Foi a primeira vez que ele veio apitar o jogo depois desse acontecido, que fiquei bastante chateado. Durante o jogo houve uma marcação de lateral onde outro árbitro se encontrava em cima da jogada e ele do outro lado gritou já com tom de arrogância, eu também já perdi um pouco de si, do controle, e reclamei com ele, e ficamos em tom de reclamação um com outro. Realmente empurrei ele, mas em momento nenhum eu xinguei ele (…) em momento nenhum xinguei ele com qualquer palavrão que fosse. Isso eu nego. O empurrão realmente houve, eu empurrei, eu agarrei, eu empurrei, e também não houve ameaça. (…) Não tive injúria contra ele também não ameacei — disse.
Ainda segundo o jogador, a ida até à delegacia de flagrantes foi pacífica e por vontade própria. Ele pede desculpas ao árbitro pelo ocorrido e afirma que ao longo de toda carreira, foi a primeira vez que uma situação excedeu-se desta forma.
— Peço perdão pelo meu ato, eu próprio repudio meu ato porque eu sei que é errado. Nada justifica o que eu fiz, só que também sou ser humano e também vou chegar em um momento de errar. Errei, falhei, quero pedir perdão pessoalmente pra ele quando ver ele ou quando ele aceitar falar comigo (…) Quero me desculpar, assim como já fiz com o organizador do campeonato. Já liguei pra ele e me desculpei pelo fato que aconteceu porque realmente em toda minha temporada de profissional ou amador, foi a primeira vez que aconteceu pelo motivo de estar realmente chateado — afirma.
Veja a nota de repúdio na íntegra
Nota de repúdio da Cooparb — Foto: Divulgação/Cooparb
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Colisão contra postes: Abalroamentos de postes deixaram 92 mil consumidores sem luz no Acre em 2024, diz Energisa
Dados da Energisa mostram que acidentes no final do ano geram impacto severo; reparos podem levar até 8 horas e afetam comércios, escolas e unidades de saúde

No caso de um abalroamento com poste, e recomenda que, se possível, aguarde dentro do carro, não toque em partes metálicas e fios, espere a equipe da concessionária. Foto: captada
Colisões de veículos contra postes deixaram 92 mil consumidores sem energia elétrica no Acre, segundo dados da Energisa. Foram 113 ocorrências ao longo do ano de 2024, entre novembro e dezembro 21 ocorrências foram registradas — leve redução em relação a 2023 —, mas o número de clientes afetados dobrou ano passado, indicando impactos mais severos. Os meses com mais registros foram janeiro, abril, maio e dezembro, períodos de maior fluxo nas estradas e, no final do ano, de chuvas que reduzem a visibilidade.
De acordo com o coordenador da Energisa Acre, Jhony Poças, a substituição de um poste danificado pode levar de 4 a 8 horas, dependendo do acesso e da extensão dos danos. “Mesmo com manobras para transferir a carga e nossa tecnologia de proteção, a região próxima ao acidente fica sem energia por segurança durante o reparo”, explicou.
A concessionária alerta para os riscos de choque elétrico e para os transtornos causados a escolas, unidades de saúde e comércio. A rede possui sistema que desativa o fornecimento automaticamente em caso de interferência, mas a interrupção local é inevitável durante os reparos.
Meses com maior incidência:
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Janeiro, abril, maio e dezembro – períodos de maior fluxo de veículos (férias, feriados) e, em dezembro, de condições climáticas adversas (chuvas fortes, redução de visibilidade).
Impacto nas comunidades:
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Escolas, unidades de saúde e comércios podem ficar sem energia por horas;
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Risco de choque elétrico para envolvidos no acidente;
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Tempo de reparo: Substituição de um poste leva de 4 a 8 horas, dependendo da localidade e da extensão dos danos.
Procedimentos da distribuidora:
De acordo com o coordenador da Energisa Acre, quando ocorre uma colisão:
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A rede é desativada automaticamente por sistemas de proteção;
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Manobras de transferência são feitas para restabelecer energia ao maior número possível de clientes;
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A área próxima ao poste atingido permanece desligada por questões de segurança durante os reparos.
Tecnologia e limites:
A empresa reforça que as redes possuem proteção que desliga o fornecimento ao detectar interferências, mas danos graves podem exigir a troca de múltiplos postes e afetar bairros inteiros.
Os dados reforçam a vulnerabilidade da infraestrutura elétrica em vias de grande movimento e a necessidade de campanhas de conscientização sobre direção segura, especialmente em períodos chuvosos.
A Empresa/Energisa estuda reforçar a sinalização em trechos críticos e ampliar a comunicação com condutores. Enquanto isso, a população pode reportar postes danificados pelo telefone 0800 647 0120.
O aumento no número de afetados por ocorrência – mesmo com menos acidentes – sugere que as colisões têm ocorrido em pontos cada vez mais centrais da rede, onde um único poste atende a centenas ou milhares de consumidores
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Inflação em Rio Branco fica abaixo da média nacional em 2025, influenciada por preços de combustíveis e energia
IPCA da capital fechou o ano em 3,27%, ante 4,26% no Brasil; gasolina e óleo diesel caíram em dezembro, mas luz subiu após reajuste tarifário

Dados anteriores do IPCA mostram que, em setembro de 2025, Rio Branco registrou alta de 0,46% no mês e acumulava 2,42% no ano. Foto: arquivo/captada
A inflação em Rio Branco encerrou 2025 em 3,27%, abaixo da média nacional de 4,26%, segundo dados do IBGE divulgados na sexta-feira (9). O controle nos preços dos combustíveis e da energia elétrica ao longo do ano foi determinante para o resultado. Em dezembro, a gasolina caiu 0,92% e o óleo diesel recuou 1,50% na capital.
No último mês do ano, o IPCA local teve alta de 0,59%, influenciado pelo reajuste tarifário da luz aprovado pela Aneel, que elevou a conta de energia em 3,80% a partir de 13 de dezembro. Apesar do aumento pontual, o acumulado anual se manteve abaixo do índice nacional.
Em outubro, Rio Branco registrou a menor variação mensal do ano (0,10%), com queda de 3,73% na energia residencial. O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e considera a coleta feita entre novembro e dezembro de 2025.
Comportamento mensal (dezembro/2025):
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IPCA Rio Branco: +0,59% (contra +0,33% no Brasil)
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Gasolina: queda de 0,92%
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Óleo diesel: queda de 1,50%
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Energia elétrica: alta de 3,80% (reajuste anual da Aneel em vigor desde 13/12)
Evolução ao longo de 2025:
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Setembro: IPCA +0,46% no mês (acumulado +2,42%); energia subiu 7,86%
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Outubro: menor variação do ano (+0,10%); energia caiu 3,73%
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Dezembro: alta de 0,59%, puxada por preços de fim de ano
Fatores de contenção:
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Combustíveis estáveis devido a políticas federais de tributos;
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Tarifa de energia sem reajustes extraordinários até dezembro;
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Alimentos com pressão moderada, exceto por altas sazonais pontuais.
A capital acreana está entre as capitais com menor inflação do Norte, atrás apenas de Palmas (TO) e Boa Vista (RR). O controle de preços ajudou a preservar o poder de compra em um ano de retomada econômica.
A previsão para 2026 é de inflação entre 3,5% e 4% na capital, dependendo do comportamento dos combustíveis e da energia. O Banco Central deve manter os juros básicos em patamar restritivo para atingir a meta nacional de 3%.
A queda nos preços dos combustíveis em dezembro – mesmo em um mês tradicionalmente inflacionário – foi decisiva para que Rio Branco mantivesse a trajetória de desaceleração e fechasse o ano com um dos melhores resultados regionais.

Na capital acreana, os preços do mês passado foram coletados entre 29 de novembro e 29 de dezembro de 2025, e comparados aos valores vigentes entre 30 de outubro e 28 de novembro. Foto: captada
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Chuvas fortes alagam ruas de Tarauacá e invadem casas; moradores relatam prejuízos
Bairros como Cohab, Novo e região central foram os mais afetados; vídeos mostram vias intransitáveis e água atingindo residências

Os bairros mais afetados foram aqueles com histórico de problemas de drenagem, Cohab, bairro Novo e região central da cidade, onde a chuva intensa costuma causar acúmulo rápido de água. Foto: captada
As fortes chuvas que atingiram Tarauacá na segunda-feira (12) causaram alagamentos em várias ruas da cidade, dificultando a mobilidade de pedestres e veículos e invadindo residências em alguns pontos. Moradores relataram prejuízos e preocupação, especialmente em bairros com histórico de problemas de drenagem, como Cohab, Novo e a região central.
Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram ruas completamente tomadas pela água, carros enfrentando trechos alagados e moradores improvisando para proteger seus bens. Até o momento, não há registro de feridos, mas a situação expôs a vulnerabilidade da infraestrutura urbana do município diante de eventos climáticos intensos.
O episódio faz parte de uma sequência de chuvas fortes que têm atingido o Acre neste início de ano, elevando o nível de rios e colocando em alerta a Defesa Civil em várias regiões do estado.

Moradores relataram que a água invadiu ruas e, em alguns pontos, chegou a entrar em residências, provocando prejuízos e preocupação. Foto: captada
As fortes chuva que vem atingiu o estado do acre esta causando muito prejuízo aos acreanos neste mês de janeiro, o município de Tarauacá com as chuvas de segunda-feira (12), causou alagamentos em várias ruas da cidade e trouxe transtornos à população. Em poucos minutos, o grande volume de água foi suficiente para deixar vias intransitáveis, dificultando a mobilidade de pedestres e veículos.
Moradores relataram que a água invadiu ruas e, em alguns pontos, chegou a entrar em residências, provocando prejuízos e preocupação. Os bairros mais afetados foram aqueles com histórico de problemas de drenagem, Cohab, bairro Novo e região central da cidade, onde a chuva intensa costuma causar acúmulo rápido de água.
Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram ruas completamente alagadas, veículos tentando atravessar trechos tomados pela água e moradores improvisando para proteger seus bens. Apesar dos transtornos, até o momento não há registro de feridos.

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