Acre
Consumidores da fronteira buscam comparação de preços para driblar alta do material escolar
Pais relatam aumento nos custos de cadernos, mochilas e itens de papelaria; alguns buscam alternativas em Cobija, onde produtos asiáticos chegam a custar 50% menos

Variação entre papelarias é grande, e órgãos alertam: escolas não podem exigir itens de uso coletivo. Lojistas esperam movimento forte após pagamento de salários. Foto: ilustrativa
Com o início do ano letivo de 2026 se aproximando — 9 de fevereiro para o ensino médio e 23 de fevereiro para o fundamental —, pais e responsáveis nos municípios de Epitaciolândia e Brasiléia enfrentam o aumento nos preços do material escolar. Itens como cadernos, mochilas, lápis, canetas e papéis estão mais caros em relação a 2025, pressionando o orçamento familiar, especialmente para quem tem mais de um filho na escola.
Comerciantes locais atribuem os reajustes ao aumento nos custos de produção, transporte, reposição de estoque e à inflação acumulada. Para contornar os valores altos, muitas famílias têm reaproveitado materiais do ano anterior, optado por marcas mais simples e, principalmente, cruzado a fronteira para comprar em Cobija (Bolívia), onde produtos importados da Ásia chegam a custar até 50% menos do que no lado brasileiro.
A busca por preços acessíveis reforça a dinâmica transfronteiriça na região, ainda que exija deslocamento e logística extras. Em meio à alta nacional dos materiais escolares, a alternativa boliviana tem sido uma válvula de escape para o orçamento de muitas famílias acreanas na fronteira com Pando/Cobija.

O cenário expõe o desafio de equilibrar os gastos com educação em meio à pressão inflacionária e aos reajustes nos itens básicos. Foto: captada
Apesar do aumento generalizado nos preços do material escolar em Epitaciolândia e Brasiléia, a variação entre estabelecimentos ainda é significativa, o que reforça a importância da pesquisa e comparação por parte dos consumidores. Órgãos de defesa do consumidor lembram que escolas não podem exigir itens de uso coletivo ou de higiene e limpeza, que são de responsabilidade da própria instituição.
Enquanto famílias buscam alternativas — como reaproveitamento, compra de marcas simples ou até aquisição em Cobija (Bolívia) —, os lojistas locais esperam movimento intenso nas próximas semanas, impulsionado pelo pagamento de salários e benefícios sociais.
O cenário reflete o desafio das famílias de equilibrar a preparação para o ano letivo, que começa em fevereiro, com um orçamento doméstico cada vez mais pressionado pela inflação e pelos reajustes nos itens básicos da educação.

Reaproveitamento, marcas mais simples e compras na Bolívia são algumas das estratégias; ano letivo começa em fevereiro no Acre. Foto: captada
Recomendação
“Fazer pesquisa de preços e buscar marcas mais acessíveis, sem perder a qualidade. Atualmente, existem muitas marcas de qualidade com preços menores.”
Agora você pode tentar ter uma compra mais tranquila e dentro de suas possibilidades.
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Acre
Primeira fase do Complexo Viário da Avenida Ceará será inaugurada nesta quinta-feira (26) em Rio Branco
Viaduto da Getúlio Vargas será liberado para o tráfego a partir das 8h30, marcando avanço na mobilidade urbana da capital
O Complexo Viário da Avenida Ceará, maior obra estruturante em andamento no Acre e marco no processo de modernização da infraestrutura urbana e da mobilidade, terá a primeira fase inaugurada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), nesta quinta-feira (26), com o tráfego sendo disponibilizado para a população a partir das 8h30.
A entrega da primeira etapa liberará o tráfego na parte superior do viaduto, na Avenida Getúlio Vargas, permitindo a circulação de veículos sobre a estrutura e contribuindo para a melhoria da fluidez em uma das regiões mais movimentadas da capital.
“Esta é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento do Acre. É o resultado do esforço da nossa gestão com a melhora da mobilidade urbana e com o bem-estar de todos, inclusive no trânsito. Cuidar das pessoas é o nosso compromisso. Cada etapa concluída representa avanço na infraestrutura e também geração de emprego e renda para nossa população”, afirmou o governador Gladson Cameli.

Obras do viaduto do Complexo Viário são realizadas no cruzamento das avenidas Ceará e Getúlio Vargas. Foto: Secom
O gestor da pasta de Obras Públicas, Ítalo Lopes, ressaltou o empenho do governo na execução da obra e os impactos positivos que serão percebidos com a liberação desta fase.
“O governador determinou que essa obra pudesse beneficiar a população já neste primeiro momento, por compreender a importância desse investimento para desafogar o trânsito. Isso demonstra, na prática, a transformação que estamos promovendo na mobilidade urbana de Rio Branco”, destacou.
Cronograma das próximas etapas
A entrega ocorre de forma planejada, permitindo que a população comece a usufruir dos benefícios da obra antes da conclusão total, ao mesmo tempo em que reduz os impactos no trânsito durante a execução dos serviços.

Viaduto está sendo construído no centro da capital, além de beneficiar o transporte coletivo, a obra também proporciona mais fluidez e segurança para os condutores de veículos de passeio. Foto: Secom
As próximas etapas do Complexo Viário já têm cronograma definido:
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Até julho: conclusão das intervenções na parte inferior da Avenida Ceará e liberação das quatro alças de acesso
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Até o fim do ano: alargamento das faixas, contemplando um trecho total de aproximadamente 1.660 metros, entre a Rua Floriano Peixoto e a Quarta Ponte
Considerada a maior obra estruturante em execução na história recente do Acre, o Complexo Viário da Avenida Ceará tem como objetivo principal a implantação de um corredor exclusivo de ônibus, permitindo que os usuários do transporte público se desloquem entre o Terminal Urbano e a ligação com a Avenida Getúlio Vargas de forma mais direta, reduzindo o tempo de viagem.
Com isso, além de beneficiar o transporte coletivo, a obra também proporciona mais fluidez e segurança para os condutores de veículos de passeio.
Investimentos
O Complexo Viário é fruto de convênio entre o governo do Acre, por meio da Seop, e o governo federal, via Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
O investimento total já ultrapassa R$ 40 milhões, sendo mais de R$ 23 milhões com recursos próprios do Estado e o restante do valor de emendas da bancada parlamentar.

Imagem aérea do cruzamento das Avenida Ceará e Getúlio Vargas, onde foram realizadas as obras de construção do viaduto do Complexo Viário. Foto: Secom
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Polícia Civil prende “Adrenalina”, condenado a 14 anos de prisão por envolvimento com organização criminosa
Mandado de prisão foi cumprido no bairro Cabreúva, na Baixada da Sobral, em Rio Branco; investigado terá pena cumprida em regime fechado
A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpriu nesta terça-feira (24) um mandado de prisão contra L.J.M., conhecido como “Adrenalina”. A ação ocorreu no bairro Cabreúva, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.
A prisão foi realizada em cumprimento a uma determinação da Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas da capital. O investigado é alvo de regressão cautelar de regime, em um processo que apura crimes relacionados à Lei nº 12.850/2013, que trata do combate a organizações criminosas.
Segundo o mandado judicial, o homem possui uma pena remanescente de 14 anos, que deverá ser cumprida em regime fechado.
Procedimentos
Após ser capturado, L.J.M. foi encaminhado à unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais. Em seguida, ele foi colocado à disposição do Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Em nota, a Polícia Civil destacou que a ação reforça o compromisso da instituição no enfrentamento à criminalidade organizada, além de garantir o cumprimento das decisões judiciais no estado.

A prisão foi realizada em cumprimento a uma determinação da Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas da capital. Foto: captada
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Forças de segurança recapturam dois dos quatro detentos que fugiram do Presídio Manoel Neri em Cruzeiro do Sul
Robson Rodrigues da Silva e João Paulo Lima de Souza foram localizados e reconduzidos à unidade; outros dois seguem foragidos
Dois dos quatro detentos que fugiram do Presídio Manoel Neri, na última segunda-feira (23), foram recapturados nesta terça-feira (24) por forças de segurança em Cruzeiro do Sul. A ação contou com a atuação de policiais penais, com apoio da Polícia Militar, que localizaram e reconduziram à unidade prisional os internos Robson Rodrigues da Silva e João Paulo Lima de Souza.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o local onde os dois foram encontrados. Enquanto isso, outros dois foragidos identificados como Railon Rodrigues Lopes e Zaqueu da Conceição Lima continuam sendo procurados.
A fuga ocorreu a partir do bloco 3 da unidade prisional, poucos dias após uma operação realizada no local. Durante a vistoria, agentes encontraram um aparelho celular, objetos de ferro e indícios de escavação em uma cela situada entre os blocos 3 e 4, o que levanta suspeitas sobre a forma utilizada na evasão.

O caso acende um alerta para a segurança no presídio Manoel Neri, que já registra três fugas em um intervalo de seis meses. Foto: captada
O caso acende um alerta para a segurança no Presídio Manoel Neri, que já registra três fugas em um intervalo de seis meses. As ocorrências anteriores foram registradas em setembro do ano passado e no último dia 1º de março deste ano , aumentando a preocupação das autoridades quanto à vulnerabilidade da unidade.

Os foragidos capturados são Robson Rodrigues da Silva e João Paulo Lima de Souza, ainda foragidos: Railon Rodrigues Lopes, Izaqueu da Conceição Lima. Foto: captada
Buscas continuam
As forças de segurança seguem mobilizadas nas buscas pelos dois detentos que permanecem foragidos. A população pode contribuir com informações anônimas por meio do telefone 190.

Na vistoria, agentes encontraram um aparelho celular, objetos de ferro e indícios de escavação em uma cela situada entre os blocos 3 e 4, o que levanta suspeitas sobre a forma utilizada na evasão. Foto: captada













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