Cotidiano
Com show de Ary Borges, Brasil goleia Panamá e lidera grupo da Copa
A seleção brasileira estreou com goleada na Copa do Mundo feminina. Com três de Ary Borges e um de Bia Zaneratto, o Brasil bateu o Panamá por 4 a 0, hoje (24), no Coopers Stadium, em Adelaide, na Austrália, pela primeira rodada do Grupo F.
Ary Borges comandou o triunfo verde-amarelo e virou a artilheira do Mundial. Em sua primeira Copa, a meio-campista fez três gols e deu assistência para o tento de Bia Zaneratto.
Esquerdinha de ouro. Curiosamente, os quatro gols do Brasil no jogo aconteceram em jogadas pelo lado esquerdo.
Marta começou no banco, e substituiu Ary Borges. A Rainha debutou em sua sexta Copa do Mundo aos 29 minutos do segundo tempo, e teve a chance de deixar o dela em cobrança de falta, mas bateu fraco.
Com o resultado, a seleção brasileira assumiu a ponta do Grupo F. O time foi o único da chave a vencer na primeira rodada, já que França e Jamaica ficaram, ontem, no 0 a 0.
Como foi o jogo
Jogadoras da seleção brasileira se emocionam durante hino nacional em jogo contra o Panamá pela Copa do Mundo femininaImagem: Thais Magalhães/CBF
O hino nacional dos dois países foi um dos momentos altos de emoção na partida. Pelo lado brasileiro, Gabi Nunes chorou ao lado de Marta no banco de reservas e a torcida brasileira cantou alto na arquibancada, seguindo mesmo após o fim da música oficial. No Panamá, diversas atletas se emocionaram e o estádio celebrou junto.
Brasil dominou, e Ary Borges chorou após cabeçada certeira. A seleção brasileira controlou desde o primeiro minuto, e tropeçou na própria afobação até a camisa 17 ficar sozinha na área e empurrar para o fundo da rede. Em sua primeira Copa, a meio-campista chorou durante a comemoração.
A seleção brasileira diminuiu o ritmo, mas Lelê seguiu espectadora e Ary, goleadora. Com o placar favorável, o Brasil jogou de forma mais cadenciada, mas ainda sim levando perigo. Enquanto a goleira Letícia sequer tocou na bola diante de um Panamá que não cruzou a intermediária, a Ary, novamente de cabeça, fez o segundo.
Hat-trick e assistência para Bia Zaneratto. O cenário do jogo se manteve no segundo tempo, com a seleção brasileira no campo de ataque e o Panamá tentando se segurar. E Ary Borges seguiu decisiva, com mais um gol e assistência para Bia Zaneratto.
Panamá se arriscou no ataque, e teve substituição por concussão. Com 3 a 0 contra, as panamenhas finalmente pisaram no ataque, explorando especialmente a linha alta da defesa brasileira. A goleira Lelê, porém, fez duas boas intervenções. Além disso, aos 21 minutos, o técnico Quintana precisou tirar Salazar após choque de cabeça. Isso permitiu ao Panamá fazer seis alterações na partida.
Pela Rainha
A torcida também viveu a expectativa por ver Marta em campo na estreia da seleção. Toda vez que aparecia no telão a camisa 10 era exaltada. Quando foi chamada por Pia no segundo tempo, levou o estádio à loucura. A torcida ergueu um bandeirão para celebrar a Rainha.
Torcida panamenha
Não foram só os brasileiros que fizeram barulho na estreia. Mesmo atrás no placar, o Panamá ganhou a força da arquibancada. Em uma das únicas chances que teve, o público suspirou e celebrou muito a oportunidade. Várias vezes era possível ouvir os gritos de apoio. Durante o segundo tempo, várias torcedoras cantaram “si, se puede”. Logo depois, o Brasil fez mais um gol.
As escolhas de Pia
A seleção tinha poucas dúvidas antes da estreia e a principal delas era quem seria a companheira de Debinha no ataque. A escolhida de Pia foi Bia Zaneratto, que foi bem nos treinamentos e no aproveitamento de finalizações.
Outra mudança de última hora foi Lauren na zaga, na posição que seria ocupada por Kathellen. O UOL apurou que a defensora sentiu o joelho e, para evitar maior desgaste, ficou no banco. O quadro não é considerado grave.
Gols
Gol e choro. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Debinha cruzou pela esquerda e, na segunda trave, Ary Borges apareceu livre para cabecear para o fundo da rede. A camisa 17 se ajoelhou e chorou na hora da comemoração.
De novo Ary Borges. Aos 38 minutos do primeiro tempo, Tamires chegou pela esquerda e cruzou na área para a camisa 17, de cabeça, marcar o segundo. Bia Zaneratto deixa o dela. Aos 3 minutos do segundo tempo, em nova jogada pela esquerda, Tamires tocou para Debinha, que tabelou com Adriana e cruzou para a área. Ary Borges dominou, tocou para trás, e Bia Zaneratto empurrou para o fundo da rede.
Hat-trick de Ary Borges! Aos 25 minutos do segundo tempo, Geyse recebeu de Tamires pela esquerda, cortou para trás e cruzou para Ary Borges, sozinha, cabecear entre as pernas da goleira.
FICHA TÉCNICA
Brasil 4 x 0 Panamá
Competição: 1ª rodada do Grupo F da Copa do Mundo feminina
Data e horário: 24 de julho de 2023, às 8h (de Brasília)
Local: Coopers Stadium, em Adelaide, na Austrália
Arbitragem: Cheryl Foster
Assistentes: Michelle O’Neill e Franca Overtoom
Gols: Ary Borges (Brasil), aos 19 e 38 minutos do primeiro tempo e aos 25 do segundo tempo; Bia Zaneratto (Brasil), aos 3 minutos do segundo tempo
Público: 13.142
BRASIL: Lelê; Antonia (Bruninha), Lauren, Rafaelle e Tamires; Luana (Duda Sampaio), Kerolin, Ary Borges (Marta) e Adriana; Debinha (Geyse) e Bia Zaneratto (Gabi Nunes). Técnica: Pia Sundhage.
PANAMÁ: Bailey; Castillo, Vargas (Montenegro), Pinzón, Baltrip-Reyes e Jaén (Natis); Mills (Cedeño), Quintero (Salazar), González e Cox(Cedeño); Riley (Tanner). Técnico: Ignacio Quintana.
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Patrulha Maria da Penha se consolida no Acre como símbolo de enfrentamento à violência doméstica
Programa da segurança pública estadual atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência de gênero

Com variás atuações no Acre, Patrulha Maria da Penha se torna um marco na luta contra a violência de gênero. Foto: Sejusp
Uma das políticas públicas que simbolizam o enfrentamento à violência de gênero no Acre é a Patrulha Maria da Penha, iniciativa da segurança pública estadual que há mais de seis anos atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica no Acre.
Criada com o objetivo de garantir o cumprimento das medidas protetivas e oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade, a Patrulha Maria da Penha atua de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público e a rede de assistência social. O trabalho consiste em visitas periódicas, monitoramento de casos e orientação sobre os direitos das vítimas, contribuindo para a prevenção de novos episódios de violência.
O programa é considerado um dos pilares das políticas de segurança voltadas às mulheres no estado e tem se consolidado como referência na proteção de vítimas de violência doméstica. A iniciativa reforça o compromisso do governo do Acre com a promoção de uma cultura de paz e respeito aos direitos humanos.

Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio. Foto: captada
Criada em setembro de 2019, a patrulha tem como principal função fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência, além de orientar e encaminhar as vítimas para a rede de proteção formada por instituições da Justiça, assistência social e segurança pública.
Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio.
Presença em várias regiões do estado
Atualmente, a Patrulha Maria da Penha já está presente em Rio Branco, Acrelândia, Plácido de Castro, Epitaciolândia, Brasiléia, Senador Guiomard, Bujari, Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, atuando em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio de termo de cooperação institucional.

Comandante-geral da PMAC, Marta Renata Freitas, ressaltou os avanços trazidos pela Patrulha. Foto: Sejusp
Quando a patrulha completou seis anos, em 2025, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, em publicação da Agência de Notícias do Acre, destacou que a iniciativa representa um marco na proteção às mulheres no estado.
“A criação da Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres, garantindo que elas tenham apoio e segurança em momentos de vulnerabilidade. Com essa iniciativa, reforçamos nosso compromisso de construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.

Secretário de Estado de Segurança Pública, José Américo Gaia, destaca que a Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres. Foto: Sejusp
Expansão para novos municípios
Apesar dos avanços, o desafio ainda é ampliar a presença da patrulha em todo o território acreano. Atualmente, o estado conta com núcleos em oito municípios, mas o objetivo é alcançar todos os 22 municípios. A coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Cristiane, explica que a expansão vem ocorrendo de forma gradual, conforme a disponibilidade de efetivo e estrutura.
“A patrulha Maria da Penha está sediada em Rio Branco, mas atende todos os municípios do estado. Em seis anos, conseguimos ampliar para oito municípios e seguimos trabalhando para alcançar todo o Acre”, afirmou.
Segundo ela, o município de Xapuri está entre os que estão sendo avaliados para receber um núcleo da patrulha.
“O objetivo é instalar núcleos em todos os municípios, mas isso exige efetivo e estrutura. Xapuri é um dos locais que estão sendo estudados para receber a Patrulha Maria da Penha”, explicou.
As declarações da coordenadora da patrulha foram feitas durante visita a Xapuri, durante ações da Operação Mulheres, iniciativa integrada do Governo Federal voltada ao enfrentamento da violência de gênero. Durante a operação, equipes percorreram municípios do interior levando orientação, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o diálogo com a população.

Durante o encontro em Xapuri a tenente-coronel Cristianere forçou a integração entre a política estadual de segurança pública e as ações desenvolvidas nos municípios do interior. Foto: captada
Canais de denúncia
Além da atuação direta da patrulha, as autoridades reforçam a importância da denúncia para romper o ciclo de violência.
Entre os principais canais disponíveis estão:
190 – Polícia Militar, em casos de emergência
181 – Disque denúncia anônima
180 – Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas
Os serviços permitem que vítimas ou testemunhas denunciem casos de violência com segurança, contribuindo para a responsabilização dos agressores e para a proteção das mulheres.

Atuação da Patrulha Maria da Penha tem se extendido aos municípios do interior acreano, frisou tenente-coronel Cristiane. Foto: Meure Amorim
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Caçadores desaparecidos em Porto Walter são resgatados de helicóptero após cinco dias perdidos na mata
Edson Nascimento de Araújo e Francisco Marcos da Silva Lima sobreviveram comendo frutas e seguiram igarapé até encontrar comunidade; bombeiros orientam uso de GPS offline e permanência no local em caso de desorientação

Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas, o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Foto: captada
Os caçadores Edson Nascimento de Araújo, de 51 anos, e Francisco Marcos da Silva Lima, de 31, foram resgatados de helicóptero na tarde de sexta-feira (20) após se perderem em uma mata próximo ao Rio Cruzeiro do Vale, zona rural de Porto Walter, interior do Acre.
Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas e saíram para a caçada na última segunda-feira (16). Na terça-feira (17), o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Os caçadores fizeram um abrigo com palhas e combinaram de se reencontrar na manhã de quinta-feira (19).
Após retornarem para o ponto de encontro, os demais caçadores perceberam que Edson e Francisco tinham se perdido, voltaram para a comunidade e chamaram os bombeiros.
O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade.
Conforme o comandante do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, os homens caminharam até a Comunidade Veneza após seguirem pelo Igarapé Natal, distante cerca de 32 km de onde moram.
Os caçadores não estavam machucados, mas desorientados e precisaram de atendimento médico. Sem condições para caminhar, os dois foram levados de helicóptero.
Relato dos caçadores
“Apesar das nossas buscas, eles conseguiram chegar até essa comunidade, onde foi pedido socorro de lá. Estavam bem, contudo, bastante cansados e sem ferimentos. Pegaram muita chuva e ficaram desorientados devido à falta de sol, que é como geralmente se orientam nas caçadas”, disse o major.
Ainda conforme o comandante, os caçadores contaram que passavam o dia andando e dormiam à noite desorientados sem perceber que iam e voltavam sempre para o mesmo lugar entre terça e quinta. “Já na sexta-feira conseguiram seguir pela praia do Igarapé Natal e chegaram até uma comunidade”, destacou.
Apesar de estarem com espingarda e fogo, os homens não encontraram nenhuma caça e se alimentaram apenas dos frutos achados na mata.
Orientações dos bombeiros
O major destacou que é indicado que os caçadores baixem o mapa no celular antes de saírem para as expedições.
“O GPS funciona sem internet e facilita bastante, contudo, ao se perderem, o indicado é permanecer o mais próximo do local da desorientação e ainda, caso achem algum igarapé, seguir sempre descendo, pois vai chegar a um igarapé maior e provavelmente terá uma comunidade por perto”, concluiu.

O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade. Foto: captada
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MPF denuncia dois homens por ocupação ilegal e desmatamento na Reserva Chico Mendes
Operação Mezenga apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da unidade de conservação; denúncia foi apresentada à Justiça na quinta-feira (19)

A reserva extrativista abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais. Foto: captada
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia criminal contra dois homens por crimes cometidos durante a ocupação irregular da Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. A ação, protocolada na última quinta-feira (19), é resultado da Operação Mezenga, deflagrada pela Polícia Federal para apurar invasões, desmatamento e criação ilegal de gado na unidade de conservação.
Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da reserva e em áreas adjacentes. A reserva extrativista, criada em 1990, abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais.
Crimes apontados na denúncia
Na denúncia, o MPF aponta a prática de:
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Invasão de terras da União
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Prestação de informações falsas em cadastro ambiental
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Desmatamento
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Uso de fogo
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Criação irregular de gado em área protegida

Localização da Reserva Extrativista Chico Mendes em relação a América do Sul, PanAmazônia e Estado do Acre. Fonte dados: IBGE e HyBAM.
Pedidos à Justiça
Além da condenação criminal pelos crimes ambientais, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária extensiva.
Acordos de não persecução penal
Outros três investigados que confessaram a prática dos fatos assinaram acordo de não persecução penal e assumiram obrigações voltadas à reparação dos danos causados e à regularização ambiental das áreas afetadas.
A Operação Mezenga foi deflagrada em agosto de 2024 e teve como foco o combate ao desmatamento e à grilagem na região da reserva. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira e Xapuri.

Além da condenação pelos crimes, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária. Foto: captada
A Resex Chico Mendes
Com 931 mil hectares, a Reserva Extrativista Chico Mendes é uma unidade de conservação federal e está localizada no sudeste do Acre. A sua área se espalha pelos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. Ela foi criada em 12 de março de 1990, a partir do Decreto Presidencial no 99.144.
É considerada uma UC emblemática não só por levar o nome do líder seringueiro Chico Mendes, mas também por ser o resultado da resistência e da organização dos povos da floresta pelo seu direito de permanecer e viver de modo tradicional, em meio ao avanço da agropecuária na Amazônia entre as décadas de 1970 e 1980.
A partir de sua criação – quase um ano e meio após o assassinato de Chico Mendes – as famílias tiveram o direito de ficar em suas respectivas colocações, adotando-se uma reforma agrária diferenciada para a Amazônia. Por este modelo, seria assegurado o direito de posse da terra com uma exploração sustentável dos recursos florestais e uma agricultura e criação de animais de base familiar.

Na denúncia, o MPF aponta a prática de invasão de terras da União, prestação de informações falsas em cadastro ambiental, desmatamento, uso de fogo e criação irregular de gado em área protegida. Foto: captada

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