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Com mutirões governo realiza mais de 100 cirurgias por meio do ‘Opera Acre’ e avança na redução das filas de espera

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O Hospital Regional do Alto Acre foi uma das unidades de saúde estadual que recebeu o mutirão de cirurgias do Opera Acre neste final de semana, realizando 52 procedimentos em diversos pacientes

Francisca das Chagas Chaves é moradora de Xapuri e realizou a cirurgia em Brasileia. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

“Eu não imaginava que ia ser tão rápido. Estou otimista. Vai dar certo e vou conviver sem dor”. É dessa forma que Francisca das Chagas Chaves fala sobre sua expectativa após ser chamada para realizar uma cirurgia por intermédio do programa Opera Acre, no Hospital Regional do Alto Acre.

Francisca é moradora do município de Xapuri e, neste sábado, 22, foi uma das pacientes que realizaram um procedimento cirúrgico na unidade de saúde localizada em Brasileia. Segundo ela, foram necessários apenas três dias desde o diagnóstico até estar na sala para receber o atendimento.

A iniciativa do Opera Acre visa oferecer qualidade de vida aos pacientes que buscam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e diminuir as filas de espera. Investindo em ações como essa, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e o governo reforçam o compromisso com a população e proporcionam um atendimento mais rápido e eficaz aos cidadãos acreanos.

Opera Acre realiza 113 cirurgias neste final de semana na capital e interior. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Segundo o titular da Sesacre, Pedro Pascoal, oferecer esse serviço para a população é uma das prioridades do governo do Estado. “Regionalizar a saúde levando os serviços para mais perto da população é uma das maiores bandeiras do governador Gladson Camelí e pra nós, é muito gratificante ver que o Opera Acre se tornou uma política consistente alcançando quem mais precisa. Meus parabéns a toda a equipe envolvida, porque é através do empenho de cada profissional que podemos ter resultados tão expressivos”, destacou.

Secretário Pedro Pascoal: “O Opera Acre se tornou uma política consistente”. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Apenas em 2024, o mutirão alcançou a marca de 14.857 cirurgias em diversos municípios. Dessa forma, gerando cada vez mais confiança da população nos serviços de saúde ofertados pelo governo.

Facilidade nos atendimentos

O Hospital Regional do Alto Acre foi uma das unidades de saúde estadual que recebeu o mutirão de cirurgias do Opera Acre neste final de semana, realizando 52 procedimentos em diversos pacientes. Segundo o gerente-geral, Janildo Bezerra, a ida dos profissionais até o município garante conforto aos pacientes.

“Essas pessoas estão próximas de suas residências. Não há mais necessidade de elas irem até a Fundhacre, porque a equipe está vindo até a nossa regional. Com mais esta edição, conseguimos diminuir a fila de espera”, observou.

Opera Acre realizou 52 cirurgias no Hospital Regional do Alto Acre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Além disso, Janildo destacou que, apenas em 2025, já é a terceira edição do programa em Brasileia, garantindo, portanto, cada vez mais atendimentos à população da região do Alto Acre. “Observamos que a população sai satisfeita, porque conseguimos resolver o problema de saúde, garantindo uma melhor qualidade de vida”, disse.

As cidades de Cruzeiro do Sul, Senador Guiomard e Plácido de Castro, além da capital, Rio Branco, também receberam o mutirão de cirurgias por meio do Opera Acre neste sábado.

No Hospital Geral Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, foram realizados 10 procedimentos gerais.

Sala de cirurgia em Senador Guiomard. Foto: cedida

Já em Cruzeiro do Sul, no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, foram 6 cirurgias. Na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) foram feitas 10 intervenções ginecológicos e 5 vasculares.

Opera Acre realizou 6 procedimentos no Juruá. Foto: cedida

O município de Plácido de Castro, o segundo com o maior número, somou 30 cirurgias gerais.

Recuperação da dignidade

Silvério Macedo é pedreiro e, aos 41 anos, convive com problemas de saúde. Por meio do Opera Acre, viu a possibilidade de voltar a ter qualidade de vida e poder trabalhar sem sentir dores.

Silvério Macedo afirmou que vai ter a qualidade de vida restaurada. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

“Não deu nem uma semana [da consulta] e já me ligaram para fazer a cirurgia. Para mim foi bom, porque a dor incomoda. Eu trabalho na construção civil e vai ser uma virada de chave na minha vida”, contou Silvério.

O cirurgião geral Nonato Anute, que atua constantemente nos mutirões, afirmou que é prazeroso realizar esses procedimentos. “É um desafio que, na verdade, enche nossos corações de alegria ao saber que estamos trazendo saúde para nossa população. Vale a pena, porque vemos no sorriso das pessoas o alívio da dor que elas sentem”, afirmou.

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Acre

Secretário de Obras de Brasiléia vistoria ponte destruída por chuva no Ramal Santa Helena e promete reparo urgente

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Estrutura no ramal Santa Helena (km 60 da BR-317), cedeu com volume de água; equipe técnica faz levantamento para resposta rápida e garantir tráfego rural

A expectativa é que os trabalhos de reconstrução ou substituição da ponte comecem assim que as condições do tempo permitirem, minimizando o isolamento das comunidades que dependem da passagem. Foto: captada 

O secretário municipal de Obras, Transporte e Urbanismo de Brasiléia, Josué de Oliveira Elias, esteve na tarde desta terça-feira (27) no km 60 da BR-317, Ramal Santa Helena, para vistoriar uma ponte de madeira que desabou devido ao enorme volume de água das chuvas que atingiram a região de fronteira. Acompanhado de equipe técnica, ele realizou um levantamento dos danos e prometeu agir rapidamente para restabelecer o tráfego de moradores da zona rural.

A estrutura, que dá acesso a comunidades rurais, não resistiu à força da correnteza. A prefeitura afirmou que casos como esse são comuns no período chuvoso, mas destacou que está preparada para responder a emergências e garantir o direito de ir e vir da população.

O secretário municipal Josué Elias, vistoriou o local acompanhado de uma equipe técnica para planejar o reparo emergencial da estrutura, essencial para o tráfego de moradores rurais e extrativistas. Foto: captada 

A região do Alto Acre tem registrado chuvas intensas nas últimas semanas, afetando estradas e pontes em vários municípios. A previsão é de que os trabalhos de reparo sejam iniciados assim que as condições do tempo permitirem.

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Acre

Produtores de castanha do Acre enfrentam barreiras para exportar para Bolívia e Peru por exigências fitossanitárias

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Legislação federal sobre certificação travou envio do produto; estoques acumulam e prejuízos atingem toda a cadeia extrativista no estado

Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação. Foto: captada 

Produtores de castanha-do-brasil (ou castanha-da-amazônia) no Acre estão com dificuldades para exportar o produto para países vizinhos, como Bolívia e Peru, devido a exigências de certificação fitossanitária previstas na legislação federal. A situação tem gerado acúmulo de estoques, redução na comercialização e prejuízos financeiros para comunidades extrativistas e cooperativas que dependem da venda internacional.

A falta de alinhamento entre os protocolos brasileiros e os requisitos dos países compradores tem sido apontada como principal entrave. Enquanto não há solução, produtores veem o produto perder valor de mercado e a safra ficar retida. O problema afeta especialmente a região do Alto Acre e regiões produtoras próximas à fronteira, onde a exportação para a Bolívia e o Peru e uma das principais rotas de escoamento.

Autoridades estaduais e representantes do setor buscam diálogo com o Ministério da Agricultura para flexibilizar ou adequar os trâmites, mas ainda não há previsão de normalização. A castanha é um dos produtos extrativistas mais importantes da economia acreana, gerando renda para milhares de famílias.

Diante do impasse, as comunidades extrativistas, os produtores foram recebidos pelo superintendente do MAPA no Acre, Paulo Felipe Teixeira Santos Trindade, em busca de diálogo e esclarecimentos. Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação.

A situação tem provocado acúmulo de estoques e prejuízos financeiros, impactando diretamente toda a cadeia produtiva ligada ao extrativismo no estado. Foto: captada 

O extrativista e produtor Said Fahrat, em entrevista à jornalista Anne Nascimento, explicou que, apenas em sua propriedade, há aproximadamente 15 mil latas de castanha estocadas, sem possibilidade de comercialização na fronteira do acre com Bolívia e Peru. O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal, conforme estabelece a Portaria nº 177/2021, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A norma define procedimentos rigorosos para garantir a segurança fitossanitária dos produtos exportados, incluindo inspeções visuais e o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo país importador. Na prática, porém, produtores afirmam que essas exigências têm dificultado o envio da castanha, que é um produto in natura e possui casca de origem vegetal.

“Já faz cerca de dois anos que estão exigindo que não tenha nem uma formiga. Castanha é madeira, a casca é madeira, e sempre aparece formiga. Isso acaba travando tudo”, relata o produtor, que atua no setor há mais de 40 anos.

Segundo ele, os países compradores não demonstram a mesma preocupação. “A Bolívia e o Peru aceitam o produto. Eles fazem a limpeza lá, tiram a sujeira, e isso não causa problema nenhum. Mesmo assim, a gente não consegue exportar”, afirma.

Disse mais.“A gente precisa vender. Tem muita gente com castanha parada, e toda a cadeia produtiva do Acre está sendo afetada”, destaca Farhat. Ele também alerta para os riscos econômicos da manutenção do cenário atual. “Se não for legalmente, há o risco de contrabando, e ninguém quer isso”, finaliza Said.

O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal. Foto: captada 

A produção de castanha-do-brasil é um dos destaques do extrativismo do Acre.

Os cinco principais municípios produtores de castanha são:
  • Xapuri (21%);
  • Brasiléia (17%);
  • Rio Branco (17%);
  • Sena Madureira (15%);
  • Epitaciolândia (11%).

A região do Alto Acre é responsável por 50% da castanha coletada no Acre, Baixo Acre vem com 34% e Purus, 15%.

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Polícia Civil prende em Rio Branco acusado de ser “executor” de facção criminosa que se escondia em obra de influenciadora digital

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Homem atuava como operário em construção no bairro Bom Sucesso; é suspeito de tortura por encomenda e violência a mando de organização criminosa
    O Disfarce no Canteiro de Obras, foi descoberto após investigação da Polícia Civil. A prisão ocorreu no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Foto: captada

Um homem identificado pelas iniciais G. S. S., apontado como executor de alta periculosidade de uma organização criminosa que atua no Acre, foi preso na tarde desta terça-feira (27) no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Ele estava trabalhando como operário na construção da casa de uma influenciadora digital local, tentando se esconder sob a identidade de trabalhador comum.

A operação foi realizada pela Delegacia-Geral de Manoel Urbano com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, G. S. S. é suspeito de cometer tortura por encomenda e atos violentos a mando da facção, além de integrar esquemas de execução e intimidação em Rio Branco e no interior.

A influenciadora, cujo nome não foi divulgado, não teria conhecimento do histórico do operário. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais.

O criminoso se passava por um trabalhador comum sob a supervisão de um mestre de obras, tentando evitar qualquer comportamento que levantasse suspeitas entre os colegas de trabalho. Foto: captada 

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