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Brasil

Com guerra no Irã, Fazenda eleva previsão de inflação para 3,7%

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Imagem colorida da fachada do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF) - Metrópoles

A Secretaria de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda divulgou, nesta sexta-feira (13/3), uma revisão nas projeções para 2026. Os números foram revistos diante das consequências da guerra no Oriente Médio. A inflação teria um acréscimo de 0,1 ponto percentual e terminaria 2026 com 3,7%. Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantido em 2,3%.

A inflação projetada para 2026, em fevereiro deste ano, era de 3,6%, mas com as consequências da guerra, foi revista para cima: 3,7%.

Em relação à receita líquida do governo central — após transferências para estados e municípios —, esta pode ter aumento que varia de R$ 21,4 bilhões a até R$ 96,6 bilhões, a depender de qual dos três cenários que poderá se concretizar. O cenário de impacto mediano projeta aumento de R$ 48,3 bilhões.

As projeções da Fazenda foram realizadas considerando como principal impacto, os efeitos da guerra nos preços internacionais do petróleo. No cenário mais leve, chamado de temporário, o barril do petróleo tipo brent – que é referência no mercado internacional – ficaria em US$ 73,1. Na manhã desta sexta, o barril do petróleo era cotado a US$ 100,11, com ligeira queda de 0,35%.

No cenário moderado, batizado de “choque persistente”, o item custaria em torno de US$ 82 bilhões e no caso de haver um “choque disruptivo”, o produto chegaria a custar US$ 100.

Momento

As projeções da Fazenda não consideram a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, que foi anunciada na última quinta-feira (13/3). O ministro da Fazenda considera que a medida, somada a uma subvenção a produtores tem potencial de reduzir em R$ 0,64 o preço do litro do produto nas refinarias.

O titular da SPE, Guilherme Mello, afirmou ainda que as projeções foram fechadas no último dia 5, ou seja, não contempla os desdobramentos posteriores, como as isenções sobre o diesel.

“Ela (a projeção) não capta plenamente ainda os efeitos que nós observamos na última semana, de maneira mais pronunciada”, afirmou Mello.

Em atualização.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Pé-de-Meia beneficia 39 mil acreanos e alcança quase 65% da rede pública

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O Acre registrou resultados com o programa Pé-de-Meia, que completou dois anos em 2026 e já beneficiou 39.161 estudantes do ensino médio, o que corresponde a 64,97% da rede pública do estado.

Desde a implementação, o número de alunos fora da escola caiu 43% no país, enquanto a taxa de reprovação escolar recuou 33% e o atraso escolar, conhecido como distorção idade-série, teve redução de 27,5% entre 2022 e 2025. A iniciativa faz parte de um esforço nacional que já beneficiou 5,6 milhões de estudantes em todo o país.

O programa oferece R$ 200 mensais aos estudantes que mantêm frequência escolar e um bônus de R$ 1.000 ao concluir o ano letivo, além de uma parcela extra para quem realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os valores podem ser utilizados para despesas do dia a dia ou guardados em poupança, incentivando a continuidade e a conclusão dos estudos.

Segundo dados do Ministério da Educação, o Pé-de-Meia reforça políticas de inclusão e equidade, beneficiando especialmente meninas e estudantes negros, com 51,5% e 72,9% do total de beneficiários, respectivamente. Em todo o Brasil, 56.929 estudantes indígenas receberam o incentivo desde o início do programa.

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PF prende dois homens com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo em Boa Vista

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Valor apreendido pode estar ligado a fraudes em licitações e desvio de recursos públicos, segundo investigações

Dois homens, identificados como Idinaldo Cardoso da Silva e Ioladio Batista da Silva Neto, foram presos em flagrante pela Polícia Federal em Boa Vista com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. A suspeita é de que o montante esteja relacionado a fraudes em licitações públicas.

O dinheiro foi encontrado dentro de uma mochila, dividido em cédulas de R$ 200, R$ 100 e R$ 50. A Polícia Federal não divulgou outros detalhes sobre os investigados.

Segundo a corporação, as investigações preliminares indicam que o valor pode estar ligado a irregularidades em processos licitatórios, além de possível desvio de recursos públicos e pagamento de vantagens indevidas.

Os suspeitos foram autuados pelo crime de lavagem de dinheiro e devem passar por audiência de custódia.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema. O Ministério Público se manifestou pela concessão de liberdade provisória aos presos.

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Rondônia rejeita subsídio federal ao diesel e aponta falta de garantia de redução nos preços

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Estado cita incertezas sobre efetividade da medida e limitações orçamentárias para não aderir ao programa do governo federal

O estado de Rondônia decidiu não aderir à proposta do governo federal que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio. A iniciativa tem como objetivo conter a alta no preço do combustível, mas, segundo o governo estadual, não há garantia de que o desconto seja repassado ao consumidor final nos postos.

Até o momento, Rondônia é o único estado da região Norte a recusar a adesão ao programa. Pará e Amapá ainda não se posicionaram oficialmente, enquanto os demais estados já sinalizam participação na medida.

De acordo com a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), além das dúvidas quanto à eficácia do subsídio, o estado enfrenta limitações orçamentárias que dificultam a adesão neste momento.

O plano do governo federal prevê a divisão dos custos entre a União e os estados, com impacto estimado de aproximadamente R$ 1,5 bilhão nas receitas estaduais ao longo de dois meses. A compensação aos estados seria feita por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A proposta não inclui redução do ICMS e se soma a outras medidas já adotadas para tentar conter os preços dos combustíveis.

Até agora, 21 estados já aderiram à iniciativa. Mesmo sem consenso entre todas as unidades da federação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a implementação do subsídio deve ocorrer.

Em nota técnica, a Sefin informou ainda que a decisão de Rondônia segue orientação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que aponta incertezas sobre a efetividade da proposta e alerta para possíveis impactos negativos nas contas públicas estaduais.

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