Cotidiano
Com casas alagadas, moradores denunciam ausência da Prefeitura de Sena Madureira
A ausência de informações e de ações emergenciais tem aumentado a sensação de abandono entre os atingidos

Para os moradores, o momento evidencia a falta de atuação da Prefeitura de Sena Madureira diante de uma situação emergencial, justamente quando famílias mais vulneráveis necessitam de apoio. Foto: captada
Moradores do bairro Praia do Amarilho, em Sena Madureira, vivem momentos de angústia diante da elevação do nível do rio Iaco e denunciam a falta de assistência por parte da Prefeitura. De acordo com relatos, a água já invadiu residências da localidade e, até as 9h da manhã desta quinta-feira (29), nenhuma equipe do poder público havia comparecido ao local para prestar ajuda.
Segundo os moradores, não houve apoio para a retirada de móveis e outros pertences, nem a realização de cadastros sociais ou orientação sobre possíveis abrigos para as famílias atingidas pela cheia. A ausência de informações e de ações emergenciais tem aumentado a sensação de abandono entre os atingidos.
A moradora Maria Ocineide relata que precisou retirar seus bens às pressas para evitar maiores prejuízos, mas afirma não saber para onde ir. “A água entrou na minha casa e até agora ninguém apareceu para ajudar ou dizer o que a gente deve fazer”, desabafou.
O cenário se agrava com a situação do rio Iaco, que ultrapassou a cota de alerta e atingiu o nível de 14,39 metros, conforme dados oficiais. A elevação rápida do manancial coloca em risco outras áreas ribeirinhas e exige respostas imediatas do poder público.
Para os moradores, o momento evidencia a falta de atuação da Prefeitura de Sena Madureira diante de uma situação emergencial, justamente quando famílias mais vulneráveis necessitam de apoio, orientação e medidas preventivas para reduzir os impactos da cheia. Até o fechamento desta matéria, não houve posicionamento oficial do município sobre as denúncias.
Após a publicação da matéria, uma equipe da prefeitura foi ao local e iniciou os trabalhos de auxílio às famílias.
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Bombeiros resgatam cavalo vítima de maus-tratos que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco
Animal circulava na pista oferecendo risco a motoristas e foi levado ao quartel; corporação pede ajuda para identificar tutor e acolhe voluntários para tratamento veterinário

Corpo de Bombeiros resgata cavalo com sinais de maus-tratos na Estrada do Amapá e pede apoio da população para denunciar o agressor. Foto: captada
Uma equipe do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite de quarta-feira (18), um cavalo que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco, em situação de risco e com sinais de maus-tratos.
De acordo com o tenente Eduardo, da Guarnição de Salvamento, a prioridade foi evitar acidentes.
“O animal estava na pista, oferecendo perigo aos veículos e aos condutores. A primeira ação da guarnição é preservar a vida e evitar sinistros”, explicou.
Durante o atendimento, os militares constataram que o cavalo apresentava sinais evidentes de maus-tratos. Após o resgate, ele foi encaminhado às dependências do batalhão, onde permanece sob cuidados provisórios.
A corporação agora pede a colaboração da população para identificar o tutor do animal. “Quem souber quem é o responsável, que nos procure e denuncie. Precisamos localizar o tutor”, reforçou o tenente.
Além disso, o Corpo de Bombeiros faz um apelo por voluntários, especialmente médicos veterinários, que possam auxiliar no tratamento e recuperação do cavalo. Interessados em ajudar podem entrar em contato com o 2º Batalhão.
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Com 90% dos serviços concluídos, Prefeitura prevê entrega do elevado Mamedio Bittar para 20 de março: “Novo cartão-postal de Rio Branco
O prefeito Bocalom destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais

Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou Bocalom. Foto: cedida
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final.
“Sem dúvida nenhuma, a gente sabe que tivemos problemas seríssimos nessa obra. Foi entrega de aço que demorou demais, indústrias que vieram do Rio de Janeiro, a questão da chuva, muita chuva no mês de dezembro e janeiro. Tudo contribuiu para atrasar a entrega. Mas agora a informação que eu tenho da empresa é que até o dia 20 nós vamos ter tudo isso pronto”, afirmou.
O prefeito destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais.
“Eu acredito que, se Deus quiser, dia 20 de março a gente vai ter essa bela obra, que está marcando a nova estrutura da nossa cidade. Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou.

Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. Foto: captada
O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a importância estratégica do elevado para a mobilidade urbana. Segundo ele, o trecho da Avenida Ceará concentra grande fluxo de veículos, especialmente por conta das universidades e de prédios públicos instalados na região.
“Já já a gente vai poder entregar para a população. Aqui tínhamos em torno de 20 a 25 minutos de trânsito paralisado por causa do fluxo. Essa decisão foi tomada para dar fluidez ao trânsito, baseada em estudos sobre o crescimento da cidade”, explicou.
Bestene também destacou que o viaduto vai além da mobilidade e se tornará um novo cartão-postal da capital, com valorização cultural por meio de grafites e intervenções artísticas de artistas locais. “Não é só uma obra de aço e concreto. É um marco cultural que resgata a identidade da cidade”, pontuou.

A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final. Foto: cedida
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Com tema sobre desigualdade social, Campanha da Fraternidade 2026 é lançada no Acre: ‘Conversão pessoal e social’
Lema escolhido foi ‘Ele veio morar entre nós’ (João 1:14), a fim de despertar a igreja e a sociedade para o déficit habitacional no Brasil. Campanha foi lançada nesta quarta-feira (18)

Em Rio Branco, o anúncio da campanha aconteceu na Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Foto: Aline Pontes
Por Pâmela Celina
Quando o verbo faz moradia, a dignidade humana torna-se missão. É essa a direção que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer seguir e levar aos fiéis católicos na Campanha da Fraternidade 2026 que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós”.
Em Rio Branco, o anúncio da campanha ocorreu nesta quarta-feira (18) na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no Centro da capital.
De acordo com a Igreja Católica, a proposta ‘busca promover uma profunda reflexão sobre o direito à moradia digna como um bem essencial para todas as pessoas e como compromisso de fé e cidadania’.
Conforme o bispo Dom Joaquín Pertiñez, bispo da Diocese de Rio Branco, a campanha, realizada há mais de seis décadas, se inicia junto ao período da Quaresma e traz pautas comunitárias e sociais, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano.
“A campanha convida a reconhecer que a presença de Deus se manifesta na vida concreta da humanidade, especialmente na realidade de tantos que ainda vivem sem casa, em condições precárias ou em territórios marcados pela desigualdade social”, destacou.
O principal ponto abordado pela campanha, como aponta Dom Joaquín, está nos dados da realidade habitacional brasileira.
O objetivo central da Campanha da Fraternidade 2026 é, justamente, despertar tanto a igreja como a sociedade para o déficit habitacional que o país enfrenta. Além disso, busca incentivar também ações, debates e iniciativas que promovam o acesso à moradia, à terra e ao trabalho como direitos fundamentais.
Os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2026 são:
- Analisar a realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres e segrega milhões de pessoas no Brasil.
- Identificar omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e da organização popular que promovem a moradia.
- Conscientizar, a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
- Corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual.
- Fortalecer a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres, caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
- Empenhar-se para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as esferas sociais e políticas.

Texto base da Campanha da Fraternidade 2026 apresenta seis objetivos específicos. Foto: Aline Pontes

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