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Com 120 anos, Festa de São Sebastião, em Xapuri, é mais antiga que a própria Paróquia
Raimari Cardoso
A Igreja Católica chegou a Xapuri com os primeiros nordestinos que aportaram na região. Na época, as condições precárias faziam com que o sofrimento das pessoas fosse muito grande e crescesse a cada dia. A única esperança era buscar refúgio na proteção divina. Foi desta situação que se acredita ter surgido a devoção a São Sebastião por estas bandas.
Em janeiro do ano de 1902, segundo relatos orais profundamente difundidos, um grupo de 100 pessoas se reuniu para homenagear São Sebastião, santo considerado protetor contra os flagelos, doenças, a fome e a guerra. Oito meses depois eclodiu a Revolução Acreana. A partir de então, a manifestação se repetiu indefinidamente, se tornando uma das maiores do estado e uma das mais conhecidas da Região Norte.
A celebração da Festa de São Sebastião em Xapuri antecede, portanto, a criação da própria paróquia, o que aconteceu apenas a partir do ano de 1910. Até aquele ano, quem dava assistência religiosa nesta região era o padre Francisco Leite Barbosa, pároco da paróquia Nossa Senhora de Nazaré de Lábrea, no estado do Amazonas. Antes, a região onde hoje está o Acre pertencia à Diocese de Manaus.
Foi então que em 1910 o bispo de Manaus, em visita pastoral, veio a essa região e notou a necessidade de criar quatro novas paróquias. Foram elas: paróquia de São Sebastião no Antimary, paróquia de São Sebastião em Xapuri, paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no seringal Empresa, e paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Sena Madureira.
Criada a paróquia de São Sebastião de Xapuri ficaram encarregados dela os padres Benedito de Araújo Lima (1910 – 1913) e Joaquim Franklin Gondim (1914 -1916). Durante esses anos aconteceu uma grande crise religiosa.
Com a morte do sacerdote de Sena Madureira, Monsenhor Antonio Fernandes da Silva Távora, aos 13 de setembro de 1916, e a retirada dos dois padres de Xapuri, a região de Empresa, Xapuri, Sena Madureira e Antimary, foram confiados aos trabalhos de um único sacerdote, o italiano padre José Tito. A impossibilidade de um único sacerdote atender uma região tão vasta, pôs em risco o trabalho de consolidação das paróquias recém-criadas.
Em 1921, após a criação da Prelazia do Acre e Purus, confiada à Ordem dos Servos de Maria, foi designado para a paróquia de Xapuri o padre Felipe Gallerani, que nesse mesmo ano convidou as Irmãs Servas de Maria Reparadoras, que já tinham uma comunidade em Sena Madureira, para também formarem uma comunidade religiosa em Xapuri.
A partir de então, a Igreja caminhou com mais firmeza e as Servas de Maria, trazendo as experiências de sua terra natal, iniciaram vários movimentos religiosos implantando-os em todo o Acre e também na Paróquia São Sebastião de Xapuri, juntando-os aos já existentes: Pia União das Filhas de Maria, Congregação Mariana, Confraria Nossa Senhora das Dores, São Vicente de Paolo e Cruzada Eucarística.
O padre Felipe Gallerani ficou à frente dos trabalhos, em Xapuri, até 1937. Voltou depois, em 1942, ficando até 1954. Durante o intervalo desses anos, ficou como pároco o padre Fernando Marchioni. No ano de 1944 começaram os projetos para a construção de uma nova igreja matriz. A primeira pedra do novo templo foi colocada por ocasião da festa de São Sebastião, em 1945, homenageando assim os 25 anos da chegada dos Servos de Maria ao Acre.
No dia 11 de janeiro de 1953 foi inaugurada oficialmente a nova matriz com uma bonita celebração eucarística. No dia 25 de julho de 1956 os sinos foram colocados na nova torre da igreja. No dia 7 de maio de 1957 foram colocadas as estátuas de cimento de Santa Inês e de São Sebastião, que até hoje guarnecem a igreja, doadas pelo bispo Dom Júlio Matiolli.
O padre José Carneiro de Lima, o popular “Padre José”, deixou sua marca na paróquia se tornando um dos mais queridos e folclóricos sacerdotes que já passaram pela região. Ele trabalhou em Xapuri até o ano de 1979, quando foi transferido para Rio Branco. Depois, em 1978, chegaram a Xapuri os padres Otávio Destro e Cláudio Avallone. Em 1980 chegou o padre Luciano.
Com a chegada dos novos vigários, a organização dos trabalhos na paróquia tomou novos rumos. Como nas demais paróquias foram organizados os grupos de evangelização, com a experiência das Comunidades Eclesiais de Base (Cebs). Já nas comunidades do interior os padres continuaram realizando as conhecidas desobrigas. Hoje a paróquia de São Sebastião de Xapuri conta com 33 comunidades espalhadas pelas diferentes regiões do município.
A Festa de São Sebastião deste ano marca os 120 anos da celebração religiosa que se tornou o evento anual mais importante e mais simbólico do município de Xapuri. O Novenário do santo padroeiro da cidade também marca os 112 anos de criação da paróquia que é uma das mais antigas do Acre.
O relato acima é baseado em informações que estiveram por muito tempo disponíveis no site da Diocese de Rio Branco. Depois de atualizações do sítio da igreja, a página não está mais disponível.
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Segurança Pública participa de evento voltado ao uso de tecnologias aéreas
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), participa do 4º Drone Policial e 1º Drone Bombeiro, evento nacional, voltado ao uso de tecnologias aéreas aplicadas à segurança pública, bombeiros e defesa civil. O encontro está sendo realizado entre os dias 17 e 19, em Foz do Iguaçu (PR) e reune representantes de mais de 20 estados brasileiros.

O primeiro evento, que chegou à sua quarta edição, tradicionalmente reunia discussões sobre o uso de drones em operações policiais. Neste ano, a programação foi ampliada e passou a incluir também o Drone Bombeiro, voltado às aplicações da tecnologia em ocorrências de resgate, desastre e combate a incêndios.
De acordo com o coordenador de Veículo Aéreo Não Tripulado da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Adálio Pontes, a ampliação do evento demonstra o avanço do uso de drones por diferentes instituições da segurança pública. “O evento reúne profissionais de diversas áreas para discutir o uso de drones nas operações de segurança pública, fortalecendo o intercâmbio de experiências e o aprimoramento das tecnologias utilizadas”, destacou.

O estado do Acre esteve representado no encontro por servidores da Coordenadoria de Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) da Sejusp, que acompanharam a programação técnica e as discussões sobre o aprimoramento do uso de drones nas operações de segurança pública. A Coordenadoria é responsável pelo apoio aéreo às forças de segurança do Estado e tem acompanhado o avanço do uso de aeronaves remotamente pilotadas para fortalecer ações de monitoramento, inteligência e apoio às operações.
O coordenador do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Assis dos Santos, afirma a importância da capacitação. “O Acre hoje é o primeiro estado do Brasil a utilizar o Vant, que também é uma tecnologia relacionada ao uso de drones. Essa capacitação vem fortalecer ainda mais as ações e o uso de meios tecnológicos na segurança pública do estado”.

A programação do evento conta com palestras, painéis técnicos, debates jurídicos, demonstrações operacionais e oficinas práticas sobre o uso de drones na segurança pública. Entre os temas abordados o panorama global da tecnologia, sua aplicação em desastres, em combate a incêndios, busca e salvamento, além de detecção e rastreamento de drones. O encontro também inclui demonstrações de operações, oficinas de investigação e manutenção de drones, simuladores de voo e exercícios práticos de inteligência, vigilância e reconhecimento.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Governo publica exoneração de Fernanda Hassem em edição extra do DOE
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Megaoperação da PF prende 116 pessoas e bloqueia R$ 97 milhões

A Operação “Força Integrada” das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), deflagrada nesta quarta-feira (18/3), resultou na prisão de 116 criminosos e na apreensão de mais de 700 kg de drogas, além do bloqueio de R$ 97 milhões em contas vinculadas ao crime.
A ação atuou no combate ao tráfico de drogas e de armas, à atuação de facções criminosas, à lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
- 174 mandados de busca e apreensão;
- 116 prisões, sendo 22 em flagrante;
- 21 armas apreendidas;
- + 100 kg de cocaína;
- +600 kg de maocnha e derivados;
- R$ 266 mil em espécie e;
- 97 milhões de reais bloqueados.
Em 2025, as FICCOs realizaram 246 operações, nas quais foram cumpridos mais de dois mil mandados de busca e apreensão e mais de 1500 mandados de prisão.
Criadas com base no conceito de força-tarefa, as FICCOs têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de Segurança Pública.
As FICCOs estão presentes em todos os estados da Federação e no Distrito Federal. Atualmente, 39 unidades atuam em diferentes localidades do país.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL



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