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Chuva intensa causa alagamentos e deixa autoridades em alerta na região de fronteira
Volume de 142 milímetros, previsto para oito dias, foi registrado em poucas horas em Brasiléia e Epitaciolândia
A forte chuva registrada na tarde desta terça-feira (27) provocou diversos transtornos nas zonas urbana e rural dos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, na região de fronteira. Em poucas horas, o volume acumulado chegou a 142 milímetros, quantidade prevista para pelo menos oito dias, segundo dados do serviço de monitoramento da Agência Nacional das Águas (ANA).
Diante do elevado índice pluviométrico, as Defesas Civis e as prefeituras dos municípios atingidos entraram em estado de alerta. Em vários bairros de Brasiléia e Epitaciolândia foram registrados alagamentos de ruas, além de enxurradas que causaram bloqueios e impediram a circulação de pedestres e veículos.
Na zona rural, o cenário também foi de prejuízos. Açudes transbordaram, a água passou sobre ramais e destruiu bueiros, comprometendo o acesso a diversas propriedades. Quintais e vias ficaram completamente tomados pela água, que não escoou devido ao grande volume de chuva em curto espaço de tempo.
As prefeituras mobilizaram equipes para desobstruir ralos e minimizar os impactos, permitindo que a água pudesse fluir. Segundo o representante da Defesa Civil em Brasiléia, major do Corpo de Bombeiros Sandro, os trabalhos estão sendo realizados em conjunto com os municípios, e há atenção especial para o comportamento do Rio Acre. Ele informou que, nas últimas horas, foi registrado cerca de 6 milímetros de chuva acima da cidade de Assis Brasil, o que trouxe momentânea tranquilidade à população.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, os levantamentos completos dos danos só poderão ser feitos após a redução das chuvas. A expectativa é de que o nível do Rio Acre sofra elevação moderada na região de fronteira, enquanto a maior preocupação se concentra no baixo curso do rio.
Em Rio Branco, o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, alertou que já está sendo previsto um grande volume de água no Rio Acre até a próxima sexta-feira (30), com possibilidade de alagamentos em diversos pontos da capital e também na zona rural.
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Jovem de 19 anos é morto a facadas e terçado em Rio Branco; corpo enterrado em cova rasa é encontrado pela polícia
Suspeitos, um adolescente de 17 anos e uma garota de 14, foram apreendidos após confissão do crime motivado por ciúmes no conjunto habitacional Cidade do Povo. Polícia Civil localizou corpo após denúncia de desaparecimento.
Pedro Henrique, conhecido como “Sage”, de 19 anos, foi assassinado na noite de quarta-feira (24) no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. O corpo do jovem foi localizado enterrado em uma cova rasa na noite de sexta-feira (27), em uma área de mata próxima à rua Florindo Poerch, quadra 24.
Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes. Uma adolescente de 14 anos atraiu Pedro até sua residência, onde o namorado dela, um adolescente de 17 anos, o atacou com uma faca e um terçado. Após o homicídio, o suspeito carregou o corpo nas costas e o enterrou na região de mata.
A família de Pedro registrou o desaparecimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após o jovem não comparecer ao trabalho por dois dias. A polícia, então, iniciou as investigações e localizou os dois adolescentes envolvidos. O rapaz confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava enterrado.
O local foi isolado para os trabalhos periciais, e o Corpo de Bombeiros auxiliou na retirada do cadáver, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames. Os dois adolescentes foram apreendidos e levados à Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (DECAV) para os procedimentos legais.
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Representante do Acre destaca potencial das energias renováveis durante conferência em Manaus
Evento reuniu cerca de 40 empresas e discutiu soluções para comunidades isoladas da região Norte
O presidente do Conselho de Consumidores de Energia do Acre, Ivan de Carvalho, participou da III Expo & Conferência sobre energias alternativas, realizada em Manaus, reunindo cerca de 40 empresas especializadas no setor elétrico.
O evento também contou com a presença do secretário de Estado Ronei Peixoto e do deputado estadual Sinésio Campos, que destacou o potencial do Amazonas na geração de energia por meio de gás, petróleo, fertilizantes e fontes renováveis, incluindo a produção oriunda de Urucu.
Durante a conferência, Ivan de Carvalho ressaltou a importância de investimentos em energias limpas e alternativas para atender comunidades isoladas da região Norte, que ainda dependem de fontes mais caras e menos sustentáveis, como geradores movidos a óleo.
Segundo ele, a troca de experiências com empresas e especialistas pode contribuir para levar soluções inovadoras ao Acre, especialmente para produtores rurais e moradores de áreas de difícil acesso. O representante também defendeu maior apoio do governo federal e do Ministério de Minas e Energia para ampliar o acesso à energia de qualidade.
Ainda em Manaus, Ivan participou de uma reunião extraordinária com presidentes de conselhos de consumidores de energia da região Norte. O encontro discutiu a atualização das entidades, a atuação dos representantes e a definição da data e dos temas de um novo evento, previsto para a segunda quinzena de outubro.
Ao final, Ivan avaliou de forma positiva a participação no evento, destacando a relevância do debate sobre alternativas energéticas, sobretudo em períodos de escassez hídrica, quando a oferta de energia pode ser comprometida.
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Remédios devem ter reajuste no preço de até 3,81% a partir de 1.º de abril
A estimativa é do Sindusfarma e se baseia no cálculo definido todos os anos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos
O preço dos remédios deve ter reajuste médio de 1,95% a partir de 1º de abril. Segundo estimativa do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), o aumento anual deve variar entre 1,13% e 3,81%.
Assim, a alta média (1,95%) ficará abaixo da inflação medida pelo IPCA, de 3,81% no acumulado de 12 meses (março de 2025 a fevereiro de 2026).
A estimativa se baseia na fórmula de cálculo elaborada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), ligada à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O governo federal ainda dará o aval ao índice de reajuste, que atinge 13 mil produtos. O aumento anual entra em vigor em 1.º de abril de 2026.
O reajuste não é automático nem imediato. Segundo o Sindusfarma, a concorrência entre as empresas do setor influencia os preços, já que medicamentos com o mesmo princípio ativo e da mesma classe terapêutica são oferecidos por diversos fabricantes e vendidos em milhares de pontos de venda em todo o país.
“O consumidor deve pesquisar os preços nas farmácias e drogarias antes de comprar o medicamento prescrito”, orienta Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.
“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, esses aumentos podem demorar meses ou nem acontecer”, explica o executivo.









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