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Chuva deixa mais de 250 mil pontos sem energia no Paraná

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Região noroeste do estado foi a mais afetada

 

Cerca de 253 mil residências e estabelecimentos comerciais paranaenses continuavam sem energia elétrica, até o fim da manhã de hoje (24), por causa da forte chuva que atingiu ontem (23) boa parte do estado. Este é o segundo temporal que castiga o Paraná em um intervalo de apenas dez dias.

Em nota, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que equipes de funcionários estão procurando atender aos mais de 7,6 mil chamados de ocorrência abertos desde ontem, tentando recuperar os estragos causados à rede elétrica e restabelecer o serviço o mais rapidamente possível.

A região mais afetada foi a Noroeste do estado, onde pelo menos 127 postes de energia foram quebrados pela força do vento ou ao serem atingidos por árvores que caíram. Na região Norte, embora o número de unidades consumidoras sem energia e de reclamações seja menor, o total de postes danificados é ainda maior: 156. Além disso, quatro torres de transmissão também foram prejudicadas.

Ainda de acordo com a Copel, o fornecimento de energia elétrica foi quase que totalmente interrompido em pelo menos 35 cidades: Alvorada do Sul, Amaporã, Cafeara, Diamante do Oeste, Floraí, Guairacá, Iguatu, Inajá, Indianópolis, Itaguajé, Jandaia do Sul, Japurá, Jardim Olinda, Jussara, Lupionópolis, Mirador, Missal, Nova Aliança do Ivaí, Nova Olímpia, Ourizona, Paranapoema, Planaltina do Paraná, Porto Barreiro, Presidente Castelo Branco, Ramilândia, Santa Inês, Santa Mônica, Santo Antônio do Caiuá, Santo Inácio, São Carlos do Ivaí, São João do Caiuá, São Manoel do Paraná, Tapira, Terra Rica e Vera Cruz do Oeste.

Foz do Iguaçu

De acordo com a prefeitura de Foz do Iguaçu, os ventos na cidade chegaram a 70km/h e derrubaram cerca de 100 árvores. Além disso, em alguns pontos foi registrada a queda de granizo e a Defesa Civil teve que atender a dezenas de solicitações de lonas plásticas para remediar danos causados aos telhados. Ao menos duas famílias cujas casas ficaram alagadas precisaram ser levadas para abrigos.

Os efeitos do temporal levaram, ainda,  a Secretaria Municipal de Saúde a suspender a vacinação prevista para hoje em cinco Unidades Básicas de Saúde (Vila C Velha, Vila C Nova, Porto Belo, Cidade Nova e São João). Nas demais, o atendimento à população ocorreu normalmente.

Levantamento de danos

“A Defesa Civil está realizando um levantamento completo da situação. O governador Ratinho Júnior está muito preocupado e me autorizou a orientar os prefeitos que sentirem necessidade real para que decretem estado de calamidade, pois assim poderemos liberar recursos para os municípios atingidos comprarem material de construção para as pessoas reconstruírem suas casas”, informou o secretário estadual de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, alertando para a previsão de mais chuvas nas próximas horas.

No total, o governo estadual contabiliza 384 pessoas atingidas e 32 desalojadas, das quais 16 permanecem em abrigos provisórios. Só no município de Moreira Sales, uma das 16 cidades paranaenses a registrar chuva de granizo, 70 casas foram bastante danificadas, deixando a 20 pessoas desalojadas.

Itaipu

As chuvas também causaram, ontem (23), o desligamento temporário de parte das unidades geradoras de energia elétrica da usina binacional de Itaipu, na tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai. Em nota divulgada esta manhã, a empresa informou que as linhas de transmissão foram religadas ontem mesmo. E que, salvo pela interrupção e a consequente redução momentânea da geração de energia, o temporal não prejudicou as instalações da usina, que já opera normalmente.

Apesar disto, o vertedouro da usina teve que ser momentaneamente aberto para compensar a diminuição do volume d´água lançado no Rio Paraná, de forma a manter o nível dentro dos limites de variação permitidos.

“O vertedouro permaneceu aberto pelo tempo e com valores de vazão estritamente necessários para compensar a redução parcial da geração”, informou a empresa, na nota. “À medida que a Itaipu foi sendo demandada para o restabelecimento da geração aos valores originais, a vazão vertida foi sendo diminuída até o completo fechamento do vertedouro, às 22h22 deste sábado.”

As linhas de transmissão afetadas conectam a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN) que, acionado, desligou automática e temporariamente as cinco das dez unidades geradoras do setor de 60 hertz de Itaipu.

 

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De olho no Planalto, Romeu Zema marca data de saída do governo de MG

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Romeu Zema concede entrevista no estudio do Metrópoles - Coluna

Gabriel Foster/Metrópoles

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), já tem data marcada para deixar o cargo: 22 de março, um domingo. A renúncia se dará duas semanas antes do prazo final de desincompatibilização para concorrer nas eleições de outubro. Zema é pré-candidato à Presidência da República.

A saída abrirá caminho para que o governador mineiro possa rodar o país para tornar seu nome mais conhecido. O plano de seu entorno é fazer um evento de despedida da gestão, com a passagem do cargo ao vice-governador mineiro, Mateus Simões (PSD), que é pré-candidato à sucessão de Zema.

Embora esteja sendo cobiçado para posto de vice em uma chapa da direita, o governador de Minas Gerais nega a possibilidade.

Na segunda-feira (12/01), o político negou a chance de ser vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma chapa presidencial e disse que seguirá com sua candidatura até o fim.

“Eu sou pré-candidato [à Presidência], como já aconteceu o lançamento no ano passado e continuo com a pré-candidatura e irei até o final”, disse a jornalistas.

Zema lançou sua pré-candidatura em 16 de agosto de 2025. Na ocasião, aproveitou para criticar o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Até os 53 anos a minha vida foi empreender e eu sempre tomei até aversão à política, mas aí veio a crise da Dilma, tive que reduzir o quadro da empresa e aquilo me fez ficar indignada, e em Minas foi pior ainda com o governo Pimentel. E foi neste momento que veio o convite do partido Novo”, disse à época do lançamento.

Antes de lançar sua pré-candidatura, Zema avisou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre sua escolha. O governador de Minas é aliado de Bolsonaro e apoiou a decisão do clã bolsonarista de lançar Flávio.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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STJ nega acesso a extradição de suspeito de movimentar R$ 1,2 bilhão

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Entrada do Metrópoles - Metrópoles

Felipe Menezes/Metrópoles

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou pedido de liminar para acesso a procedimento de extradição de um homem acusado de ser operador financeiro em esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado a organizações criminosas. O pedido negado foi apresentado pela defesa de um dos réus que estaria morando em Omã, na Península Arábica.

O homem foi denunciado no âmbito da Operação Alcaçaria, deflagrada em outubro de 2024. A apuração aponta a existência de uma rede de operadores financeiros a serviço de diversas organizações criminosas em todo o país.

De acordo com informações da Polícia Federal e da Receita Federal, ao longo dos anos de 2021 e 2024, o grupo teria movimentado ao menos R$ 1,2 bilhão por meio de depósitos em espécie em contas de empresas de fachada, registradas em nome de sócios “laranjas”.

Os valores foram transferidos para contas bancárias de empresas de fachada, distribuídas em três camadas, com a finalidade de dificultar o rastreamento.

A última camada envolvia empresas de comercialização de criptoativos e de câmbio que disponibilizavam esses recursos aos destinatários finais, muitas vezes localizados em outros países como: Paraguai, Colômbia e Bolívia.

Parte dos recursos era convertida em criptoativos, enviada a carteiras no exterior e, posteriormente, transformada em dólares para o pagamento de fornecedores de drogas e armas.

Prisão preventiva

No caso do réu com pedido de extradição, a prisão preventiva foi decretada em setembro de 2024. A denúncia foi recebida dezembro do mesmo ano. Contudo, na resposta à acusação, a defesa informou que ele estaria em Omã, no Oriente Médio, fato que motivou a instauração de procedimento para a extradição.

Apesar de conceder acesso à defesa a todos os procedimentos criminais relacionados aos fatos a ele imputados, o juízo de primeiro grau negou o pedido de acesso ao incidente de extradição, que é o processo legal formal pelo qual um país pede a outro a entrega de um indivíduo que se encontra em seu território.

Posteriormente, ao analisar um habeas corpus, esta posição foi mantida por maioria em julgamento colegiado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Para o TRF3, o sigilo do incidente foi decretado com o objetivo de assegurar a efetividade das diligências. O tribunal ressaltou que o procedimento pode conter informações sensíveis sobre as medidas adotadas para a localização do paciente, de modo que o acesso da defesa, nesse momento, poderia frustrar seu objetivo.

Não há urgência

A defesa recorreu ao STJ ao alegar que não haveria justificativa para proibir o acesso ao procedimento extradição à defesa, pois este não teria qualquer relação com diligência investigatória em curso. Alegou, ainda, que o direito deferido de consulta aos autos se estenderia aos incidentes relacionados à ação penal principal.

Ao negar a liminar, o presidente do STJ destacou que, na hipótese em questão, não há ilegalidade manifesta nem situação de urgência apta a justificar o deferimento do pedido liminar. O mérito do recurso habeas corpus será analisado pela Sexta Turma, sob a relatoria do ministro Og Fernandes.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Lei do Descongela: entenda retroativo a servidor, suspenso na pandemia

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Esplanada dos ministérios: reforma administrativa reorganiza o serviço público

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto de lei que autoriza o pagamento de benefícios retroativos congelados a servidores públicos de entes federativos que decretaram estado de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (13/1).

A Lei Complementar nº 226, conhecida como Lei do Descongela, se refere a diferentes benefícios, como anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes ao quadro de pessoal, correspondentes ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 — quando ficaram retidos.

Durante a pandemia, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) autorizou o repasse de cerca de R$ 60 bilhões a estados e municípios para compensar os impactos econômicos da pandemia, pelo Programa de Enfrentamento ao Coronavírus. Em contraponto, Bolsonaro congelou os adicionais salariais de servidores públicos.

A sanção da lei — que foi aprovada em 16 de dezembro pelo Senado Federal — destaca que o pagamento é autorizado desde que seja respeitada a “disponibilidade orçamentária própria” dos entes federativos.

Ou seja, para que os valores sejam pagos, o estado, o município ou o Distrito Federal precisa ter decretado calamidade pública durante a pandemia e dispor de recursos para custear os benefícios, sem gerar novas despesas e dentro do teto de gastos.

A lei sancionada não estabelece prazo para a adoção da medida, que passa a valer a partir desta terça. A mudança valerá para os servidores públicos efetivos e para os empregados públicos contratados por meio de vínculo CLT.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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