Acre
Chove muito no interior, mas Rio Branco registra déficit hídrico preocupante

Foto: Sérgio Vale/arquivo ac24horas
O mês de setembro de 2025, que marca o fim do inverno amazônico e o início da primavera, trouxe contrastes meteorológicos ao estado do Acre. Enquanto Brasileia registrou a chuva mais intensa do ano em 24 horas, com impressionantes 191,8 mm no dia 2, a capital Rio Branco enfrentou precipitações abaixo da média histórica, embora com um número maior de dias chuvosos. Os dados foram apurados pelo site otempoaqui.com.br, revelam um padrão de chuvas fracas e distribuídas, influenciado por sistemas climáticos regionais.
De acordo com os registros da Agência Nacional de Águas (ANA), o acumulado máximo em 24 horas em Brasileia, no dia 2 de setembro, superou qualquer outro evento pluviométrico no estado durante o ano. Esse volume representa um recorde para 2025 no Acre, superando inclusive o registro anterior de 175,0 mm em Assis Brasil, ocorrido em fevereiro. O episódio pode ser atribuído a uma frente fria polar que avançou pela região no início do mês, provocando instabilidades intensas.
Em Rio Branco, no entanto, o cenário foi de déficit hídrico. A Estação Automática (EA) do INMET registrou um total de 78,8 mm de chuva ao longo do mês, o que equivale a apenas 84,2% da média climatológica para setembro (93,6 mm, baseada no período de 1991 a 2020). Já a ANA apontou 71,8 mm (76,7% da média), e a estação meteorológica do Aeroporto Plácido de Castro somou 16,9 mm. Apesar do volume abaixo do esperado, o número de dias com precipitação igual ou superior a 1,0 mm surpreendeu: foram 12 dias na EA, cinco a mais que a média mensal de sete. “Isso indica chuvas fracas e persistentes, sem eventos extremos na capital”, explica o pesquisador meteorologia Davi Friale.
O dia mais chuvoso em Rio Branco foi 29 de setembro, com 17,6 mm pela ANA – valor modesto se comparado ao recorde anual na capital, de 89,0 mm em 3 de janeiro de 2024. No contexto estadual, o maior acumulado em 24 horas no ano permanece o de Brasileia, reforçando a disparidade entre o leste e o oeste do Acre. Outras localidades, como Porto Walter (4,8 mm no dia 30) e Cruzeiro do Sul (2,4 mm no dia 30), também registraram chuvas pontuais no fim do mês, segundo a ANA.
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Acre
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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.




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